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Vitória entrega bola ao Corinthians e acaba com série invicta
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A derrota do Corinthians para o Vitória marcou o oitavo jogo, dos vinte do campeonato, em que o time de Fábio Carille teve mais posse de bola do que o adversário. Das oito partidas, só três terminaram com triunfo corintiano. O Corinthians venceu o Botafogo por 1 x 0, o Cruzeiro por 1 x 0 e o São Paulo por 3 x 2. Em todas as demais vitórias corintianas, o adversário teve a posse de bola e o Corinthians fez os gols

A estatística pode explicar, em parte, por que o Vitória, na zona de rebaixamento, foi o primeiro time a ganhar do Corinthians em cinco meses. No final do primeiro tempo, o Corinthians tinha 78% do tempo com a bola no pé, finalizava mais — 3 x 1 no alvo — mas não conseguia tirar o zero do marcador.

Há quinze dias, quando o Corinthians fez seu último jogo, havia outra teoria possível para quem secava e torcia pelo tropeço corintiano, para devolver a emoção ao Campeonato Brasileiro. Passar duas semanas treinando poderia ajudar pelo descanso, mas a perda do ritmo trazia uma possibilidade de tropeço. Era só uma suposição.

Pode também ser parte do cardápio da derrota em casa contra o Vitória.

Outra ideia é que o time de Vágner Mancini tem sido melhor como visitante do que como mandante. Nas últimas duas semanas, venceu o Flamengo no Rio de Janeiro e perdeu do Avaí no Barradão. Tudo isto se combina.

Mas que o Corinthians vence com mais facilidade quando não tem a necessidade de jogar com a bola, isto também é verdade.

Abaixo, a porcentagem de posse de bola do Corinthiansnos vinte jogos no Brasileirão (em negrito, quando teve mais posse de bola que o adversário)

Corinthians 1 x 1 Chapecoense – 59%

Vitória 0 x 1 Corinthians – 47%

Atlético Goianiense 0 x 1 Corinthians – 48%

Corinthians 2 x 0 Santos – 50%

Vasco 2 x 5 Corinthians – 44%

Corinthians 3 x 2 São Paulo – 56%

Corinthians 1 x 0 Cruzeiro – 54%

Coritiba 0 x 0 Corinthians – 55%

Corinthians 3 x 0 Bahia – 46%

Grêmio 0 x 1 Corinthians – 45%

Corinthians 1 x 0 Botafogo – 61%

Corinthians 2 x 0 Ponte Preta – 46%

Palmeiras 0 x 2 Corinthians – 39%

Corinthians 2 x 2 Atlético Paranaense – 55%

Avaí 0 x 0 Corinthians – 66%

Fluminense 0 x 1 Corinthians – 43%

Corinthians 1 x 1 Flamengo – 44%

Atlético Mineiro 0 x 2 Corinthians – 42%

Corinthians 3 x 1 Sport – 43%

Corinthians 0 x 1 Vitória – 66%

 

 

 

 


Informações e palpites da 21a rodada do Brasileirão
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CORINTHIANS x VITÓRIA

Sábado, Itaquera, 16h

CORINTHIANS – Problemas – Pablo (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Cássio, Fágner, Balbuena, Pedro Henrique e Arana; Gabriel e Maycon; Clayson, Rodriguinho e Romero; Jô. Técnico: Fábio Carille

Últimos cinco jogos – vvevv

VITÓRIA – Problemas – William Farias (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Fernando Miguel, Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon e Uilliam Correia; Yago, Neílton e David; Trellez. Técnico: Vágner Mancini

Últimos cinco jogos – dvved

CURIOSIDADE – Na história do Brasileirão, o Vitória venceu o Corinthians apenas três vezes, todas em Salvador.

PALPITE – Corinthians

ARBITRAGEM – Eduardo Valadão (GO); Fabrício Vilarinho da Silva (GO), Cristhian Passos Sorence (GO)

FLAMENGO x ATLÉTICO GOIANIENSE

Sábado, Ilha do Urubu, 19h

FLAMENGO – Problemas – Trauco (expulso), Guerrero (machucado), Berrio (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Diego Alves, Rodinei, Réver, Rhodolfo e Renê; Cuellar e William Arão; Éverton Ribeiro, Diego e Éverton; Felipe Vizeu. Técnico: Reinaldo Rueda

Últimos cinco jogos – edvdd

ATLÉTICO GOIANIENSE – Problemas – Niltinho (machucado), Roger Carvalho (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Felipe, Jonathan, Gilvan, William Alves e Bruno Pacheco; Igor e Paulinho; Andrigo, Jorginho e Diego Rosa; Wálter. Técnico: João Paulo Sanches

Últimos cinco jogos – vddee

CURIOSIDADE – Último encontro pelo Brasileirão aconteceu no Engenhão em 2012, com vitória do Flamengo por 3 x 2.

