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Por que o Brasil não para de falar em negócios?

PVC

04/04/2017 13h51

O Brasil é o único país do planeta onde se fala de reforços todos os dias. Não para nunca o mercado de negócios e, principalmente, o de especulações. Claro que havia razão para muita gente julgar que Éverton Ribeiro poderia vir para o Flamengo ou para o São Paulo. O agente do jogador falou com todos os dirigentes e com vários de nós, jornalistas. Mas os dirigentes de Flamengo e São Paulo sempre disseram que não pagariam os 5 milhões de euros para liberar o jogador, que falou em retornar ao Brasil, mas seguiu jogando nas últimas duas semanas.

Depois de Éverton Ribeiro, agora é a vez de Valdivia. Pode ser que saia do Internacional. Pode ser… Mas o Internacional ainda afirma que não tem interesse em negociá-lo, mesmo sabendo que caiu de produção depois do retorno da cirurgia. Sábado à tarde, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, deixou claro que não havia tido contato. Perguntado se havia ou não chance de haver o negócio se o Inter ligasse, responndeu que era precoce dizer, porque não tinha havido ainda o telefonema. Juro que li, em seguida, que Roberto de Andrade esperava telefonema do Inter para efetivar a negociação.

Não foi isso o que ele disse.

A bolsa de apostas de negócios que podem existir, que existirão e outros que jamais existiram segue assim no mundo todo. Mas na Espanha, Inglaterra, Itália, restringem-se às janelas de transferências de julho e janeiro. No resto do ano, fala-se de realidade. O time está jogando bem ou mal, o desempenho tático e técnico é ruim ou vai levar a qual resultado. Monta-se o time.

Aqui, o ano inteiro alguém alimenta alguma possibilidade de negócio. Em parte, porque o mercado está quase sempre aberto e os times julgam que reforçar é contratar, quando na verdade fortalecer-se é trabalhar o conjunto para melhorar o desempenho.

A janela para contratações do exterior fecha hoje. Pelos depoimentos dos dirigentes do Al Ahli, Éverton Ribeiro seguirá no Oriente Médio. Valdivia… Bom, ele pode sair para o Corinthians, para o Palmeiras, mas também pode seguir no Internacional.

O que vai seguir será a vida do futebol brasileiro, com times se montam e remontam semanalmente, seja pelas contratações que se seguem, seja pela bolsa de apostas que não para.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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