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Especial Boca-River – Capítulo 6
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A VOLTA OLÍMPICA MAIS DESFRUTADA

A final da Libertadores é apenas a terceira da história entre Boca Juniors x River Plate. No Campeonato Nacional de 1976, o Boca venceu por 1 x 0, gol de Ruben Suñe. Na Supercopa Argentina de 2018, o River ganhou por 2 x 0, gols de Pity Martínez e Scocco. Apesar disso, a última rodada do Campeonato Nacional de 1969 reuniu River Plate x Boca Juniors, com os xeneizes jogando pelo empate e os millonarios precisando vencer. Só os dois podiam sair da rodada com a taça. Um empate por 2 x 2 garantiu o troféu para o Boca Juniors.

A história coincide com o que haverá no sábado, dia 24. O Boca Juniors pode sair do campo do rival pela segunda vez na história com um título, neste caso da Copa Libertadores.

Em 1969, O River sofria com uma seca de 12 anos sem o título argentino. Maior frustração do que essa, só a de perder o título para o maior rival, dentro de casa.

14/dezembro/1969
RIVER PLATE 2 x 2 BOCA JUNIORS
Local: Monumental de Nuñez (Buenos Aires); Juiz: Oscar Veiró (Argentina); Renda: $ 9.915.600; Gols: Madurga 12, Madurga 35, Oscar Más 38 do 1o; Marchetti 22 do 2o
RIVER PLATE: Pérez, Ferreiro, Miguel Ángel López, Recio e Vieitez (Dominichi); Rodriguez, Merlo e Marchetti; Montivero, Trebucq e Oscar Más. Técnico: Ángel Labruna
BOCA JUNIORS: Rubén Sánchez, Suñé, Melendez, Rogel e Marzolini; Medina, Madurga e Savoy; Ponce, Ángel Rojas e Ignacio Peña. Técnico: Alfredo Di Stéfano


Corinthians tem um ponto a menos do que quando caiu
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O Corinthians tem hoje, na 33a rodada do Brasileirão, um ponto a menos do que tinha na mesma altura da temporada 2007, que terminou com seu rebaixamento. Hoje são 40 pontos. Há onze anos, eram 41. A diferença é que àquela época estava em 17o lugar, dentro da zona de rebaixamento. Hoje é o 13o colocado, três pontos acima da Chapecoense, que abre o grupo da degola.

A derrota do Santos para a Chapecoense, na noite de segunda-feira, no Pacaembu, aumentou o risco de Vasco e Corinthians irem para a Série B. Os vascaínos podem terminar a quinta-feira já entre os quatro últimos. O Corinthians tem chance de completar a 34a rodada com a mesma pontuação da Chape e apenas uma posição acima.

Para o Vasco, a hipótese é concreta. Basta que perca para o Atlético Paranaense em São Januário e que Sport e Chapecoense ganhem suas partidas, respectivamente contra Vitória e Botafogo.

O Corinthians não entra no rebaixamento ainda nesta jornada, mas pode terminar a quinta-feira em 16o lugar, empatado com 40 pontos com a Chapecoense. Para que isso aconteça, tem de perder para o Cruzeiro em Belo Horizonte, o Sport vencer o Vitória, o Ceará ganhar do Bahia, em Salvador, o Vasco ganhar do Atlético Paranaense e a Chapecoense derrotar o Botafogo.

A combinação de resultados mostra como é difícil que o Corinthians seja rebaixado. Há um anteparo de três equipes. Mas a pontuação não esconde o vexame. É a pior campanha corintiana desde que voltou da Série B.

Tags : Corinthians


O custo-benefício do torcedor brasileiro
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As arquibancadas lotadas de Itaquera para Corinthians 1 x 1 São Paulo, sábado à tarde, elevaram o 13o colocado a um grupo seleto. Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Corinthians têm média de público superior a 30 mil torcedores no Campeonato Brasileiro.

Desde 1983, não havia quatro clubes com índice tão elevado no torneio mais importante do país. O Brasileirão de 35 anos atrás foi o de maior número de espectadores da história: 22 mil/partida. Flamengo, Santos, Vasco e Atlético Mineiro levavam mais de 30 mil. Era a última temporada com quatro times nesse patamar. O Corinthians, eliminado sem perder em casa, arrebanhava 28 mil para ver Sócrates e Casagrande.

O Brasileirão 2018 é surpreendente. Criticado em seu nível técnico, tem a de maior presença de torcedores nos estádios de quatro times nestas últimas 35 temporadas. Atualmente, 18.500 por jogo. A média geral perde para 1983 e 1987.

O ticket médio cobrado pelo Flamengo é de R$ 30. Os valores variam para o São Paulo (R$ 36), Palmeiras (R$ 57) e Corinthians (R$ 43). Entre os doze clubes mais tradicionais do país, o bilhete mais barato é o do Botafogo. A média é de R$ 16. É também o clube grande de menor bilheteria.