PALPITE – Flamengo

ARBITRAGEM – Rodolpho Toski Marques (PR); Bruno Boschillia (PR), Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

GRÊMIO x ATLÉTICO PARANAENSE

Domingo, Arena do Grêmio, 11h

GRÊMIO – Problemas – Geromel (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Paulo Victor, Léo Gomes, Bressan, Bruno Rodrigo e Marcelo Oliveira; Kaio e Jaílson; Batista, Lincoln e Fernandinho; Éverton. Técnico: Renato Gaúcho

Últimos cinco jogos – vdvvv

ATLÉTICO PARANAENSE – Problemas – Jonathan (machucado) – Wéverton, Cascardo, Paulo André, Thiago Heleno e Fabrício; Rossetto e Pavez; Nikão, Guilherme e Lucas Fernandes; Ribamar. Técnico: Fabiano Soares

Últimos cinco jogos – vdvvv

CURIOSIDADE – Ano passado, o Grêmio venceu por 1 x 0, em Porto Alegre, gol de Pedro Rocha.

PALPITE – Atlético Paranaense

ARBITRAGEM – Jaílson Macedo Freitas (BA); Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA), Elicarlos Franco de Oliveira (BA)

CRUZEIRO x SPORT

Domingo, Mineirão, 16h

CRUZEIRO – Problemas – Digão (expulso), Rafael Sóbis (expulso), Ariel Cabral (machucado), Dedé (machucado), De Arrascaeeta (machucado), Manoel (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Rafael, Ezequiel, Léo, Murilo e Bryan; Nonoca e Hudson; Rafinha, Robinho e Alisson; Sassá. Técnico: Mano Menezes

Últimos cinco jogos – ddeve

SPORT – Problemas – Neris (machucado), Rogério (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Magrão, Samuel Xavier, Henriquez, Ronaldo Alves e Mena; Rithelly e Patrick; Éverton Felipe, Diego Souza e Lenis; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Últimos cinco jogos – edevd

CURIOSIDADE – Ano passado, o Sport venceu no Mineirão por 2 x 1.

PALPITE – Cruzeiro

ARBITRAGEM – Caio Max Augusto Vieira (RN); Vinícius Melo de Lima (RN), Jean Márcio dos Santos (RN)

PONTE PRETA x BOTAFOGO

Domingo, Moisés Lucarelli, 16h

PONTE PRETA – Problemas – Renato Cajá (machucado), Rodrigo (julgamento no STJD), dúvida) – Time provável (4-1-4-1) – Aranha, Jéferson, Marllon, Luan Peres e Danilo Barcelos; Naldo; Jádson, Élton, Léo Arthur e Lucca; Émerson Sheik. Técnico: Gílson Kleina

Últimos cinco jogos – eedvv

BOTAFOGO – Problemas – Nenhum – Time provável (4-4-2) – Gatito Fernández, Arnaldo, Carli, Émerson Silva e Gílson; Bruno Silva, Matheus Fernandes, Leandrinho e Guilherme; Léo Valencia e Brenner. Técnico: Jair Ventura

Últimos cinco jogos – evved

CURIOSIDADE – Ano passado, a Ponte Preta venceu em Campinas por 2 x 0. No penúltimo encontro, em 2013, deu Botafogo por 2 x 0, no Moisés Lucarelli.

