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São Paulo mantém Rogério Ceni e técnico responde com coerência
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A direção do São Paulo decidiu que não vai mexer no trabalho neste momento. Rogério segue seu trabalho normalmente pelas próximas semanas, apesar do empate contra o Fluminense. A avaliação segue sendo de que sua relação com o elenco e com a evolução do desempenho é positiva. Hoje, a torcida protestou contra o presidente Leco e contra o treinador, depois do empate contra o Fluminense.

Rogério tem razão em praticamente tudo o que disse em sua entrevista coletiva depois da partida. Talvez tenha razão até em afirmar que os jornalistas tenham mais dificuldade em se distanciar da figura do goleiro, do mito, do que ele próprio. Pode ser. Na coluna deste domingo na Folha de S. Paulo, escrevi que seu discurso sobre a saída de Lucão é um sinal de que não, ele não se distanciou completamente.  No que mais Rogério tem razão é em afirmar que assinou um contrato de dois anos, para ajudar o clube a solucionar seus problemas financeiros no primeiro ano e trabalhar em paz no segundo.

É o melhor cenário.

O maior problema do futebol brasileiro é a falta de tempo para trabalhar. Especialmente quando se escolhe um técnico sem experiência para um clube em crise, é preciso entender o tempo para o resultado aparecer.

Tomara que seja assim. A ideia de escrever sobre um ponto da carreira de um treinador não é destruir. É ajudar. Se pensar e julgar que não tem nada a ver, é justo. Rogério julga que seu maior problema não é estar vinculado à figura do goleiro.

A questão, então, é fazer o trabalho de campo transformar-se em resultado. Não pode ser apenas sorte. Que os jogadores gostam de seu trabalho e de seus treinos, é fato. Todos respeitam.

O time pressionou o Atlético Paranaense, jogou trinta minutos excelentes contra o Fluminense. Depois, foi pressionado pelo Flu, que poderia vencer a partida. Não venceu.

O ideal é que a seqüência de resultados, bons ou ruins, não determine a avaliação sobre o trabalho. Espera-se que no São Paulo também não seja assim. O problema é que, no Brasil, a pressão aumenta todos os dias.


S.O.S Portuguesa
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A derrota para a Desportiva tirou da Portuguesa a chance de classificação para a segunda fase da Série D. Significa mais um capítulo de uma tragédia. O clube três vezes campeão paulista, vice-campeão brasileiro de 1996, duas vezes vencedor do Rio-São Paulo não terá divisão nacional para disputar em 2018. Pela primeira vez na história, isto vai acontecer.

O Juventus está melhor do que a Portuguesa. Ficou em sétimo lugar na Série A-2. A Portuguesa, em décimo terceiro.

Não é consolo. O Juventus tem uma vida diferente do que se propõe para os clubes de futebol. Mas seus jogos são uma festa. O público tem enchido a rua Javari para comer cannolli e ver futebol.

A Portuguesa precisa ter isto e muito mais. Não é para ir ao Canindé para comer bolinho de bacalhau. Mas pode. Desde que o estádio encha e o clube caminhe com um calendário anual definido. Série A ou Série B, primeira divisão do estadual, a lógica de um clube que teve Julinho Botelho, Djalma Santos, Brandãozinho, Enéas e Dener.

''Enquanto não houve gente série trabalhando, a Portuguesa não vai voltar a disputar o que deve'', diz o jornalista Eduardo Affonso, luso desde a infância.

''Neste futebol de hoje não tem mais espaço para a maioria dos clubes. Aqui não é a Europa. Futebol exige contingente de pessoas, muitos salários e estruturas físicas enormes. E não gera receita. Então o destino da maioria, nesta economia frágil, é fechar'', diz Flávio Gomes.

Não pode fechar nem ter o destino do América, do querido José Trajano. Que joga a segunda divisão do Rio de Janeiro, na penúria. Tem seu estádio, o Giulite Coutinho, longe do bairro onde nasceu. E só.

O América lamenta ter recebido o duro golpe da Copa União de 1987 e, por isso, alijado da disputa do Brasileiro daquele ano. Mas jogou no ano seguinte, 1988. A Portuguesa lamenta o estúpido caso de Héverton, em 2013. De volta à Série A, ficou em 13o lugar e caiu por um descaso absurdo da direção que saída e da diretoria que entrava. Até hoje não se provou culpa nem de Fluminense nem de Flamengo. A culpa é de quem não informou a suspensão.

