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Atlético não tem interesse em Jádson
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O Atlético não se manifesta oficialmente, mas nos corredores da Cidade do Galo está claro.

O Atlético não fará proposta oficial por Jádson.

A discussão sobre o Corinthians ter a concorrência do Galo e por isso correr o risco de ficar sem o camisa 10 campeão brasileiro de 2015 não faz sentido.

O Corinthians não vai pagar a pretensão salarial dos empresários do jogador. Nem tem de pagar. Não vai superar seu limite.

Mas não é por causa do Atlético.

Jádson está liberado do contrato com o Tianjin Quanjian e negocia o retorno ao Brasil dentro das condições que julga corretas.

Se o Corinthians julgar caro demais, não vai fechar contrato.

O Atlético entende que, neste momento, não precisa de jogadores para a função que ocupa em campo.


A base de Tite para o jogo contra a Colômbia
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Desde abril de 2013, a seleção não era convocada apenas com jogadores que atuam no Brasil. Daquela vez, Felipão convocou oito que já vinham trabalhando com os convocados da Europa, de um total de 30 convocados. Aconteceu antes das partidas contra Chile e Bolívia, última chamada antes da Copa das Confederações.

Desta vez, Tite chamou 23 jogadores.

Destes, sete fizeram parte do trabalho de Tite, em seus seis jogos iniciais.

Mas a surpresa é perceber que dos 31 convocados antes do amistoso contra a Colômbia, dez jogavam por times do Brasil. Um terço.

Há décadas isso não acontece. Vale sempre a lembrança de que na história das Copas, só uma seleção foi campeã com mais convocados de fora do que de dentro do próprio país. Só a França de 1998.

A pergunta é se a seleção tem tido mais jogadores de clubes brasieliros porque exporta menos ou porque produz jogadores melhores. Tite respondeu: ''Não sei.''

Tem a ver com menos talentos pretendidos pelos melhores clubes do planeta. Mas também tem a ver, como Tite fez questão de dizer, com a premissa de que não importa onde o jogador atua, mas sim sua qualidade .

A isenção da convocação é evidente.

Agora são 48 convocados. Destes 27 de clubes do Brasil.


Os pontos positivos do Corinthians de Fábio Carille
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O Corinthians da vitória por 4 x 1 sobre o Vasco foi compacto, moderno, taticamente parecido com os melhores dias do ano passado. A promessa de Fábio Carille de ter uma equipe semelhante à que Tite montou entre 2015 e 2016 deu sinais de que pode acontecer. É a grande chance da carreira de Carille. Não apenas para se firmar no Corinthians, como para se colocar no mercado para outras experiência se eventualmente deixar o clube na seqüência.

Vencer de goleada e contra o Vasco dirigido por Cristóvão Borges é também um símbolo. Porque Cristóvão passou pelo Corinthians sem sucesso, assim como Oswaldo de Oliveira. Carille representa a tentativa de resgate do jogo coletivo de 2015 e 2016.

Mas vale a lembrança de que em 2016, mesmo enquanto Tite esteve no comando, o Corinthians sofreu nos jogos contra os times mais fortes. Foi bem mesmo nas partidas teoricamente mais simples.

Para o Vasco, o susto maior é perceber a facilidade com que o Corinthians infiltrou-se na defesa, pela faixa central. Dos quatro gols, três foram pelo meio da defesa cruzmaltina, um apenas em jogada pelos lados do campo.


Acertos e erros de Felipe Melo na apresentação ao Palmeiras
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Felipe Melo tem uma diferença positiva e fundamental em comparação com boa parte dos jogadores e ex-jogadores: ele gosta de ver futebol. Muitos craques adoram jogar, mas não ligam para se sentar à frente da TV e observar um jogo. Felipe vê. Por isso fez o diagnóstico perfeito na resposta mais limpa de sua entrevista coletiva. Disse ao repórter que afirmava ter o Palmeiras como ponto forte no Brasileirão Tchê Tchê e Moises: ''Eu discordo de você. Eu vi boa parte do Brasileiro e para mim o diferencial do Palmeiras foi o grupo. Falei com muitos jogadores desde que cheguei e percebi o mesmo. Conversei com Zé Roberto e falei que percebi termos um grupo muito legal.''

