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Santos admite atraso, mas pensa em time forte no Paulista

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O presidente do Santos, José Carlos Peres, admitiu o atraso na programação, atribuiu o erro à posse tardia, há uma semana, mas prometeu ter um time forte no Campeonato Paulista.

A rigor, o Santos começa mal o ano de 2018, mas o cuidado excessivo não precisa ser como Paulistão. De 2006 a 2016, o Santos foi campeão ou vice-campeão paulista sete vezes, vice três vezes e chegou entre os dois melhores em oito Paulistas seguidos, entre 2009 e 2016. Igualou a marca do Santos de Pelé, campeão ou vice todos os anos, entre 1955 e 1962 — não se engane pela final de 1957 ter sido São Paulo x Corinthians, porque o Santos ficou à frente do alvinegro da capital na classificação final.

Claro que o Santos precisa estruturar sua equipe o mais rapidamente possível e que José Carlos Peres analisa corretamente quando admite o atraso da programação. Mas o sonho da torcida é voltar a ganhar títulos nacionais e internacionais, que faltam desde a Recopa de 2012.

Hoje, o Santos tem uma defesa bem estruturada, com Vanderlei, Victor Ferraz (ele não deve trocar a Vila Belmiro pelo Morumbi), Lucas Veríssimo, David Braz e Romário. Falta saber se o lateral-esquerdo contratado do Ceará terá sucesso. Um bom meio-de-campo com Alisson e Renato. Aqui, a direção planeja pelo menos um reforço.

Daqui para a frente está o problema. Há dois bons pontas com Bruno Henrique e Copete, mas Bruno Henrique está fora dos primeiros cinco jogos da Libertadores, por suspensão. Falta um centroavante. Uma aposta é que Jair Ventura faça Arthur Gomes ter uma temporada boa, mas um homem de área parece fundamental. E não é fácil encontrar.

O Santos começará o Paulistão sem o time ideal. Mas a pergunta é se terá tempo de estar equilibrado na Libertadores. E para jogar bem o Brasileirão. O sucesso dos últimos dez anos no estadual permite fazer uma campanha média desta vez, desde que com a projeção de sucesso no segundo semestre.

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