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O mistério corintiano e a estreia de Vinicius Junior

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O Corinthians é um time peculiar. Quando entrega a bola ao adversário, vence com sobra. Quando o rival o obriga a jogar, complica-se. Foi o caso da partida contra a Chapecoense, empate por 1 x 1 na estreia do Brasileirão, jogo em que teve 59% do tempo com a bola no pé e três vezes menos finalizações do que os catarinenses.

Vágner Mancini mexeu bastante na equipe derrotada na final da Recopa Sul-Americana. Abusou dos cruzamentos e chegou ao gol assim. Antes, o Corinthians fez 1 x 0 jogando bem e com Rodriguinho outra vez inspirado. Mais solto, no 4-4-2 armado por Fábio Carille, Rodriguinho joga mais perto de Jô, para quem ofereceu a primeira assistência do campeonato.

Mais cedo, o Flamengo abiu o Campeonato Brasileiro diante de 42 mil pagantes. Dominou o Atlético no primeiro tempo, fez 1 x 0 num cruzamento de Matheus Sávio que foi parar dentro do gol e seguiu marcando forte, com William Arão contraponto o primeiro passe de Rafael Carioca, Elias acompanhado por Matheus Sávio na saída de bola e Adílson livre para fazer o passe — seis vezes errado.

Atlético mudou com a substituição de Otero por Cazares e a mudança do sistema tático, com Robinho deslocado para a esquerda e Cazares logo atrás de Fred, como ponta de lança. O equatoriano tem transformado o Atlético sempre que entra no segundo tempo. Foi assim também na decisão do Campeonato Mineiro, contra o Cruzeiro. O Atlético empatou a partida com mérito e só não venceu porque duas vezes Rafael Vaz salvou em cima da linha.

Aos 37 do segundo tempo, Vinicius Junior estreou aplaudido por um Maracanã empolgado. Natural ter sido discreto em seus primeiros oito minutos em campo. O Real Madrid fala em contratá-lo. O Flamengo diz que vai anunciar sua renovação de contrato para mantê-lo até 2019, mesmo que o venda no meio do caminho. A semana merece atenção.