Ver futebol é a melhor maneira de conhecer o que está acontecendo no mundo real. Claro que a experiência do campo também conta. Porque vê futebol sempre e joga profissionalmente há quinze anos, Felipe Melo é preciso sempre que fala sobre o jogo.  Sua avaliação sobre o Palmeiras é precisa.

Mistura as coias quando exageram no tempo sobre o que fala a seu próprio respeito. Por exemplo, quando reclama das críticas e diz que durante muitos programas só viu a expulsão no jogo contra a Holanda e não o passe preciso para Robinho.

Desculpa aí… Mas todo mundo falou das duas coisas. A avaliação sobre sua atuação na Copa do Mundo de 2010 sempre carrega a lembrança da expulsão, mas também do bom futebol nos cinco jogos que disputou — estava ótimo contra a Holanda até o cartão vermelho. Se estiver vendo só TV aberta, pode não ter percebido o exagerado número de vezes em que se repetiu seu gol pela Internazionale contra o Verona, o único marcado no Campeonato Italiano desde o retorno à Série A.

Também já se escreveu sobre o sucesso na Fiorentina, sobre ter sido vítima do mau momento da Juventus, do sucesso no Galatasaray onde foi vice-artilheiro, do retorno à Internazionale onde outra vez a situação da equipe atrapalhou o desempenho individual. A maior parte das críticas foi justa.

Assim como a maior parte das coisas que Felipe Melo fala sobre o que observa de futebol é muito bom. Bem melhor do que suas observações sobre o que se pensa sobre ele mesmo.


Diretor do Corinthians deixa Londres e aguarda resposta em São Paulo
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O ex-diretor de marketing do Corinthians, Gustavo Herbetta, já deixou a cidade de Londres, para onde viajou a fim de mostrar o projeto que o Corinthians planeja para ter Didier Drogba. Sem a resposta no prazo combinado, domingo à tarde, o dirigente retornou ao Brasil, onde tem compromissos. Agora aguarda a resposta em São Paulo.

Mas nenhum dirigente corintiano apresenta a ideia de Drogba, neste momento, com otimismo. Todos dizem que é muito complicado. A interlocutores próximos, o presidente Roberto de Andrade respondeu no domingo à tarde. ''Diga que é muito difícil, para não iludir a torcida.''

Sabe-se que o vazamento da negociação deixou o staff de Drogba desgostoso. Gente ligada ao craque disse julgar que o Corinthians seria mais profissional. A resposta foi que o Corinthians é profissional e que o vazamento não dependeu da vontade dos dirigentes. O fato de ter explodido a notícia antes mesmo de Didier Drogba tomar conhecimento de que havia uma tratativa atrapalhou.

Também não ajudou a falta de unidade da direção corintiana. Em condições normais, um projeto deste tamanho teria levado não apenas o diretor de marketing, mas também o diretor de futebol e o presidente do clube a Londres. Diferente do caso Ronaldo, que explodiu com a notícia confirmada e não teve o segundo dia de especulações e informações, Drogba já chega ao quinto dia sem definição e com a suspeita de que não dará em nada.

No caso de Ronaldo, houve mobilização da diretoria e a presença física do empresário do jogador, Fabiano Farah, assim como do próprio craque. No caso de Drogba, mesmo com a presença de Gustavo Herbetta em Londres, em nenhum momento se conversou nem com o craque marfinense, Didier Drogba, nem com seu principal empresário, Tchemo Seidy. Foi este último quem desmentiu o negócio para o jornal L'Equipe, na sexta-feira. Só depois disso, tomou conhecimento do andamento das coisas, pelos outros agentes, que deveriam consolidar o negócio.