O grande contraste se deu neste final de semana.

O Botafogo fez promoção do preço do ingresso para lotar o estádio Nílton Santos no clássico contra o Flamengo. A meia entrada podia ser comprada por R$ 2,50, valor menor do que o do transporte coletivo de Copacabana ao Engenho de Dentro. Dividido o valor total arrecadado de R$ 169.885 pelo público de 16.882, o valor médio do ticket foi de R$ 10. Havia 19 mil torcedores no estádio e menos de 17 mil pagaram para assistir à vitória do Botafogo por 2 x 1. Ano passado, Botafogo x Colo-Colo, havia 38 mil pessoas no Nílton Santos com ticket médio de R$ 55.

Quem disser que a torcida ia ano passado, e não vai neste ano, porque o espetáculo era melhor ganha uma camisa de seu clube de coração.

No domingo à noite, o Fluminense fez promoção e cobrou R$ 10 pelo bilhete mais barato. Havia apenas 11 mil tricolores no Maracanã para o empate 0 x 0 contra o Sport. Verdade que a torcida carregava a frustração da derrota para o Atlético Paranaense e não havia perspectiva de boa atuação.

Em Itaquera, o Corinthians em crise levou 43 mil alvinegros para o empate por 1 x 1 contra o São Paulo. Em média, o bilhete custava R$ 44. A diferença não está no horário da partida. Ou não haveria 41 mil torcedores para ver o Corinthians contra o Flamengo numa sexta-feira à noite, antevéspera do primeiro turno da eleição presidencial.

Há muitas razões para o público não ir ao estádio, todas exaustivamente detalhadas nas páginas de jornais e programas de rádio e TV nos últimos quarenta anos. Há também vários outros motivos para o torcedor ir. Surpreendente é ouvir discussões sobre por que não há público no atual Brasileirão, olhando exemplos de Fluminense, Botafogo e Paraná Clube. Este é o campeonato com mais gente nas arquibancadas nos últimos 35 anos. Veja, não são 35 semanas.

Impressionante também não haver nenhum movimento para descrever por que o público vai. Há duas hipóteses do que está levando mais torcida. A primeira é histórica. Quando times de grande apelo popular disputam a taça, a população reage positivamente. Isto explica o fenômeno do Flamengo, de volta ao Maracanã, com 47 mil pessoas por partida, seu melhor índice no Brasileiro desde 1987. Em parte, o velho fator explica também o sucesso do São Paulo, campeão do primeiro turno.

A segunda hipótese é mais recente. Os planos de fidelização de Corinthians e Palmeiras fazem seus fiéis e avantis irem aos jogos inexpressivos por saberem que a única forma de terem acesso aos jogos decisivos por preço acessível. O palmeirense só assistirá ao jogo do título brasileiro pagando menos de R$ 30 se tiver assistido a Palmeiras x Santo André — houve 31 mil espectadores.

Quem paga caro hoje em dia é quem não é sócio, acorda de manhã e decide se vai tomar um chope, ir à praia, à piscina de seu condomínio ou ao futebol. No passado, todos os clubes deixavam a bilheteria aberta à espera de que as pessoas preferissem ver seu time de coração. É uma lenda que o cimento estava lotado. Ou a melhor média de espectadores no Brasil não seria de 22 mil, em 1983. Na Alemanha, hoje, é de 44 mil.

Corinthians, Palmeiras e, em parte, o São Paulo, com seus planos de fidelidade, dão preferência ao cliente. Nos últimos quatro anos, aumentaram sua carteira de fidelidade. Isso se junta ao argumento que sempre valeu, o de que time leva torcida quando vai bem e não leva quando está mal. Não pode ser só assim.

Também não dá mais para repetir exaustivamente que os dirigentes brasileiros criaram um plano de elitização. Dizemos há décadas que a cartolagem brasileira é incompetente. A pergunta é se ela só foi competente para inventar um maquiavélico projeto elitista.

A verdade é que por décadas — e ainda hoje — não houve nem ricos, nem médios nem pobres nos estádios. É isso que precisa mudar.

O Brasil tem potencial para levar mais gente aos jogos, o que significará pulsar o futebol como indústria. Quanto mais gente interessada, mais arquibancadas cheias, mais impostos pagos, mais empregos gerados.

A presença aumentou 10% nos últimos anos e crescer mais 10% levará a um patamar ainda ridículo de 20 mil por partida. Dá para melhorar muito. O primeiro passo é parar de perguntar por que a torcida não vai e começar a contar a ela que razões tem para ir.


