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A maior crise entre as seleções nacionais

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A Itália precisa vencer hoje a Albânia, fora de casa, para ser cabeça-de-chave no sorteio da repescagem das eliminatórias europeias.

Veja, não para ser cabeça-de-chave da Copa do Mundo, mas na repescagem.

Neste momento, Portugal, País de Gales, Dinamarca e Itália são os mais bem ranqueados, em comparação com Irlanda do Norte, Suécia, Eslováquia e Grécia, os classificados de hoje em segundo lugar em seus grupos na Europa.

Se a Itália não ganhar, pode cair para o segundo pote, o que implicará o risco de enfrentar Portugal, de Cristiano Ronaldo, caso os portugueses não vençam os suíços e tenham de disputar com os segundos colocados.

Quer dizer que se a Azzurra ganhar da Albânia, poderá ter encontros contra gregos, ou eslovacos, ou norte-irlandeses.

A Suécia é uma pedreira mesmo assim.

A Irlanda do Norte trará de volta o fantasma das eliminatórias de 1958. Foram os norte-irlandeses os responsáveis pela única desclassificação da Azzurra em eliminatórias, há 60 anos.

A Eslováquia já tirou a Itália na primeira fase da Copa de 2010.

Diga-se, de todas as grandes crises, do Brasil do 7 x 1, da Argentina fora da faixa de classificação, a mais prolongada é a da Itália. Não há mais grandes craques e os italianos foram eliminados nas duas últimas Copas do Mundo na fase de grupos.

Em 2010, numa chave com Eslováquia, Paraguai e Nova Zelândia.

Em 2014, no grupo com Inglaterra, Uruguai e Costa Rica. Ser eliminada nestas condições seria mais digno, se a campeã do grupo não fosse a Costa Rica.

Depois do título mundial de 2006, a Itália deu sinal de vida nas Eurocopas. Vice-campeã em 2012, eliminada nas quartas-de-final contra a Alemanha, nos pênaltis, em 2016.

É pouco. A Itália é hoje a seleção importante com a maior crise no futebol mundial.