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Não vai sobrar nada para o Barcelona?

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O primeiro jogo do Barcelona depois de Neymar aconteceu na sexta-feira, em Tarragona, comemoração do aniversário do Gimnástic. Os cartazes na cidade anunciavam Messi, Piqué e Neymar. Nenhum dos três estava em campo, o último por razões óbvias. Enquanto o Barça jogava, Neymar era apresentado e dava longas entrevistas em Paris para explicar a parte do desafio e a parte do dinheiro.

À parte a sedução do Paris Saint-Germain com o salário maior e com o desafio de ser protagonista, pouco se falou sobre o que tem acontecido com o Barcelona. O maior clube do planeta nos últimos quinze anos está diferente. Em vez de buscar jogadores em suas canteras, discute quanto pagar por estrelas. Em vez de constatar as razões pelas quais a bola entra no gol adversário, contrata jogadores, não por acaso, mas por relação com agentes especiais.

André Gomes, Alcácer, Semedo… Todos têm o mesmo mega agente em comum, o português Jorge Mendes, todos contradizem o estilo Barcelona de jogar futebol com marcação por pressão, posse de bola e movimentação constante.

O Barça não impõe a mesma confiança do passado. No turbilhão de informações dos últimos dias, alguém disse que Neymar pensou que ficar significava disputar a Champions League com menos chance de vencer do que há três anos. Não porque o trio MSN esteja mais fraco, mas porque o Barcelona é menos inteligente para fazer o jogo coletivo fazer explodir o talento de seus três maiores talentos.

Não é provável que o Paris Saint-Germain vença a Champions League no primeiro ano de Neymar.

Mas é menos provável que o Barcelona ganhe o principal torneio de clubes do planeta, do que era antes da mudança de filosofia no Camp Nou. Não é pela saída de Neymar. É pela perda de referência do Barça.