Jardine depende de resultados e de convencer diretores
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O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não tem dúvida em afirmar que o plano A para substituir Diego Aguirre é André Jardine. Disse isso com todas as letras na noite de domingo e não se referia apenas às cinco rodadas até o final do Brasileiro. O desejo é ter Jardine como treinador até o final do ano que vem, pelo menos. Se o projeto vai funcionar, dependerá de resultados, mas também do convencimento de outros integrantes da diretoria.

Menos de uma hora depois do anúncio da saída de Diego Aguirre, já havia divisão de opiniões. Um dos diretores falou em Abel Braga como um nome possível. Abel nunca escondeu o desejo de dirigir um time grande de São Paulo. Mas hoje tem questões familiares que tornam preferível sua permanência no Rio, se houver, por exemplo, um convite do Flamengo. Ocorre que essa definição só haverá depois do dia 8 de dezembro, quando será escolhido o novo presidente rubro-negro.

André Jardine já assumiu o comando duas vezes. Neste ano, foi o treinador na vitória por 3 x 1 sobre o Red Bull, com Diego Aguirre na tribuna, ao lado de Raí, assistindo à equipe que assumiria na rodada seguinte. Naquela vitória, Jardine lançou Liziero. Por conhecer todo o projeto das divisões de base, o jovem treinador é visto como a escolha certa para fazer a transição mais rápida da base para o time de cima.

A avaliação é a de que há muitos jovens jogadores pedindo passagem. A entrada de Luan como segundo volante escancarou isso, com suas boas atuações contra o Flamengo e o Vitória. Houve sucesso em alguns jogos também com Helinho, Araruna, Brenner, sem contar os já negociados Júnior Tavares, David Neres e Luiz Araújo. O São Paulo revela e negocia. A hora pode ser de descobrir e desfrutar. A vantagem de Jardine não é apenas conhecer o projeto. Os times jovens do Tricolor jogam no ataque. Aguirre, na defesa. Escalar Helinho contra o Flamengo foi um custo, por entender que seu estilo é muito mais ofensivo do que a proposta de jogo de resposta. Na base, o ponta ataca. No profissional, marca.

Com Jardine e com tempo de trabalho, o estilo vai mudar.

A decisão de demitir Diego Aguirre levou tudo isso em conta. Também considerou a vantagem de doze pontos para o sétimo colocado. Não há risco de ficar fora da Libertadores e há chance de terminar em quarto lugar. Na reunião entre Leco, Raí e Aguirre, a conclusão foi de que não haveria chance de permanência em 2019. Melhor terminar a relação agora. Também se levou em conta o ambiente ruim no vestiário. Leco admite isso. Esse será o primeiro desafio de André Jardine. O segundo, provar que pode ser para o São Paulo 2019 o que Fábio Carille foi para o Corinthians em 2017.

Tags : São Paulo


Especial Boca-River – Capítulo 5 – A Final
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A PRIMEIRA FINAL

Marcelo Gallardo montou sua equipe como havia feito apenas uma vez na Libertadores. Em Bogotá, contra o Santa Fé, usou um trio de zagueiros, com Martínez Quarta, Pinola e Maidana. Repetiu no primeiro jogo das finais. Com o sistema, passou a ter uma linha de cinco homens na defesa quando se defendia, e escapava com Pity Martínez para abastecer Lucas Pratto. Deu certo, enquanto Martínez Quarta marcava Pavón, com Maidana na sobra, Pinola usando o corpo para parar Ramón Ábila e Casco voltando para a marcação de Villa.

Mas Pavón se machucou e Guillermo Barros Schelotto colocou Benedetto na partida. Infiltrou dois atacantes pesados e artilheiros contra os três zagueiros. Martínez Quarta tem velocidade, não a malícia necessária contra dois centroavantes fortes fisicamente. Perdeu todas para Ábila, enquanto o marcou. Entre estas jogadas, um drible seco que resultou num chute forte do atacante, ex-Cruzeiro. Rebatida por Armani, a jogada foi finalizada outra vez por Ábila, goleador do Boca na campanha da Libertadores 2018.

Pratto empatou depois de receber passe de Pity Martínez.

Logo depois, Benedetto se escorou em Martínez Quarta e o zagueiro, inocentemente, fez falta. Na cobrança, não subiu contra Benedetto e foi culpado do segundo gol do Boca, antes do final do primeiro tempo.

No começo da segunda etapa, quando os xeneizes eram melhores, o River se mexeu. Tirou o terceiro zagueiro, Martínez Quarta, colocou o volante Ignacio Fernández, equilibrou a marcação. O técnico do Boca, Guillermo Barros Schelotto, colocou Tévez, o River respondeu escalando Zuculini para marcá-lo. O River ajustado na marcação teve uma bola parada. Cobrança de Pity Martínez, Pratto subiu, Izquierdoz também, mas a bola escorreu lentamente para dentro do gol.

Pity Martínez fez gol nos últimos três SuperClásicos. São quatro no total, em sua história em Boca-River. Foi o melhor jogador em campo na primeira partida das finais.

