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Perdas e danos de Neymar e Paris Saint-Germain

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2017-06-20T19:09:56

17/06/2019 09h56

A primeira página do "L'Equipe" desta segunda-feira (17) tem a fotografia de Neymar com o título: "O canto da partida." O texto afirma que os dirigentes do PSG tratam Mbappé como inegociável, mas não têm tabu em falar de uma possível transferência do craque brasileiro.

Nas páginas internas, a chegada do novo diretor esportivo, o brasileiro Leonardo, é descrita como fundamental para solucionar problemas da montagem do vestiário do técnico alemão Thomas Tuchel.

Resolver o assunto Neymar é vital para isso.

Ainda de acordo com o diário "L'Equipe", o agente israelense Pini Zahavi participou da negociação com o PSG há três anos e agora negocia o retorno ao Barcelona, com Manchester United e Real Madrid como únicas outras portas de saída.

Saímos do "L'Equipe". Semana passada, numa das conversas com gente que trabalha com Neymar desde o seu surgimento, no Santos, há o entendimento que os contratos de patrocínio com companhias do Qatar são um dificultador, mas não um impedimento para uma eventual mudança de clube.

É claro que para o PSG também haverá perdas. Neymar representa o projeto de ganhar a Champions League e a exportação da imagem do Qatar para o planeta. Lembre-se de que o Paris Saint-Germain não é apenas um time francês, mas uma empresa catari com sede na França.

Ao mesmo tempo em que há contratos fortíssimos, como o assinado com o QNB (Qatar National Bank), romper com o Paris Saint-Germain e consequentemente abrir mão desses acordos pode abrir outras portas. Não ter exclusividade com o QNB pode representar chance de ter outro patrocinador do mesmo setor. Os bancos digitais seriam uma opção, de acordo com a situação de mercado atual.

Sim, Neymar terá chance de novos contratos publicitários, aos montes, desde que consiga chamar a atenção para sua qualidade em campo, mais do que para seus problemas fora.

A premissa é clara, embora tão obscura nos últimos tempos. O nome Neymar representa um grupo de empresas, que só existem e têm como coração o jogador de futebol.

Hoje, o repórter Diego Garcia, da Folha de S. Paulo, revela que o jogador tem 36 imóveis bloqueados por causa de um processo de sonegação fiscal.

É mais uma informação que dificulta que se fale do que Neymar é capaz de jogar. No Paris Saint-Germain, ou fora dele, vai haver soluções para os problemas e novos contratos publicitários se Neymar estiver em campo.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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