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O Vasco perde para o Vasco
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Eurico Miranda descartou sua candidatura, mas se manteve vivo no jogo político. Em grande parte, porque faltou entendimento da chapa de Júlio Brant de que a eleição não acabou em novembro. Para muita gente, faltou este entendimento, porque o Vasco tem a eleição indireta, prevista no estatuto, e outra, dos usos e costumes do clube, que indicava jamais derrotar a vontade dos socios ao escolherem o conselho deliberativo.

Mesmo com candidatos a presidente encabeçando as chapas, o pleito de novembro escolhe apenas o grupo preferido, que vai para a eleição de fevereiro com 120 conselheiros, contra 30 da chapa perdedora e mais 150 natos. O golpe poderia ter havido tambem em 2008, quando Eurico saiu de cena e colocou outro nome para concorrer contra Roberto Dinamite. Bateu na trave.

Mesmo que nunca tenha acontecido antes, mesmo que se diga que Alexandre Campello não recebeu votos dos sócios, o que é verdade, o estatuto permite que qualquer conselheiro se candidate à presidência no dia da eleição.

O maior problema: o Vasco escolheu assim.

O Vasco perde para a política. Perde a chance de ser dirigido pelos mais gabaritados vascaínos, unidos. O Vasco reclama do estatuto podre, porque nunca os homens que conduzem o Vasco mudaram o texto corroido e corrompido pelo tempo.

Se quem escolheu este destino foram os conselheiros, escolhidos pelos sócios, entao o Vasco perdeu. Mas foi para o Vasco.


A operação para o Santos ter Gabigol
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O Santos tem teto salarial de R$ 300 mil.

E Gabriel vai se enquadrar a este valor. Quer dizer: mais ou menos.

Porque o valor que o Santos pagaria pelo empréstimo à Internazionale por um ano com Gabigol será incorporado ao salário.

Para a Internazionale, interessa emprestar o jogador e dar a ele a chance de jogar, recuperar-se, voltar a ter mercado na Europa. Para isso, terá de jogar bem pelo Santos.

Gabriel abre mão de uma parte considerável de seu salário, em torno de 30%.

O Santos paga o teto salarial e incorpora doze parcelas do valor que pagaria pelo empréstimo à Inter. Entra em forma de salário. Então, Gabriel vai ganhar muito bem e o Santos terá o atacante. O negócio ainda não está assinado.

Em princípio, Gabriel chega para ser o centroavante. Mas pode ser meia, se o Santos entender que precisa de um centroavante puro.

Quem conversou com Gabriel tem certeza de que ele entendeu a gravidade de seu problema. Tem de jogar bem pelo Santos, para voltar ao patamar de prestígio de dois anos atrás.

Hoje, ainda não volta a seção informações e palpites, por causa dos jogos ainda com times mistos e início dos estaduais. A seção volta nas próximas semanas.

Tags : santos


O rosto do novo Palmeiras
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Compacto quando perde a bola e com linhas miito juntas. Bola saindo por baixo, cuidada como um diamante. Sistema 4 1 4 1, com linha de Willian, Lucas Lima Tche Tche e Dudu. Criatividade.

Faltou ser uma goleada, mas o Palmeiras jogou bem e teve Lucas Lima como destaque. Felipe Melo ajudou com o primeiro passe, muito bem.

Entraram Keno no lugar de Dudu. Keno participou de maneira excelente, Dudu menos. Lucas Lima foi o melhor em campo.

Vale lembrar que foram apenas catorze dias de trabalho. O Palmeiras deu sinal de que vai ser mais forte do que no ano passado.


Torcida do Cruzeiro é a estrela do início dos estaduais
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Foram 42 mil torcedores presentes ao Mineirão, 33 mil pagantes.

Para assistir a Cruzeiro x Tupi no Campeonato Mineiro?

Não! Para ver o Cruzeiro.

Que estreava Fred e esta foi a razão principal de transformar um jogo pequeno num partidaço, gigante.

Mas num ano em que mais uma vez discutimos a validade das partidas dos estaduais, esquece-se o fundamental. Quem gosta de futebol vai ao estádio não para ver o estadual ou a Libertadores ou o Brasileiro ou a Copa do Brasil.

