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O auxílio de Johan Cruyff para o Ajax voltar a exercer sua vocação
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Por Felipe dos Santos Souza

Este não é mais o Ajax.''

Assim, com esse tom desolado, Johan Cruyff começou sua coluna no caderno de esportes do jornal ''De Telegraaf'', em 20 de setembro de 2010. Cinco dias antes, o Ajax sofrera 2 a 0 do Real Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Poderia ter sido 5 a 0: era um Ajax medroso, defensivo, nem de longe lembrando qualquer coisa a ver com Futebol Total, com o gigante europeu que um dia tinha sido.

Por isso, Cruyff pedia na coluna: era hora de os antigos ídolos se reaproximarem do Ajax, de participarem mais da vida do clube, de fazer o clube se reaproximar do estilo que o fizera famoso: revelando jovens, atuando ofensivamente, agradando a quem via os jogos.

Pedido de Cruyff, na Holanda, se cumpria, mesmo com muita discussão. Por causa do pedido, vários ex-jogadores começaram a participar do Conselho Deliberativo, como Aron Winter e Edgar Davids (este logo saiu). Por causa do pedido, Frank de Boer, que começava a carreira de técnico nos juniores do clube, foi promovido, em lugar de Martin Jol – com Dennis Bergkamp, outro nome histórico, como auxiliar. Por causa do pedido, mais um nome marcante foi dirigir a base do clube: Wim Jonk. 

Estava iniciada a chamada ''Revolução de Veludo'': nos bastidores, o Ajax se reformulava para reconquistar o poder que sempre tivera na Holanda. Foi tetracampeão nacional, entre 2011 e 2014 – marca que não fora atingida nem mesmo nos tempos de Cruyff. Revelou muita gente que hoje joga em centros mais importantes: Vertonghen, Alderweireld, Daley Blind, Eriksen… do lado de fora do campo, os ídolos continuavam voltando: Marc Overmars chegou para ser diretor de futebol em 2012 – mesmo ano em que Edwin van der Sar foi dirigir o marketing, para aprender um pouco antes de ser diretor geral do clube, cargo que passou a ocupar no ano passado.

Na Holanda, o domínio era claro. Mas era preciso mais. E aí as discordâncias surgiram: Cruyff e Wim Jonk continuavam pedindo prioridade total à base, enquanto a dupla Van der Sar-Overmars via que precisava de contratações. Em 2015, os segundos ''ganharam a queda de braço''. Jonk saiu do Ajax, e Cruyff afastou-se do clube onde despontou, simultaneamente à descoberta do câncer de pulmão que o matou.

Os jovens seguiam surgindo aos borbotões: Kenny Tete, Jaïro Riedewald, Donny van de Beek, Vaclav Cerny, os ''veteranos'' Davy Klaassen e Joël Veltman… mas Van der Sar e Overmars decidiram: não bastava formar jovens, era preciso comprar jovens. E era preciso renovar o trabalho estagnado de Frank de Boer, que saiu após a perda dramática do Campeonato Holandês 2015/16, na última rodada. Bastou para apostarem em Peter Bosz, ídolo do arquirrival Feyenoord quando jogador (era atacante, jogou a Euro 1992), que veio do Maccabi Tel Aviv – cujo diretor técnico é… Jordi Cruyff, filho de Johan! Incrível!

As compras começaram tímidas: Bertrand Traoré chegou emprestado do Chelsea, Kasper Dolberg foi trazido do Silkeborg-DIN por 8 milhões de euros, Davinson Sánchez chegou por 7,5 mi de euros do Atlético Nacional recém-campeão da Libertadores… só que não adiantou: em meio à reformulação, o Ajax foi eliminado vexatoriamente na preliminar da Liga dos Campeões, pelo Rostov-RUS.

Parecia o fim. Foi o começo. Porque aí o Ajax abriu realmente os cofres. Trouxe Hakim Ziyech, talentoso meio-campista marroquino, por 11 milhões de euros. Passou a primeira metade da temporada se entrosando, com Peter Bosz colocando em prática o estilo ofensivo que tinha em mente (inspirado por Pep Guardiola e… Cruyff, sempre ele). A escolinha do clube foi revelando mais gente, como Matthijs de Ligt e Justin Kluivert. No início deste ano, a prova de que não seriam poupados esforços: David Neres chegando como a segunda compra mais cara da história do Ajax.