PALPITE – Ponte Preta

ARBITRAGEM – Dewson Fernando Freitas da Silva (PA); Hélcio Araújo Neves (PA), José Ricardo Guimarães Coimbra (PA)

BAHIA x VASCO

Domingo, Fonte Nova, 16h

BAHIA – Problemas – Allione (machucado, dúvida), Rodrigão (machucado, dúvida), Tiago (machucado,dúvida), Éder (terceiro cartão), Wellington Silva (machucado), Hernane (machucado), Edigar (machucado), Jackson (machucado), Armero (machucado), Vinicius (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Juninho Capixaba; Édson e Renê Júnior; Zé Rafael, Régis e Mendoza; Júnior Brumado. Técnico: Pretto Casagrande

Últimos cinco jogos – dvedd

VASCO – Problemas – Paulão (machucado) – Time provável (3-4-1-2) – Martin Silva, Breno, Rafael Marques e Anderson Martins, Gilberto, Wellington, Jean e Ramon; Nenê; Paulinho e Luís Fabiano. Técnico: Mílton Mendes

Últimos cinco jogos – eedvd

CURIOSIDADE – O Vasco não perdeu nas últimas trêss visitas ao Bahia, em Salvador.  A última derrota foi em 2003.

PALPITE – Bahia

ARBITRAGEM – Raphael Claus (SP); Bruno Salgado Rizo (SP), Tatiane Sacilotti (SP)

AVAÍ x SÃO PAULO

Domingo, Ressacada, 16h

AVAÍ – Problemas – Betão (terceiro cartão), Simião (terceiro cartão) – Time provável (4-2-3-1) – Douglas, Leandro Silva, Alemão, Fágner e Capa; Judson e Luan; Júnior Dutra, Pedro Castro e Juan; Rômulo. Técnico: Claudinei Oliveira

Últimos cinco jogos – veddv

SÃO PAULO – Problemas – Pratto (expulso), Marcinho (terceiro cartão), Wellington Nem (machucado), Bruno (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Sidão, Buffarini, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Petros; Marcos Guilherme, Jucilei, Hernanes e Cueva; Gilberto. Técnico: Dorival Júnior

Últimos cinco jogos – vddve

CURIOSIDADE – Na Série A, são quatro encontros na Ressacada, com uma vitória para cada lado e dois empates.

PALPITE – São Paulo

ARBITRAGEM – Leandro Vuaden (RS); José Eduardo Calza (RS), Maurício Coelho Silva Penna (RS)

PALMEIRAS x CHAPECOENSE

Domigno, Allianz Parque, 19h

PALMEIRAS – Problemas – Dudu (machucado), Jaílson (machucado), Mina (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Fernando Prass, Jean, Edu Dracena, Luan e Michel Bastos; Thiago Santos e Bruno Henrique; Roger Guedes, Guerra e Keno; Deyverson. Técnico: Cuca

Últimos cinco jogos – evdvv

CHAPECOENSE – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Jandrei, Apodi, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Reinaldo; Moisés Ribeiro e Lucas Mineiro; Penilla, Luís Antônio e Arthur Kayke; Túlio de Melo. Técnico: Vinícius Eutrópio

Últimos cinco jogos – ddded

CURIOSIDADE – O Palmeiras foi campeão brasileiro ano passado conquistando a vitória contra a Chapecoense, último jogo do time catarinense antes do acidente aéreo.

ARBITRAGEM – Dyorgines José Padovani de Andrade (ES); Fabiano da Silva Ramires (ES), Vanderson Antonio Zanotti (ES)

CORITIBA x SANTOS

Domingo, Couto Pereira, 19h

CORITIBA – Problemas – William Matheus (machucado, dúvida), Rildo (machucado), Kléber (suspenso pelo STJD), Kelven (machucado), Werley (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Wílson, Léo, Márcio Luizão e Carletto; Jonas e Alan Santos; Neto Berola, Galdezani e Tiago Real; Alecsandro. Técnico: Marcelo Oliveira

Últimos cinco jogos – dvvdd

SANTOS – Problemas – Vecchio (machucado), Vítor Bueno (machucado), Luiz Felipe (machucado), Matheus Jesus (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alisson e Renato; Bruno Henrique, Lucas Lima e Copete; Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi

Últimos cinco jogos – evevv

CURIOSIDADE – Desde 2012, quando o Santos venceu pela última vez, houve três vitórias do Coritiba e um empate no Couto Pereira.

