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A verdadeira história dos interinos

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Renato Maurício Prado me puxa a orelha, com razão.

Em função do texto sobre a incrível história de os técnicos não efetivados (oficialmente), Maurício Barbieri e Thiago Larghi, serem líder e vice-líder do Brasileirão..

Diferente do que a nota informa, Cláudio Coutinho não foi interino e não estava no Flamengo antes de ser contratado, pelo então presidente Márcio Braga, para ser treinador. Substituto de Carlos Froner.

Era indicação do presidente da CBD, Heleno Nunes, encantado com seu trabalho na Olimpíada de Montreal. Chegou com status de treinador e para ser a modernidade do futebol brasileiro.

Um pouco diferente foi a situação de Paulo César Carpegiani. Em 1981, deixou a condição de assistente de Dino Sani para ser treinador do Flamengo. Mas Renato se lembra de que o presidente Dunshee de Abranches demitiu Dino Sani afirmando que estava saindo o passado e entrando a modernidade.

A conversa com Renato Maurício Prado é sobre o conceito de interino. Renato diz algo que é justo afirmar: que Mauricio Barbieri não é interino. Porque mesmo sem ser efetivado, não está no cargo enquanto a diretoria procura outro treinador. Deste ponto de vista, voltamos ao que o texto original diz. Em que momento se informa que o treinador está efetivado. Muitas vezes não se diz.

É surpreendente, de todo jeito, que o líder e o vice-líder do Brasileirão sejam dirigidos por treinadores revelações. Mauricio Barbieri e Thiago Larghi foram colocados no cargo, sem nenhum dirigente dizer que eram os técnicos de Flamengo e Atlético.

Mas são.

No futuro, se Flamengo ou Atlético ganhar o Brasileirão, alguém dirá, como eu disse, que começaram como interinos.

Como diz o Renato, interinos não são. Nem Atlético nem Flamengo estão à procura de treinadores.