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Informações e palpites da Libertadores

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2013-05-20T19:22:16

13/05/2019 22h16

O sorteio dos confrontos das oitavas-de-final aconteceu na noite de segunda-feira. Os seis brasileiros agruparam-se sem confrontos entre eles. Ou seja, chance de glória ou tragédia. Seis classificados ou eliminações. Difícil chegar às quartas-de-final com todos qualificados. Os cruzamentos terão River x Cruzeiro e o vencedor enfrentando San Lorenzo ou Cerro Porteño. Athletico x Boca Juniors contra LDU x Olimpia. Godoy Cruz x Palmeiras e as quartas contra Grêmio ou Libertad. Nacional x Internacional e o ganhador pegando Emelec ou Flamengo. Abaixo, todas as informações sobre os confrontos:

RIVER PLATE x CRUZEIRO
O Cruzeiro é o que os argentinos chamam de Besta Negra. Em outras palavras, o River é freguês. Só que no último encontro, quartas-de-final de 2015, os riveristas venceram no Mineirão e avançaram para seu terceiro título de Libertadores. Do troféu conquistado ano passado, em Madri, o River perdeu Pity Martínez, vendido, e Quintero, machucado. O Cruzeiro está mais forte, mas o confronto é o pior que poderia ter vindo para as oitavas.
RIVER PLATE
Time base (4-4-2) – Armani, Montiel, Martínez Quarta, Pinola e Angileri; Nacho Fernández, Zuculini, Enzo Pérez e De la Cruz; Matías Suárez e Pratto. Técnico: Marcelo Gallardo
HISTÓRICO – 35 participações, 4 títulos
Tem o segundo maior índice de posse de bola entre os classificados.
CRUZEIRO
Time base (4-2-3-1) – Fábio, Edílson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Romero; Robinho, Rodriguinho e Pedro Rocha; Fred. Técnico: Mano Menezes
HISTÓRICO – 17 participações – 2 vezes campeão
Segundo classificado que menos comete faltas (11 por jogo)
Mais faz cruzamentos certos (30,8)
Palpite – River Plate

SAN LORENZO x CERRO PORTEÑO
O San Lorenzo registrou o pior ataque da fase de grupos, mas vai mudar tudo. Demitiu o técnico Jorge Almirón, vai contratar jogadores. O Cerro Porteño joga com coerência, força de marcação, rapidez para chegar à frente, mesmo com o veterano Haedo Valdez na frente. Fernando Jubero era o técnico do Guaraní que eliminou o Corinthians, em 2015.
SAN LORENZO
Time base (4-3-3) – 1. Monetti, 24. Herrera, 2. Gonzalo Rodriguez, 6. Senesi e 3. Damián Pérez; 30. Loaiza, Castellani e 18. Román Martínez; Juan Salazar, 9. Blandi e 15. Reniero Técnico: Jorge Almiron (demitido)
HISTÓRICO – 16 participações, 1 título
É o pior ataque entre os 16 classificados para as oitavas-de-final (4 gols)
CERRO PORTEÑO
Time base (4-4-2) – 12. Muñoz, 23. Escobar, 3. Marcos Cáceres, 5. Amorebieta e 21. Arzamendia; 7. Carrizo, 14. Victor Cáceres, 22. Aguilar e 11. Oscar Ruiz; 18. Haedo Valdez e 9. Larrivey. Técnico: Fernando Jubero
HISTÓRICO – 40 participações – 6 vezes semifinalista
É o terceiro time que menos dribla entre os classificados
Palpite – Cerro Porteño