E assim o Ajax voltou a uma final de torneio europeu, 21 anos depois de pegar a Juventus na final da Liga dos Campeões 1995/96. Ofensivo, revelando jovens – na semifinal contra o Lyon, cinco jogadores que terminaram a partida haviam nascido depois do 1996 em que o Ajax estivera na final da Champions.

Tudo graças à ideia de Cruyff em 2010. Como quase sempre foi, no futebol da Holanda.

 


Vinicius Junior decidirá se fica no Flamengo até 2018 ou 2019
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O Flamengo e o Real Madrid divulgarão em nota conjunta nesta terça-feira a negociação que envolve o pagamento de 45 milhões de euros para Vinicius Junior transferir-se para o clube merengue. Semana passada, o Flamengo anunciou a renovação de contrato com o atacante, mas o novo contrato não significava que não haveria a venda, como este blog divulgou.  O fechamento da contratação de Vinicius Junior pelo Real Madrid dá mais um ano de permanência do atacante na Gávea. Ou dois. Isto vai depender da sua escolha.

Daqui a um ano, Vinicius Junior pode ter amadurecido e sentir-se pronto para jogar no time principal do Real Madrid. Também pode perceber que a transferência para a capital espanhola servirá, no primeiro momento, para jogar no Real Madrid B. A escolha está na sua mão. Se quiser ficar até julho de 2019, Vinicius Junior pode. Se preferir ir daqui a um ano, ele também pode.

A compra do Real Madrid por 45 milhões de euros significa o maior ganho de um clube brasileiro na venda de um jogador. Neymar deixou o Santos para o Barcelona, que pagou o total de 88 milhões de euros, mas o Santos recebeu 17 milhões. Lucas, do São Paulo, saiu para o Paris Saint-Germain por 45 milhões de euros também.


Corinthians e Fluminense fazem mais do que podem
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Abel Braga é um técnico especial, porque diferente de vários outros que chegam à sua faixa etária ainda sorri e diverte-se com futebol. Seu time responde com diversão.

Venceu o Santos na primeira rodada, o Atlético-MG na segunda e está junto ao Grêmio na liderança.

Fábio Carille também faz mais do que dele se imaginava e o Corinthians é, dos grandes, o menos derrotado em 2017. Fora de casa, só uma derrota e com gol irregular de Alan Mineiro.

Pecado repetir que não brilha. Brilha, sim, na marcação e na capacidade de fazer um jogo planejado.

Se Fluminense e Corinthians vão nesse tom até o fim, é possível que nao. Mas começam o Brasileiro lembrando a todos nós que, no Brasil, o único jeito de ganhar o campeonato é montar um time, não contratar jogadores apenas.


Vasco vence sem Nenê e com velocidade
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A ideia de Milton Mendes era ter um time mais rápido, que não travasse no pé de Nenê quando chegasse ao campo de ataque. Funcionou. O Vasco foi melhor do que o Bahia na maior parte do tempo e a jogada do segundo gol mostra que a intenção deu resultado. Gilberto em velocidade pelo lado direito, com Kelvin acompanhando do outro lado. De Kelvin para Luís Fabiano marcar o gol número 400 de sua carreira.

O melhor jogador do time continua sendo Douglas, como já havia acontecido no Allianz Parque, contra o Palmeiras. Paulão deu mais segurança na defesa, apesar de o Bahia ter crescido no segundo tempo e dificultado a vida vascaína.

Ainda há problemas. O Vasco deu espaço no segundo tempo para o Bahia e Jean merecia ter sido expulso. Mas o Vasco busca o caminho, agora apostando em jogadores jovens, como Matheus Vidal.


Santos reclama da Conmebol e pede mudança profunda
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O presidente do Santos, Modesto Roma, considera absurda a punição imposta ao Palmeiras e diz que os clubes brasileiros precisam se mobilizar por mudanças profundas na estrutura da Libertadores. ''Pode ser com o Santos amanhã'', diz Modesto Roma, que esteve em Assunção e conversou com o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, para marcar sua posição.

Modesto faz questão de dizer que não sai em defesa de Felipe Melo, suspenso por seis partidas, mas do futebol brasileiro. Ele lembra que os clubes do Brasil desistiram da criação da Liga Sul-americana por confiarem em um projeto de mudança na Conmebol conduzido por Alejandro Dominguez. ''Isso está caindo em descrédito'', diz Roma.