A Portuguesa virou um time sem divisão e sem perspectiva. Estevam Soares foi demitido no meio da Série D, acusado pela derrota para o XV de Piracicaba na Série A-2 e de afirmar que a Portuguesa não tinha obrigação de subir. Tinha. O presidente Alexandre Barros contratou Mauro Fernandes,  fora do mercado havia dois anos. Recebe justas críticas pela escolha.

Nesta segunda, ele retornou a São Paulo e conversou com este blogueiro.

Falou sobre o futuro. Qual?

A Portuguesa precisa de um. Não é possível o futebol do Brasil deixar morrerem clubes como Guarani, que está voltando, Juventus, América, Bangu, Náutico…

A entrevista abaixo é só o depoimento do presidente da Portuguesa.

Este blog é um S.O.S. à Portuguesa. E aos clubes históricos do Brasil

PVC – Quais são os próximos passos depois de perder a vaga na Série D?

ALEXANDRE BARROS – Continuar o trabalho da reconstrução. Disputar a Copa Paulista, vencer e voltar a ter a vaga na Série . A Copa Paulista no dá a opção de escolher entre a Copa do Brasil e a Série D. Vamos optar pela Série D porque já temos a vaga na Copa do Brasil por causa do ranking da CBF.

PVC – Mas neste caso tem de ganhar a Série D.

ALEXANDRE BARROS – Sim. Dsde que ganhe a Copa Paulista. Já fizemos a opção de disputá-la, porque poderia haveria o risco de não subir pela Série D.

PVC – Por que escolher um técnico que não trabalhava havia dois anos, como Mauro Fernandes?

ALEXANDRE BARROS – A troca do técnico foi um acerto, na minha opinião. A estrutura nossa foi montada para buscar o acesso. Existiam alguns problemas com o Estevam.O próprio elenco e o Estevam fizeram questão de dizer que não era favorita para conquistar o acesso. Ainda houve problemas internos que nos fizeram modificar a comissão técnica. Julgo que tive coragem  de desligar vários dos jogadores que estavam causando problemas.

PVC – Muita gente diz que os desligamentos foram porque estavam em rota de colisão com o Marcelinho Paraíba.

ALEXANDRE BARROS – Isso é o que falam. Mas não foi isto o que nós detectamos. Detectamos e tiramos jogadores que faziam igreja. A chegada do Mauro Fernandes provocou uma mudança nisso. Fez uma linha dura e isto escancarou o problema interno. Às vezes você tem que olhar. A Portuguesa foi um time achincalhado, jogado na lata do lixo. Os jogadores respondiam friamente. Fizemos muito pouco. Pagamos em dia. Conseguimos fazer isto. O resultado não veio no campo. Mas temos de corrigir os erros e andar em frente. O ônus e o bônus. Temos de assumir a responsabilidade. Se eu julgasse que não tem chance de salvação, eu não teria sido . Se julgasse que não é viável, eu renunciaria. Uso uma frase do Leão comigo, Alexandre, isto é um trabalho de dez anos. Não de três. Mas eu tenho de fazer algo em três.

PVC – O Mauro Fernandes continua?

ALEXANDRE BARROS – Vamos conversar.

PVC – O Estevam deixou o clube depois de dizer que a Portuguesa não era favorita para o acesso. A obrigação da Portuguesa para os próximo anos é o quê?

ALEXANDRE BARROS – A obrigação da Portuguesa é ganhar qualquer campeonato e, quando é de acesso, a obrigação é subir. Não dá para tirar isto. A responsabilidade se não conquista, é de quem não conseguiu. Neste caso, o trabalho foi mal feito. O meu trabalho está sendo mal feito. Não estou cumprindo meus objetivos. A obrigação agora é entrar na Copa Paulista para vencer e conseguir a vaga na Série D. O que já é uma tragédia. A Série D tem grupos mais fortes aqui no Sudeste, porque é regionalizada. E outros mais fracos. Dos times paulistas, só o São Bernardo conseguiu subir. Enquanto há times do Nordeste que não têm condição de disputar. Mas é o regulamento. É a regra. A nossa obrigação é ganhar a Copa Paulista e montar a base para jogar a Série A-2 no ano que vem. E subir. Neste caso, vamos disputar no ano que vem, os mesmos torneios que disputamos neste ano.

