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Real Madrid mantém supremacia europeia em Mundial

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Um erro de Barrios, que abriu a barreira e permitiu a Cristiano Ronaldo marcar o gol da vitória por 1 x o, ajudou a manter a hegemonia europeia no Mundial de Clubes. Somando o torneio da Fifa à Copa Intercontinental, agora são dez títulos brasileiros e dez espanhois. Considerando apenas os troféus da Fifa, são seis da Espanha.

O Real Madrid escalou exatamente a mesma formação campeã da Champions League, em maio contra a Juventus. Foi apenas a segunda vez que esta escalação se repetiu depois da decisão continental. Na primeira, empate por 0 x 0 com o Athletic Bilbao.

Com Navas, Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Marcelo; Casemiro, Kroos e Modric; Isco; Benzema e Cristiano Ronaldo, o Real Madrid dominou o primeiro tempo e teve duas boas chances de marcar. Isto, apesar de o Grêmio ter passado os primeiros cinco minutos pressionando a saída de bola madridista.

Cristiano Ronaldo foi discreto, mas marcou o gol da vitória.

A grande diferença do Grêmio da Libertadores para o Mundial de Clubes foi Luan. O melhor jogador no torneio sul-americano desapareceu no Mundial. Nos Emirados Árabes, o melhor jogador gremista foi Geromel. Tanto na vitória sobre o Pachuca, quanto na derrota para o Real Madrid, o camisa 3 foi o destaque.

A supremacia europeia tem tudo a ver com as seleções multinacionais montadas pelas equipes europeias depois da lei Bosman, em 1996. De lá para cá, somando a Copa Intercontinental ao Mundial Fifa, são dezessete conquistas da Europa contra seis da América do Sul. Até 1995, um ano antes do caso Bosman, eram vinte conquistas sul-americanas e catorze europeias.

O caso Bosman é um divisor de águas, porque a partir dele os jogadores da Comunidade Econômica Europeia passaram a poder trabalhar livremente em qualquer país do continente. Como os sul-americanos também passaram a usar passaportes europeus, na prática isto representou o fim do limite de estrangeiros. Até 1996, a limitação era de três ou quatro estrangeiros no máximo, dependendo da liga nacional.

É possível falar da vantagem tática dos europeus nos últimos vinte anos, mas o ponto de desequilíbrio é a qualidade dos jogadores contratados pelos campeões da Champions League. Dos onze titulares do Real Madrid, só Benzema não deve jogar a Copa do Mundo, por causa de seus desentendimentos na seleção francesa. Dos onze titulares do Grêmio, só Luan tem chance de disputar o Mundial.