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Hellmann explica construção do Inter e sofrimento após acesso

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2021-08-20T18:09:00

21/08/2018 09h00

O tempo sempre mostra a diferença entre o boato e a informação. Em dezembro do ano passado, dizia-se que Odair Hellmann não seria o técnico do Internacional em janeiro. Odair ficou. No início do Campeonato Gaúcho, questionava-se se ele permaneceria na derrota seguinte. Ficou. Perdeu o primeiro Grenal, caiu por 3 x 0 no segundo e foi frio para explicar a razão: "A diferença entre o Grêmio e o Internacional, hoje, é um ano e meio." Referia-se ao tempo de amadurecimento que o Grêmio teve para ser campeão da Libertadores, enquanto o Colorado ia à segunda divisão e esforçava-se para voltar. Oito meses depois, Hellmann é um dos três sobreviventes dos clubes da Série A. Só Mano Menezes, Renato Gaúcho e Hellmann estão no cargo desde janeiro. Nesta rápida conversa, o técnico colorado, vice-líder do Brasileirão, explicar o processo de reconstrução.

PVC – No início do ano, a cada derrota dizia-se que você poderia ser demitido. Como avalia ser um dos três que permanecem entre os vinte clubes da Série A?
ODAIR –
A gente tinha um processo de reconstrução para fazer. Assumi o time nos três últimos jogos da Série B e sabia que tinha de começar a montar uma nova equipe com toda a dificuldade que havia. No início, o mais complicado é fazer o time perceber que as coisas não vão voltar para trás. Porque parece, a cada derrota, que vai voltar o pesadelo. À medida em que o tempo passa e as vitórias chegam, o grupo começa a perceber que é uma nova história. Que temos um caminho bom para percorrer. Hoje em dia, uma derrota é apenas uma derrota. Os jogadores já sabem disso.

PVC – Como foi na derrota para o Grêmio por 3 x 0, em março?
ODAIR –
Aí ganhamos o segundo Grenal por 2 x 0 e quase nos classificamos. Veja, é preciso entender que nosso time ainda está se montando e que estamos brigando contra seis trabalhos mais consolidados. O Corinthians investe há dois anos, o Palmeiras tem um investimento grande, o Flamengo tem a mesma estrutura há dois anos, o Grêmio faz o mesmo trabalho há três anos. Do nosso lado, o Guerrero chegou agora, o Zeca chegou há dois meses, o Jonatan Álvez está conosco há vinte dias… Mas o time foi se estruturando. Nós temos uma ideia. Hoje, nós temos um time e uma identidade.

PVC – Na série A, há sete treinadores que não foram jogadores. Você foi volante do Inter, Fluminense. É correto dizer que você é do grupos dos estudiosos e também dos ex-jogadores?
ODAIR –
Eu também vim do estudo. Comecei no Internacional em 2009 na avaliação técnica. Depois, fui assistente no sub-17, no sub-20, passei por todas as categorias. Tentei chegar ao estágio em que estou agora preparado para todas as questões. Saber me relacionar com todos os setores.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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