Não dá para culpar o Corinthians totalmente por isso. Em 2013, o Grêmio julgou estar próximo de contratar Drogba. Segundo depoimento do ex-diretor-executivo do Grêmio, Rui Costa, o negócio só não avançou porque  a direção gremista recuou — não o craque marfinense. Naquele caso, nenhum dirigente gremista também sentou-se nem com o principal agente de Drogba nem com o próprio jogador.

Ainda é possível que o negócio aconteça. Mas nenhum dirigente do Corinthians confia nisso neste momento.


São Paulo diminui folha de pagamento em R$ 6 milhões anuais
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Com o elenco atual e a decisão de ter um time com revelações treinadas por Rogério Ceni, o São Paulo deve economizar R$ 6 milhões por ano. Na folha de pagamento, o corte mensal é de aproximadamente R$ 500 mil. Parece pouco, mas a economia anual permite manter o superávit registrado no ano passado. ''Podemos subir isso em algum momento'', diz o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Significa que o São Paulo poderá ter uma reserva para investir na hora em que apareça uma oportunidade. O São Paulo realizou contra o Boca Ratón seu segundo jogo-treino sob o comando de Rogério Ceni e goleou por 9 x 2. Ainda há dúvidas no time titular. Rogério testou Wesley na ponta direita, no sistema 3-4-3, e Buffarini como ala esquerdo. Levando em conta que Buffarini foi contratado por ser excelente ala direito no San Lorenzo e com a possibilidade de jogar como volante, a opção de Rogério no lado esquerdo é pelo improviso. Mas a versatilidade dá margem a que Buffarini se adapte.

Outra opção é o lateral Júnior, contratado com idade júnior, ex-Grêmio.

A lógica são-paulina é montar um time forte com os jogadores que já estão à disposição. Já aconteceu na história tricolor. O maior exemplo aconteceu em 1985, ano iniciado com declarações de que não havia dinheiro e era impossível gastar o que outros grandes clubes gastavam. Naquele mês de janeiro, o Corinthians contratou Hugo De León e Serginho Chulapa. Também trouxe de volta Casagrande, depois de seis meses emprestado ao São Paulo. O time foi apelidado de Sele-Corinthians. Não ganhou nenhuma taça naquele ano, marcado pelo surgimento dos Menudos, campeões paulistas em dezembro.


Guardiola segue sofrendo
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A derrota do Manchester City para o Everton é mais um capítulo da dificuldade de Guardiola em sua primeira temporada na Premier League. Não significa que Guardiola não seja bom, nem que não possa dar certo. Pode ganhar a Champions, até. Mas ele sofre, pela variedade tática, pela quantidade de adversários fortes, as duas características diferentes do que encontrou na Espanha e na Alemanha.

Contra o Everton, sofreu sua sétima derrota. O Everton esperou na defesa, marcou no  3-5-2 e deu margem ao volante, atuando como meia pela direita, Davies, destruir durante a partida.

Deu o passe para o primeiro gol de Lukaku e deslocou-se do meio para o ataque para fazer o terceiro.

Davies é um talento. Joga como segundo volante no 4-2-3-1 ou como meia direita no 3-5-2, como foi o caso na partida contra o Manchester City.

O Campeonato Inglês tem o Chelsea como favorito ao título e um grupo de seis times muito próximos. Hoje, o City, de Guardiola, aproxima-se do Manchester United, sexto colocado, e do Everton, o sétimo. O Chelsea distancia-se. Mas Tottenham, Arsenal, Liverpool, City, United e Everton mostram futebol de altíssima qualidade.

Técnica e tática.

Pelo equilíbrio, Guardiola sofre.


