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Premier League começa com seis candidatos a tudo, mas três forças reais

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A temporada 2002/03 começou com um desafio imposto pelo técnico Arsene Wenger a seus jogadores. Como no campeonato anterior, o Arsenal havia perdido apenas como mandante, três vezes, a imposição era manter o desempenho como visitante e não perder em casa. Em síntese: ser campeão invicto. A proposta era forte demais e pesou sobre os ombros dos jogadores do Arsenal. Wenger viu sua equipe cair nove vezes na Inglaterra e terminar em segundo lugar, quinze pontos atrás do Manchester United.

No início da época seguinte, 2003/04, não se tocou no assunto do número de derrotas. O importante era jogar sempre em busca da vitória e tentar ser campeão. Quando perceberam, os jogadores estavam quebrando recordes. Na 24a rodada, completaram o melhor início de uma temporada sem derrotas, igualando e superando Leeds United de 1974 e Liverpool de 1988. Na 38a rodada, concluíram uma trajetória de 26 vitórias e 12 empates.

O primeiro campeão invicto da Inglaterra desde 1889, quando o Preston North End conquistou sem derrotas o primeiro Campeonato Inglês de todos os tempos.

A história está contada no livro Invincibles, com detalhes sensacionais da trajetória de Arsene Wenger no Arsenal e da campanha sem derrotas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nunca mais foi campeão inglês. O Arsenal abre hoje a Premier League da temporada 2017/18 contra o Leicester, tentando voltar a ser o vencedor, com Arsene Wenger mais uma vez no cargo, mas com rivais mais fortes. O Manchester United fez a contratação mais cara da temporada, Romelu Lukaku, que custou 85 milhões de euros. Segue estranho, sem a cara vencedora que teve até 2013, última temporada de Alex Ferguson e último título do clube.

O Manchester City parece mais forte, com Gabriel Jesus, com os dois laterais mais caros da história (Walker e Mendy), com Bernardo Silva e com Pep Guardiola. Parece o time mais sólido e capaz de vencer, como fez em 1937, 1968, 2012 e 2014.

O Chelsea perdeu a Supercopa justamente para o Arsenal, mantém a estrutura tática no 3-4-3 de Antonio Conte, que se transforma em 5-4-1, quando a bola é perdida. Vai sentir a ausência de Diego Costa, mesmo com a chegada de Morata.

O Liverpool já pareceu mais perto de voltar a vencer e hoje confia apenas na manutenção de Phillippe Coutinho. Salah, reforço vindo da Roma, não parece suficiente para mudar o patamar da equipe de Jurgen Klopp.

O Tottenham, vice-campeão da temporada passada, parece até mais ambicioso e mantém a estrutura da equipe.

O campeonato mais equilibrado da Europa, média de público de 35 mil por jogo — só abaixo da Bundesliga — tem hoje uma diferença em relação aos anos anteriores: seis candidatos a tudo. Porque o Tottenham merece ser levado a sério.

Mas os mais fortes parecem ser Manchester City e Chelsea e Manchester United, nesta ordem.