PALPITE – Santos

ARBITRAGEM – Sandro Meira Ricci (SC); Émerson Augusto de Carvalho (SP), Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)

FLUMINENSE x ATLÉTICO MINEIRO

Segunda-feira, Maracanã, 20h

FLUMINENSE – Problemas – Calazans (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Júlio César, Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Marlon Freitas; Scarpa, Orejuela, Wendel e Wellington; Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Últimos cinco jogos – deved

ATLÉTICO MINEIRO – Problemas – Rafael Carioca (terceiro cartão), Adílson (terceiro cartão) – Time provável (4-2-3-1) – Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Roger Bernardo e Yago; Elias, Cazares e Luan; Rafael Moura. Técnico: Rogério Micale

Últimos cinco jogos – veddv

CURIOSIDADE – O Atlético empatou duas vezes e venceu uma nos últimos três encontros no Maracanã pela Série A, desde a última vitória do Fluminense, em 2009.

PALPITE – Empate

ARBITRAGEM – Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP); Rogério Pablos Zanardo (SP), Hernan Brumel Vani (SP)

 


Alemanha, Itália e Espanha iniciam temporadas com inimigo comum: hegemonia
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O Bayern gastou 110 milhões de euros para contratar o volante francês Tolisso, do Lyon, o zagueiro Sule e o volante Rudy, do Hoffenheim,  10 milhões destes apenas pelo empréstimo de James Rodriguez, por dois anos. Para se ter uma ideia do que isto representa, o Borussia Dortmund gastou 42 milhões de euros em reforços e o Leipzig, em torno de 40 milhões. O dinheiro do Bayern é muito maior e isto reflete-se em títulos nos últimos cinco anos.

Já foi diferente. No início da década de 1990, por cinco temporadas consecutivas, foram cinco campeões diferentes. A última vez. Kaiserslautern em 1991, Stuttgart em 1992, Werder Bremen, em 1993, Bayern e 1994 e Borussia Dortmund, em 1995.

O contra-ponto é que o equilíbrio daquele tempo contrastava com a crise de público na Alemanha. Havia média de 24 mil pessoas por partida. Hoje, com 43 mil por jogo, a Bundesliga carrega mais gente para os estádios do que qualquer outro torneio.

Carlo Ancelotti conduz o Bayern, que deve ter como principais adversários o Borussia Dortmund, agora dirigido por Peter Bosz, vice-campeão da Liga Europa pelo Ajax, e Leipzig, da dupla Forsberg e Timo Werner, agora também com Augustin, ex-Paris Saint-Germain.

Na Itália, nunca houve hegemonia igual à da Juventus. Hexacampeã italiana, 33 escudetos, sem contar os trofeus cassados de 2005 e 2006, a Juve não tem perseguidores. A Roma, dirigida por Eusebio Di Francesco, parece o mais forte. Mas nos últimos anos nem ela, nem o Napoli, de Maurizio Sarri, conseguiram transformar qualidade em campo em pontos suficientes para ameaçar a Juve.

Massimiliano Allegri perdeu Bonucci, ganhou De Sciglio e Matuidi. Milan e Internazionale têm dinheiro chinês. Ainda não se vê o reflexo no campo, apesar do bom início de temporada do Milan, com três vitórias na fase preliminar da Liga Europa e com goleada por 4 x 0 sobre o Bayern, na pré-temporada.

Na Espanha, o problema não é a hegemonia. Mas a perspectiva dela, depois de o diário Marca decretar que se iniciou a Era Madrid. É precoce dizer. O que se vê é que o Barcelona não está igual e até mesmo Piqué admitiu que, pela primeira vez em nove anos, se vê em condição de inferioridade em comparação com o Real Madrid.

Vale atenção ao Atlético de Madrid, invicto na pré-temporada, com três vitórias e três empates. A partir de setembro, jogará no seu estádio, o Wanda Metropolitano. Pode ser uma motivação extra para tentar seu décimo-primeiro título espanhol.


O Botafogo é preto e branco
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O caso de injúria racial de um torcedor do Botafogo, já identificado, com nome e sobrenome, não tem nada a ver com o episódio do Grêmio em 2014.

Ainda que se deve pensar se a punição ao Grêmio foi justa. Não foi.

Nada será justo enquanto se punir a instituição e o criminoso permanecer solto.

Então, é possível dizer que o Grêmio foi eliminado injustamente. Talvez fosse eliminado em campo, o que era provável, e isso reforçou a tese da eliminação simbólica.

Isto à parte, toda injúria racial é criminosa e deve punir o criminoso.

No caso de 2014, a injúria poderia ter desestabilizado emocionalmente um jogador em atuação no campo. No caso do estádio Nilton Santos, a injúria dirigiu-se a uma família.

