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Flamengo volta às quartas-de-final com Diego Alves herói

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01/08/2019 01h00

Em situações de viradas obrigatórias, diz-se que é preciso fazer dois gols nos primeiros quinze minutos.

Há situações que mostram que não é bem assim. O Santos virou contra o Fluminense, em 1995, com o primeiro gol aos 25 do primeiro tempo. Pois o Flamengo fez 2 x 0 aos 18 minutos e parecia pronto para a virada que o Emelec não permitiu.

O primeiro tempo do rubro-negro foi bom, apesar de não matar a partida depois do 2 x 0.

Autor dos dois gols, Gabriel pedia: "Calma, eu estou aqui." No segundo tempo, não estava mais. Saiu de campo aos 25 minutos por lesão, depois de ter feito tudo para ser eleito o melhor em campo, e substituído por Reinier, garoto de 17 anos que fazia sua estreia, batismo de fogo.

Também pela saída de Gabriel, o segundo tempo foi do Emelec, com muito mais troca de passes. O time equatoriano aproveitou os espaços às costas dos laterais, criou oportunidades.

Não furou a defesa rubro-negra.

O que obrigou a decisão por pênaltis.

Permitiu a redenção de Diego Alves, que defendeu a cobrança de Arroyo e posicionou-se para o chute na trave de Queiroz.

Gabriel e Diego Alves foram os herois do Flamengo, que volta às quartas-de-final depois de nove anos.

Se o Grêmio avançar, o Brasil pode ter quatro representantes nas quartas pela primeira vez desde 2012.

FLAMENGO 2 x 0 EMELEC – 21h30

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Nestor Pitana (Argentina); Renda: R$ 3.992.811; Público: 61.602 (67.664); Gols: Gabriel (pênalti) 10, Gabriel 18 do 1º; Cartão amarelo: Arroyo, Mejía, Bruno Henrique, William Arão, Cortez, Cuellar, Quintero

FLAMENGO: Diego Alves (8,5), Rafinha (7), Thuler (6), Pablo Marí (6,5) e Renê (6); Cuellar (6,5); Éverton Ribeiro (6,5) (De Arrascaeta 15 do 2º (6)), William Arão (6) e Gérson (6,5) (28. Berrio 37 do 2º (6)); Gabriel (8) (Reinier 25 do 2º (6)) e Bruno Henrique (6,5). Técnico: Jorge Jesus

EMELEC: Dreer (6), Romario Caicedo (6), Jordan Jaime (5) (Quintero 40 do 1º (6)), Mejía (5,5) e Bagui (6); Arroyo (6); Cabezas (5,5), Queiroz (6,5), Godoy (6,5) (22. Cortez 45 do 2º (sem nota)) e Guerrero (6) (Carabalí 19 do 2º (6)); Brayan Ângulo (6). Técnico: Ismael Rescalvo

Pênaltis (4×2): De Arrascaeta (gol), Braian Ângulo (gol), Bruno Henrique (gol), Cortez (gol), Renê (gol), Arroyo (Diego Alves), Rafinha (gol), Queiroz (trave)

Antes da decisão, Diego Alves tinha 4 pênaltis defendidos de 16 cobrados.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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