PVC – Você teme a extinção?

ALEXANDRE BARROS – A Portuguesa não acaba. Meu maior temor não  é a bola. É a parte jurídica. Isto me preocupa. È muita dívida jurídica, muitas coisa.

PVC – Qual é o tamanho da dívida?

ALEXANDRE BARROS – Ainda não conseguimos chegar a um valor preciso.

PVC – Empresários portugueses, que já colocaram dinheiro, desistiram, porque perceberam que perderam o que investiram. Ainda é possível buscar dinheiro para salvar a Portuguesa?

ALEXANDRE BARROS – Estes empresários colocaram dinheiro num outro momento. Sim. É preciso ter cuidado. Buscar dinheiro você até consegue, mas pode ser prejudicial, pela forma como você vai fazer. Às vezes isto pode atrapalhar mais o futuro.  Tracei o sucesso na A-2, na Série C, no ano passado, subindo da Série B para a Série A no último ano do meu mandato. Não foi possível. Espero nestes três anos colocar a Portuguesa num lugar melhor. É difícil, mas é preciso acreditar que é possível.


Só o Corinthians de Tite foi melhor do que o de Carille
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Na história do Brasileirão por pontos corridos, só dois times chegaram à décima rodada com 26 pontos, oito vitórias e dois empates. O Corinthians de 2011 e o Corinthians de 2017. Ou seja, só o Corinthians. O Corinthians que venceu o Grêmio, resistindo a seis chutes no alvo e a um pênalti defendido por Cássio. Aquele Corinthians tinha 15 gols de saldo. Este tem 13. Ou seja, só o Corinthians de Tite, em 2011, foi melhor do que o de Carille em dez rodadas nos pontos corridos — isto inclui os campeonatos com 24 clubes

Dos catorze campeões por pontos corridos, só cinco estavam na liderança na décima rodada.

O Corinthians de 2011 era um deles.

O Corinthians venceu o Grêmio, porque resistiu à pressão gremista. O jogo foi bom. Luan jogou bem, mas foi bem marcado por Paulo Roberto, sistema por zona, não individual, mas com um vigia que o acompanhou na maior parte do tempo. Não impediu, por exemplo, que finalizasse frente a frente com Cássio aos 19 minutos do segundo tempo, jogada defendida pelo goleiro corintiano, o melhor em campo.

O São Paulo jogou muito bem até os 30 minutos. Linha de quatro na defesa, força pelos lados com Marcinho e Araruna pela direita, Júnior Tavares e Denílson pela esquerda. começou a dar terreno para Calazans e Wendel, para a intensidade do meio-de-campo do Fluminense a partir da metade do primeiro tempo. Empatou por 1 x 1. O Fluminense melhorou.

Incrível que desta vez a pressão tenha vindo da torcida. Parte dela criticou Rogério.

O Palmeiras mostrou bom futebol. Mais do que vencer. E tem dois confrontos diretos contra Grêmio e Corinthians nas próximas três rodadas. O time de Cuca está de volta à disputa.


Roma deve oficializar proposta por Richarlison na segunda
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A Roma deve enviar proposta oficial por Richarlison, do Fluminense, nesta segunda-feira. Durante a semana que terminou, o clube italiano tratava de concretizar a venda do atacante egípcio Mohamed Salah, para o Liverpool, por 42 milhões de euros. Parte do dinheiro deve servir para tentar tirar Richarlison, das Laranjeiras, por uma valor que pode variar entre 15 e 18 milhões de euros.

A proposta comentada desde a segunda-feira passada não  foi oficializada ainda. Mas deve ser.

O Fluminense não comenta o assunto, mas já admitiu durante a temporada que precisa negociar um jogador.


Ponto para Luxemburgo
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O Sport jogou uma partida justíssima. Se uma palavra não pode ser usada para definir o sistema rubro-negro contra o Santos, na Vila Belmiro, é desatualizado. A linha de quatro homens da defesa fechadinha, de uma linha a outra, com outra linha de quatro homens no meio-de-campo, bloqueando a entrada do Santos, que chutou nove vezes ao gol, três no alvo, mesmo número do Sport.