Nos dois casos, é crime. O criminoso deve ser preso e responder ao processo, como a Justiça determinar.

O Botafogo é vítima do idiota. Não o criminoso.

Manga, Josimar, Leônidas, Nilton Santos e Marinho Chagas; Gérson e Didi; Garrincha, Jairzinho, Leônidas e Paulo Cezar. O Botafogo é preto e branco.


Flamengo de Rueda estreia sem gols contra Botafogo sem brilho
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O Flamengo começou melhor o jogo do estádio Nílton Santos e empurrou o Botafogo para seu campo até os vinte minutos. O Botafogo errava passes demais, desperdiçava contra-ataques, especialmente com João Paulo, 30% de erro na primeira meia hora. Melhorou o jogo alvinegro depois dos vinte minutos, com Bruno Silva saindo mais para a partida pelo lado direito. Depois de entortar o lateral Renê, Bruno Silva colocou fogo no estádio e melhorou até os 45 minutos da segunda etapa.

Então o segundo tempo voltou diferente, com Diego e Éverton crescendo na partida, bola na trave em cobrança de falta de Diego e, quando o Flamengo crescia… Reinaldo Rueda mexeu mal. Tirou Berrio machucado e escalou Márcio Araújo.

Menos de cinco minutos depois, trocou Éverton por Vinicius Júnior. Era muito mais simples.Trocar Berrio por Vinicius Junior e mexeria certo. Mexeu errado.

Mas o jogo terminou mesmo sem mais emoções depois dos cartões vermelhos rigorosos aplicados por Anderson Daronco a Carli e Alex Muralha, aos 35 do segundo tempo.

Terminou aí. Sem gols, sem emoção.

Com o Flamengo melhor por 60% do tempo, mas sem conseguir vencer quando joga melhor, como acontecia com Zé Ricardo. E com o Botafogo não conseguindo vencer o Flamengo pela sétima vez seguida.

Em tese, a situação é melhor para o lado alvinegro, porque pode empatar por 1 x 1 e classificar-se. Mas precisa pelo menos fazer um gol no rival rubro-negro, o que não tem sido tão simples.

16/agosto/2017

BOTAFOGO 0 x 0 FLAMENGO

Local: Nílton Santos (Rio de Janeiro); Juiz: Ânderson Daronco (RS); Renda: R$ 747.825; Público: 26.575 (28.757); Cartão amarelo: Diego (41’), Lindoso (54’), Matheus Fernandes (54’), Rodrigo Pimpão (65’); Expulsão: Carli, Alex Muralha 34 do 2o

BOTAFOGO: 1. Gatito Fernández (6), 4. Luís Ricardo (6,5), 3. Carli (5), 3. Igor Rabello (6,5) e 6. Víctor Luís (6); 8. Bruno Silva (7), 5. Lindoso (6,5), 11. Matheus Fernandes (6) (15. Gílson 30 do 2º (sem nota)) e 7. Rodrigo Pimpão (5) (20. Guilherme 21 do 2º (5)); 10. João Paulo (6); 9. Roger (5) (13. Marcelo 35 do 2º (sem nota)). Técnico: Jair Ventura

Banco: 12. Jéfferson, 13. Marcelo, 14. Renan Fonseca, 15. Gílson, 16. Émerson, 17. Fernandes, 18. Vinícius Tanque, 19. Leandrinho, 20. Guilherme, 21. Fernando, 22. Dudu Cearense, 23. Ezequiel

FLAMENGO: 38. Alex Muralha (6), 2. Rodinei (6,5), 15. Réver (6), 4. Juan (7) e 6. Renê (6); 26. Cuellar (7) e 5. William Arão (6,5); 17. Berrío (5,5) (8. Márcio Araújo 25 do 2º (6)), 35. Diego (6,5) e 22. Éverton (6) (20. Vinicius Júnior 28 do 2º (sem nota)) (30. Thiago 35 do 2º (sem nota)); 47. Felipe Vizeu (5). Técnico: Reinaldo Rueda

Banco 30. Thiago, 33. Rafael Vaz, 43. Léo Duarte, 21. Pará, 13. Trauco, 8. Márcio Araújo, 41. Ronaldo, 27. Rômulo, 11.Mancuello, 39. Lucas Paquetá, 17. Gabriel, 20. Vinícius Júnior


A capital da Espanha comemora a era Madri. Menos…
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Bem-vindo à era Madrid.

