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Mais uma noite de eliminações na Libertadores: Palmeiras e Atlético

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Fernando Prass foi o primeiro a se aproximar de Jaílson logo depois do apito final do arbitro Nestor Pitana. Colocou a mão na boca e falou algo ou sobre a confiança que precisaria ter nas cobranças, ou sobre os cobradores do Barcelona. A lembrança de Fernando Prass é imediata quando chega a decisão por pênaltis. Foi heroi nas semifinais e na final da Copa do Brasil de 2015, o Palmeiras voltou a ser campeão nacional por causa dele, entrou na história do clube. Mas o que fez falta mesmo foi a defesa que Fernando Prass não fez no último chute do Barcelona, em Guayaquil.

A vitória por 1 x 0 do tempo normal daria a classificação. Cuca montou o time com Tchê Tchê na lateral, por causa do inchaço no joelho de Jean e da lesão no tornozelo de Mayke. Optou por Dudu como meia e fez bons vinte minutos de partida. Poderia ter feito 1 x 0 antes de começar a se apressar no ataque, com erros seguidos de Roger Guedes, contra-ataques cedidos para o Barcelona de Guayaquil. Terminou mal o primeiro tempo, começou melhor o segundo, por causa da atuação de Moisés, autor do gol aos seis minutos.

Lembra do Cruzeiro da Copa do Brasil. Três gols em dezenove minutos e o primeiro aconteceu aos seis. Parecia repetir-se. Só que não houve mais gols, antes da decisão por pênaltis. E teve bola na trave de Jonathan Alves, defesa de Jaílson, o Palmeiras diminuindo o ritmo pouco a pouco por cansaço, antes do apito final.

Com o investimento feito, evidentemente o fim das chances de títulos neste ano tornam-se injustificáveis.

Falta ter o plano de metas para ter um terço do elenco vindo das divisões de base, para não depender exclusivamente do dinheiro do patrocinador e das contratações do diretor de futebol, Alexandre Mattos.

Mas não significa que tudo tenha de mudar. Há coisas para melhorar, óbvio. O Palmeiras joga sua segunda Libertadores consecutiva e não chega às quartas-de-final desde 2009.

Foi noite também de eliminação do Atlético, com 0 x 0 contra o Jorge Wilstermann. E de Pedro Rocha. Heroi da Copa do Brasil no ano passado foi também o craque da classificação gremista contra o Godoy Cruz.

Quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PALMEIRAS 1 x 0 BARCELONA – 21h45

Local: Allianz Parque (São Paulo); Juiz: Nestor Pitana (Argentina); Hernan Maidana, Juan Pablo Belatti; Renda: R$ 3.343.320; Público: 38.310; Gols: Moisés 6 do 2º; Cartão amarelo: Erick Castillo, Oyola, Edu Dracena, Thiago Santos, Marcos Caicedo

PALMEIRAS: 14. Jaílson (6,5), 8. Tchê Tchê (6), 26.Mina (6) (Edu Dracena 33 do 2º (6,5)), 13.Luan (6,5) e 6.Egídio (6); 21. Thiago Santos (7,5) e 19. Bruno Henrique (6,5); 23. Roger Guedes (4) (10. Moisés, intervalo (7,5)), 7. Dudu (7) (18. Guerra 30 do 2º (5,5)) e 27. Keno (6); 16. Deyverson (6,5). Técnico: Cuca

Banco: 1. Fernando Prass, 3. Edu Dracena, 2. Jean, 11. Zé Roberto, 10. Moisés, 18. Guerra, 12. Borja

BARCELONA: 1. Banguera (6,5), 30. Velasco (5,5), 19. Aimar (6), 3. Arreaga (6) e 2. Pineida (5) (7. Valencia 23 do 2º (5,5)); 6.Minda (5) (14. Segundo Castillo 33 do 2º (6)) e 18. Oyola (5,5); 17. Marcos Caicedo (6,5), 16. Erick Castillo (4) (10. Damián Díaz 12 do 2º (5,5)) e 21. José Ayoví (6); 9. Jonathan Alvez (6,5). Técnico: Guillermo Almada

Disputa por pênaltis (gol da ferradura) – Jonathan Alvez (Gol), Guerra (Gol), Oyola (Gol), Tchê Tchê (Gol), Segundo Castillo (Gol), Bruno Henrique (Banguera), Marcos Caicedo (Gol), Keno (Gol), Damián Díaz (Jaílson), Moisés (Gol), Ayoví (Gol), Egídio (Banguera)