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A dor e a delícia de ter Sampaoli
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Fracassar é um verbo que não se conjuga no futebol. Embora seja verdade que em vários cargos de multinacionais, grandes executivos também caem para cima, o mundo da bola é peculiar. Ganso está há dois anos e meio na Europa, disputou 27 partidas pelo Sevilla e 13 pelo Amiens, 17o colocado do Campeonato Francês. Mesmo assim, é disputado no mercado brasileiro. Sampaoli é um caso parecido. Responsável por levar o meia-esquerda para o Sevilla, nunca honrou o que prometeu ao jogador. Talvez por ter se desapontado com Ganso. Por outro lado, há a certeza de que desapontou o meia.

Jorge Sampaoli é um grande treinador. Mostrou isso na seleção do Chile, que por pouco não eliminou o Brasil na Copa do Nundo de 2014 e que ganhou a Copa América de 2015. Mais ainda, demonstrou sua competência na Universidad de Chile, campeã da Copa Sul-Americana de 2011. Seu destino evidente seria uma grande liga da Europa ou a seleção argentina. Em dois anos, fez as duas coisas.

A quarta colocação no Campeonato Espanhol não foi ruim, mas as relações conturbadas e a falta de troféus, depois de três conquistas consecutivas da Liga Europa com Unai Emery, fizeram o Sevilla abrir mão de seu serviço.

Sampaoli foi para a seleção da Argentina e o vestiário tornou-se um caos. A Copa do Mundo mostrou uma equipe que não conversava com o treinador e nem mesmo seu histórico assistente, Sebastian Becaccece, festejou gols ao seu lado. Os argentinos foram eliminados nas oitavas-de-final, pior classificação desde o fiasco de Marcelo Bielsa, com queda na fase de grupos de 2002.

Nada disso faz de Jorge Sampaoli uma escolha ruim para o Santos. O treinador argentino, de sucesso no Chile, desempenho razoável na Espanha e fracasso na Copa do Mundo é um gênio genioso.

Ousado, gosta de trabalhar com jovens jogadores, não tem receio de arriscar taticamente, varia sistemas, muda funções de seus preferidos.

Cairá num clube de estrutura cada dia mais complicada. O presidente José Carlos Peres segue sendo acusado de governar sozinho. Mérito tem de não fugir da ambição que o Santos precisa ter. Foi atrás de Cuca, quando parecia não haver opções no mercado, e agora contrata Jorge Sampaoli. Não é conformista.

Mas as relações interpessoais têm sido problemáticas para quem trabalha com José Carlos Peres, assim como para quem convive com Jorge Sampaoli. Nas velhas aulas de matemática da sexta série, aprendíamos que menos com menos dá mais. Sampaoli pode dar certo. Para isso, precisará de tempo e relativa autonomia.

Reveja a final da Copa Sul-Americana entre Athletico e Junior e você perceberá como o Junior foi melhor em campo. Como tem mais conjunto. Era a mesma percepção do Atlético Nacional campeão da Libertadores de 2016. Daquela equipe, vieram para o Brasil o meia Guerra e os atacantes Marlos Moreno, Borja e Berrio. Todos são úteis, nenhum indiscutível. A diferença dos times da América do Sul, como a Universidad de Chile onde brilhou Sampaoli, ou o Junior, que assustou o Athletico, é que aqui não se constrói equipes.

Sem a mesma condição de trabalho, o Brasil já tem uma lista de técnicos estrangeiros, excelentes, que vieram e partiram deixando poucos vestígios: Ricardo Gareca, Juan Carlos Osorio, Edgardo Bauza, Reinaldo Rueda, Daniel Passarella e Paulo Bento.

Para não fazer parte dessa lista, Jorge Sampaoli precisará de diálogo, estrutura e paciência.

Tags : santos


Athletico campeão porque decisão se ganha
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Decisão não se joga. Ganha-se.

É o que explica a vitória athleticana num jogo em que escapou de perder.

O Junior de Barranquilla teve pelo menos três oportunidades claras de fechar o jogo no segundo tempo. Foi soberano. Depois de duas boas jogadas de Luis Díaz, pela esquerda, e de gol de cabeça de Téo Gutiérrez, o Junior enervou o Athletico Paranaense e começou a explorar os erros de passes e transformá-los em contra-ataques quase mortais.