A manchete do site do diário Marca comemorou a vitória por 2 x 0 sobre o Barcelona, com este título, um certo exagero, até para quem, como este blog, falou há dez dias que o Barça está diferente do que já foi e que esta pode ter sido uma das razões de Neymar ter ido para o Barcelona. Se percebesse no vestiário o cheiro de nova conquista da Champions League, talvez Neymar não saísse, mesmo por muito dinheiro. Talvez…

Fato é que o Barcelona está esquisito nas decisões da diretoria e na apatia dos jogadores. O primeiro tempo do Barcelona de Asensio, não de Cristiano nem de Bale, foi um massacre. E o jogo poderia terminar com 5 x 0 para os madridistas, não fosse a clara diminuição de ritmo na segunda etapa.

Daí a dizer que existe uma era Madrid… Vai uma distância. A primeira pergunta deste momento é se o Barcelona terá tempo de reagir durante a temporada. A segunda é se não pode haver outro adversário. Como o Atlético de Madrid, por exemplo.

A era Real Madrid é um exagero, porque nos últimos dois jogos, antes da Supercopa, contra o Barcelona, no Bernabéu, o Barcelona perdeu. Mesmo que o Real Madrid seja bicampeão da Europa e favorito para o Campeonato Espanhol, mesmo que o mundo esteja vendo que o Barça não está igual ao que já foi, mesmo com tudo isto, é melhor esperar antes de decretar que estamos diante de uma nova era.

 


Reinaldo Rueda tem situação regularizada e estreia contra Botafogo
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A informação do final da tarde desta quarta-feira é: ''Tudo Ok!'' Reinaldo Rueda tem a situação regularizada e, com o visto de trabalho definido para o jogo desta noite no estádio Nílton Santos. O técnico colombiano estreia e será o centésimo treinador a se sentar no banco de reservas numa partida oficial no comando rubro-negro.

A informação do final do dia também é de que Cuellar tem mais chance de jogar no lugar de Márcio Araújo.


Rivais desde o berço
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Conta a história que uma das razões do nascimento do Grupo de Regatas do Flamengo, em 1895, foi a admiração das moças pelos remadores do Club de Regatas Botafogo, fundado um ano antes. A rivalidade começou nas competições pelas regatas e pelas garotas.

Quando o futebol rubro-negro nasceu, em 1912, o Botafogo tinha dois títulos cariocas. Os jogadores desciam a rua do Russel em direção à praia do Flamengo, onde treinavam bem pertinho da praia de Botafogo.

Rivais desde o remo no século 19, Flamengo e Botafogo construíram histórias aos montes. Reforçaram-se como adversários nos anos 1960, quando Garrincha destruiu o Flamengo na final de 62, com dois gols e outro contra de Vanderlei, atribuído em muitos textos também a Mané.

Depois com o bi da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca em 1967 e 1968. Aquela geração de rubro -negros tem mais bronca do Botafogo do que do Vasco ou Fluminense.

A direção alvinegra até voltou na gestão Carlos Eduardo Pereira a usar a numeração da época, quando Moreira era o lateral direito número 4, Zé Carlos o.zagueiro-central número 2, Leônidas o quarto-zagueiro número 3 e Valtencir o lateral-esquerdo número 6.

Veja a numeração de Luis Ricardo, Igor Rabello, Carli e Victor Luis hoje à noite…

O Flamengo foi castigado até 1972, quando levou 6 x 0 no dia de seu aniversário. Depois, o Flamengo virou… Um texto lindo de Bussunda na edição 1060 de Placar, de junho de 1991, diz que passou a adolescência inteira, perdeu a virgindade, tirou carteira de motorista, titulo de eleitor e sempre faltava alguma coisa. Tinha sempre um alvinegro com seis dedos levantados.

Até que Andrade, número 6, marcou o sexto gol nos 6 x 0 de 1981. Teve ainda o 6 x 1 de 1985, show do lateral Adalberto, pai de Rodrigo, do Valencia.

O Botafogo saiu da fila com gol de Mauricio em 1989 e o Flamengo ganhou seu quinto brasileiro com Júnior como maestro, em 1992.

Pela Copa do Brasil, este será o segundo encontro. No primeiro mata -mata, 2013, deu Flamengo, com empate por 1 x 1 e goleada por 4 x 0.

