Blog do PVC

O outro lado da história

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Scarpa provavelmente dará uma entrevista coletiva na próxima semana para esclarecer todos os pontos de sua ausência do Fluminense nos últimos dias. Ainda não está decidida a entrada com uma ação para tentar a liberação do Fluminense. Mas este blog ouviu observações sobre a nota ''Scarpa desistiu do Palmeiras depois de Guedes acertar com o Fluminense.'' Importante mostrar o lado de Scarpa sobre as razões de sua relação com o clube carioca ter se desgastado a ponto de não comparecer aos treinos nos últimos três dias.
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Seguem os pontos principais:

1. No final de 2016, houve uma longa negociação com a antiga diretoria do Fluminense, presidida por Peter Siemsem. Arrastou-se por dois meses antes de se sacramentar o novo acordo, que seria assinado na gestão de Pedro Abad, eleito em novembro de 2016. O ex-presidente Peter Siemsem dizia que tudo estava encaminhado e que seu sucessor manteria todo o acordo.

2. Depois de eleita, a administração de Pedro Abad teria rompido a negociação anterior, alegando que a política do clube seria mais austera e não haveria espaço para um acordo daquele porte. Foi negociado, então, novo acordo, mesmo com incômodo do jogador, que já havia acertado outras bases. Scarpa aceitou todas as reduções propostas.

3. Mesmo no novo acordo, passou a haver atrasos salariais e de compromissos assumidos, de acordo com amigos do meia.

4. Depois do novo acerto, o estafe do jogador encaminhou ao Fluminense proposta de 6 milhões de euros do Palmeiras por 40% do contrato de Scarpa. Isto aconteceu entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. O Palmeiras já confirmou esta proposta no ano passado.

5. Durante todo o processo de negociação com São Paulo, Corinthians e Palmeiras, o jogador alega ter ligações não atendidas nem retornadas e não houve a pergunta sobre qual clube Scarpa preferia, se precisasse se transferir para São Paulo. No final do processo, o Fluminense teria telefonado para avisar que havia sacramentado a troca de Scarpa por Hyoran, Roger Guedes e Fabiano ou Juninho. A pergunta do jogador foi o tempo de contrato: um ano. O jogador não aceitou o tempo. Queria dois anos.

Este blog sempre respeitou o direito de qualquer jogador entrar na Justiça em busca do que julga correto.
Só sempre lamenta a lógica dos jogadores de futebol, em vários lugares do mundo, de simplesmente não comparecerem ao compromisso marcado e desaparecerem sem explicações. Dar uma explicação pública e comparecer ao vestiário para a despedida não significaria respeito apenas ao clube, mas também ao técnico, aos colegas e à própria trajetória. Scarpa sempre foi um exemplo de respeito profissional. Aparecer para explicar sua decisão seria também respeito à sua história. Mas este é um ponto de vista pessoal deste jornalista. A entrevista coletiva que, provavelmente, acontecerá na próxima semana, pode explicar também por quais razões Scarpa preferiu não comparecer à reapresentação do Fluminense nem aos treinos sucessivos.