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Cláusula de barreira inglesa ajudou Flamengo a ter Gabriel

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O Everton esteve próximo de contratar Gabriel, da Internazionale, numa negociação que se estendeu entre dezembro e a primeira semana de janeiro. Além de uma distância de 5 milhões de euros, porque o clube de Liverpool oferecia 15 milhões e a Inter exigia 20, o que atrasou a negociação foi uma velha cláusula de barreira do futebol inglês.

Nos anos 1990, quando Juninho Paulista transferiu-se do São Paulo para o Middlesbrough, ficou famosa a imposição a estrangeiros, sem passaporte da Comunidade Econômica Europeia e sem um mínimo de 75% de presença na seleção nacional de seu país nos dois anos anteriores à contratação.

Esta cláusula mudou, mas as barreiras seguem existindo. No caso de Gabriel, brasileiro e sem passaporte comunitário, mas de um país que ocupa uma das dez primeiras posições do ranking da Fifa, seriam necessários 30% de convocações nos últimos dois anos. Gabriel só foi chamado uma vez por Tite, em agosto de 2016.

Em vários casos de jogadores brasileiros, como o de Juninho, em 1995, antes da liberação de estrangeiros com passaporte da união europeia, havia chance de driblar a cláusula de barreira, com documentos assinados por treinadores nacionais. Zagallo contava com Juninho na seleção para a Olimpíada e para as eliminatórias. Isso ficou claro e o meia pôde se tornar o segundo brasileiro com passagem pelo Campeonato Inglês — o primeiro foi Mirandinha, no Newcastle, entre 1987 e 1989.

Com Gabriel, não havia esta possibilidade. A Internazionale desistiu do negócio pela diferença financeira. O Everton não avançou pela dificuldade burocrática. Isto tudo ajudou o Flamengo a contar com Gabigol para a temporada 2019.

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