O Santos teve mais posse de bola, como foi contra a Ponte Preta e diferente do que aconteceu no Barradão, mas recuou e tentou atrair o Sport, que soube esperar a hora certa de dar o bote.

Com a vitória fora de casa, o segundo triunfo em oito partidas desde a chegada de Luxemburgo, o Spor sai da zona de rebaixamento e deixa o Atlético pendurado, momentaneamente.

O Santos sofreu sua primeira derrota e seu primeiro gol desde a saída de Dorival Júnior. E pode perder a terceira colocação. Também pode fechar a rodada dez pontos atrás do líder.

O Sport fecha com quatro pontos uma semana que muita gente pensava que poderia render zero. Contra Atlético no Independência e Santos na Vila Belmiro, seria lógico não somar nada. Quatro pontos com bons desempenhos nas duas partidas pode ser sinal de que as coisas estão avançando na Ilha do Retiro.


Informações e palpites da décima rodada do Brasileirão
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SANTOS x SPORT

Sábado, Vila Belmiro, 19h

SANTOS – Problemas – Ricardo Oliveira (machucado, dúvida), Zeca (machucado, dúvida), Leandro Donizete (problemas particulares), Luiz Felipe (machucado), Gustavo Henrique (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato e Thiago Maia; Bruno Henrique, Lucas Lima e Copete; Kayke. Técnico: Levir Culpi

Últimos cinco jogos – vevvv

SPORT – Problemas – Rithelly (suspenso pelo STJD), Ronaldo Alves (machucado), Rogério (machucado), Anselmo (machucado), Thomás (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Magrão, Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Sander; Fabrício e Patrick; Osvaldo, Diego Souza e Éverton Felipe; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Últimos cinco jogos – ededv

CURIOSIDADE – O Sport jamais venceu o Santos na Vila Belmiro pelo Brasileirão. São 12 vitórias do Santos e cinco empates. Única vitória do Sport em São Paulo aconteceu no estádio do Ibirapuera, em 1996.

PALPITE – Santos

ARBITRAGEM – Ivan Traci (PR); Ivan Carlos Bohn (PR), Luciano Roggenbaum (PR)

VASCO x ATLÉTICO GOIANIENSE

Domingo, São Januário, 11h

VASCO – Problemas – Rafael Marques (machucado), Kelvin (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Martin Silva, Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean; Yago Pikachu, Douglas, Matheus Vital e Nenê; Luís Fabiano. Técnico: Mílton Mendes

Últimos cinco jogos – dvdvd

ATLÉTICO GOIANIENSE – Problemas – Igor (machucado), Juninho (machucado), Wálter (recuperação física) – Time provável (4-2-3-1) – Felipe, André Castro, Eduardo Bauermann, Roger Carvalho e Bruno Pacheco; Marcão Silva e Silva; Luís Fernando, Andrigo e Breno Lopes; Everaldo. Técnico: Doriva

Últimos cinco jogos – ddvvd

CURIOSIDADE – O Atlético Goianiense subiu duas vezes junto com o Vasco. Nas Séries B de 2009 e 2016.

PALPITE – Vasco

ARBITRAGEM – Dyorgines José Padovani de Andrade (ES); Fabiano da Silva Ramires (ES), Vanderson Antonio Zanotti (ES)

GRÊMIO x CORINTHIANS

Domingo, Arena do Grêmio, 16h

GRÊMIO – Problemas – Kannemann (machucado, dúvida), Miller Bolaños (machucado), Marcelo Oliveira (machucado), Leonardo Moura (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Marcelo Grohe, Edílson, Geromel, Thyere e Cortez; Michel e Arthur; Ramiro, Luan e Pedro Rocha; Barrios. Técnico: Renato Gaúcho

Últimos cinco jogos – vevvv

CORINTHIANS – Problemas – Gabriel (expulso), Danilo (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Cássio, Fágner, Balbuena, Pablo e Arana; Paulo Roberto; Jádson, Rodriguinho, Maycon e Romero; Jô. Técnico: Fábio Carille