Um dos pontos discutidos é a interdição do estádio Campeon del Siglo por apenas uma partida. O projeto de modernização da Libertadores prevê mais segurança, melhores gramados e melhores condições para tentar aproximar a organização da Libertadores à da Champions League.

Hoje a Conmebol tem representantes brasileiros na comissão de arbitragem e no tribunal, respectivamente Wilson Luiz Seneme e Caio César Rocha. Modesto Roma não fala em mudar nomes, mas a transparência das decisões. ''Tem de mudar tudo'', defende.

 


Informações e palpites da segunda rodada do Brasileirão
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SANTOS x CORITIBA

Sábado, Vila Belmiro, 16h

SANTOS – Problemas – Nenhum, mas Dorival deve poupar jogadores – Time provável (4-2-3-1) – Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Thiago Maia e Renato; Vladimir Hernández, Lucas Lima e Bruno Henrique; Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior

Últimos cinco jogos – edvvv

CORITIBA – Problemas – Alan Santos (machucado, dúvida), Anderson (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Wílson, Dodô, Werley, Walisson Maia e William Matsheus; Jonas e Galdezani; Henrique Almeida, Tomás Bastos e Neto Berola; Kléber. Técnico: Pachequinho

Últimos cinco jogos – vevvd

CURIOSIDADE – Nos últimos cinco jogos na Vila Belmiro, foram duas vitórias do Santos, dois empates e uma vitória do Coritiba

PALPITE – Santos

ARBITRAGEM – Wágner do Nascimento Magalhães (RJ); Rodrigo Henrique Correa (RJ), Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)

ATLÉTICO GOIANIENSE x FLAMENGO

Sábado, Serra Dourada, 19h

ATLÉTICO GOIANIENSE – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Felipe, Jonathan, Ricardo Silva, Roger Carvalho e Bruno Pacheco; Marcão e André Cruz; Igor, Jorginho e Everaldo; Wálter. Técnico: Marcelo Cabo

Últimos cinco jogos – deedv

FLAMENGO – Problemas – Diego (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo e William Arão; Berrio, Gabriel e Éverton; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo

Últimos cinco jogos – deevv

CURIOSIDADE – Em oito jogos no Brasileirão, o Flamengo só perdeu uma vez para o Atlético Goianiense. Levou 4 x 1 em 2011, no Engenhão.

PALPITE – Flamengo

ARBITRAGEM – Igor Junio Benevenuto (MG); Márcio Eustáquio Santiago (MG), Celso Luiz da Silva (MG)

CHAPECOENSE x PALMEIRAS

Sábado, Arena Condá, 19h

CHAPECOENSE – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Jandrei, Apodi, Luiz Otávio, Victor Ramos e Reinaldo; Andrei Girotto e Luiz Antônio; João Pedro, Rossi e Arthur Caike; Wellington Paulista. Técnico: Vágner Mancini

Últimos cinco jogos – veddd

PALMEIRAS – Problemas – Nenhum – Time provável (4-1-4-1) – Fernando Prass, Fabiano, Antônio Carlos, Juninho e Egídio; Felipe Melo; Róger Guedes, Michel Bastos, Raphael Veiga e Keno; Erik. Técnico: Cuca

Últimos cinco jogos – vvdvv

CURIOSIDADE – Em quatro jogos na história do Brasileirão, o Palmeiras venceu os dois em São Paulo e perdeu os dois em Chapecó.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – André Luiz de Freitas Castro (GO); Bruno Raphael Pires (GO), Leone Carvalho Rocha (GO)

VASCO x BAHIA

Domingo, São Januário, 11h

VASCO – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Martin Silva, Gilberto, Paulão, Rafael Marques e Henrique; Jean e Douglas; Yago Pikachu, Nenê e Matheus Vidal; Luís Fabiano. Técnico: Mílton Mendes

Últimos cinco jogos – ddvev

BAHIA – Problemas – Lucas Fonseca (poupado), Régis (poupado), mas Guto Ferreira deve poupar jogadores para a final da Copa Nordeste – Time possível (4-2-3-1) – Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Armero; Édson e Juninho; Allione, Diego Rosa e Zé Rafael; Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira

Últimos cinco jogos – dveev

CURIOSIDADE –  Nos últimos quatro jogos entre Vasco e Bahia em São Januário, houve dois empates e duas vitórias do Bahia. A última vez que o Vasco venceu foi em 2000, também ano do último título brasileiro: 3 x 2, dois gols de Euller e um de Juninho Paulista.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Leandro Bizzio Marinho (SP); Daniel Paulo Ziolli (SP), Daniel Luís Marques (SP)

ATLÉTICO PARANAENSE x GRÊMIO

Domingo, Arena da Baixada, 16h

ATLÉTICO PARANAENSE – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Wéverton, Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio e Rossetto; Nikão, Guilherme e Pablo; Eduardo da Silva. Técnico: Paulo Autuori

Últimos cinco jogos – vdeed

GRÊMIO – Problemas – Maicon (machucado), Miller Bolaños (machucado), Edílson (machucado), Marcelo Oliveira (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Marcelo Grohe, Leonardo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel e Arthur; Ramiro, Luan e Pedro Rocha; Barrios. Técnico: Renato Gaúcho

Últimos cinco jogos – vvdve

CURIOSIDADE – Renato Gaúcho foi técnico do Grêmio em cinco encontros com o Atlético Paranaense. Venceu três e empatou dois.

PALPITE – Atlético Paranaense

ARBITRAGEM – Marcelo Aparecido de Souza (SP); Anderson José de Moraes Coelho (SP), Bruno Salgado Rizo (SP)

VITÓRIA x CORINTHIANS

Domingo, Fonte Nova, 16h

VITÓRIA – Problemas – Patric (machucado), Kanu (machucado), André Lima (machucado), Gabriel Xavier (machucado), Kieza (machucado), William Farias (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Fernando Miguel, Leandro Salino, Fred, Alan Costa e Géferson; Renê Santos e Uillian Correia; Pisculichi, Cleiton Xavier e David; Paulinho. Técnico: Petkovic

Últimos cinco jogos – eeedv

CORINTHIANS – Problemas – Pablo (machucado) – Time provável (4-4-2) – Cássio, Fágner, Balbuena, Pedro Henrique e Arana; Jádson, Gabriel, Maycon e Romero; Rodriguinho e Jô. Técnico: Fábio Carille

Últimos cinco jogos – eveve

CURIOSIDADE – A última vez que Vitória e Corinthians jogaram na Fonte Nova foi em 1993. A única derrota do Corinthians naquela campanha, em que era dirigido por Mário Sérgio, resultou na eliminação três jogos depois. Alex Alves e Claudinho marcaram, o Vitória venceu por 2 x 1.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Péricles Bassols (PE); Clóvis Amaral da Silva (PE), Cléberson do Nascimento Leite (PE)

ATLÉTICO x FLUMINENSE

Domingo, Independência, 16h

ATLÉTICO – Problemas – Leonardo Silva (machucado) – Time provável (4-4-2) – Victor, Marcos Rocha, Felipe Santana, Gabriel e Fábio Santos; Elias, Adílson, Rafael Carioca e Robinho; Cazares e Fred. Técnico: Roger Machado

Últimos cinco jogos – vevve

FLUMINENSE – Problemas – Wellington Silva (machucado, dúvida), Orejuela (machucado, dúvida) – Time provável (4-1-4-1) – Diego Cavalieri, Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Pierre; Scarpa, Sornoza, Wendell e Richarlison; Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Últimos cinco jogos – dvddd

CURIOSIDADE – Ano passado, o Flu quebrou tabu de onze partidas sem derrota do Atlético para o Fluminense pelo Brasileirão. Seis vitórias e cinco empates desde o 5 x 1 do Flu que derrubou Vanderlei Luxemburgo do Galo em 2010, no Engenhão. No Giulite Coutinho, o Flu venceu por 4 x 2 ano passado.

