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Brasil joga futebol humilde e completa três jogos sem vitória

PVC

10/10/2019 10h46

Tite fez muitas experiências.

Começou no 4-4-2, com duas linhas formadas por Gabriel Jesus, Arthur, Casemiro e Coutinho, no meio-de-campo.

Neymar e Firmino na frente.

Nos primeiros quinze minutos, a rotatividade deu resultado. Coutinho saiu da ponta para o meio, inverteu o jogo para Gabriel Jesus.

O ponta estava solitário, mas a jogada individual deu certo e o passe para Firmino resultou no gol do 1 x 0.

 

 

 

 

 

Com treze minutos, Neymar já vinha para a ponta e, em muitos momentos, o desenho ficava no 4-1-4-1. Variava.

Com Firmino de centroavante, Coutinho meia esquerda e Neymar ponta-esquerda.

Outras vezes com Neymar de centroavante, Firmino na meia, Coutinho na esquerda.

Outras vezes, voltava ao 4-4-2.

 

 

 

 

 

A variação tática fez perder o meio-de-campo e o controle do jogo a partir dos vinte minutos.

O Senegal ficou mais forte. Kouyaté, do Crystal Palace, como primeiro volante, Diatta, do Brugge, e Gana Gueye, do Paris Saint-Germain, como meias,  Ismaily Sarr, do Watford, e Mané, do Liverpool, nas pontas.

O elenco do Senegal é respeitável, o time montado por Aliou Cissé há quatro anos.

Não é desculpa para jogar contra os senegaleses com menos posse de bola e criar menos chances de gol.

O Brasil jogou mal. O único atenuante é a quantidade de variações.

Numa jogada brilhante de Mané, erros de Daniel Alves e Marquinhos, pênalti para os senegaleses, convertido por Diedhiou, do Bristol City, da segunda divisão inglesa.

No segundo tempo, entraram Éverton na vaga de Firmino, Richarlison no lugar de Coutinho, Matheus Henrique e Renan Lodi estrearam nas vagas de Arthur e Alex Sandro, que não foram bem.

O time terminou a partida com mais bola no pé, num 4-2-3-1: Casemiro e Matheus Henrique; Gabriel Jesus, Neymar e Éverton; Richarlison como centroavante.

 

 

 

 

 

Pela primeira vez, desde 2013, a seleção passa três jogos sem vitória. Desde 2013, contra Inglaterra, Itália e Rússia. Agora foi contra Colômbia, Peru e Senegal.

Não está bom.

Quinta-feira, 10/outubro/2019

BRASIL 1 x 1 SENEGAL – 9h

Local: Nacional (Cingapura); Juiz: Muhammed Ajaafari (Catar); Gols: Firmino 8, Diedhiou (pênalti) 46 do 1º; Cartão amarelo: Marquinhos, Koyaté, Koulibaly

BRASIL: 23. Éderson (6), 13. Daniel Alves (5), 4. Marquinhos (5), 2. Thiago Silva (6) e 6. Alex Sandro (5,5) (16. Renan Lodi 33 do 2º); 9. Gabriel Jesus (6,5), 8. Arthur (5) (15. Matheus Henrique 22 do 2º (5,5)), 5. Casemiro (6) e 11. Coutinho (6) (7. Richarlison 26 do 2º); 10. Neymar (5) e 20. Firmino (6) (19. Éverton 14 do 2º (5,5)). Técnico: Tite

SENEGAL: 23. Gomis (6), 21. Gassama (6), 3. Koulibaly (7), 6. Sané (6,5) e 12. Coly (5); 8. Koyaté (5,5) (13. Sidy Sarr 21 do 2º (5,5)); 18. Ismaily Sarr (5,5) (20. Thioub 47 do 2º (sem nota)), 15. Diatta (6), 5. Gana Gueye (6,5) (17. Badou Ndiaye 33 do 2º) e 11. Mané (7,5); 19. Diedhiou (6,5) (7. Abib Diallo 32 do 2º (sem nota)). Técnico: Aliou Cissé

 

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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