Domingo, 11/novembro/2018
BOCA JUNIORS 2 x 2 RIVER PLATE – 17h (17h)
Local: La Bombonera (Buenos Aires); Juiz: Roberto Tobar (Chile); Christian Schiemann (Chile), Claudio Rios (Chile); Gols: Ábila 33, Pratto 35 do 1º; Pity Martínez (falta) 18 do 2º; Cartão amarelo: Jara, Ábila, Casco, Borré
BOCA JUNIORS: 12. Rossi (6), 29. Jara (5) (24. Buffarini 37 do 2º (sem nota)), 21. Izquierdoz (4), 6. Magallán (6) e 20. Olaza (5,5); 16. Barrios (7), 8. Pablo Pérez (6,5) e 15. Nández (6)0; 22. Villa (7) (23. Tévez 27 do 2º (6)), 17. Ábila (7,5)e 7. Pavón (5) (18. Benedetto 26 do 1º (7,5)). Técnico: Guillermo Barros Schelotto
Banco: 28. Lampe, 2. Goltz, 5. Gago, 18. Benedetto, 19. Zárate, 23. Tévez, 24. Buffarini
RIVER PLATE: 1. Armani (6), 29. Montiel (5,5), 28. Martínez Quarta (4) (26. Ignacio Fernández 12 do 2º (6)), 2. Maidana (6), 22. Pinola (6,5) e 20. Casco (5,5); 24. Enzo Pérez (5) (5. Zuculini 30 do 2º (5,5)), 15. Palacios (6) e 10. Gonzalo Martínez (8) (8. Quintero 32 do 2º (sem nota)); 19. Borré (6) e 27. Pratto (7,5). Técnico: Marcelo Gallardo
Banco: 14. Lux, 5. Zuculini, 7. Mora, 8. Quintero, 9. Álvarez, 18. Mayada, 26. Ignacio Fernández


Palmeiras empata jogo e ganha uma rodada
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''Nada está decidido!''

Felipão segue seu mantra e alerta os jogadores sobre o risco que persiste de perder o Brasileirão, que parece ganho.

Apesar da declaração, a pior parte da tabela passou. O Palmeiras passou por Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético, somou dez pontos e está com 67. Nunca o vice-campeão fez 73.

Sabia-se que a partida contra o Atlético seria muito difícil. Especialmente pela ausência de Dudu. Por mais que Felipão reveze seus titulares, não muda quem decide partidas. Quase sempre é o camisa 7, o melhor jogador do Brasileirão.

O Atlético teve mais chances de gol (8×3), mais posse de bola (53% x 47%), mais volume. Faltou ser mais incisivo.

O Palmeiras saiu perdendo numa jogada rápida de Fábio Santos, cruzamento para Elias finalizar.

O lance do pênalti convertido por Bruno Henrique é discutível. Não pareceu pênalti. Wilton Pereira Sampaio marcou a penalidade e também deu cartão amarelo para Adílson.

O resultado de 1 x 1 mantém a distância de cinco pontos para o Internacional, que empatou contra o Ceará, em Fortaleza. O Palmeiras empatou o jogo e ganhou uma rodada. Faltam cinco para o título brasileiro, que ainda não está ganho.

Tags : palmeiras


Os erros indiscutíveis do Majestoso
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Pode-se discutir se houve pênalti de Bruno Alves em Romero ou não. A impressão é que sim, mas a jogada é interpretativa. Deve-se questionar o gol de Danilo. Foi gol. A bola passou 50 centímetros de acordo com Andres Sanchez.Na transmissão do SporTV, o comentarista Leonardo Gaciba disse que a bola entrou. Aqui o equívoco mais grave não é a ausência do VAR. É não haver a tecnologia da linha do gol, que havia na mesma trave quatro anos atrás, durante a Copa do Mundo do Brasil.

O erro indiscutível, no entanto, é do Corinthians. Estar com apenas 40 pontos depois de 33 jogos, a menor pontuação desde o rebaixamento, é indefensável. Até o risco de o São Paulo perder a quarta colocação para o Grêmio dá para defender. O São Paulo pensava em ficar entre os seis melhores antes de o Brasileirão começar.

Em campo, o Corinthians foi melhor. Merecia vencer. Aguirre errou na escalação, não melhorou a equipe com as mudanças, mas o empate veio com jogada de Éverton, toque de Nenê e gol de Brenner, os três que vieram do banco de reservas.


