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Botafogo vence como queria e Atlético-PR terá de fazer o que não faz

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De novo, Rodrigo Pimpão. Outra vez numa jogada que começou em arremesso lateral, como foi o gol de Aírton contra o Colo Colo, na mesma trave do estádio Nílton Santos. O Botafogo começou a partida num 4-2-3-1, com Montillo fazendo a ligação e Camilo aberto pelo lado direito, diferente de seu posicionamento contra o Colo Colo. Perdeu Montillo aos 16 minutos e isso deu liberdade para Camilo jogar pela faixa central, como jogava no ano passado. A linha de quatro homens de meio-de-campo ficava com Bruno Silva, Aírton, João Paulo e Pimpão.

Como Pimpão trabalha. Volta o lado esquerdo do campo até a intermediária, chega ao ataque e faz gol. O Botafogo vai a Assunção ainda com uma missão duríssima, mas capaz de arrancar um empate ou de marcar um gol e obrigar o Olimpia a marcar três. O triunfo não garante a classificação, mas é o resultado que o Botafogo desejava.

O Atlético Paranaense, ao contrário. Enfrentou o organizadíssimo Capiatá, dirigido brilhantemente por Diego Gavilán. O adversário paraguaio começou pressionando a saída de bola. Lucho González entendeu o que precisava, empurrou seu marcador, Ledesma, para o outro lado do gramado.

A organização do Capiatá resultou no gol do empate no final do primeiro tempo, jogada de Irrazábal, ex-Vasco, que inverteu a jogada para Bonet deixar Nogueira na cara do gol.

O Atlético voltou nervoso e ofereceu a bola parada para o Capiatá. Duas vezes, numa cobrança de falta e num escanteio, o time paraguaio conseguiu seus gols. Autuori preferiu tirar Gedoz, que deixou o campo com dores, mas era o melhor em campo até aquele momento. Sem ele, o Atlético perdeu a chance de arriscar de meia distância.

Thiago Heleno, um dos mais experientes, entregou o escanteio para o gol de empate do Capiatá. O Atlético Paranaense terá de fazer, no Paraguai, o que só fez duas vezes no Brasileirão: vencer fora de casa.