PALPITE – Atlético

ARBITRAGEM – Jean Pierre Gonçalves Lima (RS); Lúcio Beiersdorf Flor (RS), Leirson Peng Martins (RS)

BOTAFOGO x PONTE PRETA

Domingo, Nilton Santos, 18h

BOTAFOGO – Problemas – Marcelo (machucado), Jéfferson (machucado), Montillo (machucado) – Time provável (4-4-2) – Gatito Fernández, Émerson, Carli, Igor Rabello e Victor Luís; Bruno Silva, Aírton, João Paulo e Rodrigo Pimpão; Camilo e Roger. Técnico: Jair Ventura

Últimos cinco jogos – vddvd

PONTE PRETA – Problemas – Émerson Sheik (preparação física) – Time provável (4-1-4-1) – Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Kadu e João Lucas;  Fernando Bob; Ravanelli, Jádson, Élton e Lucca; Lins. Técnico: Gílson Kleina

Últimos cinco jogos – vddev

CURIOSIDADE –  Ano passado, uma vitória da Ponte Preta e um empate.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Rafael Traci (PR); Ivan Carlos Bohn (PR), Luciano Roggenbbaum (PR)

SPORT x CRUZEIRO

Domingo, Ilha do Retiro, 19h

SPORT – Problemas – Nenhum (Sport aguarda posição da CBF sobre posição de Rithelly) – Time provável (4-2-3-1) – Magrão, Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Evandro; Rodrigo e Neto Moura; Éverton Felipe Diego Souza e Rogério; André. Técnico: Ney Franco

Últimos cinco jogos – vdevd

CRUZEIRO – Problemas – Manoel (machucado), Robinho (machucado), Ezequiel (machucado, dúvida), Rafael Sóbis (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Fábio, Lucas Romero, Dedé, Léo e Diogo Barbosa; Henrique e Hudson; Rafinha, Arrascaeta e Allison; Ábila. Técnico: Mano Menezes

Últimos cinco jogos – vddve

CURIOSIDADE – Cruzeiro venceu o último encontro na Ilha do Retiro por 1 x 0, em 2016.

PALPITE – Cruzeiro

ARBITRAGEM – João Batista de Arruda (RJ); Luiz Cláudio Regazone (RJ), Eduardo de Souza Couto (RJ)

SÃO PAULO x AVAÍ

Domingo, Morumbi, 20h

SÃO PAULO – Problemas – Wesley (machucado), Araruna (machucado), Wellington Nem (machucado), Morato (machucado) – Time provável (3-4-1-2) – Renan Ribeiro, Militão, Maicon e Rodrigo Caio; Thiago Mendes, Jucilei, João Schmidt e Júnior Tavares; Cueva; Marcinho e Pratto. Técnico: Rogério Ceni

Últimos cinco jogos – deevd

AVAÍ – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Kozlinski, Leandro Silva, Alemão, Betão e Capa; Luan, Judson; Marquinhos, Júnior Dutra e Denílson; Rômulo. Técnico: Claudinei Oliveira

Últimos cinco jogos – eeevd

CURIOSIDADE – São quatro partidas na história do Brasileiro, com três vitórias do São Paulo e um empate, no último encontro, em 2015.

PALPITE – São Paulo

ARBITRAGEM – Caio Max Augusto Vieira (RN); Flávio Gomes Barroca (RN), Vinicius Melo de Lima (RN)

 

 

 


Botafogo avança às oitavas com metade da folha de pagamento do Flamengo
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Os dados não são oficiais, mas o Botafogo tem gasto mensal na faixa aproximada de R$ 3,5 milhões mensais, pouco menos da metade do custo do Flamengo para pagar seus jogadores. Mesmo assim e apesar de fazer parte de um dos grupos mais equilibrados da Libertadores, o Botafogo venceu o último campeão, Atlético Nacional, e avançou para as oitavas-de-final. O gol da classificação foi marcado por Rodrigo Pimpão, símbolo do elenco pela dedicação com que ocupa toda a faixa esquerda do campo, marcando até a linha de fundo defensiva e atacando até o gol adversário.

Pimpão já marcou seis vezes nesta temporada, quatro delas pela Libertadores. O Botafogo atraiu o adversário e tirou a chance das jogadas de velocidade do Atlético Nacional. A estratégia de Jair Ventura era bloquear especialmente as jogadas de Ibarguen do lado esquerdo. O lateral improvisado Émerson dava combate, com Bruno Silva ajudando, um pouco à frente na linha de quatro homens do meio-de-campo.