Especial Boca-River – Capítulo 4
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FINALISTAS DA LIBERTADORES MUDARAM METADE DO TIME

As escalações prováveis de Boca Juniors e River Plate para o primeiro jogo das finais da Libertadores, neste sábado (10), em La Bombonera, revelam a transformação de mais de 50% das equipes desde a primeira rodada da fase de grupos na última semana de fevereiro. O River Plate terá o zagueiro Pinola, o lateral-esquerdo Casco, os volantes Ignacio Fernández e Palacio, o meia Pity Martínez e atacante Borré nos lugares de Quarta, Saracchi, Ponzio, Zuculini, De la Cruz e Mora. São seis mudanças.

O Boca Juniors escalará os zagueiros Izquierdoz e Magallán, o lateral-esquerdo Olaza, os volantes Pablo Pérez e Nández, os atacantes Ábila e Villa nos lugares de Vergini, Heredia, Fabra, Buffarini, Reynoso, Tévez e Cardona. São sete alterações.

As transformações dos times titulares foram causadas por motivos diferentes. O River Plate não contratou excessivamente no meio da temporada, para começara a época 2018/19. Chegou apenas o zagueiro Luis Oliveira e saiu o lateral-esquerdo uruguaio Saracchi, para o Leipzig, da Alemanha.

O Boca Juniors contratou. Chegaram o atacante Villa, do Tolima, Mauro Zárate, do Watford, o goleiro Andrada, do Lanús, e o zagueiro Izquierdoz, do Santos Laguna. Aos poucos, perderam espaço jogadores como Tévez e Cardona, hoje suplentes.

A equipe de Guillermo Barros Schelotto luta até o último minuto para escalar o volante Pablo Pérez, que se transformou durante a campanha no melhor jogador da equipe. O River Plate não terá o volante Ponzio, por lesão.

Quarta-feira, 28/fevereiro/2018
FLAMENGO 2 x 2 RIVER PLATE – 21h45

Local: Michael Espinoza (Peru); Público: portões fechados; Gols: Henrique Dourado (pênalti) 8, Mora 10, Éverton 20, Mayada 41 do 2º; Cartão amarelo: Maidana, Diego, Henrique Dourado
FLAMENGO: Diego Alves, Pará (Rodinei 17 do 2º), Réver, Juan e Renê; Jonas (Rômulo 27 do 2º); Éverton Ribeiro, Diego, Lucas Paquetá e Éverton (William Arão 37 do 2º); Henrique Dourado. Técnico: Paulo César Carpegiani
RIVER PLATE: Armani, Montiel, Maidana, Quarta e Saracchi; Ponzio; Enzo Pérez, Zuculini (Mayada 22 do 2º), De la Cruz (Quintero 26 do 2º) e Mora; Lucas Pratto. Técnico: Marcelo Gallardo

1/março/2018
ALIANZA 0 x 0 BOCA JUNIORS – 19h30
Local: Nacional (Lima); Juiz: Daniel Fedorczuk (Uruguai); Público: 36.503; Cartão amarelo: Tomás Costa, Carlos Ascues, Vergini, Barrios
ALIANZA: 1. Butrón, 23. Sánchez, 24. Araujo, 17. Godoy Silva e 5. Flores; 10. Velarde, 7. Lemos, 4. Tomás Costa, 14. Luis Ramírez; 18. Cruzado; 8. Alejandro Hohberg. Técnico: Pablo Bengoechea
BOCA JUNIORS: 12. Rossi, 29. Jara, 27. Vergini, 21. Heredia e 18. Fabra; 24. Buffarini, 16. Barrios e 30. Reynoso (Sebastián Pérez 31 do 2º); 7. Pavón, 23. Tévez e 10. Cardona. Técnico: Guillermo Barros Schelotto


Informações e palpites da 33a rodada do Brasileirão
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CORINTHIANS x SÃO PAULO
Sábado, Itaquera, 17h
CORINTHIANS – Problemas – Renê Júnior (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Cássio, Fágner, Léo Santos, Henrique e Carlos Augusto; Ralf e Araos; Pedrinho, Jádson e Clayson; Danilo. Técnico: Jair Ventura
Últimos cinco jogos – dvdvv
SÃO PAULO – Problemas – Luan (machucado), Éverton Felipe (machucado), João Rojas (machucado) – Time provável (4-4-2) – Jean, Bruno Peres, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Hudson, Jucilei, Liziero e Éverton; Carneiro e Diego Souza. Técnico: Diego Aguirre
Últimos cinco jogos – evedd
CURIOSIDADE – A maior goleada da história do clássico foi o 6 x 1 de 2015, em Itaquera, empatado com o 6 x 1 do São Paulo da Floresta sobre o Corinthians em 1933.
RETROSPECTO – Em Itaquera, são oito clássicos, seis vitórias do Corinthians, dois empates, 19 gols do Corinthians, 7 do São Paulo.
PALPITE – Empate
ARBITRAGEM – Rodolpho Toski Marques (PR); Bruno Boschillia (PR), Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

