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Brasil não jogava tão bem há três Copas do Mundo

PVC

27/06/2018 17h56

De todas as grandes atuações da Copa do Mundo, as de Croácia, Espanha e Brasil foram as mais consistentes. Por causa da força dos adversários. Não pense que a seleção de Tite ganhou de um adversário inexpressivo, ao fazer 2 x 0 na Sérvia. Mesmo na Copa do Mundo dos duelos defesa contra ataque, mesmo com o espaço compacto e reduzido em partidas de Espanha com Irã e Marrocos, com a eliminação da Alemanha contra a Coreia do Sul, a Sérvia fez questão de realizar o jogo de maior contraste de estilos.

Ataque aéreo que começava no lançamento longo do goleiro Stojkovic para a grande área, o que obrigava Casemiro a se infiltrar entre os zagueiros para cortar de cabeça. A Sérvia ganhava a segunda bola e mirava Mitrovic na grande área. E acertava muitas vezes.

O antídoto brasileiro era bola no chão, na grama molhada e deslizante do estádio do Spartak. À medida em que trocava passes rápidos, o Brasil também deslizava. Tite estava bem à frente deste blog. Tranquilo, diferente do primeiro jogo, orientava a todo instante seus jogadores. Chamou no canto Neymar, chamou Coutinho, trocou informações.

Coutinho estava muito marcado. Então Tite o chamou e pareceu dizer para vir receber a bola mais atrás. Um instante depois, o passe de Coutinho encontrou a infiltração de Paulinho. Os sérvios se esqueceram de que o meia é o terceiro goleador da era Tite com oito gols.

O melhor jogador em campo foi Casemiro. Que atuação!

Mas importantes demais as participações dos zagueiros Miranda e Thiago Silva, que salvou uma bola que ia entrando e fez o gol da tranquilidade, do 2 x 0.

Há muito tempo o Brasil não fazia uma partida tão perfeita em Copa do Mundo. Claro que a Sérvia, forte, não o maior parâmetro para saber se será possível ser campeão do mundo. Mas o primeiro passo precisava ser jogar bem.

Relembre as vitórias das últimas três Copas do Mundo. Contra a Croácia em 2006 e 2014, contra Austrália, Gana e Japão, em 2006, contra Costa do Marfim, Coreia do Norte e Chile em 2010, contra Croácia, Camarões e Colômbia em 2014. De todas, a mais expressiva atuação foi a de Moscou contra a Sérvia.

Quarta-feira, 27/junho/2018
SÉRVIA 0 x 2 BRASIL – 15h, 21h

Local: Spartak Stadium (Moscou); Juiz: Alireza Faghani (Irã); Gols: Paulinho 36 do 1º; Thiago Silva 21 do 2º; Cartão amarelo: Ljajic, Matic
SÉRVIA (4-4-2): 1. Stojkovic (6), 2. Rukavina (5), 15. Milenkovic (6), 13. Velikovic (6) e 11. Kolarov (6,5); 10. Tadic (6,5), 20. Milinkovic Savic (5), 21. Matic (6) e 17. Kostic (5,5) (18. Radonjic 37 do 2º (5,5)); 22. Ljajic (5) (7. Zivkovic 30 do 2º (5)) e 9. Mitrovic (6) (19. Jovic 43 do 2º (sem nota)). Técnico: Mladen Krstajic
BRASIL (4-1-4-1): 1. Alisson (6,5), 22. Fágner (6,5), 2. Thiago Silva (8), 3. Miranda (7,5) e 12. Marcelo (sem nota) (6. Filipe Luís 8 do 1º (6)); 5. Casemiro (8,5); 19. Willian (6,5), 15. Paulinho (8) (17. Fernandinho 19 do 2º (6,5)), 11. Coutinho (8) (8. Renato Augusto 35 do 2º (6)) e 10. Neymar (8); 9. Gabriel Jesus (7). Técnico: Tite
Posse de bola – 44% x 56% – Finalizações – 8 x 10
Homem do jogo Fifa – Paulinho
Homem do jogo PVC – Casemiro

SUÍÇA 2 x 2 COSTA RICA – 15h, 21h
Local: Nizhny Novgorod Stadium (Nizhny Novgorod); Juiz: Clement Turpin (França); Público: 43.413; Gols: Dzemaili 31 do 1º; Waston 11, Drmic 43, Sommer (contra) 48 do 2º; Cartão amarelo: Lichtsteiner, Zakaria, Schar, Gamboa, Campbell, Waston
SUÍÇA (4-2-3-1): 1. Sommer, 2. Lichtsteiner, 5. Akanji, 22. Schar e 13. Ricardo Rodriguez; 10. Xhaka e 11. Behrami (17. Zakaria 15 do 2º); 23. Shaqiri (8. Lang 35 do 2º), 15. Dzemaili e 7. Embolo; 18. Gavranovic (19. Drmic 43 do 2º). Técnico: Vladimir Petkovic
COSTA RICA (5-4-1): 1. Navas, 16. Gamboa (4. Smith 48 do 2º), 2. Acosta, 3. González, 19. Waston e 8. Oviedo; 10. Bryan Ruiz, 20. Guzman (14. Azofeifa 46 do 2º), 5. Celso Borges e 12. Campbell; 9. Colindres (13. Wallace 36 do 2º). Técnico: Oscar Ramirez
Posse de bola 60% x 40% – Finalizações – 12 x 14
Homem do jogo Fifa – Dzemaili

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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