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As opções da seleção sem Daniel Alves

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Fágner é o único lateral-direito com mais de uma partida como titular sob o comando de Tite, na seleção, sem contar Daniel Alves.

Jogou contra a Colômbia, no jogo em solidariedade às vítimas do acidente aéreo da Chapecoense. Não foram convocados jogadores que atuavam fora do Brasil.

Também foi titular em amistoso contra a Argentina, única derrota da era Tite, e na vitória sobre o Paraguai, pelas Eliminatórias.

Rafinha começou o jogo contra a Austrália, em junho do ano passado, e Danilo estava no apito inicial contra o Japão. Deu um passe para gol.

Nenhum dos três representa a solução ideal. Tite testou poucas variações, porque quando assumiu a seleção tinha uma emergência e quando saiu dela ainda jogava partidas de campeonato, eliminatórias da Copa. Poderia ter testado Fabinho, do Monaco, embora tenha jogado toda a temporada de volante.

Mas Danilo jogou a maior parte da temporada como curinga, misto de lateral-esquerdo, terceiro zagueiro, volante. No fim do campeonato, joga de lateral-direito. E bem. Jogou assim e foi destaque do jogo contra o Brighton, atuou bem também contra o West Ham, na posição, destaque contra o Swansea no 5 x 0.

Fagner deve poder treinar no dia da apresentação na Granja Comary. Tem a vantagem de mais convocações. São oito, contra uma de Rafinha e duas de Danilo.

Não há um lateral como Daniel Alves. Responsável por 37 passes para gols de Messi, do total de 586 marcados pelo gênio argentino pelo Barcelona. Capaz de inverter o lado da jogada num passe e de quebrar linhas com essas inversões. Mas não vale esquecer de que começou como reserva em 2010 e só virou titular na ponta-direita, na vaga de Elano. E que iniciou como titular em 2014, mas terminou na reserva de Maicon.

Se não for convocado, fará falta. Mas não é razão para se julgar que se vai perder a Copa por sua ausência.