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O futebol total do Independiente

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O livro ''Behind the Courtains'', escrito pelo jornalista inglês Jonathan Wilson, conta que Johan Cruyff costumava atribuir o futebol total da Holanda de 1974 à cultura de um país que joga hóquei.

No caso da Holanda, no gelo. No hóquei praticado no rigoroso inverno holandês, os jogadores ocupam todos os espaços.

Ariel Holan, técnico do Independiente, veio do hóquei na grama. É diferente, mas o princípio é semelhante. E o Independiente joga mudando de posição constantemente.

Começou com Barco pela direita, num 4-1-4-1, apenas Rodriguez como volante, linha de quatro atrás de Gigliotti, com Barco, Meza, Sanchez Miño e Benítez. Em pouco tempo, Benítez veio para a direita, e Meza centralizou num 4-2-3-1. quando começou o segundo tempo, o lateral-esquerdo Tagliafico transformou-se em zagueiro e o zagueiro Gastón Silva virou lateral-esquerdo (na imagem, os jogadores vermelhos são os titulares em suas posições nos primeiros cinco minutos e as setas indicam movimentações durante o jogo).

Criou muito por aquele setor. Numa das primeiras investidas, entrou em diagonal e finalizou como se fosse centroavante.

Seguiu o futebol total, o hóquei de Ariel Holan, com Barco, Meza e Benítez invertendo posições e confundindo a defesa rubro-negra.

Foi provavelmente pelo posicionamento de Gastón Silva como lateral-esquerdo, que Reinaldo Rueda trocou Diego por Vinícius Júnior, que entrou pela direita. Rapidamente, Holan trocou novamente as funções de Gastón Silva por Tagliafico, que veio para a esquerda marcar o jovem atacante rubro-negro.

Depois da mudança, o Flamengo melhorou. Teve chance de mudar o placar da partida. Não houve tempo suficiente.

Ganhar no Maracanã é perfeitamente possível para o Flamengo. Mas jogar contra o Independiente será difícil outra vez.

Ponto positivo para o Flamengo é que, diferente de 1995, desta vez a distância foi de um gol. Vitória simples leva à prorrogação.