Últimos cinco jogos – vevvv

CURIOSIDADE – O Corinthians perdeu nas suas últimas cinco visitas a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio. A última vitória foi por 2 x 1, em 2011.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Wilton Pereira Sampaio (GO); Bruno Raphael Pires (GO), Leone Carvalho Rocha (GO)

SÃO PAULO x FLUMINENSE

Domingo, Morumbi, 16h

SÃO PAULO – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Renan Ribeiro, Araruna, Militão, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei e Thiago Mendes; Marcinho, Cueva e Denílson; Pratto. Técnico: Rogério Ceni

Últimos cinco jogos – ddedv

FLUMINENSE – Problemas – Wendel (machucado, dúvida), Matheus Norton (terceiro cartão), Gum (machucado), Renato Chaves (machucado), Pierre (machucado), Luiz Fernando (machucado), Sornoza (machucado), Wellington Silva (machucado), Douglas (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Júlio César, Lucas, Reginaldo, Henrique e Mascarenhas; Orejuela; Scarpa, Lucas Fernandes, Calazans e Richarlison; Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Últimos cinco jogos – vevev

CURIOSIDADE – No ano passado, o São Paulo só teve refresco em relação ao rebaixamento quando venceu o Fluminense fora de casa por 2 x 1, na rodada número 30.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Anderson Daronco (RS); Rafael da Silva Alves (RS), Elio Nepomuceno (RS)

CRUZEIRO x CORITIBA

Domingo, Mineirão, 16h

CRUZEIRO – Problemas – Henrique (machucado, dúvida), De Arrascaeta (machucado), Manoel (machucado), Dedé (machucado)  – Time provável (4-2-3-1) – Fábio, Ezequiel, Léo, Caicedo e Diogo Barbosa; Ariel Cabral e Lucas Romero; Robinho, Thiago Neves e Alisson; Rafael Sóbis. Técnico: Mano Menezes

Últimos cinco jogos – ededd

CORITIBA – Problemas – Kléber (suspenso pelo STJD), Alan Santos (machucado) – Time provável (4-1-3-2) – Wílson, Dodô, Márcio, Werley e William Matheus; Jonas; Rildo, Tiago Real, Galdezani; Henrique Almeida e Alecsandro. Técnico: Pachequinho

Últimos cinco jogos – xeevv

CURIOSIDADE – O Coritiba não venceu o Cruzeiro nas últimas seis visitas ao Mineirão, desde 2004. Ano passado, empatou por 2 x 2 no Independência.

PALPITE – Cruzeiro

ARBITRAGEM – Marcelo Aparecido de Souza (SP); Anderson José de Moraes Coelho (SP), Bruno Salgado Rizo (SP)

ATLÉTICO PARANAENSE x VITÓRIA

Domingo, Arena da Baixada, 16h

ATLÉTICO PARANAENSE – Problemas – Nenhum – Time provável (4-1-4-1) – Wéverton, Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio; Nikão, Lucho González, Rossetto e Douglas Coutinho; Grafite. Técnico: Eduardo Baptista

Últimos cinco jogos – vvvdd

VITÓRIA – Problemas – Fillippe Souto (machucado), Bruno Ramires (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Fernando Miguel, Leandro Salino, Fred, Kanu e Géferson; William Farias e Uillian Correia; Neílton, Gabriel Xavier e David; Kieza. Técnico: Alexandre Gallo

Últimos cinco jogos – dvevd

CURIOSIDADE – A última vez que o Vitória venceu na Arena da Baixada foi em 2009, por 2 x 0.

PALPITE – Atlético Paranaense

ARBITRAGEM – Rodrigo Batista Raposo (DF); José Reinaldo Nascimento Júnior (DF), Daniel Henrique da Silva Andrade (DF)

PONTE PRETA x PALMEIRAS

Domingo, Moisés Lucarelli, 16h

PONTE PRETA – Problemas – Nenhum – Time provável (4-1-4-1) – Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Rodrigo e João Lucas; Fernando Bob; Claudinho, Élton, Renato Cajá e Lucca; Émerson Sheik. Técnico: Gílson Kleina

Últimos cinco jogos – vedvd

PALMEIRAS – Problemas – Thiago Santos (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Fernando Prass, Mayke, Mina, Edu Dracena e Egídio; Jean e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Dudu; Willian. Técnico: Cuca

Últimos cinco jogos – vvdvd

CURIOSIDADE – O Palmeiras foi campeão brasileiro do ano passado, mas não venceu a Ponte Preta nem em Campinas nem no Allianz Parque.

