Blog do PVC http://pvc.blogosfera.uol.com.br O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos Mon, 17 Dec 2018 12:54:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Informações e palpites da Champions League http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/17/informacoes-e-palpites-da-champions-league/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/17/informacoes-e-palpites-da-champions-league/#comments Mon, 17 Dec 2018 11:09:10 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7424 O sorteio dos grupos da Champions League colocou vida fácil para Barcelona e Manchester City. O Barça enfrentará o Lyon, terceiro colocado do Campeonato Francês e último clube a conseguir vaga para as oitavas-de-final, ao empatar com o Shakhtar, na Ucrânia, na quarta-feira (12). O Manchester City terá adversário ainda mais fraco. O Schalke é o 13o colocado do Campeonato Alemão e classificou-se por estar na chave de Porto, Galatasaray e Lokomotiv.

O duelo mais imprevisível será Liverpool x Bayern. Abaixo, informações e palpites dos oito confrontos das oitavas-de-final.

SCHALKE x MANCHESTER CITY
Na história, houve apenas três confrontos, com duas vitórias dos ingleses e uma dos alemães. Em 1970, o City eliminou o Schalke nas semifinais da Recopa, que venceria numa final contra o Gornik Zabrze, da Polônia. É o único troféu continental do Manchester City. Hoje, o time de Guardiola é vice-líder na Premier League e o Schalke ocupa a modesta 13a posição na Bundesliga.
Favorito – Manchester City

LIVERPOOL x BAYERN
Em sete confrontos, o Liverpool venceu duas vezes, o Bayern apenas uma. O último encontro aconteceu pela Supercopa de 2002, com triunfo dos ingleses. Em 1981, o duelo mais lembrado, provocou a classificação do Liverpool para sua terceira Copa dos Campeões, eliminando o Bayern nas semifinais. O Liverpool é o atual líder da Premier League e o Bayern ocupa a terceira colocação na Bundesliga, seu pior desempenho desde 2011.
Favorito – Liverpool

ATLÉTICO DE MADRID x JUVENTUS
Pela Champions League, Juve e Atlético se encontraram apenas na temporada 2014/15, fase de grupos. O Atlético venceu no Vicente Calderón por 1 x 0 e houve empate por 0 x 0 em Turim. Naquela temporada, a Juve avançou até a decisão de Berlim, perdida para o Barcelona de Messi e Neymar. Na Copa da Uefa, houve dois cruzamentos, em 1964 e 1965. Ao todo, são duas vitórias do Atlético e quatro da Juventus em sete partidas. Hoje, a Juve lidera a Série A, oito pontos à frente do Napoli, vice-líder. O Atlético é o terceiro na Espanha, três pontos atrás do Barcelona. Atenção a Cristiano Ronaldo. Na Série A, tem 11 gols e 5 passes para gols em 16 partidas, mas na Champions fez apenas um gol em cinco participações.
Favorito – Juventus

ROMA x PORTO
O Porto foi o melhor time da fase de grupos, único a alcançar 16 pontos, com um empate e cinco vitórias. Mas estar na chave de Schalke, Galatasaray e Lokomotiv ajudou. O time de Sérgio Conceição é bem montado, no 4-3-3, com destaque para o meia mexicano Herrera e para o atacante malinês Marega. A Roma não está bem. Contra o Genoa, no domingo (16), encerrou uma seqüência de cinco partidas sem vencer, ao derrotar o Genoa por 3 x 2. Em sexto lugar na Série A, figura 22 pontos abaixo da Juventus. Os únicos confrontos aconteceram na fase preliminar de 2016/17. O Porto eliminou a Roma com uma vitória e um empate.
Favorito – Porto

LYON X BARCELONA
São quatro vitórias do Barcelona e dois empates nos seis encontros entre os dois clubes. O único em mata-matas aconteceu nas oitavas-de-final de 2009. Empate na França e goleada barcelonista por 5 x 2 na Catalunha. Naquela temporada, a primeira de Josep Guardiola como treinador, o Barcelona foi campeão numa final contra o Manchester United. Messi é vice-artilheiro da Champions League, goleador e líder de assistências da Liga Espanhola. O Lyon confia em Memphis Depay, melhor jogador em passes para gols no Campeonato Francês.
Favorito – Barcelona

