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CBF vai “refletir” sobre futuro da comissão técnica

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O primeiro recado do Rio de Janeiro chegou a Boston minutos depois do apito final e da segunda eliminação da história na primeira fase da Copa América.

Não há ainda definição sobre o futuro de Dunga.

A palavra-chave neste momento é ''Refletir.''

Antes do início da competição, a sinalização da CBF já era a de que a Copa América serviria para analisar o trabalho da comissão técnica.

''Precisamos ter calma agora'', disse um dirigente da CBF. Quem vai decidir será o presidente Marco Polo del Nero. E isso deve ocorrer depois do retorno da comissão técnica ao Rio de Janeiro.

Dunga atribuiu a eliminação ao erro da arbitragem.

Não foi pelo erro do juiz. Ou pelo menos não seria se a seleção conseguisse anotar um gol contra o Peru.

O Brasil sai da Copa América com gols marcados apenas contra o Haiti. O Haiti sai da Copa América como o único a marcar no Brasil.

Abaixo o texto original publicado neste blog após o apito final de Brasil 0 x 1 Peru.

Pela segunda vez na história, a seleção brasileira foi eliminada na primeira fase de uma Copa América. Da primeira, em 1987, Dunga era jogador e fazia parte do grupo. Na segunda, com mais um vexame histórico e a derrota para a seleção peruana por 1 x 0, Dunga conduziu um time insípido, inodoro, incolor. Fez água!

Não importa nem o erro do árbitro uruguaio Andrés Cunha, que validou gol de Ruidiaz, marcado com o braço direito. Por minutos, o juiz e o bandeira Nicolas Tarán dialogaram com alguém fora do campo. O recurso de vídeo foi aprovado para a Copa América. Mas se fosse usado corretamente seria impossível não perceber o toque com o braço  do atacante peruano. Na primeira etapa, também houve um pênalti não marcado a favor do Peru. Edison Flores foi derrubado por Renato Augusto.

Mais grave do que o erro do árbitro, apenas o péssimo futebol da seleção brasileira. No primeiro tempo, ainda houve boa troca de passes, mas nenhuma imaginação para invadir a área e finalizar. No segundo tempo,um festival de erros até o cruzamento de Polo para o gol de Ruidiaz.

Dunga assistiu a tudo impassível.  Demorou 64 minutos para fazer uma alteração sem sentido, trocando Gabriel por Hulk. Depois do gol, continuou irredutível na beira do campo sem fazer a segunda alteração.

A eliminação aproxima o fim de mais uma etapa de trabalho da seleção. Mais um recomeço. É difícil imaginar a continuidade do trabalho depois de um vexame tão grande quanto o da segunda pior campanha da história da Copa América. Em 25 jogos sob o comando de Dunga, sem contar o Haiti, foram 44 gols. Menos de 2 gols por partida. Em treze jogos oficiais, o Brasil só venceu o Peru, a Venezuela e o Haiti.

12/junho/2016

BRASIL 0 x 1 PERU – 20h50, 21h50

Local: Gillette Stadium (Foxboro); Juiz: Andrés Cunha (Uruguai); Público: 36.127; Cartão amarelo: Lucas Lima (71’), Renato Augusto (88’)

BRASIL: 1. Alisson (5), 2. Daiel Alves (4,5), 4. Gil (4), 3. Miranda (4) e 6. Filipe Luís (4,5); 18. Renato Augusto (6) e 8. Elias (5); 19. Willian (4,5), 10. Lucas Lima (5) e 22. Coutinho (6); 11. Gabriel (4,5) (21. Hulk 26 do 2º (4)). Técnico: Dunga

PÉRU: 1. Gallese (6,5), 3. Corzo (5,5), 15. Christian Ramos (6), 2. Alberto Rodriguez (5,5) e 6. Trauco (5); 5. Balbín (5,5) (19. Yotún, intervalo) e 16. Vilchez (6); 8. Polo (6,5), 10. Cueva (6,5) e 20. Flores (5,5) (11. Ruidiaz 18 do 2º (6,5)); 9. Guerrero (4,5). Técnico: Ricardo Gareca