PALPITE – Palmeiras

ARBITRAGEM – Wágner Reway (MT); Fábio Rodrigo Rubinho (MT), Marcelo Grando (MT)

BAHIA x FLAMENGO

Domingo, Fonte Nova, 18h30

BAHIA – Problemas – Renê Júnior (expulso), Édson (machucado), Wellington Silva (machucado), Jackson (machucado), Hernane (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Jean, Eduardo, Tiago, Rodrigo Becão e Matheus Reis; Feijão e Juninho; Zé Rafael, Régis e Allione; Edigar Junio. Técnico: Jorginho

Últimos cinco jogos – ddevv

FLAMENGO – Problemas – Juan (terceiro cartão), Éverton (terceiro cartão), Réver (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Thiago, Rodinei, Rhodolfo, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo e William Arão; Éverton Ribeiro, Diego e Vinícius Júnior; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo

Últimos cinco jogos – xeved

CURIOSIDADE – O Flamengo perdeu em suas últimas duas visitas à Fonte Nova para enfrentar o Bahia.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Igor Junio Benevenuto (MG); Márcio Eustáquio Santiago (MG), Celso Luiz da Silva (MG)

CHAPECOENSE x ATLÉTICO MINEIRO

Domingo, Arena Condá, 19h

CHAPECOENSE – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Jandrei, Apodi, Luiz Otávio, Vicor Ramos e Reinaldo; Andrei Girotto e Luís Antônio; Rossi, Seijas e Arthur Kayke; Wellington Paulista. Técnico: Vágner Mancini

Últimos cinco jogos – xvddv

ATLÉTICO MINEIRO – Problemas – Alex Silva (machucado), Adílson (machucado), Luan (machucado), Gabriel (machucado), Marcos Rocha (machucado), Carlos César (machucado), mas Roger pode escalar time reserva – Time provável (4-4-2) – Victor, Yago, Leonardo Silva, Gabriel e Danilo; Otero, Ralph, Rafael Carioca e Luan; Cazares e Rafael Moura. Técnico: Roger Machado

Últimos cinco jogos – evddv

CURIOSIDADE – Único jogo da história pelo Brasileiro teve vitória da Chapecoense por 2 x 1, em 2015. Ano passado, houve W.O. duplo, em função do acidente aéreo em Medellín.

PALPITE – Atlético

ARBITRAGEM – João Batista de Arruda (RJ); Luiz Cláudio Regazone (RJ), Eduardo de Souza Couto (RJ)

BOTAFOGO x AVAÍ

Segunda-feira, Nílton Santos, 20h

BOTAFOGO – Problemas – João Paulo (terceiro cartão), Carli (terceiro cartão), Lindoso (machucado, dúvida), Matheus Fernandes (machucado, dúvida), Luís Ricardo (machucado), Jonas (machucado), Marcelo (machucado), Aírton (machucado), Marcinho (machucado) – Time provável (4-4-2) – Gatito Fernández, Arnaldo, Marcelo, Igor Rabello e Victor Luís; Bruno Silva, Dudu Cearense; Camilo, Montillo e Rodrigo Pimpão; Roger. Técnico: Jair Ventura

Últimos cinco jogos – vvede

AVAÍ – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Douglas, Leandro Silva, Betão, Gustavo e Capa; Luan e Judson; Joel, Marquinhos e Juan; Júnior Dutra. Técnico: Claudinei Oliveira

Últimos cinco jogos – ddded

CURIOSIDADE – São sete partidas na história do Brasileirão, com quatro vitórias do Botafogo, dois empates e uma vitória do Avaí.

PALPITE – Botafogo

ARBITRAGEM – Caio Max Augusto Vieira (RN); Flávio Gomes Barroca (RN), Vinicius Melo de Lima (RN)


Grêmio e Corinthians decidirão liderança
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Um gol de Fernandinho, outro de Pedro Rocha e o Grêmio venceu o Coritiba, em Porto Alegre.

Mas não foi tranquilo. Dono do jogo até os 26 minutos do primeiro tempo, o Grêmio sofreu depois da troca de Alan Santos por Tiago Real, no Coritiba. A marcação aos volantes Arthur e Michel, gremistas, melhorou e a bola parou de sair fácil da defesa para o ataque.