AJAX x REAL MADRID
O Real Madrid venceu os últimos seis jogos contra o Ajax, que só terá memória de um bom desempenho contra os espanhois se voltar à temporada 1995/96. Na fase de grupos, os holandeses venceram os dois encontros. Ao todo, são sete vitórias madridistas, quatro do Ajax e um empate. O Real Madrid não vai bem na liga espanhola, em quarto lugar, cinco pontos atrás do Barcelona, mas venceu sua chave na Champions. O Ajax não avançava às oitavas havia treze anos e persegue o PSV, dois pontos atrás no Campeonato Holandês. Atenção a Frenkie De Jong, o jovem prodígio do Ajax.
Favorito – Real Madrid

TOTTENHAM x BORUSSIA DORTMUND
O Tottenham foi o segundo colocado da chave de Barcelona e Internazionale e se encontrará pela quinta vez contra o Borussia Dortmund, o segundo mata-mata. Nos quatro jogos anteriores, duas vitórias para cada lado. Em 2016, o Borussia eliminou o Tottenham nas oitavas-de-final da Liga Europa. Apesar de grandes jogadores como Harry Kane e Eriksen, o Tottenham oscila e está seis pontos atrás do Liverpool, na terceira colocação da Premier League. O Borussia Dortmund tem um estilo de jogo definido, no 4-2-3-1, dirigido pelo treinador suíço Lucien Favre. Witsel e Delaney são destaques na cabeça-de-área, a velocidade de Sancho é especial pela direita e Marco Reus é decisivo para servir.
Favorito – Borussia Dortmund

MANCHESTER UNITED x PARIS SAINT-GERMAIN
Nunca houve um confronto oficial entre Manchester United e Paris Saint-Germain e a primeira partida acontecerá com José Mourinho em crise de identidade. Sempre forte em seus sistemas defensivos, Mourinho não consegue acertar o Manchester desta vez e já sofreu 29 gols em 18 partidas, um gol sofrido a mais do que em toda a campanha do vice-campeonato de 2017/18. O Paris Saint-Germain recuperou-se e ganhou a chave contra Napoli, Liverpool e Estrela Vermelha. Na campanha, até aqui, apenas uma derrota, justamente na Inglaterra, contra o Liverpool. O que atrapalha o PSG é o desnível entre a liga francesa e a Champions. O que ajuda é o ataque, o melhor da competição continental com 17 gols.
Favorito – Paris Saint-Germain

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Gabriel Jesus reage no Manchester City http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/15/7420/ Sat, 15 Dec 2018 16:11:09 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7420 Gabriel Jesus tem agora três gols em 14 partidas da Premier League. Como foram só cinco jogos como titular, 598 minutos em campo, a média não é ruim. Mas ser a opção de Guardiola apenas esse número escasso de vezes é sinal de que algo não vai bem.

Ou não ia, antes de duas boas atuações nesta semana. Gabriel Jesus atuou em bom nível contra o Hoffenheim, pela Champions, e foi Man of the Match com dois gols contra o Everton.

Na entrevista que concedeu à repórter Natalie Gedra, da ESPN Brasil, Gabriel lamentou a falta de seqüência. Jogar uma e ficar fora na rodada seguinte dificulta. As boas atuações e os gols contra o Everton podem ajudar a recuperar confiança.

O Manchester City fez 3 x 1, reassumiu provisoriamente a liderança e torcerá contra o Liverpool no domingo à tarde para seguir primeiro colocado na segunda-feira. O Liverpool é favorito contra o Manchester United.

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Fluminense só aguarda o “Sim” para anunciar Fernando Diniz http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/14/fluminense-so-aguarda-o-sim-para-anunciar-fernando-diniz/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/14/fluminense-so-aguarda-o-sim-para-anunciar-fernando-diniz/#comments Fri, 14 Dec 2018 18:11:18 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7415 Fernando Diniz tem questões particulares para solucionar. Não é a questão política do Fluminense o que atrasa sua resposta. Mas ele é o treinador escolhido e deve dar a resposta nos próximos dias. Tudo indica que será o novo treinador nas Laranjeiras.

Vice-campeão paulista de 2016 e rebaixado no ano seguinte, pelo Audax, primeiro técnico do bem sucedido Atlético Paranaense de 2018, mas demitido com o time na zona de rebaixamento, Fernando Diniz é um caso de amor e ódio no futebol recente do Brasil.

