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O dérbi dos patrocínios

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23/01/2019 12h02

O Palmeiras oficializou a renovação do contrato de patrocínio com a Crefisa, em entrevista coletiva na Academia de Futebol, nesta quarta-feira (23). Um dia depois de o Corinthians anunciar oficialmente a parceria com o BMG, que renderá R$ 30 milhões por ano, mas pode crescer à medida em que mais corintianos abram contas na instituição financeira. A disputa já foi parar nas redes sociais e não faz sentido do ponto de vista da torcida por banqueiros ou empresários de crédito pessoal. Mas é importante para entender a tendência de crescimento de receita de alguns dos principais clubes brasileiros.

A Crefisa segue sendo a maior patrocinadora do país, mas o Corinthians projeta entrar seriamente na disputa. Não apenas pelo possível crescimento da parceria com o BMG, se de fato os corintianos aderirem e se transformarem em clientes. A projeção do departamento de marketing é que, com 1 milhão de novos correntistas, possa-se alcançar R$ 100 milhões por ano. Mas a lógica de aproximação do Corinthians não passa só por aí.

Luiz Paulo Rosenberg lembra que, diferente do modelo palmeirense, com a camisa inteira de Crefisa e FAM, o Corinthians não vende toda a camisa para o BMG. Hoje, o clube recebe mais R$ 16 milhões dos contratos com a Positivo, Joli, Pes e Universidade Brasil. A ideia é ainda negociar o patrocínio das mangas e das axilas. O total pode chegar a R$ 60 milhões.

No caso corintiano, sempre vale falar em projeções.
O Palmeiras tem R$ 81 milhões por ano num contrato. Também receberá o mínimo anual de R$ 25 milhões do novo acordo com a Puma, também o valor aproximado da Nike, sem contar o que se paga em equipamentos esportivos.

Está claro que o melhor acordo ainda é o do Palmeiras, mas o Corinthians mira a aproximação. Importante neste caso é o crescimento de receita. Com mais dinheiro e boa administração, mais forte a disputa, mais imprevisíveis os campeonatos.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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