Blog do PVC

Um papo com Michael Laudrup

PVC

Michael Laudrup é um mito. Craque da Dinamarca, deixou seu país aos 18 anos para jogar pela Lazio. Seguiu para a Juventus, onde atuou nos últimos grandes momentos de Michel Platini, na temporada 1985/86. Ao final daquele campeonato, vencido pela Juve, foi ao México representar a Dinamarca, que aparecia para o mundo lançando o 3-5-2 e encancando sob o apelido de Dinamáquina.

Depois, foi técnico do Spartak Moscou e atualmente dirige o Al Rayaan, do Qatar.

Ontem, minutos antes do início do segundo tempo de França 1 x 0 Bélgica, Laudrup sentou-se ao lado deste colunista. Ao final da partida, concedeu o prazer de uma troca de ideias sobre a classificação da França e sobre o futebol em 2018.

PVC – O que você pensa sobre domingo?
LAUDRUP – Sobre domingo?

PVC – Sim, sei que ainda não há o adversário, mas o que você imagina da final?
LAUDRUP – Acho que a França está muito forte. Vimos um time muito organizado, muito forte no aspecto defensivo e que tem jogadores que decidem jogos na frente.

PVC – É um trabalho de muito tempo.
LAUDRUP – Sim. Eles perderam a final da Eurocopa, amadureceram como equipe. Nesta Copa, houve momentos variáveis, com um atuação incrível contra a Argentina e outras mais duras, como foi contra o Uruguai e contra a Bélgica.

PVC – Na história das Copas, 13 das vinte vitórias foram com técnicos há mais de três anos no cargo.
LAUDRUP – Deschamps tem esse tempo, mas veja que este é um caso um pouco diferente. O time da França é muito jovem. Há muitos jogadores que não estavam na Copa do Mundo passada. São apenas seis do grupo que foi ao Brasil.

PVC – O que você pensa do futebol jogado nesta Copa do Mundo?
LAUDRUP – Muito pouco espaço. Veja que durante boa parte do jogo, o Giroud, centroavante da França, estava bem atrás do círculo central, com a linha defensiva marcando na risca da grande área. Muito diferente do que acontecia anos atrás. Está cada dia mais difícil para os grandes atacantes e cada vez mais os times precisam se organizar.