Ninguém discute sua capacidade inovadora, sua ousadia na montagem de equipes, seu estilo moderno que sai do lugar comum. Por outro lado, há depoimentos de quem assistiu aos seus treinos ou o viu à beira do campo em jogos treinos que demonstram que seu avanço definitivo pode se dar com melhor relacionamento. Gerenciamento de pessoas faz parte do trabalho do técnico, tanto quanto a parte tática. Fernando Diniz pode avançar muito com este mínimo detalhe.

Há, no Fluminense, um especialista neste assunto. Chama-se Paulo Angioni. O diretor-executivo de futebol tricolor sempre foi uma espécie de ministro secreto das relações interiores. Hábil e silencioso, trabalhou no Vasco, Flamengo, Corinthians, Palmeiras e Fluminense. Ter espaço em cinco dos oito grandes clubes nos dois estados mais influentes do Brasil dá demonstração de sua capacidade de diálogo.

Em 1998, assumiu o departamento de futebol do Palmeiras, como diretor da Parmalat. Felipão vivia um inferno astral. Sua chegada ao Palmeiras aconteceu sob a bênção de Paulo Russo, diretor que se definia como mais “sanguíneo” do que seu antecessor, José Carlos Brunoro. O sangue subiu tanto que Felipão chegou a agredir o repórter Gilvan Ribeiro. Mustafá Contursi estava decidido a demiti-lo. Angioni segurou. A ação de Paulo Angioni, na época, foi importante para que Felipão permanecesse e, em seguida, ganhasse a Copa do Brasil de 1998. Foi o grande impulso para ser ídolo do Palmeiras, como é até hoje.

Fernando Diniz precisa dar o grande salto de sua carreira. Foi bom jogador, com passagens por Palmeiras, Corinthians e Fluminense. É bom treinador, conhece futebol, sabe como se joga nos times mais modernos, é versátil para montar equipes camaleônicas, que mudem de sistema durante um mesmo jogo. No Atlético Paranaense, atuava com três zagueiros e linha defensiva de cinco, como o Fluminense de Abel Braga e Marcelo Oliveira.

Todos os ingredientes para fazer bons trabalhos e entrar no seleto grupo dos treinadores mais conceituados do Brasil. Talvez falte um pouco de tranquilidade. O Fluminense tem alguém que pode ajudar a encontrar isso.

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O melhor time da Champions League http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/14/o-melhor-time-da-champions-league/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/14/o-melhor-time-da-champions-league/#comments Fri, 14 Dec 2018 16:13:15 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7410 Ser o melhor time da fase de grupos da Champions League não costuma ser sinal de sucesso nos mata-matas. Ano passado, o Tottenham terminou sua chave com 16 pontos, três a mais do que o Real Madrid. Os ingleses foram eliminados nas oitavas-de-final pela Juventus, enquanto os madridistas caminharam para o terceiro troféu consecutivo. Há dois anos, o melhor time foi o Barcelona, com 15 pontos. Caiu também contra a Juventus, nas quartas-de-final.

Desta vez, a melhor equipe da fase de grupos foi o Porto. Desde 1997, o clube português não terminava a fase de grupos com 16 pontos. Mesmo em 2004, quando foi campeão, fechou sua chave atrás do Real Madrid, em segundo lugar. A boa trajetória nesta Champions não é indício de título, mas há bons motivos para comemorar. Primeiro, evitar o encontro com Barcelona, Real Madrid, Bayern, Manchester City, PSG ou Juventus, no sorteio da próxima segunda-feira.

A segunda boa razão para festejar é a recuperação do clube. Hegemônico em Portugal na década passada, com um tetracampeonato e seis títulos nacionais no espaço de dez anos, os portistas entraram em crise depois do tricampeonato de 2011/2012/2013. Problemas de saúde do presidente Pinto da Costa, crise de poder entre o diretor de futebol Antero Henrique e o filho do presidente, crescimento institucional do Benfica foram motivos para o Porto amargar quatro temporadas seguidas vendo os rivais encarnados de Lisboa campeões.

Sérgio Conceição foi o treinador escolhido para o renascimento. Montou a equipe vencedora em maio de 2018 e que agora brilha na Champions. Joga no 4-3-3, tem miolo de defesa brasileiro formado por Felipe, ex-Corinthians, e Militão, ex-São Paulo, o talento mexicano de Herrera no meio-de-campo e o brilho do atacante malinês Marega, no ataque. Marega apareceu no Vitória de Guimarães e, nesta Champions, marcou em cinco rodadas consecutivas, igualando o recorde de Jardel, autor da mesma façanha pelo Porto na temporada 1999/2000.

