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São Paulo mantém Rogério Ceni e técnico responde com coerência

PVC

25/06/2017 20h07

A direção do São Paulo decidiu que não vai mexer no trabalho neste momento. Rogério segue seu trabalho normalmente pelas próximas semanas, apesar do empate contra o Fluminense. A avaliação segue sendo de que sua relação com o elenco e com a evolução do desempenho é positiva. Hoje, a torcida protestou contra o presidente Leco e contra o treinador, depois do empate contra o Fluminense.

Rogério tem razão em praticamente tudo o que disse em sua entrevista coletiva depois da partida. Talvez tenha razão até em afirmar que os jornalistas tenham mais dificuldade em se distanciar da figura do goleiro, do mito, do que ele próprio. Pode ser. Na coluna deste domingo na Folha de S. Paulo, escrevi que seu discurso sobre a saída de Lucão é um sinal de que não, ele não se distanciou completamente.  No que mais Rogério tem razão é em afirmar que assinou um contrato de dois anos, para ajudar o clube a solucionar seus problemas financeiros no primeiro ano e trabalhar em paz no segundo.

É o melhor cenário.

O maior problema do futebol brasileiro é a falta de tempo para trabalhar. Especialmente quando se escolhe um técnico sem experiência para um clube em crise, é preciso entender o tempo para o resultado aparecer.

Tomara que seja assim. A ideia de escrever sobre um ponto da carreira de um treinador não é destruir. É ajudar. Se pensar e julgar que não tem nada a ver, é justo. Rogério julga que seu maior problema não é estar vinculado à figura do goleiro.

A questão, então, é fazer o trabalho de campo transformar-se em resultado. Não pode ser apenas sorte. Que os jogadores gostam de seu trabalho e de seus treinos, é fato. Todos respeitam.

O time pressionou o Atlético Paranaense, jogou trinta minutos excelentes contra o Fluminense. Depois, foi pressionado pelo Flu, que poderia vencer a partida. Não venceu.

O ideal é que a seqüência de resultados, bons ou ruins, não determine a avaliação sobre o trabalho. Espera-se que no São Paulo também não seja assim. O problema é que, no Brasil, a pressão aumenta todos os dias.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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