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Para onde vai o Flamengo se sair do Maracanã para sempre

PVC

07/04/2016 15h29

Há três hipóteses para o Maracanã para depois da Olimpíada. A primeira é cancelar a licitação e tirar a Odebrecht da operação. O governo do Estado do Rio de Janeiro morre de medo desta opção, que demandaria tempo e discussoes jurídicas sobre a validade de cancelar a licitação. A segunda é devolver o Maracanã ao Estado. O governo tem ainda mais medo desta. A terceira e aparentemente viável, neste momento, é a Odebrecht transferir os direitos da concessão para outra concessionária. Há vários interessados. O mais provável, o consórcio formado por BWA e a empreiteira francesa Lagardère, como informou na segunda-feira o colunista Lauro Jardim. 

Como disse o colunista, o Flamengo teme o novo modelo e diz que sairá do Maracanã definitivamente neste caso. O contrato atual já não é bom para o rubro-negro, mas teme-se que seja pior num novo acordo.

Neste caso, para onde ir?

"Temos algumas possibilidades", diz o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Ele não cita nenhuma específica, a não ser a Gávea. Neste caso, não seria um estádio grande, mas uma transformação que permitiria ter até 30 mil pessoas por partida no velho campo que sediou partidas até o meio dos anos 90. Que foi casa do Flamengo até o nascimento do Maracanã em 1950.

Há discussões sempre que se toca neste assunto. Os moradores da região são contra, assim como são contra os moradores da zona oeste de São Paulo à presença de público no Allianz Parque. Nos dois casos, o estádio estava lá antes do bairro. A concessão do Flamengo para o estádio da Gávea aconteceu nos anos 30, quando ali era uma várzea, distante do centro e da população. A Lagoa Rodrigo de Freitas aproximava-se mais do campo do que hoje.

Não é simples a operação. Diferente da região de Perdizes, em São Paulo, onde está o estádio do Palmeiras desde o tempo em que o bairro só tinha chácaras onde se criavam as aves — daí o nome do bairro de Perdizes — o Rio de Janeiro desacostumou-se a ter partidas importantes na Gávea. Em São Paulo, nunca. Mas talvez seja a grande saída para o Flamengo. Ter o estádio da Gávea de volta, para públicos entre 20 mil e 30 mil. Nem que seja até se resolver de vez a situação do Maracanã.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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