Tens imortal tricolor a soberania da Copa do Brasil
A Copa do Brasil quase virou Copa do Equador nos últimos cinco minutos, porque o contra-ataque puxado por Miller Bolaños e finalizado também por ele tonou-se em seguida um gol de placa de Cazares, ambos equatorianos e da seleção que liderou o início das eliminatórias. Cazares é um símbolo do desperdício de talento do Atlético no segundo semestre, enquanto o contra-ataque de Bolaños evidencia o Grêmio de dois ritmos. Lucas Pratto antes do primeiro jogo disse que se tirasse a bola dos gremistas seria o caminho para a vitória. Só que com Renato Gaúcho, o tricolor tem também a velocidade e chegou ao gol em apenas quatro passes, do desarme de Geromel até a finalização.
O Atlético queria fazer um jogo grande, equilibrado. Fez. Mais no primeiro tempo, período em que não deixou o Grêmio rodar a bola como gosta. Depois dos cinco minutos da segunda etapa, o Grêmio matou a partida, com alternância de subidas ao ataque de Walace e Maicon. Já havia também as trocas de posições constantes de Douglas e Luan, com Douglas dando passes decisivos na primeira etapa.
O Grêmio é mais forte coletivamente do que o Atlético. Isso não significa que não tenha grandes jogadores. Óbvio que tem. A começar por sua dupla de zagueiros, impecável na finalíssima. Até Éverton, a flecha, autor do gol de contra-ataque que decidiu a partida do Mineirão e do passe para o gol do título de Miller Bolaños.
Aconteceu tudo na Arena. Até a entrada de Carol Portaluppi, desta vez depois do apito final. Houve a homenagem à Chapecoense, emocionante, no gramado. Até briga entre Pratto e Kannemann que quase vira uma guerra generalizada no dia do fim do luto.
Não pode.
Mas a vitória do Grêmio é merecida e a festa em Porto Alegre, linda.
7/dezembro/2016
GRÊMIO 1 x 1 ATLÉTICO MINEIRO – 21h45
Local: Arena do Grêmio (Porto Alegre); Juiz: Luiz Flávio de Oliveira (SP); Marcelo Van Gasse, Kléber Lúcio Gil; Gol: Miller Bolaños 43, Cazares 46 do 2º; Renda: R$ 5.105.964; Público: 52.233 (55.337); Cartão amarelo: Erazo
GRÊMIO: 1. Marcelo Grohe (6,5), 33. Edílson (6), 3. Geromel (7,5), 4. Kanemann (8) e 26. Marcelo Oliveira (6); 12. Walace (7) e 19. Maicon (6); 17. Ramiro (7,5) (25. Jaílson 33 do 2º (6)), 10. Douglas (8) (23. Miller Bolaños 40 do 2º (7,5)) e 11. Éverton (7) (6. Kaio; 7. Luan (7). Técnico: Renato Gaúcho
ATLÉTICO MINEIRO: 1. Victor (7), 2. Marcos Rocha (5,5), 31. Gabriel (6), 4. Erazo (6) e 6. Fábio Santos (6,5); 5. Rafael Carioca (6), 21. Júnior Urso (5) (70. Maicosuel, intervalo (4,5)) e 8. Leandro Donizete (5,5) (11. Cazares 23 do 2º (7,5)); 27. Luan (6) (18. Lucas Cândido 30 do 2º (6)), 9. Pratto (5,5) e 7. Robinho (5). Técnico: Diogo Giacomini
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