AMÉRICA MINEIRO x PARANÁ
Sábado, Independência, 17h
AMÉRICA MINEIRO – Problemas – Robinho (machucado), Marquinhos (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – João Ricardo, Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Carlinhos; Juninho e Zé Ricardo; Aderlan, Ruy e Giovanni; Rafael Moura. Técnico: Adílson Batista
Últimos cinco jogos – ddeed
PARANÁ – Problemas – Igor (terceiro cartão), Rayan (machucado), Raphael Alemão (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Richard, Wesley, Jesiel, Renê e Mansur; Leandro Vilela e Jhonny Lucas; Juninho, Alex Santana e Andrey; Grampola. Técnico: Dado Cavalcanti
Últimos cinco jogos – edddd
CURIOSIDADE – O primeiro time de Série A dirigido por Adílson Batista foi o Paraná Clube, no Brasileirão de 2003. Naquela campanha, o Paraná goleou o Flamengo por 6 x 2.
RETROSPECTO – Na história, são três vitórias do América, um empate e uma única vitória do Paraná, no primeiro turno deste ano.
PALPITE – América
ARBITRAGEM – Wágner Reway (MT); Cleriston Clay Barreto Rios (SE), Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)

BOTAFOGO x FLAMENGO
Domingo, Nílton Santos, 19h
BOTAFOGO – Problemas – Kieza (machucado), Jean (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Gatito Fernández, Marcinho, Carli, Igor Rabello e Gílson; Lindoso; Erik, Matheus Fernandes, Renatinho e Luiz Fernando; Brenner. Técnico: Zé Ricardo
Últimos cinco jogos – vddee
FLAMENGO – Problemas – Geuvânio (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – César, Pará, Léo Duarte, Réver e Renê; Cuellar e William Arão; Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vitinho; Uribe. Técnico: Dorival Júnior
Últimos cinco jogos – eevvv
CURIOSIDADE – Paulo César Carpegiani foi demitido depois de uma derrota para o Botafogo que causou a eliminação do Campeonato Carioca.
RETROSPECTO – Neste ano, houve quatro jogos, com três vitórias do Flamengo e uma do Botafogo.
PALPITE – Flamengo
ARBITRAGEM – Bráulio da Silva Machado (SC); Kléber Lúcio Gil (SC), Neuza Inês Back (SC)

ATLÉTICO PARANAENSE x CRUZEIRO
Sábado, Arena da Baixada, 19h
ATLÉTICO PARANAENSE – Problemas – Paulo André (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Santos, Jonathan, Thiago Heleno, Léo Pereira e Renan Lodi; Bruno Guimarães e Lucho González; Marcelo Cirino, Raphael Veiga e Nikão; Pablo. Técnico: Tiago Nunes
Últimos cinco jogos – vddvv
CRUZEIRO – Problemas – Sassá (suspenso pelo STJD), Mancuello (terceiro cartão), Murilo (machucado), Rafinha (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Fábio, Edílson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Thiago Neves e De Arrascaeta; Barcos. Técnico: Mano Menezes
Últimos cinco jogos – vvdvv
CURIOSIDADE – Desde que Mano Menezes chegou ao Cruzeiro, os dois clubes se enfrentam pela quinta vez, com o quarto técnico diferente do Atlético. Tiago Nunes é o primeiro a repetir dois turnos seguidos.
RETROSPECTO – Ano passado, o Cruzeiro quebrou um tabu de sete anos sem vencer na Arena da Baixada e ganhou por 2 x 0.
PALPITE – Atlético Paranaense
ARBITRAGEM – Ânderson Daronco (RS); Rafael da Silva Alves (RS), Michael Stanislau (RS)

ATLÉTICO MINEIRO x PALMEIRAS
Domingo, Independência, 17h
ATLÉTICO MINEIRO – Problemas – Galdezani (terceiro cartão) – Time provável (4-2-3-1) – Victor, Émerson, Leonardo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adílson e Elias; Luan, Teranz e Chará; Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi
Últimos cinco jogos – ddded
PALMEIRAS – Problemas – Dudu (terceiro cartão), Willian (machucado), Mayke (suspenso pelo STJD), Diogo Barbosa (suspenso pelo STJD), Hyoran (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Wéverton, Jean, Antônio Carlos, Gustavo Gomez e Victor Luís; Felipe Melo e Bruno Henrique; Scarpa, Moisés e Arthur; Borja. Técnico: Luiz Felipe
Últimos cinco jogos – veedv
CURIOSIDADE – No primeiro turno, o Palmeiras quebrou um tabu de sete anos e onze jogos sem ganhar do Atlético em qualquer estádio.
RETROSPECTO – No novo Independência, o Atlético recebeu o Palmeiras cinco vezes. Ganhou três e empatou duas.
PALPITE – Empate
ARBITRAGEM – Wilton Pereira Sampaio (GO); Alessandro Rocha de Matos (BA), Bruno Raphael Pires (GO)