O Athletico Paranaense foi melhor na primeira etapa, conduzido por boa atuação de Raphael Veiga, autor do passe para o gol de Pablo. Mesmo assim, depois de anotar, o Athletico Paranaense optou por atrair o Junior. Os colombianos tocavam a bola e criavam oportunidades. A partir do 1 x 0, uma única chance clara athleticana. Passe de Veiga para Pablo finalizar e Viera tirar no primeiro minuto da segunda etapa.

Aí, um massacre. Contra-golpes precisos, atuações de gala de Luis Díaz, Barrera e Téo Gutiérrez. Só uma bola vadia poderia dar ao Athletico Paranaense o troféu nos noventa minutos.

Veio a prorrogação com o Athletico Paranaense um pouco mais calmo e tentando controlar a partida com a bola no pé. Mas seguiu sofrendo com a velocidade de Luis Diaz no setor do lateral Jonathan. Num deles, Téo Gutiérrez quase marcou, de puxeta. Em outro, Yony González pediu pênalti. Quem melhorou foi Rony. Sua velocidade era arma contra o lateral Piedrahita, veterano do Tolima que eliminou o Corinthians, em 2011. Faltava levantar a cabeça para o passe decisivo.

Além de Rony, a única arma athleticana era a torcida.

Até que Téo Gutiérrez deixou o excelente Yony González frente a frente com Santos, que cometeu pênalti inquestionável. Barrera chutou por cima. Incrível o Junior ter desperdiçado duas cobranças na série decisiva. O outro, cobrado por Pérez, poderia ter dado a vitória aos colombianos em Barranquilla, se não chutasse na trave quando o placar mostrava 1 x 1.

Renascido, o Athletico Paranaense criou chance com Bergson. Viera desviou para escanteio.

Não deu tempo de evitar os pênaltis, mas chegou vivo à decisão por penalidades máximas.

Vivo mais ainda pela absoluta incompetência do Junior para cobrar. De quatro pênaltis, os colombianos erraram dois, com Téo Gutiérrez e Fuentes. Renan Lodi o que poderia ser o decisivo. Perdeu também. Ficou para o veterano zagueiro Thiago Heleno a bola do título. Chutou com raiva.

Sem jogar bem na decisão, mas com campanha brilhante, o Athletico Paranaense é campeão da Copa Sul-Americana

FINAL
JOGO DE VOLTA
Quarta-feira, 12/dezembro/2018
ATLÉTICO PARANAENSE 1 x 1 JUNIOR – 21h45

Local: Arena da Baixada (Curitiba); Juiz: Roberto Tobar (Chile); Público: 40.263; Gols: Pablo 26 do 1º; Téo Gutiérrez 12 do 2º; Cartão amarelo: Jonathan (38’), Yony González (76’), Narváez (78’), Gomez (91’)
ATLÉTICO PARANAENSE: 1. Santos (6,5), 2. Jonathan (5), 4. Thiago Heleno (6,5), 14. Léo Pereira (5,5) e 6. Renan Lodi (6); 3. Lucho González (4,5) (28. Wellington 26 do 2º (5,5)) e 16. Bruno Guimarães (5); 10. Marcelo Cirino (6) (9. Rony, intervalo (6)), 7. Raphael Veiga (6) e 11. Nikão (5,5) (22. Marcinho 9 do 1º da prorrogação (5,5)); 5. Pablo (7) (30. Bergson 8 do 1º da prorrogação (5)). Técnico: Tiago Nunes
Banco: 12. Felipe Alves, 9. Rony, 13. Paulo André, 22. Marcinho, 26. Márcio Azevedo, 28. Wellington, 30. Bergson
JUNIOR: 1. Viera (6,5), 20. Piedrahita (5), 21. Gomez (5,5) (13. Ávila, intervalo da prorrogação (5)), 5. Pérez (6) e 17. Fuentes (6,5); 15. Narváez (5,5); 10. Barrera (7,5), 6. James Sánchez (6) (18. Yony González 26 do 2º (6,5)), 24. Cantillo (6) e 23. Luis Díaz (8); 29. Téo Gutiérrez (8,5). Técnico: Julio Comesaña
Banco: 12. Chunga, 4. Murillo, 13. Ávila, 7. Hernández, 28. Serje, 11. Moreno, 18. Yony González
Nos pênaltis: Narváez (Gol), Jonathan (Gol), Fuentes (Trave), Raphael Veiga (Gol), Pérez (Gol), Bergson (Gol), Téo Gutiérrez (Fora), Renan Lodi (fora), Viera (Gol), Thiago Heleno (Gol)


A dúvida entre ser Athletico ou Paranaense
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O que o Athletico Paranaense pretende, com a mudança da marca, é diferenciar-se. Ser único. Deixar de ser o outro rubro-negro e, principalmente, não ser mais um outro Atlético. Não era outra a intenção, quando o presidente Valmor Zimmerman decidiu trocar o uniforme de listras horizontais, igual à do Flamengo, por listras verticais. Em 1988, o Milan foi a inspiração. Muita gente no Sudeste nem se lembra que o Atlético Paranaense tinha camisa igual à flamenguista.