Vai ao estádio ver seu time.

O cruzeirense foi ao Mineirão ver o Cruzeiro. E receber Fred de volta.


Corinthians depende demais de Fágner e desaponta no Pacaembu
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Felipe Saraiva tinha oferecido oito passes certos e dois errados, quando recebeu a bola vencida pelo alto por Silvinho e finalizou para o gol de Cássio. O gol no Pacaembu definia a primeira vitória da Ponte Preta sobre o Corinthians desde 2013. Estava cantada desde o primeiro tempo de mau desempenho do Corinthians. Quase não se confirmou, porque Luan Peres foi ingênuo, deu carrinho no meio da grande área e cometeu pênalti em Jádson.

Só que Jádson bateu pessimamente e o goleiro Ivan defendeu. A Ponte ganhou por 1 x 0.

Sem Arana e sem Juninho Capixaba, a dependência de Fágner aumenta muito. O Corinthians só saía da defesa para o ataque com passes de seu lateral-direito. Dele para Balbuena e de novo para Fágner. E só ultrapassava o meio-de-campo, quando de Fágner a bola saía para a meia direita, ou Rodriguinho ou Jádson (veja abaixo o caminho da bola).

A Ponte Preta marcava com dois jogadores pouco adiante do meio-de-campo e a dificuldade do passe profundo aumentava, inclusive para Fágner. Mas o Corinthians ia subindo seu índice de passes. Sessenta certos para Fágner, aos 20 do segundo tempo, 61% de posse de bola e… gol da Ponte Preta, de Felipe Saraiva.

A jogada do gol também evidencia outra mudança corintiana. Gabriel é o único volante e Silvinho ganha de cabeça às suas costas, sem gente por perto para ficar com o rebote. Assim, nasce o passe profundo para Felipe Saraiva finalizar e marcar.

É cedo para julgar que o Corinthians será mais fraco no estadual do que foi no Brasileiro. Até porque ano passado, o Corinthians perdeu sua primeira partida em casa, contra o Santo André, em Itaquera.
Mas tempo de lembrar que no segundo turno do Brasileirão, o Corinthians terminou em 12. lugar.


O adeus em silêncio
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Se o jornalismo não estivesse em crise, se os jornais não convivessem com a crise do preço do papel, a manhã de quinta-feira seria épica. Dia de ler sobre dois personagens, para o bem ou para o mal. Sem maniqueísmo, mas contando suas histórias. Ronaldinho Gaúcho e Eurico Miranda terminaram suas trajetórias nesta quinta-feira.

Ronaldinho Gaúcho encerrou silenciosamente na quarta-feira, melancolicamente. Sem festa, sem jogo, com o irmão avisando aquilo que, na prática, já acontecia havia cinco anos. Ronaldinho parou!

Se, de fato, só ele não sabia, é de se pensar se deveria ser assim.

O adeus de Eurico Miranda é ainda mais definitivo, porque não haverá Roberto Dinamite capaz de reanimá-lo. Não, por causa de sua idade e do evidente desgaste de sua saúde. Era óbvio que Eurico Miranda não seria candidato à presidência se a perspectiva fosse de derrota. E a vitória de Júlio Brant é iminente.

Não é preciso gostar ou desgostar de Eurico Miranda. Mas é necessário biografá-lo. Contar suas histórias. Quando era diretor de seleções da CBF e, dentro da concentração, contratou Bebeto para o Vasco. Quando fez parte de sucessos cruzmaltinos como o título da Libertadores ou os Brasileiros de 1989 e 1997 ou quando ajudou a desperdiçar dinheiro do contrato do Bank of America, ou as dívidas mal explicadas e atrasos de salários que terminaram com a venda de Mateus Vital sexta-feira passada. O personagem merecia pelo menos uma página de jornal. Vicente Matheus, Márcio Braga, Delfino Facchina… Você pode amar ou odiar, mas é preciso contar suas histórias.

Ronaldinho, mais ainda.

Se Messi e Pelé o homenagearam pelas redes sociais… Se o jornalista Sid Lowe escreveu no diário londrino The Guardian… ''Ronaldinho, see? You're smiling already.'' (Ronaldinho, vê. Você já está sorrindo).

