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Flamengo tem maior público no Brasileirão em 35 anos

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Desde 1983, quando foi campeão brasileiro levando em média 59.332 torcedores por partida ao Maracanã, o Flamengo não arrastava tanta gente ao estádio quanto no Brasileirão 2018. O retorno ao maior estádio do Brasil, as mudanças sutis na política de preços e a perspectiva de ganhar o campeonato depois de nove temporadas elevam a presença nas arquibancadas para a média de 47.800. Mais do que os 47.610 por partida registrados na Copa União de 1987.

Historicamente, as boas campanhas do Flamengo elevam a média de público do Brasileirão. O recorde rubro-negro é de 66 mil pagantes por partida, em 1980, mas a melhor marca do campeonato é justamente de 1983, última vez em que o Fla esbarrou nos 60 mil por partida. Naquela temporada, o Brasileirão registrou 22 mil espectadores por jogo, recorde em qualquer competição nacional ou estadual de clubes por aqui.

De 1983 para cá, nenhum outro clube alcançou a média atualmente conquistada pelo rubro-negro. No ano passado, o Corinthians arrastou em média 40 mil por partida. O aumento de público corintiano tem muito a ver com o plano de sócios torcedores. Neste ano, em sétimo lugar, os corintianos não repetem o sucesso. Têm 30 mil torcedores por jogo, mais do que na campanha do título de 2005, quando 26 mil iam ao Pacaembu.

Desde que retornou ao Maracanã, o público voltou junto. O equívoco foi a política de preços contra o Cruzeiro, quarta-feira passada, pela Libertadoers. Daquela vez, 41 mil pagaram ingressos. O bilhete mais barato era de R$ 60 para sócios torcedores. O ingresso médio foi de R$ 78. No Brasileirão, o bilhete médio do Flamengo é de R$ 37.

Abaixo, os campeões de público do Brasileirão nos últimos 35 anos:

1983: Flamengo 59.332
1984: Flamengo 38.543
1985: Bahia 41.497
1986: Bahia 46.291
1987: Flamengo 47.610
1988: Bahia 35.537
1989: Flamengo 21.991
1990: Atlético-MG 26.748
1991: Atlético-MG 26.763
1992: Flamengo 42.922
1993: Corinthians 37.330
1994: Atlético-MG 22.801
1995: Atlético-MG 21.072
1996: Atlético-MG 25.449
1997: Atlético-MG 23.342
1998: Cruzeiro 28.384[13]
1999: Atlético-MG 42.322
2000: Fluminense 20.219
2001: Atlético-MG 30.679
2002: Fluminense 25.666
2003: Cruzeiro 26.109
2004: Corinthians 13.547
2005: Corinthians 27.330
2006: Grêmio 25.630
2007: Flamengo 39.221
2008: Flamengo 40.695
2009: Flamengo 40.035
2010: Corinthians 27.446
2011: Corinthians 29.424
2012: Corinthians 24.299
2013: Cruzeiro 28.911
2014: Cruzeiro 29.678
2015: Corinthians 33.637
2016: Palmeiras 32.470
2017: Corinthians 40.007
2018: Flamengo – 47.876

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