O contra-ataque saía com precisão e sem pressa, apesar dos 20% de erros de passe em boa parte da partida. Os destaques do Botafogo foram Rodrigo Lindoso, autor do passe para o gol e do maior número de acertos do jogo, o zagueiro Igor Rabello e, principalmente, Rodrigo Pimpão, o heroi da classificação.

O Botafogo está classifcado com uma rodada de antecedência, coisa que o Palmeiras e o Flamengo não conseguiram. Os três clubes citados têm as maiores folhas de pagamento da Libertadores.

18/maio/2017

BOTAFOGO 1 x 0 ATLÉTICO NACIONAL – 21h45

Local: Nílton Santos (Rio de Janeiro); Juiz: Victor Carrillo (Peru); Coty Carrera, Jorge Tupanqui; Cartão amarelo: Henriquez (5’)

BOTAFOGO: 12. Gatito Fernández (6), 26. Émerson (7), 3. Carli (6,5), 16. Igor Rabello (7) e 6. Victor Luís (6); 19. Lindoso (7,5) e 11. João Paulo (6,5); 8. Bruno Silva (7), 10. Camilo (6,5) (22. Dudu Cearense 41 do 2º (sem nota)) e 17. Rodrigo Pimpão (7,5) (15. Gílson 36 do 2º (6)); 9. Roger (5) (20. Guilherme 21 do 2º (6)). Técnico: Jair Ventura

Banco: 12. Hélton Leite, 15. Gílson, 20. Guilherme, 21. Joel, 22. Dudu Cearense, 24. Matheus Fernandes, 28. Fernandes

ATLÉTICO NACIONAL: 25. Armani (6,5), 2. Bocanegra (6), 26. Cuesta (6), 12. Henriquez (5) e 13. Farid Díaz (5,5); 8. Arias (5,5) e 20. Aldo Ramírez (5) (9. Ruiz 16 do 2º (4,5)); 18. Rodin Quiñonez (6) (25. Nieto 35 do 2º (sem nota)), 10. Macnelly Torres (5,5) e 11. Ibarguen (5); 17. Dayro Moreno (5). Técnico: Reinaldo Rueda

Banco: 1. Bonilla, 5. Nájera, 9. Ruiz, 14. Blanco, 15. Juan Pablo Neto, 23. Velasco, 30. Arley Rodriguez


Chape teme exclusão da Libertadores e acusa Conmebol de manobra
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A Chapecoense sabe que corre o risco de hoje ser desclassificada da Libertadores por ter escalado o zagueiro Luiz Otávio depois de ser informada de que o jogador havia sido suspenso por três partidas. Mas acusa a Conmebol de ter manobrado para prejudicá-la desde a decisão da Recopa Sul-Americana.

Inicialmente, segundo os dirigentes da Chape, o zagueiro Luiz Otávio teria de cumprir a punição na Libertadores. Ao chegar a Medellín, para disputar a decisão da Recopa Sul-Americana, o clube foi informado de que a expulsão contra o Nacional teria de ser cumprida no jogo sucessivo da Conmebol, portanto a final da Recopa.

A Chapecoense protestou sobre isso e também sobre a imposição de que todos os seus jogadores fizessem exames antidoping às 8h da manhã seguinte à chegada a Medellín, pela noite. Adiaram-se os exames para as 9h30, mas manteve-se a punição a Luiz Otávio. Esperava-se, então, o julgamento do jogador. A Chape diz não ter sido informada de nenhum julgamento.

Recebeu a notícia de que Luiz Otávio não poderia jogar contra o Lanús minutos antes de entrar em campo. Por isso, manteve a ideia de escalá-lo como forma de protesto. ''As decisões da Conmebol são todas a portas fechadas'', lamenta o diretor Rui Costa. O risco é de eliminação em uma reunião na Confederação Sul-Americana nos próximos dias.

Em campo, a Chapecoense venceu o Lanús por 2 x 1.


A terceira eliminação do Flamengo
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O Flamengo começou o jogo contra o San Lorenzo com Gabriel e sem Rômulo. Tentava jogar, mas o melhor jeito poderia ser com Trauco no meio-de-campo e com Renê na lateral esquerda. Mas digamos que deu certo, porque o Flamengo abriu 1 x 0 com gol de Rodinei, de novo ele.

Depois disso, recuou. Esperou no campo de defesa de maneira desesperadora. Todo mundo no campo de defesa Aos 24 minutos do segundo tempo, enquanto ainda vencia por 1 x 0, um escanteio do San Lorenzo mostrava dez jogadores na grande área defensiva, apenas Guerrero fora.

