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Rogério não é mais incontestável e direção pode decidir mudar

PVC

22/06/2017 09h31

As cinco derrotas nas primeiras nove rodadas do Brasileirão, pior desempenho da era dos pontos corridos e seqüência negativa recorde desde 1999, serviram para aumentar muito a pressão por sua saída. Antes incontestável, agora Rogério tem seu nome na mesa da diretoria com reclamações de conselheiros próximos ao presidente Leco. Também aumenta seu risco os desencontros com as decisões da direção. Na terça-feira, o diretor de futebol Vinicius Pinotti disse que não está satisfeito com o desempenho deste ano e que os jogadores vão mudar, sim. Na quarta, Rogério Ceni afirmou que "times vencedores se mantêm."

Nesta última frase, é evidente que Rogério Ceni tem razão. O São Paulo se reformula em pleno Campeonato Brasileiro e isto aumenta o risco num torneio traiçoeiro, em que muitas vezes são rebaixados elencos que têm condição de brigar na parte superior da tabela.

O desempenho do São Paulo em 2017, em partidas oficiais, contabiliza 52% de aproveitamento. É o melhor índice desde que Leco assumiu a presidência em outubro de 2015, para o primeiro mandato tampão. De lá para cá, foram quatro treinadores, com Doriva, Edgardo Bauza e Ricardo Gomes antes da escolha por Rogério.

Rogério também tem porcentagem de pontos conquistados superior ao de Juan Carlos Osório, mas perde longe para o período de Muricy Ramalho, entre 2013 e 2015. Na última passagem do treinador tricampeão brasileiro, o São Paulo conquistou 60,1% da pontuação.

O contraste é com o início ruim do Brasileirão. Cinco derrotas em nove rodadas não acontecia desde 1998, quando Nelsinho Baptista era o treinador e o São Paulo caiu contra Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Sport e Santos nas sete primeiras partidas.

Muricy é um ponto de referência. Em sua passagem entre 2006 e 2009, o São Paulo viveu seu último grande momento de glórias. Foi tricampeão brasileiro. Naquela passagem, Muricy teve 60,1% de aproveitamento em 252 partidas.

Desde sua queda, em junho de 2009, depois da eliminação da Libertadores contra o Cruzeiro, foram treze mudanças de técnico em oito anos.

Abaixo, os treze treinadores e seus desempenhos depois do tricampeonato brasileiro de 2008.

 

Na era Leco

Rogério Ceni – 33 jogos, 14v, 10e, 9d – 52%

Ricardo Gomes – 19 jogos, 6v, 5e, 7d – 40%

Edgardo Bauza – 46 jogos, 17v, 12e, 17d – 45,6%

Doriva – 7 jogos, 2v, 1e, 4d – 33,3%

Antes de Leco

Juan Carlos Osório – 26 jogos, 11v, 7e, 8d – 51%

Muricy Ramalho (2013 a 2015)

2015 – 18 jogos, 11v, 2e, 5d – 65%

2014 – 65 jogos, 35v, 14e, 16d – 61%

2013 – 25 jogos, 12v, 5e, 8d – 55%

Total – 108 jogos, 58v, 21e, 29d – 60,1%

Paulo Autuori – 14 jogos, 2v, 4e, 8d – 24%

Ney Franco – 79 jogos, 41v, 16e, 22d – 56,8%

Émerson Leão – 44 jogos, 26v, 6e, 12d – 63,6%

Adílson Batista – 22 jogos, 7v, 9e, 6d – 45%

Paulo César Carpegiani – 47 jogos, 30v, 4e, 13d – 66,6%

Sérgio Baresi – 14 jogos, 5v, 4e, 5d – 45%

Ricardo Gomes – 76 jogos, 39v, 16e, 21e – 58,3%

Muricy Ramalho (2006 a 2009) – 252 jogos, 139v, 67e, 46d – 64%

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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