O problema atual é ser Atlético. No Brasil, quando se diz Atlético, o pensamento vai a Belo Horizonte.
Nelson Rodrigues dizia que tricolor só tem um. Os outros são times de três cores.
O plágio é: Atlético só tem um, os outros são atléticos.
O São Paulo nunca se preocupou com a sentença de Nelson Rodrigues. Hoje, para muitos, representa ''O Tricolor.''

Acrescentar a letra H aumenta a chance de a imprensa escrever Athletico-PR. Perceba que este blog se esforça em sempre grafar Athletico Paranaense — antes Atlético Paranaense. Mas, às vezes, não cabe no título, porque jornais e sites trabalham com limite de caracteres. O senador Fernando Henrique Cardoso virou o Ministro da Fazenda e depois Presidente da República FHC. O nome completo não cabia na manchete do jornal.

Athletico Paranaense também não cabe.

E por isso se escreve Atlético-PR, o que cria a tentação de dizer Atlético do Paraná. Muita gente comete este erro, o que irrita os atleticanos profundamente.

A chance de acabar de vez com isso seria um pedido para que se trate o clube como ''Paranaense.'' Argumentei com o presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mario Celso Petraglia, que Paranaense é muito grande. Ele respondeu: ''Fluminense também é.'' Tem razão. A solução é essa.

Mas quando se chega a Curitiba e se pergunta para qual clube o cidadão torce, a resposta vem seca: Athlético. Se o cara não for coxa-branca, vai dizer assimn: Athletico. E a arquibancada da Arena canta: A-Thle-Tico!

Já imaginou chegar à capital do Paraná e ouvir o torcedor dizer que torce pelo Paranaense? Difícil.

Mas espalhar o conceito de que o Clube Atlético Paranaense é o Paranaense é possível em termos nacionais e internacionais. Hoje já é assim para a imprensa colombiana. Lá, a final da Copa Sul-Americana será entre o Paranaense e o Junior.

Veja que não é Atlético Junior. É Junior!

Atlético há vários. Club Atlético River Plate, Club Atlético Peñarol, Club Atlético Boca Juniors. O Athletico Paranaense precisa mesmo diferenciar-se.

Por isso, mudou o escudo e, com isso, criou uma marca. Se olhar bem, o escudo tem o mesmo formato do original, apenas sem o contorno. Serve como marca para tudo. Pode ter roupa do CAP, carro do CAP, qualquer produto com a marca nova. Como a Juventus fez com a letra J duplicada, o Athletico Paranaense inventou um logotipo.

Também já tem uma camisa exclusiva, vermelha com listras diagonais pretas na altura da barriga. Passa a ser um Athlético diferente de todos, porque tem o H. Mas continua a ser o Athletico-PR. Falta encontrar o nome como será conhecido pelo mundo todo: Paranaense?

Sabe o que resolve tudo isso? Ser campeão ano sim e no outro também. Não existe marketing melhor do que a vitória.

Tags : atletico-pr


Liverpool se classifica com seus fenômenos quase secretos
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O zagueiro holandês Van Dijk não é bom. É excelente. Zagueiro mais caro do mundo, elogiado sempre nas transmissões da Premier League da ESPN, é pouco conhecido do grande público. Mas você já leu aqui que seu futebol merece ser catalogado como de melhor beque do planeta. Ou, no mínimo, um deles.

Van Dijk até abusou em jogada no início da partida contra o Napoli e fez falta violenta em Mertens. Mas pegou a bola antes de atingir o atacante belga.

Se atrás Van Dijk é gigante, no ataque Salah destrói. O drible em Koulibaly antes de desviar de Ospina foi um espetáculo. O toque para Mané em contra-ataque no segundo tempo, inebriante.

Os ingleses classificaram-se também graças a defesa impressionante de Alisson, nos acréscimos, chute do polonês Milik.

Assim, o Liverpool venceu o Napoli por 1 x 0 e se classificou para as oitavas de final. Se Van Dijk e Salah fazem bem aos olhos, o Liverpool faz bem à Champions.


