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O clássico Flamengo x Botafogo e suas peculiaridades

PVC

21 de junho de 1989.

O Botafogo conquistou naquele dia a mais marcante vitória em um clássico para uma geração inteira de botafoguenses. Depois de 21 anos, o time ganhava o Campeonato Carioca, contra o mais direto rival e quebrando um tabu de três anos.

Desde 21 de maio de 1986, o Botafogo não vencia clássicos.

Nenhum. Num período de três anos, teve seis empates e três derrotas contra o Fluminense, sete empates e duas derrotas para o Flamengo, três empates e cinco derrotas contra o Vasco. Ao todo, 20 partidas, 16 empates, 10 derrotas no intervalo de 37 meses, três anos e um mês.

Evidentemente, havia um trabalho psicológico a se fazer para voltar a vencer clássicos. Valdir Espinosa fez. O Botafogo terminou a campanha do título estadual de 1989 invicto, campeão, ganhando um de seus seis clássicos.

O que mais importava.

A lembrança aqui existe, porque parece haver uma similaridade na necessidade de se trabalhar a questão psicológica. Há sete clássicos, o Botafogo não vence o Flamengo. São duas vitórias rubro-negras e cinco empates. Verdade que numa das vitórias, o Flamengo enfrentou os reservas alvinegros.

Então, o Flamengo também tem tido dificuldade para ganhar do Botafogo. Mas a aparência da semana passada foi de o Botafogo jogar menos do que pode contra o grande rival. No estádio Nilton Santos cheio, faltou a força para ganhar a partida, que sobrou contra o Nacional, Colo-Colo, Olimpia, Atlético Mineiro e Sport. O Exterminador de Campeões eliminou cinco campeões da Libertadores e dois da Copa do Brasil. Mas não conseguiu ganhar do Flamengo na sua casa.

O Maracanã será diferente de todos os mata-matas entre clubes cariocas na história do futebol do Rio de Janeiro. Porque será rubro-negro, com mando de campo do Flamengo e 90% da torcida da casa.

Não significa que o Botafogo não possa sair classificado. Pode.

Mas a impressão é de que há a necessidade de trabalhar a parte psicológica, além da parte tática.

Mais ou menos como se fez em 1989.