LDU x OLIMPIA
O Olimpia foi o pior dos melhores. Ou seja, o líder de grupo com o menor número de pontos conquistados. Parece ruim, mas o time é dirigido por Daniel Garnero, um refinado. Seu time gosta da troca de passes. Era grande jogador do Independiente, campeão da Supercopa Libertadores em 1994 – depois bi em 1995. A LDU é dirigida por Pablo Repetto, que já foi à final com o Independiente del Valle. O Olimpia é favorito, mas é claro que Repetto pode repetir o feito pela LDU.
LDU
Time base (4-1-4-1) – 22. Gabbarini, 14. José Quintero, 15. Franklin Guerra, 3. Carlos Rodriguez e 20. Christian Cruz; 18. Orejuela; 11. Anderson Julio, 5. Intriago, 26. Jhojan Julio e 30, José Ayoví; 17. Anangonó. Técnico: Pablo Repetto
HISTÓRICO – 17 participações – 1 título
Tem a pior defesa entre os classificados para as oitavas-de-final
OLIMPIA
Time base (4-4-2) – 12. Aguilar, 20. Otálvaro, 27. Leguizamón, 21. Alcaraz e 13. Olivera; 3. Alejandro Silva, 8. Rodrigo Rojas, 6. Ortiz e 16. Viudez (2. Candia 16 do 2º); 7. Nestor Camacho (15. Jorge Ortega 45 do 2º) e 24. Roque Santa Cruz (9. Brian Montenegro 30 do 2º). Técnico: Daniel Garnero
HISTÓRICO – 41 participações – 3 títulos
É o classificado com maior número de cartões amarelos na fase de grupos (22).
Palpite – Olimpia

ATHLETICO PARANAENSE x BOCA JUNIORS
Ganhar do Boca Juniors na Bombonera é possível, com VAR ou sem VAR. Tiago Nunes dizia isso em janeiro, quando deu entrevista ao Visão FOX, no FOX Sports, e afirmou que diria a seus jogadores que podia ganhar em Buenos Aires, porque tinha vencido o Flamengo no Maracanã. O jogo não vai ser simples. O Boca é dirigido por Gustavo Alfaro, tem variado do 4-3-3 para o 4-4-2. Sempre cresce nos mata-matas.
ATHLETICO PARANAENSE
Time base (4-1-4-1) – Santos, Jonathan, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington; Nikão, Bruno Guimarães, Tomás Andrade e Rony; Marco Ruben. Técnico: Tiago Nunes
HISTÓRICO – 6 participações, 1 vice-campeonato
Teve o artilheiro da fase de grupos da Libertadores. Marco Ruben marcou 6 vezes.
BOCA JUNIORS
Time base (4-3-3) – 1. Andrada, 4. Buffarini, 20. Lisandro López, 24. Izquierdoz e 3. Emanuel Más; 15. Nández, 23. Marcone e 5. Almendra; 22. Villa, 9. Benedetto e 19. Zárate. Técnico: Gustavo Alvaro
HISTÓRICO – 28 participações – 6 vezes campeão
Entre os classificados, Benedetto é o jogador que mais finalizou certo na fase de grupos (23 vezes).
Palpite – Boca Juniors

GODOY CRUZ x PALMEIRAS
Não existe dádiva na Libertadores. O futebol brasileiro aprendeu isso com a eliminação do Corinthians contra o Guaraní do Paraguai, em 2015, depois de o diretor de futebol, Sergio Jalikian, dizer que o adversário era um presente de Deus. O Palmeiras não vai festejar o sorteio, mas é claro que o Godoy Cruz era o adversário preferiro. O Palmeiras teve a melhor campanha da fase de grupos e é favorito.
GODOY CRUZ
Time base (4-2-3-1) – GODOY CRUZ: 1. Ramírez, 10. Elias, 6. Viera, 6. Cardona e 4. Aleo; 19. Henriquez e 30. Andrada; 8. Angel González, 24. Gutiérrez e 19. Burgoa; 15. Lucero. Técnico: Lucas Bernardi
HISTÓRICO – 4 participações, 2ª vez nas oitavas-de-final
É o terceiro time com menos posse de bola e menos finalizações.
PALMEIRAS
Time base (4-2-3-1) – Wéverton, Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Dudu, Scarpa e Zé Rafael; Deyverson. Técnico: Luiz Felipe
HISTÓRICO – 19 participações – 1 vez campeão
Melhor ataque (13 gols), melhor defesa (1 gol sofrido)
Palpite – Palmeiras