Novo técnico, Abel tem mesma ambição do Flamengo
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Abel Braga é o novo técnico do Flamengo e chega com a ambição de reconquistar títulos que ganhou mais recentemente do que o rubro-negro: Libertadores e Brasileiro. A ideia do treinador, ao desembarcar no Ninho do Urubu, é trabalhar num clube com estrutura que lhe permite brigar seriamente pelas duas taças, o que foi impossível nos dois últimos anos pelo Fluminense.

Abel venceu a Libertadores de 2006 pelo Internacional e ganhou o Brasileirão de 2012 pelo Fluminense. O Flamengo também tenta recuperar os dois troféus e vive jejuns mais longos do que o treinador. A Libertadores não vem desde 1981 e o Brasileiro desde 2009.

Abel disputará sua sexta Libertadores. Foi campeão em 2006 e semifinalista em 1989 pelo Inter, chegou às quartas-de-final de 2012 e 2013 pelo Fluminense. Em 2007, caiu na fase de grupos pelo Internacional.


River faz virada para a eternidade
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Os torcedores do Boca Juniors julgavam poder para sempre tirar onda dos rivais do River Plate com o apelido de galinhas. Nasceu a gozação depois de o River abrir 2 x 0 na finalíssima da Libertadores de 1966 contra o Peñarol, sofrer o empate e perder o troféu na prorrogação.

Mais de 52 anos depois, o River virou da mesma forma e sobre seu maior adversário. O Boca foi melhor no primeiro tempo, mas a estratégia e as alterações da segunda etapa transformaram a finalíssima. Quintero entrou no lugar de Ponzio.

Com mais triangulações, criou a jogada do empate, de Pratto. Levou para a prorrogação que o Boca disputou com um homem a menos, pela expulsão do volante Barrios.

O River venceu uma final épica. Não apenas por tudo o que aconteceu, mas pela partida emocionalmente em que foi superior a seu maior rival.

Venceu também por acreditar num trabalho com continuidade, que completa cinco temporadas sob o comando de Marcelo Gallardo.

Só um jogaço com tantos ingredientes poderia ser maior do que o vexame de Buenos Aires. Conseguiu ser.


Rodriguinho pode ser primeiro reforço de Flamengo com Landim
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Um acordo avançado já existe entre o grupo vencedor da eleição do Flamengo, conduzido pelo novo presidente Rodolfo Landim, e o meia Rodriguinho, ex-Corinthians.

Duas semanas atrás, quando Renato Gaúcho acertou a permanência no Grêmio, houve um pedido para Rodriguinho esperar. Em parte porque o meia era um desejo do treinador. Segundo para não correr o risco de algo sair errado e repetir a negociação mal-sucedida com Renato.

É provável que a negociação volte a avançar nesta semana, depois da eleição confirmada. Quem trabalhou com Rodriguinho, atualmente no Pyramids (Egito), desde seu início no América Mineiro diz que seu sonho sempre foi jogar pelo Flamengo.


Vergonha alheia
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O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Alejandro Dominguez, deu entrevista exclusiva ao diário espanhol El Pais. Rejeita qualquer responsabilidade da Conmebol na confusão que cancelou o jogo River Plate x Boca Juniors, no Monumental de Nuñez, duas semanas atrás. Diz que, anos atrás, a Libertadores era uma copa dormida, esquecida no tempo, e que acontecimentos como os da Argentina aconteceriam mais cedo ou mais tarde. ''Em algum momento iria acontecer algo que exigiria auto-crítica e soluções profundas a um problema que está aí e que todos de alguma maneira conhecíamos.''

Até aqui, Dominguez fala com correção. É fato que a Conmebol não é a única responsável pelo ataque ao ônibus do Boca Juniors, que aconteceu do lado de fora do Monumental de Nuñez, área de supervisão da segurança pública argentina. Mas impossível é fugir de toda a responsabilidade e dos erros na condução do processo, com o adiamento e mudanças de horários por cinco vezes, até o cancelamento no domingo 24 e o reagendamento para Madri.

Por isso, a partir deste trecho, Dominguez vai muito mal. ''Se se conhecia o problema, não se poderia evitar?'' pergunta o El Pais. ''Da parte da organização, previu-se tudo. Mas só podemos prever o que vai acontecer dentro de campo e pedir assistência e colaboração da polícia e da segurança nacional. Isto escapa à responsabilidade da Conmebol, porque são feitos valndálicos que ocorreram nas ruas. Essa é uma jurisdição da polícia.'' Pergunta de novo o El Pais: ''A responsabilidade é da polícia?'' Responde Dominguez: ''Definitivamente, não foi da Conmebol.''

