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O Brasileirão e as minhocas

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Não é verdade o mito de que as minhocas cortadas ao meio viram duas. Mas procede que uma minhoca mutilada em sua metade tem a capacidade de se recriar, na parte onde estiver sua boca. Ou seja, o rabo crescerá de novo. É como o Campeonato Brasileiro.

No mesmo dia em que se confirma a venda de Rodriguinho para o Pyramids, do Egito, mesmo time de Keno, na semana em que o líder do campeonato, Flamengo, sente a falta de Vinícius Júnior e perde para o São Paulo, neste mesmo período de sete dias o Flamengo redescobre Matheus Sávio.

Um gol e um passe para gol nos primeiros sete minutos do clássico do Maracanã e… eureka! Percebe-se que há um substituto para Vinicius Júnior mais provável do que seria Marlos Moreno.

Sobre o São Paulo, que aniquilou o Corinthians no segundo tempo do Morumbi, você já leu aqui. A comissão técnica não se ressente das vendas de cinco jogadores, porque entende que o grupo não estava feliz com eles ou eles não estavam felizes no grupo. Isso só não vale para Marcos Guilherme, sobre quem já estava decidido que não seria comprado, porque o investimento de 7,5 milhões de euros seria desproporcional.

O São Paulo venceu duas seguidas sem seus cinco desfalques, o Corinthians está em oitavo lugar e já perdeu seis atletas: Rodriguinho, Balbuena, Sidcley, Léo Príncipe, Maycon e Kazim.

Junto com Matheus Sávio, o São Paulo candidato ao título é a grande novidade do Brasileirão pós-Copa.

A outra informação não é nova. Corta-se o rabo do campeonato mais importante do país todo o tempo. Ele se regenera. Mas o suficiente para ficar do tamanho de uma minhoca.