O Coritiba avançou com mais organização e criou oportunidades de gol.

A tranquilidade só veio aos 40 minutos do segundo tempo, num contra-ataque em que Fernandinho marcou.

O Corinthians também sofreu no início da partida, em Itaquera. A primeira jogada de perigo foi um chute da entrada da área de Zé Rafael. O Bahia deu trabalho até Jádson receber entre três marcadores do Bahia e encontrar a infiltração de Fágner, que logo em seguida achou o passe mágico para Jô finalizar.

A seqüência, no segundo tempo, teve gol de Balbuena, depois de cobrança de escanteio, e de Marquinhos Gabriel.

A diferença de um ponto  do Corinthians líder, para o Grêmio, vice-líder, persiste. Mas não resistirá ao encontro dos dois clubes, domingo, em Porto Alegre.


Rogério não é mais incontestável e direção pode decidir mudar
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As cinco derrotas nas primeiras nove rodadas do Brasileirão, pior desempenho da era dos pontos corridos e seqüência negativa recorde desde 1999, serviram para aumentar muito a pressão por sua saída. Antes incontestável, agora Rogério tem seu nome na mesa da diretoria com reclamações de conselheiros próximos ao presidente Leco. Também aumenta seu risco os desencontros com as decisões da direção. Na terça-feira, o diretor de futebol Vinicius Pinotti disse que não está satisfeito com o desempenho deste ano e que os jogadores vão mudar, sim. Na quarta, Rogério Ceni afirmou que ''times vencedores se mantêm.''

Nesta última frase, é evidente que Rogério Ceni tem razão. O São Paulo se reformula em pleno Campeonato Brasileiro e isto aumenta o risco num torneio traiçoeiro, em que muitas vezes são rebaixados elencos que têm condição de brigar na parte superior da tabela.

O desempenho do São Paulo em 2017, em partidas oficiais, contabiliza 52% de aproveitamento. É o melhor índice desde que Leco assumiu a presidência em outubro de 2015, para o primeiro mandato tampão. De lá para cá, foram quatro treinadores, com Doriva, Edgardo Bauza e Ricardo Gomes antes da escolha por Rogério.

Rogério também tem porcentagem de pontos conquistados superior ao de Juan Carlos Osório, mas perde longe para o período de Muricy Ramalho, entre 2013 e 2015. Na última passagem do treinador tricampeão brasileiro, o São Paulo conquistou 60,1% da pontuação.

O contraste é com o início ruim do Brasileirão. Cinco derrotas em nove rodadas não acontecia desde 1998, quando Nelsinho Baptista era o treinador e o São Paulo caiu contra Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Sport e Santos nas sete primeiras partidas.

Muricy é um ponto de referência. Em sua passagem entre 2006 e 2009, o São Paulo viveu seu último grande momento de glórias. Foi tricampeão brasileiro. Naquela passagem, Muricy teve 60,1% de aproveitamento em 252 partidas.

Desde sua queda, em junho de 2009, depois da eliminação da Libertadores contra o Cruzeiro, foram treze mudanças de técnico em oito anos.

Abaixo, os treze treinadores e seus desempenhos depois do tricampeonato brasileiro de 2008.

 

Na era Leco

Rogério Ceni – 33 jogos, 14v, 10e, 9d – 52%

Ricardo Gomes – 19 jogos, 6v, 5e, 7d – 40%

Edgardo Bauza – 46 jogos, 17v, 12e, 17d – 45,6%

Doriva – 7 jogos, 2v, 1e, 4d – 33,3%

Antes de Leco

Juan Carlos Osório – 26 jogos, 11v, 7e, 8d – 51%

Muricy Ramalho (2013 a 2015)