Um pouco antes, o repórter Juan Irigoyen pergunta a Alejandro Dominguez se sentiu vergonha. Ele responde: ''Vergonha alheia. Passouy-nos o mais humilhante que pode passar a um ser humano. Não me entra na cabeça, me parece primitivo. Um dia que ficará marcado a fogo na minha memória.''

A complexidade do problema que causou o cancelamento está entendida. O início da confusão pelos barra bravas, também. A tentativa de excluir-se de qualquer responsabilidade, não.

Vergonha alheia.


O Bernabéu dividido entre River e Boca
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PVC EM MADRI

O River Plate perdeu muito com a decisão da Libertadores no Santiago Bernabéu. O adiamento permitiu ao Boca Juniors recuperar o atacante Pavón. Eleito o melhor jogador da última edição da Superliga Argentina, Pavón disputou a Copa do Mundo e é o mais habilidoso jogador boquense. A outar perda do River foi a torcida. O estádio do bairro Chamartín, em Madri, estará dividido com 25 mil boquenses e outros 25 mil riveristas.

Diferente de tudo o que se viu nos grandes clássicos espanhóis, a torcida do River ficará à direita das tribunas e a do Boca Juniors à esquerda das tribunas, como mostra a ilustração do diário MARCA — acima está a grande avenida Paseo de la Castellana.

Lembra a divisão do Maracanã, com rubro-negros à esquerda e vascaínos à direita da tribuna, tricolores à esquerda sempre, menos contra o Flamengo, botafoguenses sempre à direita, exceto contra o Vasco.

O cálculo é de 2500 policiais, mais do que o dobro do que se utiliza nos clássicos entre Real Madrid x Barcelona ou nos dérbis entre Atlético e Real. O número mais surpreendente é outro: 42 milhões de euros. É o que se imagina na Espanha que o final de semana de Libertadores vai movimentar.

Ainda que se discuta a veracidade destes números e que se pergunte se a corte espanhola era o melhor lugar para a disputa de um torneio chamado Libertadores da América, sabe-se que o futebol movimenta o PIB da Espanha por juntar o desejo de ver grandes jogos com o turismo de cidades como Madri e Barcelona. As contas sobre a indústria do futebol espanhol indicam participação entre 0,7% e 1,2% do PIB.

Gera emprego, paga imposto. Desta vez, para assistir ao clássico argentino, que deveria ter acontecido em Buenos Aires.


Matheus Fernandes no Palmeiras ainda não significa Erik no Botafogo
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O Palmeiras encaminhou proposta pela compra da maior parte dos direitos sobre o volante Matheus Fernandes, do Botafogo. A oferta está na mesa do presidente botafoguense, Nelson Mufarrej, junto com a do Genoa, da Itália. A tendência é que o negócio seja sacramentado e o cabeça-de-área, campeão brasileiro sub-20 de 2016, dispute a temporada do ano que vem no Allianz Parque.

Isso não significa que o atacante Erik já tem seu destino definido para 2019. O Botafogo deseja permanecer com o atacante, vinculado ao Palmeiras, e o jogador tem vontade de continuar no Rio de Janeiro, onde seu futebol reacendeu no final do ano. Em 22 partidas pelo Botafogo, marcou cinco gols e deu quatro passes decisivos no Brasileirão.

Ocorre que seu agente prefere esperar as alternativas de mercado para entender se Erik deve ou não ficar em General Severiano. Mesmo depois do provável sim de Nelson Mofarrej à oferta do Palmeiras, será necessário esperar o início do próximo ano para entender qual será o destino de Erik. Possivelmente o mesmo endereço do final da temporada.

Entre o Genoa e o Palmeiras há muitas diferenças, todas favoráveis à equipe brasileira. A primeira é que o Genoa ocupa hoje a 14a colocação da Série A. A segunda é que, no Genoa, bons atletas brasileiros desperdiçaram tempo nesta década. Caso do zagueiro Roger Carvalho, destaque do Figueirense em 2011, que passou pela equipe rossoblu e nunca recuperou sua melhor condição técnica, mesmo passando mais tarde por São Paulo e Palmeiras. A terceira é que times desse tamanho, na Itália, pagam salários menores ou iguais aos maiores do Brasil.

Matheus Fernandes teve o recorde de desarmes do elenco do Botafogo, durante o Brasileirão. Foram 75, número que o coloca em 22o lugar no ranking do campeonato. No Palmeiras, Thiago Santos e Marcos Rocha foram os únicos com índice superior ao do cabeça-de-área botafoguense.