GRÊMIO x LIBERTAD
Alguns dos momentos mais bonitos do futebol brasileiro deste ano aconteceram nos pés dos jogadores gremistas. Os gols contra o São Luiz, Internacional e o golaço de Jean Pyerre contra o Fluminense. Mas regularidade anda faltando. Em janeiro, Renato Gaúcho disse que preferia o Libertad ao Atlético Nacional, por causa da viagem mais curta. Era um equívoco. O Libertad trocou de técnico em meio à campanha, tirou Leonel Alvarez, contratou José Chamot, mas seguiu forte. Muito forte.
GRÊMIO
Time base (4-2-3-1) – Paulo Victor, Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon e Matheus Henrique; Alisson, Jean Pyerre e Éverton; André. Técnico: Renato Gaúcho
HISTÓRICO – 19 participações – 3 títulos
Tem o maior índice de posse de bola da Libertadores (59,3%)
LIBERTAD
Time base (4-1-4-1) – 1. Martin Silva, 3. Piris, 14. Luis Cardozo, 22. Canale e 17. Espinoza; 13. Mejía; 18. Riveros, 15. Lucena, 23. Benítez e 20. Bareiro 9. Oscar Cardozo. Técnico: José Chamot
HISTÓRICO – 18 participações – 2 vezes semifinalista
É o terceiro time com menos posse de bola entre os classificados.
Palpite – Grêmio

NACIONAL x INTERNACIONAL
O tradicional rival uruguaio é um time curioso. O melhor entre os segundos colocados de suas chaves. Por outro lado, o time de menor posse de bola e menor número de finalizações da fase de grupos. O Internacional é a divisa entre os 16 times. Destes, dez têm mais de 50% de média de posse de bola. O Inter é o primeiro da lista com 49%. Não é este o problema. O Inter é forte, mas luta contra o retrospecto. Em seis partidas contra o Nacional, pela Libertadores, só venceu duas.
NACIONAL
Time base (4-5-1) – 12. Mejía, 13. Zunino, 21. Corujo, 6. Felipe Carvalho e 17. Viña; 18. Sebastián Fernández, 19. Lorenzetti, 5. Rafael Garcia (5), 8. Gabriel Neves e 23. Santiago Rodriguez; 9. Bergessio. Técnico: Alvaro Guitérrez
HISTÓRICO – 46 participações – 3 títulos
É o time com menor índice de posse de bola e finalizações nas oitavas-de-final.
INTERNACIONAL
Time base (4-1-4-1) – Marcelo Lomba, Zeca, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado; D'Alessandro, Edenílson, Patrick e Nico López; Guerrero. Técnico: Odair Hellmann
HISTÓRICO – 12 participações – 2 vezes campeão
É o time com maior número de interceptações por jogo (5,2-)
Palpite – Internacional

EMELEC x FLAMENGO
Em nove confrontos na história, o Flamengo ganhou sete, empatou uma e perdeu em Guayaquil, 2012. Naquela campanha, o rubro-negro foi eliminado na primeira fase. Desta vez, o Flamengo supera a fase de grupos duas vezes seguidas. Parece simples, mas não é. O Fla não liderava sua chave desde 2008. Não está pronto. Vai precisar trabalhar durante a Copa América, para exercer seu favoritismo nas oitavas-de-final.
EMELEC
Time base (4-2-3-1) – Dreer, Paredes, Mejía, Leandro Veja e Estácio; Wilmer Godoy e Queiroz; Matamoros, João Rojas, Brayan Ângulo; Fernando Guerrero. Técnico: Ismael Rescalvo
HISTÓRICO – 28 participações, 1 semifinal
Teve a pior campanha entre os classificados para as oitavas-de-final
FLAMENGO
Time base (4-1-4-1) – Diego Alves, Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuellar; Éverton Ribeiro, William Arão, De Arrascaeta e Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Abel Braga
HISTÓRICO – 15 participações – 1 vez campeão
É o classificado que mais desarma na Libertadores (22,7 por partida).
Palpite – Flamengo

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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