O castigo veio e o Flamengo sofreu o segundo gol, de Belluschi. Somada a derrota à fantástica virada do Atlético Paranaense, com Carlos Alberto marcando o gol da classificação, o Flamengo está eliminado.

A terceira eliminação, porque o Flamengo já havia caído na fase de grupos em 2012, contra Lanús e Emelec, e em 2014, contra León e Bolívar.

O Atlético Paranaense inverte a lógica do ano passado, quando jogava bem em casa e se perdia fora. Agora se complica em casa e vence como visitante.


O maior problema do São Paulo
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A divulgação da bronca de Rogério Ceni com a prancheta voadora atingindo o meia Cícero não é o grande problema do São Paulo. É a conseqüência dele. Muitas vezes, atribuem-se derrotas às discussões nos vestiários. Em várias delas, acontece exatamente o oposto. A derrota causa a discussão, não o contrário. Foi o caso da bronca que Rogério Ceni deu em jogadores como Rodrigo Caio e Júnior Tavares no dia quem a prancheta voou de sua mão e atingiu Cícero.

O entrevero deveu-se ao mau desempenho do primeiro tempo contra o Corinthians, na derrota por 2 x 0 da semifinal do Campeonato Paulista. Rogério está mais tenso do que se via como jogador, Cícero foi seu colega no elenco campeão da Copa Sul-Americana de 2012, mas nunca teve relacionamentos fáceis nos vestiários por onde passou. O problema entre os dois contorna-se.

A crise do São Paulo não  é causada pela prancheta voadora e o episódio do dia 15 de abril é a conseqüência de uma situação institucional que começou com Juvenal Juvêncio, passou pela renúncia de Carlos Miguel Aidar, avançou pela eleição acirrada entre Leco e Mesquita Pimenta e ainda  carrega a pimenta do pleito de um mês atrás. Assim que o São Paulo foi eliminado pelo Defensa y Justicia, uma pessoa ligada à oposição escreveu: ''Depois de mais uma eliminação, esta histórica, você continua dizendo que o São Paulo evoluiu?''

No aspecto econômico, claro que sim. No plano política, só regride e a mensagem acima indica isso, por fazer questão de deixar uma crise explícita, como se fosse o Corinthians de dez anos atrás ou o Palmeiras há cinco temporadas. O que a briga política tem a ver com as derrotas? Tira a concentração de quem tem de tomar decisões de cabeça fria e bem pensadas e passa a tomá-las pensando nas conseqüências políticas de cada passo.

Os maus resultados batem de frente em Rogério Ceni, que não será demitido exceto se a água começar a alcançar o pescoço e se a briga contra o rebaixamento passar a existir. É cedo para imaginar que isto ocorra. Os jogadores gostam do trabalho de campo de Rogério Ceni, mas é evidente a insegurança no vestiário, porque o nervosismo das derrotas angustia e cria a expectativa de uma nova explosão a cada gol sofrido. Não está bom.

Daí começa a respingar em outros pontos  da comissão técnica, como o preparador físico José Mário Campez, ameaçado de demissão, apesar de o número médio de lesões no Tricolor ser semelhante ao de Corinthians e Palmeiras neste início de ano. Serviria para que a demissão? Para dar satisfação à oposição. Não pode ser por isso.

O São Paulo não é assim. Verdade que no passado crises também explodiam, como a do dia em que Carlos Alberto e Fábio Santos trocaram ofensas no Centro de Treinamento da Barra Funda e foram afastados. Mas hoje há cenas de vestiário explícito, que não fazem bem à convivência entre os jogadores, porque aumentam a insegurança. Rogério Ceni já afirmou na entrevista coletiva pós eliminação da Copa Sul-Americana que o que termina com o trabalho de um treinador é perder o relacionamento com os jogadores.

Isto ainda não aconteceu. Há elogios a seus treinos e ao trabalho de campo. Mas as derrotas fazem os problemas aumentarem.Só as vitórias contra Avaí e Palmeiras, a soma de 15 pontos nos cinco jogos em casa até a oitava rodada podem dar a paz necessária para que o trabalho prossiga sem barreiras, até o final deste ano.