O Porto somou mais pontos nesta fase de grupos da Champions League do que o Benfica nas três edições mais recentes somadas. Quem cruzar com os portistas no sorteio de segunda-feira, em Nyon, pode julgar mais fácil do que enfrentar Real Madrid, Barcelona, Manchester United ou Paris Saint-Germain. Mas sabe que não terá vida fácil.

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A dor e a delícia de ter Sampaoli http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/13/a-dor-e-a-delicia-de-ter-sampaoli/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/13/a-dor-e-a-delicia-de-ter-sampaoli/#comments Thu, 13 Dec 2018 16:51:25 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7405 Fracassar é um verbo que não se conjuga no futebol. Embora seja verdade que em vários cargos de multinacionais, grandes executivos também caem para cima, o mundo da bola é peculiar. Ganso está há dois anos e meio na Europa, disputou 27 partidas pelo Sevilla e 13 pelo Amiens, 17o colocado do Campeonato Francês. Mesmo assim, é disputado no mercado brasileiro. Sampaoli é um caso parecido. Responsável por levar o meia-esquerda para o Sevilla, nunca honrou o que prometeu ao jogador. Talvez por ter se desapontado com Ganso. Por outro lado, há a certeza de que desapontou o meia.

Jorge Sampaoli é um grande treinador. Mostrou isso na seleção do Chile, que por pouco não eliminou o Brasil na Copa do Nundo de 2014 e que ganhou a Copa América de 2015. Mais ainda, demonstrou sua competência na Universidad de Chile, campeã da Copa Sul-Americana de 2011. Seu destino evidente seria uma grande liga da Europa ou a seleção argentina. Em dois anos, fez as duas coisas.

A quarta colocação no Campeonato Espanhol não foi ruim, mas as relações conturbadas e a falta de troféus, depois de três conquistas consecutivas da Liga Europa com Unai Emery, fizeram o Sevilla abrir mão de seu serviço.

Sampaoli foi para a seleção da Argentina e o vestiário tornou-se um caos. A Copa do Mundo mostrou uma equipe que não conversava com o treinador e nem mesmo seu histórico assistente, Sebastian Becaccece, festejou gols ao seu lado. Os argentinos foram eliminados nas oitavas-de-final, pior classificação desde o fiasco de Marcelo Bielsa, com queda na fase de grupos de 2002.

Nada disso faz de Jorge Sampaoli uma escolha ruim para o Santos. O treinador argentino, de sucesso no Chile, desempenho razoável na Espanha e fracasso na Copa do Mundo é um gênio genioso.

Ousado, gosta de trabalhar com jovens jogadores, não tem receio de arriscar taticamente, varia sistemas, muda funções de seus preferidos.

Cairá num clube de estrutura cada dia mais complicada. O presidente José Carlos Peres segue sendo acusado de governar sozinho. Mérito tem de não fugir da ambição que o Santos precisa ter. Foi atrás de Cuca, quando parecia não haver opções no mercado, e agora contrata Jorge Sampaoli. Não é conformista.

Mas as relações interpessoais têm sido problemáticas para quem trabalha com José Carlos Peres, assim como para quem convive com Jorge Sampaoli. Nas velhas aulas de matemática da sexta série, aprendíamos que menos com menos dá mais. Sampaoli pode dar certo. Para isso, precisará de tempo e relativa autonomia.

Reveja a final da Copa Sul-Americana entre Athletico e Junior e você perceberá como o Junior foi melhor em campo. Como tem mais conjunto. Era a mesma percepção do Atlético Nacional campeão da Libertadores de 2016. Daquela equipe, vieram para o Brasil o meia Guerra e os atacantes Marlos Moreno, Borja e Berrio. Todos são úteis, nenhum indiscutível. A diferença dos times da América do Sul, como a Universidad de Chile onde brilhou Sampaoli, ou o Junior, que assustou o Athletico, é que aqui não se constrói equipes.

Sem a mesma condição de trabalho, o Brasil já tem uma lista de técnicos estrangeiros, excelentes, que vieram e partiram deixando poucos vestígios: Ricardo Gareca, Juan Carlos Osorio, Edgardo Bauza, Reinaldo Rueda, Daniel Passarella e Paulo Bento.

