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Brasil melhora no segundo tempo, mas primeira parte indica ajustes

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O primeiro tempo da seleção não foi bom e é importante corrigir pontos daqui até a Copa, ainda que o segundo tempo mude a aparência. O que deu errado foi a falta de compactação de um time que não se parece mais postado no 4-1-4-1. Muitas vezes é um 4-3-3.

Observação bem feita pelo colega Carlos Eduardo Mansur, de O Globo.

Com isto, Renato Augusto tinha de dar apoio defensivo a Alex Sandro, pressionado por Fuenzalida, escalado como ponta-direita, num 4-2-3-1. Alexis Sánchez jogava pela esquerda e Valdivia como armador, logo atrás de Vargas.

Houve momentos na primeira etapa em que a seleção de Tite não saía da defesa. Especificamente nos últimos cinco minutos da primeira etapa.

No Segundo tempo, melhorou. O time se juntou mais e teve a bola como sua arma. Ainda que na primeira etapa houvesse 61% de posse de bola, havia desperdício e lances devolvidos para os chilenos.

Com o time trocando passes no campo de ataque, ficou mais junto, com menos erros. Paulinho fez seu sexto gol com Tite, Gabriel Jesus já tem sete e é o goleador da era Tite. E o Allianz Parque, junto à história do velho Parque Antarctica, registrou o maior público de sua história.

Os gols de bola parada (20%) e de contra-ataque (20¨%) representam mais de um terço da ação ofensiva do Brasil, de Tite. Está tudo bem. Mas chega de festa pela classificação. O Brasil tem coisas para arrumar até a Copa do Mundo, como demonstrou o primeiro tempo, em São Paulo.

 

Terça-feira,

10/outubro/2017

BRASIL 3 x 0 CHILE – 20h30

Local: Allianz Parque (São Paulo); Juiz: Roddy Zambrano (Equador); Renda: R$ 15.118.391,02; Público: 41.008; Gol: Paulinho 8, Gabriel Jesus 10 do 2o; Cartão amarelo: Phillippe Coutinho (38’), Neymar (45’), Alexis Sánchez (10’)

BRASIL: 23. Éderson (6), 2. Daniel Alves (6,5), 13. Marquinhos (5,5), 3. Miranda (6) e 6. Alex Sandro (5,5); 5. Casemiro (6,5); 11. Coutinho (7), 15. Paulinho (7), 8. Renato Augusto (7) e 10. Neymar (7); 9. Gabriel Jesus (7,5). Técnico: Tite

CHILE: 1. Bravo (4), 4. Isla (5), 17. Medel (5), 18. Jara (5,5) e 15. Beausejour (5); 16. Pablo Hernández (5,5) e 20. Aránguiz (6) (5. Pulgar, intervalo (5)); 6. Fuenzalida (6) (Puch 16 do 2o (5)), 10. Valdivia  (5,5) e 7. Alexis Sánchez (5); 11. Vargas (4). Técnico: Juan Antonio Pizzi

* pela saída do estádio rápida para entrar no ar no programa A Última Palavra fixo devendo as alterações.