O capítulo desta noite no estádio Nilton Santos é diferente. Cada um na sua casa, Engenho de Dentro e Maracanã, longe das praias do Flamengo e de Botafogo, onde nasceu a rivalidade, com as moças do século 19.

No futebol castigado do século 21, esta história de rivalidade, com estádio lotado e espetáculo de cores, é um sopro de esperança.


Galiotte descarta mudanças e diz: “Fiz tudo o que todo palmeirense faria”
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A pressão da torcida uniformizada pedindo a saída do diretor de futebol Alexandre Mattos e questionando aquilo que chamou de ''rasgar dinheiro'' não vai produzir mudanças. O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, deixou claro que não dará resposta e não mudará os planos. ''Não vou mudar pessoas, não vou mudar a filosofia. O que não podemos fazer é perder o rumo e sabemos que estamos no caminho'', diz o mandatário. ''O trabalho continua e não haverá mudanças. Cuca é o treinador, Alexandre Mattos o diretor de futebol.''

''Fiz tudo o que todo palmeirense faria'', avalia.

Esta última frase tem a ver com as renovações de contrato de Moisés e Dudu, com a contratação de Guerra, eleito melhor jogador da Libertadores, de Borja, apontado como melhor jogador da América do Sul, com a chegada de Felipe Melo. ''Não aumentamos o gasto em relação ao ano passado'', diz. Refere-se à folha de pagamento. O custo com contratações, sim. Este cresceu.

O erro admitido pela diretoria é o de ter mudado a filosofia da equipe, ao trocar o técnico Cuca por Eduardo Baptista, em janeiro, e voltar para a filosofia anterior, em maio. ''Em dezembro, não havia um técnico campeão no mercado para substituir Cuca. Foi a razão de termos mudado a filosofia. Depois, tive de voltar à filosofia anterior e perdi o semestre. Depois, o ano'', diz Galiotte.

Na opinião deste colunista, o grande erro foi exatamente este. O outro ponto a ser aprimorado é ter teto de gastos e investimento para que as divisões de base representem um terço do elenco. Assim, não será necessário contratar todos os jogadores do grupo. Mesmo sem história de revelar seus principais jogadores, a base do Palmeiras foi responsável pelo nascimento dos dois maiores ídolos do clube nos últimos vinte anos: Marcos e Gabriel Jesus.

Falta ao Palmeiras de hoje um jeito de jogar definido e menos dependência das pessoas. Do dinheiro da Crefisa, de um diretor que contrata muito e de um técnico campeão, visto como Midas, como era com Felipão e esboçou acontecer com Cuca.

Em tese, o presidente Galiotte concorda com este ponto de vista.

''O clube precisa depender de processos, não de pessoas'', diz.


A contradição do Brasileirão
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Ao mesmo tempo em que times como Grêmio, Botafogo e Santos preservam titulares e entregam a sensação de que o Brasileiro já é do Corinthians, à medida em que os jogos às quartas-feiras, jeito de final, têm estádio cheio e os domingos palcos vazios, aumenta a percepção de que o Brasileirão está perdendo a guerra para os mata-matas nesta primeira temporada com competições sobrepostas até dezembro.

O Corinthians lidera, entre outras razões, porque prioriza o Brasileiro. O Grêmio distancia-se porque privilegia a decisão mais próxima, como contra o Cruzeiro na próxima quarta-feira.

Não é bom. Está clara a necessidade de se tomar alguma providência para o próximo ano, ainda que seja também necessário lembrar de que este é o primeiro ano assim e o próximo pode revelar diferenças. Por exemplo, se o líder do Brasileirão estiver nas finais da Libertadores e tiver de equilibrar as duas competições simultâneas.

A contradição é que, apesar do Brasileirão ter domingos vazios e os mata-matas contarem com quartas-feiras cheias, a média de público das primeiras vinte rodadas aumentou. São 15.800 por partida, contra 14.400 no ano passado. O crescimento é de 9,7%. Se isto se mantiver até o final do ano, a média pode alcançar 18.700 por partida, a maior desde a Copa União de 1987.

Isto não exclui a necessidade de se pensar sobre o que fazer. O Brasileirão precisa ser percebido como a principal competição dos clubes brasileiros, por técnicos, dirigentes, jogadores, torcedores. É isto o que fará com que, na dividida, escalem-se reservas em outras competições, não no Brasileirão.