Não foi precoce o anúncio da aposentadoria, porque Ronaldinho parou há muito tempo. Mas é preciso contar sua história.

Incrível como a geração do penta parou em silêncio. Marcos, Cafu, Roque Júnior, Edmílson, Roberto Carlos, Ricardinho, Gilberto Silva, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Dida, Belletti, Anderson Polga, Kléberson, Júnior, Denílson, Vampeta, Juninho Paulista, Edílson, Luizão, Kaká… O único que parou com festa foi Rogério Ceni e o único ainda profissional é o zagueiro Lúcio.

Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo.
São mitos. Ronaldo aposentou-se doze dias depois de perder para o Tolima, pelo Corinthians. Rivaldo nem sequer anunciou a aposentadoria, depois de passar em quase completo sigilo pelo Mogi Mirim. Ronaldinho aponsentou-se sem dar um lençol, nem sequer um chute.

No tempo das redes sociais, nem um clique. O silêncio contrasta com o que fizeram em campo os três gênios: Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho.


Corinthians teve torcida com maior rejeição ao Paulista em 2017
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O Corinthians teve a melhor média de público do Brasil, em 2017, também a maior presença de público no Brasileirão e seu índice de torcedores nos estádios no estadual foi o que registrou maior diferença para menos. A diferença foi de 32% entre a presença no Paulista na comparação com o Brasileirão. Em comparação com sua média no ano inteiro, a distância do 22%.

O Corinthians alcançou média de 40 mil espectadores por jogo no Brasileirão, o melhor resultado de um clube desde 2009. No ano inteiro, o Corinthians teve 35 mil torcedores por partida.

A distância de Palmeiras, São Paulo e Santos entre o público do estadual para o restante da temporada foi muito menor. O São Paulo registou a segunda maior presença de espectadores no ano de 2017, com 34 mil, e foi vice também no Brasileirão, com 35 mil. No estadual, foi campeão de público com 33 mil torcedores. Diferença de 6% do Paulista para o Brasileiro. A diferença do Palmeiras foi de 7%, dos 28 mil que compareceram em média ao Allianz Parque no Campeonato Paulista para os 30 mil presentes no Brasileirão e na soma da temporada — rigorosamente, 29.600.

O Santos manteve estabilidade no público no geral, no Brasileiro e no Paulista: 11 mil.

Em 2016, a maior distância entre o público no estadual para o público no Brasileiro foi da torcida do São Paulo. Houve 16 mil presentes em média no torneio nacional e apenas 7 mil no Paulista. A média estadual foi a menor registrada pelo Tricolor no Campeonato Paulista em trinta anos, desde os 5 mil pagantes no torneio de 1986.


Mauro Silva vê Paulista de alto nível e defende grandes nos estaduais
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Mauro Silva defende o Campeonato Paulista que começa nesta quarta-feira. Perguntado se concorda que durante três meses, os estaduais fazem parecer que se joga um esporte diferente no Brasil, em comparação com a Europa, Mauro Silva vai na contra-corrente. ''Eu discordo Temos altíssimo nível de clubes como Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, profissionais como Roger Machado, Jair Ventura, Gustavo de Oliveira, o Santos jogando no Pacaembu fica economicamente com mais potencial, notícias boas vindo com profissionais como Ricardo Rocha e Raí que, apesar de serem ex-jogadores, fizeram curso e não trabalham apenas o lado empírico. Temos muitos problemas de calendário, mas em São Paulo, temos 17 competições'', diz.

Evidentemente, a defesa de Mauro Silva tem a ver com o fato de hoje ser vice-presidente de integração da Federação Paulista de Futebol. E apesar de defender o que, em sua opinião, é o bom nível do estadual, admite a necessidade de melhorar. ''Precisa ser cada vez melhor. Pensar em levar a imagem do campeonato para outros países e ter gramados melhores, avançar no público, nas receitas, em todos os aspectos. Se você pensar no país todo, São Paulo seria mais ou menos como a Espanha. O Brasil tem 700 clubes profissionais e apenas 60 têm calendário nacional. O futebol é feito nos estados.''