Para não fazer parte dessa lista, Jorge Sampaoli precisará de diálogo, estrutura e paciência.

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Athletico campeão porque decisão se ganha http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/13/athletico-campeao-porque-decisao-se-ganha/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/13/athletico-campeao-porque-decisao-se-ganha/#comments Thu, 13 Dec 2018 02:40:22 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7403 Decisão não se joga. Ganha-se.

É o que explica a vitória athleticana num jogo em que escapou de perder.

O Junior de Barranquilla teve pelo menos três oportunidades claras de fechar o jogo no segundo tempo. Foi soberano. Depois de duas boas jogadas de Luis Díaz, pela esquerda, e de gol de cabeça de Téo Gutiérrez, o Junior enervou o Athletico Paranaense e começou a explorar os erros de passes e transformá-los em contra-ataques quase mortais.

O Athletico Paranaense foi melhor na primeira etapa, conduzido por boa atuação de Raphael Veiga, autor do passe para o gol de Pablo. Mesmo assim, depois de anotar, o Athletico Paranaense optou por atrair o Junior. Os colombianos tocavam a bola e criavam oportunidades. A partir do 1 x 0, uma única chance clara athleticana. Passe de Veiga para Pablo finalizar e Viera tirar no primeiro minuto da segunda etapa.

Aí, um massacre. Contra-golpes precisos, atuações de gala de Luis Díaz, Barrera e Téo Gutiérrez. Só uma bola vadia poderia dar ao Athletico Paranaense o troféu nos noventa minutos.

Veio a prorrogação com o Athletico Paranaense um pouco mais calmo e tentando controlar a partida com a bola no pé. Mas seguiu sofrendo com a velocidade de Luis Diaz no setor do lateral Jonathan. Num deles, Téo Gutiérrez quase marcou, de puxeta. Em outro, Yony González pediu pênalti. Quem melhorou foi Rony. Sua velocidade era arma contra o lateral Piedrahita, veterano do Tolima que eliminou o Corinthians, em 2011. Faltava levantar a cabeça para o passe decisivo.

Além de Rony, a única arma athleticana era a torcida.

Até que Téo Gutiérrez deixou o excelente Yony González frente a frente com Santos, que cometeu pênalti inquestionável. Barrera chutou por cima. Incrível o Junior ter desperdiçado duas cobranças na série decisiva. O outro, cobrado por Pérez, poderia ter dado a vitória aos colombianos em Barranquilla, se não chutasse na trave quando o placar mostrava 1 x 1.

Renascido, o Athletico Paranaense criou chance com Bergson. Viera desviou para escanteio.

Não deu tempo de evitar os pênaltis, mas chegou vivo à decisão por penalidades máximas.

Vivo mais ainda pela absoluta incompetência do Junior para cobrar. De quatro pênaltis, os colombianos erraram dois, com Téo Gutiérrez e Fuentes. Renan Lodi o que poderia ser o decisivo. Perdeu também. Ficou para o veterano zagueiro Thiago Heleno a bola do título. Chutou com raiva.

Sem jogar bem na decisão, mas com campanha brilhante, o Athletico Paranaense é campeão da Copa Sul-Americana

FINAL
JOGO DE VOLTA
Quarta-feira, 12/dezembro/2018
ATLÉTICO PARANAENSE 1 x 1 JUNIOR – 21h45