2015 – 18 jogos, 11v, 2e, 5d – 65%

2014 – 65 jogos, 35v, 14e, 16d – 61%

2013 – 25 jogos, 12v, 5e, 8d – 55%

Total – 108 jogos, 58v, 21e, 29d – 60,1%

Paulo Autuori – 14 jogos, 2v, 4e, 8d – 24%

Ney Franco – 79 jogos, 41v, 16e, 22d – 56,8%

Émerson Leão – 44 jogos, 26v, 6e, 12d – 63,6%

Adílson Batista – 22 jogos, 7v, 9e, 6d – 45%

Paulo César Carpegiani – 47 jogos, 30v, 4e, 13d – 66,6%

Sérgio Baresi – 14 jogos, 5v, 4e, 5d – 45%

Ricardo Gomes – 76 jogos, 39v, 16e, 21e – 58,3%

Muricy Ramalho (2006 a 2009) – 252 jogos, 139v, 67e, 46d – 64%


O Palmeiras subindo, o São Paulo caindo… E o Botafogo
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Borja fez o gol e Fernando Prass foi fundamental na vitória do Palmeiras, num jogo de quatro finalizações certas dos dois lados. A dificuldade existiu porque o Atlético Goianiense bloqueou o meio-de-campo palmeirense e obrigou o time de Cuca a ter paciência, com 65% de posse de bola e sem espaço para infiltração.

Até que Roger Guedes foi à linha de fundo, cruzou e Borja aproveitou na pequena área, exatamente onde sabe fazer. Borja não fez o que Cuca mais pede, ou seja, não deu combate na saída de bola. Keno e Roger Guedes, sim. O Palmeiras roubou 20 bolas, três acima do meio-de-campo.

Nenhum desarme foi de Borja. O gol, mais importante, sim.

Tchê Tchê voltou a aparecer na marcação. Foi o rei dos desarmes, com cinco. O Palmeiras cresce na classificação, chega ao sétimo lugar momentaneamente, aos 13 pontos, neste momento sete a menos do que o líder — a distância já foi de doze.

Enquanto isso, o São Paulo desce. Em dezessete jogos, quinze pelo Brasileirão, jamais venceu na Arena da Baixada. O resultado é, portanto, normal. A classificação, não.

Neste momento, o time está em 15o. lugar, um ponto acima da zona de rebaixamento. Está claro que Rogério Ceni não correrá risco enquanto o São Paulo não correr risco. O tricolor muda de rota de maneira ousada. Estreou Denílson e Brenner, contratou doze jogadores no ano, vendeu quinze e a reforma com o campeonato em andamento aumenta o risco de se aproximar da zona de perigo.

É necessário vencer o Fluminense no domingo.

Especial o Botafogo. Mesmo com Mílton Mendes dizendo que jogou no ataque e o Botafogo ia esporadicamente ao ataque, está claro para quem assiste ao Botafogo que este é seu mérito. O time de Jair Ventura conhece seu limite, joga no seu limite, briga por todas as bolas e chega aos 15 pontos, com vitória em casa e fora também.


O talento que o dinheiro russo não compra
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Portugal começou no ataque e um cruzamento de Raphael Guerreiro chegou a Cristiano Ronaldo para marcar logo aos nove minutos de partida. A partir daí, Portugal recuou. Fernando Santos disse na terça-feira que prefere ser campeão da Europa a jogar bonito. Resposta a quem critica o estilo de sua seleção, que possui o melhor jogador do mundo, mas joga com duas linhas de quatro homens, meio-de-campo composto por três homens com características de marcação — William Carvalho, André Gomes e Adrien, só com Bernardo Silva aberto pelo lado direito para levar a bola ao ataque.

O primeiro tempo da Rússia foi pior. O técnico Cherchesov armou um sistema tático igual ao do Chelsea, um 5-4-1 que deveria se transformar em 3-4-3 quando tivesse a bola.

Na defesa, cinco homens: Samedov, Dzikhiya, Vasin, Kudryashov e Kombarov; No meio-de-campo, mais quatro: Golovin, Shiskin, Glushakov e Zhirkhov; Só Smolov no ataque.

Poderia funcionar se os laterais Samedov e Kombarov subissem e empurrassem os pontas Golovin e Zhirkov. Não aconteceu.

Só melhorou  no segundo tempo, quando Cherchesov trocou o volante Shiskin pelo meia Erokin. Aí, os russos avançaram as linhas e pressionaram Portugal. Poderiam empatar a partida não fosse a fraqueza do atacante Smolov.

A Rússia é a única seleção que tem todos os jogadores jogando dentro de seu próprio país. Não resolve. A seleção não chegará como favorita contra o México, na briga pelo segundo lugar de sua chave.