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Geração de craques contrapõe futebol local pobre e põe Croácia na semi

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07/07/2018 18h50

O Campeonato Nacional da Croácia tem 2.948 pagantes por jogo. Não é o ambiente do futebol local o que empurra o time para sua segunda semifinal. É a alma de uma geração que sabia ter uma dívida. Em Mostar, onde nasceu Luka Modric, o capitão, o jornal L'Equipe retrata que há uma faixa dizendo que mesmo ganhando a Copa ele será a vergonha do país. Tudo porque perdeu pênalti contra a Turquia, nas quartas-de-final da Eurocopa de 2008.

A geração de Rakitic, Mandzukic, Corluka, Vida, Subasic fracassou na tentativa de avançar da fase de grupos nas Copas de 2006 e 2014, também nas oitavas-de-final da Eurocopa, eliminada por Portugal na prorrogação e na fase de grupos da Euro 2012.

Antes da Copa do Mundo, os jornalistas croatas diziam que os jogadores assumiam para eles este desafio, o de avançar com uma campanha histórica. A Croácia não é a herdeira da Iugoslávia, porque a Fifa atribui à Sérvia essa herança. Mas é responsável por boa parte da geração de Prosinecki, Boban e Suker, todos campeões mundiais sub-20 pela velha seleção iugoslava.

A partida foi heróica. A Rússia fez 1 x 0 com Cheryshev e Mandzukic — grande atuação — deu o passe para Kramaric empatar no primeiro tempo. Na prorrogação, o zagueiro Vida deixou a Croácia perto da classificação, mas Mário Fernandes recebeu passe preciso de Dzagoev para empatar.

A decisão por pênaltis produz o recorde desse tipo de desempate na história das Copas. São quatro, empate com as edições e 1990 e 2014.

RÚSSIA 2 x 2 CROÁCIA – 15h, 21h
Local: Fisht Stadium (Socchi); Juiz: Sanddro Meira Ricci (Brasil); Gols: Cheryshev 32, Kramaric 40 do 1º; Vida 10 do 1º da prorrogação; Mário Fernandes 9 do 2o da prorrogação; Cartão amarelo: Lovren, Vida, Gazinsky
RÚSSIA (4-4-2): 1. Akinfeev (6), 2. Mário Fernandes (7,5), 3. Kutepov (5), 4. Ignashevich (6) e 13. Kudryashov (6); 7. Kuzyaev (7) e 11. Zobnin (5,5); 19. Samedov (5,5) (21. Yerokin 9 do 2º (5)) e 6. Cheryshev (7) (10. Smolov 22 do 2º); 17. Golovin (6) (9. Dzagoev 12 do 1º da prorrogação (sem nota)) e 22. Dzyuba (7) (8. Gazynski 34 do 2º (5)). Técnico: Stanislav Cherchesov
CROÁCIA (4-2-3-1): 23. Subasic (8), 2. Vrsalijko (6,5) (5. Corluka 6 do 1º da prorrogação (sem nota)), 6. Lovren (6), 21. Vida (7,5) e 3. Strinic (6) (22. Prvaric 28 do 2º); 7. Rakitic (5) e 10. Modric (5,5); 4. Perisic (6) (11. Brozovic 18 do 2º), 9. Kramaric (6,5) (8. Kovacic 43 do 2º (sem nota)) e 18. Rebic (6,5); 17. Mandzukic (7,5). Técnico: Zlatko Dalic
Nos pênaltis – Smolov (Subasic), Brozovic (Gol), Dzagoev (Gol), Kovacic (Akinfeev), Mário Fernandes (Fora), Modric (Gol), Ignashevich (Gol), Vida (Gol), Kuzyaev (Gol), Rakitic (Gol)
Posse de bola – 35% x 65% – Finalização – 10 x 16
Homem do jogo Fifa – Subasic
Homem do jogo PVC – Subasic

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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