Local: Arena da Baixada (Curitiba); Juiz: Roberto Tobar (Chile); Público: 40.263; Gols: Pablo 26 do 1º; Téo Gutiérrez 12 do 2º; Cartão amarelo: Jonathan (38’), Yony González (76’), Narváez (78’), Gomez (91’)
ATLÉTICO PARANAENSE: 1. Santos (6,5), 2. Jonathan (5), 4. Thiago Heleno (6,5), 14. Léo Pereira (5,5) e 6. Renan Lodi (6); 3. Lucho González (4,5) (28. Wellington 26 do 2º (5,5)) e 16. Bruno Guimarães (5); 10. Marcelo Cirino (6) (9. Rony, intervalo (6)), 7. Raphael Veiga (6) e 11. Nikão (5,5) (22. Marcinho 9 do 1º da prorrogação (5,5)); 5. Pablo (7) (30. Bergson 8 do 1º da prorrogação (5)). Técnico: Tiago Nunes
Banco: 12. Felipe Alves, 9. Rony, 13. Paulo André, 22. Marcinho, 26. Márcio Azevedo, 28. Wellington, 30. Bergson
JUNIOR: 1. Viera (6,5), 20. Piedrahita (5), 21. Gomez (5,5) (13. Ávila, intervalo da prorrogação (5)), 5. Pérez (6) e 17. Fuentes (6,5); 15. Narváez (5,5); 10. Barrera (7,5), 6. James Sánchez (6) (18. Yony González 26 do 2º (6,5)), 24. Cantillo (6) e 23. Luis Díaz (8); 29. Téo Gutiérrez (8,5). Técnico: Julio Comesaña
Banco: 12. Chunga, 4. Murillo, 13. Ávila, 7. Hernández, 28. Serje, 11. Moreno, 18. Yony González
Nos pênaltis: Narváez (Gol), Jonathan (Gol), Fuentes (Trave), Raphael Veiga (Gol), Pérez (Gol), Bergson (Gol), Téo Gutiérrez (Fora), Renan Lodi (fora), Viera (Gol), Thiago Heleno (Gol)

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A dúvida entre ser Athletico ou Paranaense http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/12/a-duvida-entre-ser-athletico-ou-paranaense/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/12/a-duvida-entre-ser-athletico-ou-paranaense/#comments Wed, 12 Dec 2018 15:20:45 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7398 O que o Athletico Paranaense pretende, com a mudança da marca, é diferenciar-se. Ser único. Deixar de ser o outro rubro-negro e, principalmente, não ser mais um outro Atlético. Não era outra a intenção, quando o presidente Valmor Zimmerman decidiu trocar o uniforme de listras horizontais, igual à do Flamengo, por listras verticais. Em 1988, o Milan foi a inspiração. Muita gente no Sudeste nem se lembra que o Atlético Paranaense tinha camisa igual à flamenguista.

O problema atual é ser Atlético. No Brasil, quando se diz Atlético, o pensamento vai a Belo Horizonte.
Nelson Rodrigues dizia que tricolor só tem um. Os outros são times de três cores.
O plágio é: Atlético só tem um, os outros são atléticos.
O São Paulo nunca se preocupou com a sentença de Nelson Rodrigues. Hoje, para muitos, representa “O Tricolor.”

Acrescentar a letra H aumenta a chance de a imprensa escrever Athletico-PR. Perceba que este blog se esforça em sempre grafar Athletico Paranaense — antes Atlético Paranaense. Mas, às vezes, não cabe no título, porque jornais e sites trabalham com limite de caracteres. O senador Fernando Henrique Cardoso virou o Ministro da Fazenda e depois Presidente da República FHC. O nome completo não cabia na manchete do jornal.

Athletico Paranaense também não cabe.

E por isso se escreve Atlético-PR, o que cria a tentação de dizer Atlético do Paraná. Muita gente comete este erro, o que irrita os atleticanos profundamente.

A chance de acabar de vez com isso seria um pedido para que se trate o clube como “Paranaense.” Argumentei com o presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mario Celso Petraglia, que Paranaense é muito grande. Ele respondeu: “Fluminense também é.” Tem razão. A solução é essa.

Mas quando se chega a Curitiba e se pergunta para qual clube o cidadão torce, a resposta vem seca: Athlético. Se o cara não for coxa-branca, vai dizer assimn: Athletico. E a arquibancada da Arena canta: A-Thle-Tico!

Já imaginou chegar à capital do Paraná e ouvir o torcedor dizer que torce pelo Paranaense? Difícil.

Mas espalhar o conceito de que o Clube Atlético Paranaense é o Paranaense é possível em termos nacionais e internacionais. Hoje já é assim para a imprensa colombiana. Lá, a final da Copa Sul-Americana será entre o Paranaense e o Junior.

Veja que não é Atlético Junior. É Junior!

Atlético há vários. Club Atlético River Plate, Club Atlético Peñarol, Club Atlético Boca Juniors. O Athletico Paranaense precisa mesmo diferenciar-se.

Por isso, mudou o escudo e, com isso, criou uma marca. Se olhar bem, o escudo tem o mesmo formato do original, apenas sem o contorno. Serve como marca para tudo. Pode ter roupa do CAP, carro do CAP, qualquer produto com a marca nova. Como a Juventus fez com a letra J duplicada, o Athletico Paranaense inventou um logotipo.

