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Por que o Flamengo perdeu?

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Completamente despolitizado, diferente da maior parte das discussões sobre o Flamengo nos últimos três meses, um torcedor rubro-negro me aborda na saída da arquibancada do Maracanã. ''Por que o Flamengo perdeu?'' A fuga da resposta, para não ser definitivo sobre uma questão que pode ter diversas respostas, não adiantou, e foi necessário encontrar uma explicação. ''Porque o Flamengo foi, neste ano todo, um time que controlou o jogo e não definiu.''

O rapaz à minha frente encontrou uma explicação sexual que completava o que se dizia. Boa explicação. Um time sem clímax. É justo dizer isto.

O torcedor seguinte veio com discursos feitos, verdades absolutas construídas a partir de verdades relativas, às vezes a partir de mentiras. De que o time não tem alma, que a torcida não está presente. A torcida lotou o Maracanã e há imagens que mostram a torcida do Independiente silenciosa no primeiro tempo. Não gritaram o tempo todo. Os rubro-negros também não.

Fato é que o Flamengo jogou na quarta-feira à noite igual a todos os demais jogos do ano. Tocou, organizou, cercou, não finalizou. Ou finalizou mal.

E a partir da derrota, causada pelos mesmos erros deste ano, politiza-se a discussão. O Flamengo não tem alma, não tem torcida vibrante, não tem um time comprometido… Não parece ser nada disto.

O Flamengo controla o jogo e não o mata.

Daí que não é necessário fazer terra arrasada. Mas olhar para o próximo ano com a chance de corrigir problemas. Melhorar as vantagens para que sócios sentem-se na arquibancada, aumentar a porcentagem de torcedores no estádio, fazer a torcida comparecer em maior número, encontrar os erros dentro de campo e corrigi-los. Pouco a pouco, fazer os jogadores da base entrarem mais na equipe principal, como fez Lucas Paquetá, o melhor em campo enquanto o Flamengo era melhor no jogo.

Se o Flamengo conseguir isto, será muito mais forte ano que vem do que foi neste ano. O Flamengo é melhor hoje do que era há dois anos e será melhor se o trabalho prosseguir.