VITÓRIA x BAHIA
Domingo, Barradão, 17h
VITÓRIA – Problemas – Aderllan (terceiro cartão), Ruan Renato (terceiro cartão), Rhayner (expulso) – Time provável (4-2-3-1) – Ronaldo, Jéferson, Ramon, Lucas Ribeiro e Benítez; William Farias; Erik, Arouca, Léo Gomes e Lucas Fernandes; Léo Ceará. Técnico: João Burse
Últimos cinco jogos – edevd
BAHIA – Problemas – Gilberto (machucado), Marco Antônio (machucado), Douglas (suspenso pelo STJD, aguarda efeito suspensivo), Jackson (machucado, dúvida), Nílton (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Ânderson, Nino Paraíba, Douglas Grolli, Lucas Fonseca e Léo; Gregore e Flávio; Ramires, Zé Rafael e Élber; Edigar Junio. Técnico: Enderson Moreira
Últimos cinco jogos – vddvd
CURIOSIDADE – Demitido do Vitória, Paulo César Carpegiani salvou o Bahia do rebaixamento em 2017.
RETROSPECTO – Neste ano, houve três clássicos Ba-Vi com três triunfos do Bahia.
PALPITE – Vitória
ARBITRAGEM – Luiz Flávio de Oliveira (SP); Danilo Ricardo Manis (SP), Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

CEARÁ x INTERNACIONAL
Domingo, Castelão, 17h
CEARÁ – Problemas – Juninho Quixadá (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Éverson, Samuel Xavier, Tiago Alves, Luiz Otávio e Felipe Jonathan; Edinho e Richardson; Leandro Carvalho, Ricardinho e Calyson; Arthur. Técnico: Lisca
Últimos cinco jogos – dvvde
INTERNACIONAL – Problemas – Rodrigo Moledo (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Marcelo Lomba, Fabiano, Émerson Santos, Victor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado; Nico López, Edenílson, D’Alessandro e Patrick; Leandro Damião. Técnico: Odair Hellmann
Últimos cinco jogos – veevd
CURIOSIDADE – Lisca terminou a campanha do Internacional rebaixado de 2016. Era o técnico no 1 x 1 contra o Fluminense, que decretou o descenso.
RETROSPECTO – Em onze jogos, o Internacional só venceu três vezes, no Beira Rio. Em Fortaleza, são três vitórias e cinco empates.
PALPITE – Empate
ARBITRAGEM – Dewson Freitas (PA); Fabrício Vilarinho da Silva (GO), Heronildo Freitas da Silva (PA)

GRÊMIO x VASCO
Domingo, Arena do Grêmio, 17h
GRÊMIO – Problemas – Luan (machucado), Kannemann (machucado), Ramiro (machucado, dúvida), Marcelo Grohe (machucado), Leonardo Gomes (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Paulo Victor, Leonardo Moura, Geromel, Paulo Miranda e Cortez; Michel e Maicon; Alisson, Jean Pyerre e Éverton; Jael. Técnico: Renato Gaúcho
Últimos cinco jogos – vddve
VASCO – Problemas – Leandro Castan (terceiro cartão) – Time provável (4-4-2) – Martin Silva, Luiz Gustavo, Werley, Henriquez e Ramon; Yago Pikachu, Andrey, William Maranhão e Marrony; Thiago Galhardo e Maxi López. Técnico: Alberto Valentim
Últimos cinco jogos – vedve
CURIOSIDADE – Renato Gaúcho foi o técnico do primeiro rebaixamento do Vasco, em 2008.
RETROSPECTO – Na Arena do Grêmio, o Vasco jogou três vezes, perdeu as três, levou cinco gols e não marcou nenhum.
PALPITE – Grêmio
ARBITRAGEM – Raphael Claus (SP); Émerson Augusto de Carvalho (SP), Rogério Pablos Zanardo (SP)

FLUMINENSE x SPORT
Domingo, Maracanã, 19h
FLUMINENSE – Problemas – Ibañez (terceiro cartão), Sornoza (expulso), Gilberto (machucado), Gum (machucado, dúvida), Pedro (machucado) – Time provável (3-4-3) – Júlio César, Frazan, Paulo Ricardo e Digão; Léo, Jádson, Richard e Ayrton Lucas; Marcos Júnior, Luciano e Everaldo. Técnico: Marcelo Oliveira
Últimos cinco jogos – ddvde
SPORT – Problemas – Marlone (machucado), Sander (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Maílson, Cláudio Winck, Ernando, Adryelson e Raul Prata; Marcão Silva e Jair; Michel Bastos, Gabriel e Mateus Gonçalves; Hernane. Técnico: Mílton Mendes
Últimos cinco jogos – vvvdv
CURIOSIDADE – A maior goleada já sofrida pelo Fluminense na história do Brasileirão foi contra o Sport: 6 x 0, em 1996.
RETROSPECTO – O Fluminense não perde para o Sport no Rio de Janeiro desde 1997, pelo Brasileirão. São seis vitórias e dois empates.
PALPITE – Fluminense
ARBITRAGEM – Flávio Rodrigues de Souza (SP); Alex Ang Ribeiro (SP), Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)