Também já tem uma camisa exclusiva, vermelha com listras diagonais pretas na altura da barriga. Passa a ser um Athlético diferente de todos, porque tem o H. Mas continua a ser o Athletico-PR. Falta encontrar o nome como será conhecido pelo mundo todo: Paranaense?

Sabe o que resolve tudo isso? Ser campeão ano sim e no outro também. Não existe marketing melhor do que a vitória.

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Liverpool se classifica com seus fenômenos quase secretos http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/11/liverpool-se-classifica-com-seus-fenomenos-quase-secretos/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/11/liverpool-se-classifica-com-seus-fenomenos-quase-secretos/#comments Tue, 11 Dec 2018 21:55:36 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7387 O zagueiro holandês Van Dijk não é bom. É excelente. Zagueiro mais caro do mundo, elogiado sempre nas transmissões da Premier League da ESPN, é pouco conhecido do grande público. Mas você já leu aqui que seu futebol merece ser catalogado como de melhor beque do planeta. Ou, no mínimo, um deles.

Van Dijk até abusou em jogada no início da partida contra o Napoli e fez falta violenta em Mertens. Mas pegou a bola antes de atingir o atacante belga.

Se atrás Van Dijk é gigante, no ataque Salah destrói. O drible em Koulibaly antes de desviar de Ospina foi um espetáculo. O toque para Mané em contra-ataque no segundo tempo, inebriante.

Os ingleses classificaram-se também graças a defesa impressionante de Alisson, nos acréscimos, chute do polonês Milik.

Assim, o Liverpool venceu o Napoli por 1 x 0 e se classificou para as oitavas de final. Se Van Dijk e Salah fazem bem aos olhos, o Liverpool faz bem à Champions.

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Novo técnico, Abel tem mesma ambição do Flamengo http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/11/novo-tecnico-abel-tem-mesma-ambicao-do-flamengo/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/11/novo-tecnico-abel-tem-mesma-ambicao-do-flamengo/#comments Tue, 11 Dec 2018 11:07:54 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7384 Abel Braga é o novo técnico do Flamengo e chega com a ambição de reconquistar títulos que ganhou mais recentemente do que o rubro-negro: Libertadores e Brasileiro. A ideia do treinador, ao desembarcar no Ninho do Urubu, é trabalhar num clube com estrutura que lhe permite brigar seriamente pelas duas taças, o que foi impossível nos dois últimos anos pelo Fluminense.

Abel venceu a Libertadores de 2006 pelo Internacional e ganhou o Brasileirão de 2012 pelo Fluminense. O Flamengo também tenta recuperar os dois troféus e vive jejuns mais longos do que o treinador. A Libertadores não vem desde 1981 e o Brasileiro desde 2009.

Abel disputará sua sexta Libertadores. Foi campeão em 2006 e semifinalista em 1989 pelo Inter, chegou às quartas-de-final de 2012 e 2013 pelo Fluminense. Em 2007, caiu na fase de grupos pelo Internacional.

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River faz virada para a eternidade http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/river-faz-virada-para-a-eternidade/ http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/river-faz-virada-para-a-eternidade/#comments Sun, 09 Dec 2018 21:30:25 +0000 http://pvc.blogosfera.uol.com.br/?p=7380 Os torcedores do Boca Juniors julgavam poder para sempre tirar onda dos rivais do River Plate com o apelido de galinhas. Nasceu a gozação depois de o River abrir 2 x 0 na finalíssima da Libertadores de 1966 contra o Peñarol, sofrer o empate e perder o troféu na prorrogação.

Mais de 52 anos depois, o River virou da mesma forma e sobre seu maior adversário. O Boca foi melhor no primeiro tempo, mas a estratégia e as alterações da segunda etapa transformaram a finalíssima. Quintero entrou no lugar de Ponzio.

Com mais triangulações, criou a jogada do empate, de Pratto. Levou para a prorrogação que o Boca disputou com um homem a menos, pela expulsão do volante Barrios.

O River venceu uma final épica. Não apenas por tudo o que aconteceu, mas pela partida emocionalmente em que foi superior a seu maior rival.

Venceu também por acreditar num trabalho com continuidade, que completa cinco temporadas sob o comando de Marcelo Gallardo.

Só um jogaço com tantos ingredientes poderia ser maior do que o vexame de Buenos Aires. Conseguiu ser.

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