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De Taça São Paulo a Copinha, torneio expõe craques para clubes e seleção

PVC

02/01/2020 09h34

Chamava-se Taça São Paulo.

Quando foi criada, como um quadrangular paulista, disputado por Corinthians, Palmeiras, Nacional e Juventus, a palavra Taça era mais forte do que Copa, mais ou menos como ainda acontece em Portugal, onde a Copa do país é chamada de Taça de Portugal. Para nós, era Taça Libertadores e Taça São Paulo de futebol juvenil.

Logo passou a ser júnior e sempre foi o maior festival para projetar jovens jogadores. De Adãozinho e Carlos Alberto Pintinho, nas primeiras edições, a Neymar, craque da década passada.

No início dos anos 1980, já se tratava a Copa São Paulo como um torneio que revelava no passado, sem notar que também na década perdida do futebol brasileiro apareceram Casagrande, Muller, Silas, Romário, Geovani, Marcelinho, Djalminha…

Os dois últimos fizeram parte da maior equipe que já passou pela Copinha: Adriano, Mário Carlos, Júnior Baiano, Rogério, Piá; Marquinhos, Fábio Augusto, Luís Antônio, Djalminha, Paulo Nunes, Nélio… Todos fizeram parte da campanha de 1990. No ano seguinte, a Portuguesa de Dener e Tico encantou e ganhou a final contra o Grêmio.

Até hoje, vale a pena olhar a Copa São Paulo, apesar de ter se transformado num festival de 127 clubes e de jogos perdidos por campos do interior, muitas vezes debaixo de chuva, porque o verão de São Paulo não gosta de gramados perfeitos.

Hoje, o torneio não é mais a principal competição do calendário. Ainda bem. Há Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil sub-20 e sub-17, trabalho de ano inteiro para os garotos serem formados e fazerem a transição para o profissional. Mesmo assim, segue revelando. Basta dizer que Antony, campeão do ano passado, foi vice-artilheiro do São Paulo em 2019, e Lucas Silva, campeão pelo Flamengo em 2018, participou da campanha da Libertadores de 2019.

Se a Copa São Paulo não parece mais ser propulsora de craques como nos anos 1970 é porque o êxodo passou a ser o maior entrave para jogadores saírem do time de baixo para brilharem nas equipes de cima. Mesmo assim, da seleção brasileira atual, Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Casemiro, Gabriel Jesus, Neymar disputaram o torneio.

Na edição atual, não haverá rubro-negros e nem o craque do Mundial Sub-17, Gabriel Verón. Mas pode apostar que alguém sairá da Copinha para virar manchete nos times profissionais durante 2020.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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