SANTOS x CHAPECOENSE
Segunda-feira, Pacaembu, 20h
SANTOS – Problemas – Gabriel (terceiro cartão), Victor Ferraz (terceiro cartão), Diego Pituca (expulso), Luiz Felipe (machucado), Lucas Veríssimo (machucado, dúvida) – Time provável (4-1-4-1) – Vanderlei, Daniel Guedes, Yuri, Gustavo Henrique e Dodô; Alisson; Derlis González, Carlos Sánchez, Bryan Ruiz e Rodrygo; Sasha. Técnico: Cuca
Últimos cinco jogos – dvevv
CHAPECOENSE – Problemas – Márcio Araújo (machucado, dúvida), Elicarlos (machucado, dúvida) – Time provável (4-1-4-1) – Jandrei, Eduardo, Fabrício Bruno, Douglas e Bruno Pacheco; Amaral; Osman, Canteros, Barreto e Wellington Paulista; Leandro Pereira. Técnico: Claudinei Oliveira
Últimos cinco jogos – dvddv
CURIOSIDADE – O Santos foi o primeiro time de Claudinei Oliveira como técnico profissional, no Brasileirão 2013. Assumiu em 14º lugar, depois da saída de Muricy Ramalho. Terminou em sétimo.
RETROSPECTO – Desde o acesso da Chapecoense, o Santos recebeu o time catarinense quatro vezes e venceu as quatro.
PALPITE – Santos
ARBITRAGEM – Rafael Traci (PR); Ivan Carlos Bohn (PR), Rafael Trombetta (PR)


Especial Boca-River – Capítulo 3
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ARGENTINA TRATA SUPERCLÁSICO COMO QUESTÃO DE ESTADO

O governo argentino trata a decisão da Libertadores, entre Boca Juniors e River Plate, como questão de estado. Há uma semana, o presidente da República, Mauricio Macri, concedeu entrevista ao vivo ao programa FOX Sports Radio, de Buenos Aires, e anunciou que haveria permissão especial para duas torcidas nos dois SuperClásicos. O projeto foi vetado durante a semana pela polícia e pela Justiça. Mas era desejo do governo federal.

Desde 2007, partidas de segunda e terceira divisões da Argentina são disputadas com presença exclusiva de aficionados do clube mandante. Em 2013, a procuradoria proibiu também a entrada dos fãs de dois clubes distintos em todas as rodadas do campeonato principal. A medida não reduziu o número de mortes. Nos dois anos sucessivos à proibição, houve pelo menos 40 mortes.

Atual presidente da República, Mauricio Macri declarou preferir que não houvesse final entre Boca Juniors e River Plate e que o perdedor demorará vinte anos para se recuperar. Mas, depois da definição dos finalistas, passou a fazer do futebol um cartaz de propaganda para o país, que sediará a reunião do G-20 no dia 28 de novembro. Promover dois jogos extraordinários, com festa e sem violência, tornará Boca Juniors x River Plate uma notícia positiva para o futebol no mundo todo. Será bom para a Argentina, consequentemente. A procura é pelo impacto midiático de um Real Madrid x Barcelona, mesmo que não seja visto em 200 países.

Antes de ser presidente da nação, Macri presidiu o Boca Juniors, entre 1995 e 2008. No período, contratou Diego Maradona e Claudio Caniggia, Fracassaram. Na seqüência, assinou com o treinador Carlos Bianchi, que montou a equipe de Riquelme, Palermo e Guillermo Barros Schelotto, bicampeã da Libertadores em 2000 e 2001. Bianchi venceu também a Libertadores em 2003 pelo Boca, já sem Riquelme, mas com Tévez e Delgado no ataque.

Embora a violência seja um capítulo freqüente do futebol argentino nos últimos trinta anos, foi há 50 o episódio mais trágico num River x Boca. No dia 23 de junho de 1968, segundo turno do Campeonato Metropolitano, o goleiro Amadeo Carrizo fez seu último SuperClásico e manteve o 0 x 0 com uma atuação de gala.

Na saída da torcida do Boca Juniors, pelo portão 12 do Monumental de Nuñez, ou as grades fechadas, ou os cassetetes da polícia — até hoje não há uma versão definitiva — provocaram o retorno de dezenas de xeneizes para as tribunas. A aglomeração provocou avalanches de pessoas caindo nos degraus das arquibancadas. Ao todo, 71 torcedores morreram, todas no setor separado para a hinchada do Boca Juniors.