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Dorival Júnior fica e deve ter Paulista como limite

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A diretoria do São Paulo já definiu que não demitirá Dorival Júnior neste momento da temporada. A direção segue com o argumento de que não pode demitir com a emoção, no que tem total razão. Mas observa os números muito piores do que de outros grandes clubes brasileiros neste momento da temporada e para a pressão da arquibancada. A expectativa é que o São Paulo faça bons jogos contra a Ferroviária, no domingo, e contra o CRB, quarta-feira que vem. Mau desempenho nas duas partidas pode precipitar a mudança de opinião.

Parece óbvio.

Mas a decisão é a de não demitir neste momento.

A direção admite uma parcela de responsabilidade pela montagem do elenco. Dorival Júnior queria Diego Souza, pediu Valdivia, perdeu Hernanes, recebeu Anderson Martins, mas sempre solicitou jogadores de velocidade. Ganhou apenas Valdivia com esta característica. Ao mesmo tempo, está claro que não é este problema o que impõe dificuldade ao São Paulo.

Em parte, Dorival Júnior não consegue fazer a equipe jogar como fez no Santos, por exemplo. Um time insinuante, forte no ataque, seguro na defesa. Contra o Ituano, errou 12% dos passes. É muita coisa, para quem tem a posse de bola como premissa. Também há pouca capacidade de infiltração. Foram cinco finalizações no alvo, quinze no total durante a partida, quatro a mais do que o Ituano.

O São Paulo foi campeão pela última vez em 2012, na Copa Sul-Americana, vice-campeão pela última vez em 2014, no Brasileirão, e não disputa nenhuma final há cinco temporadas. Disputar a final do Paulista será essencial para Dorival Júnior chegar sem pressão ao Brasileiro. Mas jogar bem será fundamental para alcançar a final do estadual.

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