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São Paulo descarta Autuori. Pintado aceita nova função “se ajudar o clube.”

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O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva descarta completamente a possibilidade de Paulo Autuori ser contratado como coordenador de futebol do São Paulo. Depois do pedido de demissão do técnico campeão mundial de 2005 no Atlético Paranaense, cogitou-se Autuori na nova comissão técnica do Morumbi. Isto não acontecerá, porque Dorival Júnior escolheu o time com o qual vai trabalhar. O assistente Lucas Silvestre, o preparador físico Celso Rezende e o analista de desempenho Leonardo Porto.

Isto significa que não trabalhará com Pintado.

Pintado será convidado a fazer a transição entre as divisões de base e os profissionais. Ainda não deu a resposta, mas diz que aceita a condição se for para ajudar o São Paulo. ''As pessoas do futebol podem dizer que sou  bom técnico ou mau técnico, que fui bom ou mau jogador. Mas se perguntar para qualquer um, ninguém dirá que sou falso ou traíra. Isto não sou'', diz Pintado. Ele rechaça a ideia de que não tenha contribuído com o trabalho de Rogério Ceni. ''Sempre fui parceiro, temos fotos no CT tocando violão. Algumas coisas eu disse a ele, porque era membro da comissão técnica.'' Sobre trabalhar em Cotia, ele afirma: ''Se o convite for para uma função em que eu possa ajudar o São Paulo, claro que eu contribuo.''

Dorival Júnior tem todo o direito de escolher sua equipe e de não querer traballhar com Pintado. O contraste é apenas com o que se passava no São Paulo em seu período vitorioso da década passada, quando a comissão técnica era fixa. Entrava técnico, saía técnico, lá estavam o fisiologista, o preparador físico, o superintendente de futebol.

Questionado se a decisão de mudar a comissão técnica não é uma contradição com a história recente do São Paulo, o presidente Leco respondeu: ''Pode até ser uma contradição, mas negociamos com um técnico que nos deu esta condição.''

Dorival Júnior é ótimo técnico. Fez mais sucesso quando pôde começar o ano e elaborar todo o planejamento. Casos do Coritiba em 2008, do Vasco em 2009, do Santos em 2010 e 2015. O sucesso não foi igual quando assumiu no meio do caminho, como no Vasco e no Fluminense de 2013 e no Palmeiras de 2014.  O plano perfeito é que Dorival Júnior ajude a tirar o São Paulo da briga contra o rebaixamento, para continuar e montar o planejamento para 2018.