Na verdade, havia 662 clubes no início de 2017 e 128 com calendário nacional, em uma das quatro divisões organizadas pela CBF. Ou seja, 19% dos times têm certeza do que fazer o ano inteiro.

O argumento de Mauro Silva de que há qualidade no estadual contrasta com sua visão sobre o déficit do país na formação de professores das divisões de base e dos jogadores. Na sua opinião, no Brasil de hoje não existe qualificação dos professores de base e perdeu-se o processo da formação. ''Isso vinha da rua, da praia, quando se jogava dois contra dois, três contra três, e isto fazia o jogador tocar muito mais vezes na bola. Por isso, chegava mais pronto tecnicamente e mais fácil para corrigir as questões táticas'', diz Mauro Silva.

No seu ponto de vista, também seria muito difícil limitar a participação dos grandes clubes nos estaduais. A proposta apresentada por este colunista no diálogo com o vice-presidente da federação de que os pequenos jogassem o Paulista o ano inteiro e os grandes entrassem na fase final para mata-matas é ouvida com atenção, mas o contra-argumento vem em seguida: ''Se no Campeonato Espanhol você tirasse Barcelona e Real Madrid, mudaria. É importante os grandes jogarem. Mas não quero ser dogmático. Podemos estudar ter menos datas ou o ano inteiro, mas é preciso discutir tudo, com todos os setores sentados numa mesa.''


A estrela dos estaduais
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O Mineirão recebeu 33.187 torcedores pagantes, 42.297 espectadores presentes.

No primeiro dia de futebol do Brasil, foi fantástico.

Há dois anos, o Mineirão também surpreendeu com 30 mil pagantes no primeiro jogo da temporada, Atlético 0 x 2 Flamengo, pela primeira rodada da Primeira Liga.

A Primeira Liga não significava nada, assim como o Campeonato Mineiro não significa.

Mas este tipo de episódio, mesmo que tenha sido para ver o retorno de Fred, serve para pensar.

Chega de dizer que o jogo tal não vale nada, que o torneio y não serve para coisa nenhuma.

O que vale é o seu clube.

Os 42 mil torcedores que saíram de casa para irem ao Mineirão não foram assistir ao Campeonato Mineiro.

Foram assistir ao Cruzeiro. Foram ver Fred.

Quando times como Cruzeiro, Atlético, Flamengo, Corinthians, Internacional, Palmeiras, Grêmio… Quando estas marcas incríveis entram em campo, o estádio tem de estar lotado.

Porque sempre tem potencial para estar.

Como nem sempre funciona assim, é de se notar que o grande personagem da primeira rodada dos estaduais, a grande estrela, foi o público do Mineirão.

Tags : cruzeiro


Botafogo mal na estreia
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Há um ano, o Botafogo começou mal o Campeonato Carioca. Perdeu por 2 x 0 para o Madureira e empatou por 1 x 1 com o Nova Iguaçu. Só que havia a espera ansiosa pela Libertadores, campanha inaugurada com triunfo por 2 x 1 sobre o Colo Colo no dia 1 de fevereiro.

Eis a diferença.

O Botafogo também era dirigido por Jair Ventura, que dava confiança à torcida.

Mudou tudo. Ou quase, porque em comparação com o Fluminense, o Botafogo pelo menos mantém a estrutura do ano passado, com Jéfferson, Arnaldo, Gílson, o miolo de defesa, com Matheus Fernandes…

Mas o time não rendeu. Saiu perdendo por 2 x 0 no primeiro tempo e precisou de um bom segundo tempo para empatar por 2 x 2, gol de empate no fnalzinho, de Marcus Vinicius. O Botafogo criou chances, abriu espaços, conseguiu incomodar com chances concretas de gol. Exceto em lances esporádicos, como o chute de Léo Valencia, de longe, aos 35 do segundo tempo.

Felipe Conceição escalou a equipe num 4-2-3-1, João Paulo e Matheus Fernandes como volantes, Pimpão pela esquerda, Léo Valencia pela direita, Luís Fernando pela faixa central. Jogadores há para montar uma boa equipe. Especialmente Marcus Vinicius. Mas a estreia indica que Falta um pouco mais de futebol.