As razões da troca entre Cruzeiro e Palmeiras
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Palmeiras e Cruzeiro selaram a troca de Robinho e Willian, do Bigode, por mais um ano, e a ida em definitivo de Fabiano para o Palmeiras. Há alguns dias, este colunista falava sobre esta possibilidade no FOX Sports e a chance de Willian como atacante com a característica de Gabriel Jesus foi descrita na coluna da Folha de S. Paulo em 2 de janeiro. 

Não será nem Borja nem Pratto o centroavante contratado.

Há boas razões para isso. Uma delas é o preço. Tanto Pratto quanto Borja custariam caro demais e a Crefisa não se disporia a pagar, especialmente depois de ter custeado a contratação de Alejandro Guerra e a permanência de Dudu. 

Outra questão é técnica. Borja é um centroavante de talento, mas a quantidade de gols na soma de Libertadores e Copa Sul-Americana não é garantida na chegada ao Brasil.

O Palmeiras apostará em Willian como atacante. Característica mais parecida com Gabriel Jesus, mas não garantia do mesmo sucesso.

O Cruzeiro terá Robinho, jogador de confiança de Mano Menezes. O novo time que nascerá em Belo Horizonte terá a variação tática como característica. Robinho ajuda a garantir isso. Pode jogar pela direita, como meia, por dentro, como armador, ou como segundo homem de meio-de-campo no 3-4-3.

O negócio pode ser bom para os dois lados.


Crefisa pagou compra de Guerra e permanência de Dudu
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A Crefisa renovará o contrato com o Palmeiras, mas a assinatura deve acontecer apenas depois da eleição do Conselho Deliberativo. A ideia é não misturar a candidatura de Leila Pereira ao Conselho Deliberativo com o acordo comercial feito entre o clube e a empresa. Depois disso, não deve haver presentes. Ou seja, a Crefisa não ajudará o Palmeiras a comprar um centroavante. Está praticamente descartada a ideia de contratar Pratto ou Borja.

Só que a Crefisa deu dois presentes recentes ao Palmeiras. A contratação de Alejandro Guerra, eleito o melhor jogador da Libertadores, foi feito com o aporte financeiro de US$ 3 milhões da Crefisa.

Também havia um problema para exercer a preferência por Dudu e mantê-lo no elenco. Na compra realizada em janeiro de 2015, o Palmeiras se comprometeu a pagar 3 milhões de euros ao Dinamo de Kiev para permanecer com o atacante em 2017. A parcela foi paga com o apoio financeira da Crefisa.

O Palmeiras planeja contratar apenas mais dois jogadores, entre eles um lateral direito. O negócio encaminhado envolve o retorno do lateral Fabiano e a compra do atacante Willian, do Cruzeiro, em troca da permanência em definitivo de Robinho na Toca da Raposa. A confirmação do acerto só se dará depois do retorno do diretor de futebol do Cruzeiro, Bruno Vincintim, que está nos Estados Unidos. O Flamengo tentou entrar no negócio e ofereceu o volante Cuellar ao clube de Belo Horizonte, para ter William.

Como o negócio entre Cruzeiro e Palmeiras iniciou-se antes, é mais provável que William seja reforço para o ataque no Allianz Parque.


Fellipe Bastos é o novo volante do Corinthians
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Falta saber o tempo de contrato, apenas.

Mas o volante nascido no Botafogo e campeão da Copa do Brasil de 2011 pelo Vasco, como reserva, depois jogador do Grêmio e que conseguiu a liberação do Al Ain, dos Emirados Árabes, será jogador do Corinthians a partir do início do Campeonato Paulista.

A dúvida é se serão dois ou três anos de contrato. Mas o acerto está apenas pela assinatura.

Fellipe Bastos é bom jogador. Sai do campo de defesa como segundo volante, aproxima-se da grande área adversária, chuta forte a gol.

Muitos jogadores que voltam do Oriente Médio demoram a se readaptar. Não dá para garantir que será titular o tempo todo. Mas, pelo que mostrou no Grêmio e no Vasco, vai ajudar.