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Galiotte diz que fez como todos os palmeirenses: "Ouvi o jogo pelo rádio"

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2014-05-20T19:11:15

14/05/2019 11h15

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, não viajou a Belo Horizonte para a partida Atlético Mineiro x Palmeiras, no domingo (12). Questionado se gostou do desempenho da equipe de Felipão, no Mineirão, o dirigente respondeu: "Era Dia das Mães e não viajei a Minas Gerais. Fiz como todos os palmeirenses: ouvi pelo rádio."

O Palmeiras segue sem acordo com a TV aberta e com o pay-per-view. Há razão para o campeão brasileiro dar este grito de independência. Sua receita está praticamente dividida em quatro.

Na década de 1990, os clubes ingleses ensinaram um padrão para o planeta bola, com um terço da receita vindo de bilheteria, um terço de patrocínio de camisa e um terço de contratos de televisão.

O recente balanço do Palmeiras divulgado indicou que o Palmeiras tem hoje 30% das receitas provenientes de vendas de jogadores, 24,4% de direitos de TV, 21% de bilheteria e 17% dos contratos com Crefisa e FAM, patrocinadores de camisa. Esses 21% de bilheteria podem ser acrescidos de números de sócios torcedores. "Todas as receitas são importantes. Os licenciamentos também são importantes e quanto maior o número de receitas melhor para o clube. Estamos pensando no bem do clube", disse Galiotte, em Assunção.

A grosso modo, o Palmeiras tem hoje quatro receitas que imitam parcialmente o modelo inglês dos anos 1990. Com a diferença de que vendas de jogadores ainda são importantes, diferente dos clubes europeus. Importante seria abrir mão de vendas de jogadores como complemento de receita. O futebol brasileiro ainda não deu esse grito de libertação.

Mas só é possível, hoje, debater com as emissoras de televisão e tentar impor as condições que julga ideais, porque há uma divisão de receitas mais equilibrada do que havia cinco ou dez anos atrás.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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