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Marcação certa a partir dos 30 minutos leva França à sua terceira final

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10/07/2018 17h56

A França levou sufoco por 35 minutos, mas começou a ganhar a vaga na final da Copa do Mundo com uma medida simples: acertar a marcação. Kanté não tinha feito nenhum desarme no período de maior hegemonia belga. A partir dos 30 minutos, tornou-se o referência para a interceptação. No final do primeiro tempo, a França começou a dar estocadas, aparentemente despretensiosas, mas já dava sinal de vida em arranques de Mbappé e bons paases curtos de Griezmann.

Foi de Griezmann o passe decisivo para o gol de Umtiti, aos 6 minutos do segundo tempo. Umtiti, 1,82 m, subiu contra Fellaini, 1,94 m. Com doze centrímetros a menos deslocou de cabeça e fez 1 x 0.

A partir daí, a França foi pragmática, marcadora, tirou espaços de Hazard e De Bruyne, e buscou o contra-ataque que poderia ter resultado em gol de Tçlisso, na última jogada do segundo tempo, ou de Giroud, num passe genial de Mbappé.

A Bélgica mudou a estrutura tática em comparação com a partida contra o Brasil, nas quartas-de-final. Voltou ao 3-4-3, com Dembele pelo lado direito. De Bruyne jogou aberto pela direita, buscando espaço às costas de Kanté, e Hazard foi seu melhor jogador, com dribles desconcertantes sobre Pavard.

Isto até a França acertar a marcação.

A Bélgica foi o time mais bonito de se ver na Copa do Mundo da Rússia. A França coleciona os resultados de seis anos de trabalho, o mais longo na comparação com Brasil, Argentina, Espanha, Bélgica e Inglaterra.

SEMIFINAIS
Terça-feira, 10/julho/2018
FRANÇA 1 x 0 BÉLGICA – 17h, 21h

Local: Kretovsky (São Petersburgo); Juiz: Andrés Cunha (Uruguai); Público: 64.286; Gols: Umtiti 6 do 2º; Cartão amarelo: Hazard (62'), Alderweireld (70'), Kanté (87'), Mbappé (90'), Vertonghen (93')
FRANÇA (4-3-2-1): 1. Lloris (7,5), 2. Pavard (5), 4. Varane (7,5), 5. Umtiti (7,5) e 21. Lucas Hernández (6); 13. Kanté (7), 6. Pogba (6,5) e 14 (Matuidi (6,5); 10. Mbappé (8), 7. Griezmann (7); 9. Giroud (5) (15. Nzonzi 37 do 2º (6)). Técnico: Didier Deschamps
BÉLGICA (3-4-3): 1. Courtois (6,5), 2. Alderweireld (5,5), 4. Kompany (6) e 5. Vertonghen (5); 19. Dembele (4) (14. Mertens 15 do 2º (6)), 8. Fellaini (5) (11. Ferreira Carrasco 35 do 2º (5)), 6. Witsel (6) e 22. Chadli (5); 7. De Bruyne (6,5), 9. Lukaku (5) e 10. Hazard (7,5). Técnico: Roberto Martínez
Posse de bola – 41% x 59% – Finalizações – 14 x 8
Melhor em campo Fifa –
Melhor em campo PVC – Mbappé

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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