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O humor quase inglês sobre a vitória do City

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2003-01-20T19:19:09

03/01/2019 19h09

Meu irmão, Marcos, vive em Londres há onze anos. Assistia a Manchester City x Liverpool ao meu lado e conversando no pub com um torcedor do Arsenal. O Gunner torcia pelo City e justificava que odiava mais os Reds. Ao que meu irmão completou sobre seu amigo no trabalho: "Ele é Manchester United, diz que tem diferenças com o City, mas torce por eles hoje, porque é pior o Liverpool vencer." Pois o Marcos estava parecido. Torcedor do Santos, virou Chelsea na Inglaterra. Mas prefere que o campeonato embole, boa justificativa para torcer pelos citizens.

Só que o Liverpool matava o City nos primeiros vinte minutos de jogo. Ainda que Guardiola conseguisse fazer seu time sair com bola tocada, o óbvio para ele, a pressão dos comandados de Klopp incomodava. Até que, aos 19 minutos, Salah construiu jogada brilhante com Firmino e entregaram para Mané tocar na trave. No rebote, Stones desviou o rebote de Éderson e precisou, ele mesmo, salvar a bola que ia entrando. A expressão por um triz justifica-se pela câmera da linha fatal. Faltou um centímetro…

Então o jogo se equilibrou e o primeiro chute a gol dos citizens transformou-se em golaço. Aguero! "A diferença do Aguero para o Jesus é que ele faz o que parece impossível", disse meu irmão. Verdade. A questão é que o impossível não se ensina. Inventa-se. Ou como dizia Audrey Hapburn, Impossible is I'm possible. É possível desde a origem da palavra.

Só para Aguero.

Klopp mudou o sistema tático no segundo tempo. Por que, afinal, entrou no 4-3-3, se vinha tão bem no 4-2-3-1 com Firmino de meia. Por que devolver Firmino à posição de centroavante, com Salah pela direita? Mexeu na segunda etapa, empatou o jogo, mas levou 2 x 1 com Sané. Como joga bola esse ponta alemão!

O Liverpool segue líder, mas agora quatro pontos à frente do City. Quando faltavam sete rodadas em 2012, o City tinha oito pontos a menos do que o United e foi campeão. Quando faltavam cinco minutos, estava em segundo lugar e terminou campeão. Impossível é I'm possible.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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