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Cruzeiro precisa de trabalho e mobilização para voltar à Série A

PVC

08/12/2019 17h00

O Cruzeiro jogará a Série B em 2020 e esta será a quinta vez que não disputará a elite do campeonato. A CBF unificou o Brasileirão e ninguém unificou as estatísticas. Considerado Taça Brasil, Robertão e Campeonato Nacional, desde 1971, nenhum clube disputou todas as edições. Nem Flaemngo, Santos e São Paulo. Embora seja diferente de ser rebaixado, o que só Flamengo, Santos e São Paulo não tiveram, mas todos os outros desceram e retornaram.

É a suprema humilhação e, normalmente, vem seguida da alegria do ano do retorno. Colorados, vascaínos, palmeirenses, atleticanos, corintianos, tricolores, botafoguenses, todos sabem disso. Inadmissível não é ser rebaixado. Absurdo é quebrar o estádio e assustar crianças, em vez de assumir a tristeza e cobrar quem se deve.

Alguém falará de Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adílson Batista, os quatro treinadores da campanha. Cada um tem sua responsabilidade. Mas um time com estrelas como o Cruzeiro possui, se cai, é por causa do que se construiu. Na maior crise institucional da história cruzeirense, os salários deixaram de ser pagos, jogadores distribuíram declarações públicas uns contra os outros, Thiago Neves foi afastado porque foi para a festa depois de perder pênalti em partida chave, não houve compromisso com o que mais importava: o clube.

Não será simples a recuperação, porque pela primeira vez um gigante caído não terá a mesma receita de televisão da Série A, jogando a Série B. Mas o Cruzeiro é um gigante, que atrai torcedores e investidores. Se houver mobilização em vez de destruição, o Cruzeiro terá um ano difícil em 2020 e voltará à Série A em 2021.

No mundo inteiro, Milan, Juventus, , Paris Saint-Germain, Monaco, Olympique de Marselha, Atlético de Madrid, Bayern, Hamburgo, Borussia Dortmund, Borussia Monchengladbach, River Plate, Independiente, Racing, San Lorenzo… Todos estes disputaram as segundas divisões de seus países. Vergonha não é cair. Vergonha é não aceitar o tombo. A hora é de o Cruzeiro trabalhar para voltar a ser Cruzeiro.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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