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CBF muda critério e quarto árbitro será neutro
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A Comissão de Arbitragem da CBF atendeu às críticas dos comentaristas Sálvio Spínola e Carlos Eugênio Símon, publicadas na coluna OS ÁRBITROS E A POLÍTICA, domingo passado na Folha de S. Paulo. A partir da 29a rodada, entre o próximo sábado (13) e segunda-feira (15), a figura do quarto árbitro será neutra, em vez de pertencer ao estado do time mandante, como acontecia.

A reivindicação veio na esteira dos erros graves dos juízes na jornada número 27, há duas semanas. Sálvio Spínola argumentou que há dez anos o quarto integrante da equipe não tinha influência, mas hoje participa do grupo de decisão dentro dos jogos. Não pode, portanto, ser da Federação do dono da casa, até para evitar ser chamado pelos dirigentes locais a terem especial atenção com os times do próprio estado.

A escala do quarto árbitro local economizava uma viagem de um dos integrantes.

A rodada deste final de semana teve sua escala divulgada na quarta-feira (10). A distribuição é a seguinte:

FLAMENGO x FLUMINENSE
Wilton Pereira Sampaio (GO); Marcelo Carvalho Van Gasse (SP), Bruno Raphael Pires (GO)
Quarto árbitro – Édson Antonio de Souza (GO)

SANTOS x CORINTHIANS
Péricles Bassols (PE); Clóvis Amaral da Silva (PE), Cléberson do Nascimento Leite (PE)
Quarto árbitro – Ricardo Bezerra Chianca (PE)

BAHIA x PARANÁ
Jean Pierre Gonçalves Lima (RS); Leirson Peng Martins (RS), Lúcio Beiersdorf (RS)
Quarto árbitro – André da Silva Bitencourt (RS)

CHAPECOENSE x VITÓRIA
Leandro Vuaden (RS); Jorge Eduardo Bernardi (RS), Rafael da Silva Alves (RS)
Quarto árbitro – Tiago Augusto Kappes Diel (RS)

PALMEIRAS x GRÊMIO
Ricardo Marques Ribeiro (MG); Guilherme Dias Camilo (MG), Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Quarto árbitro – Marconi Helbert Vieira (MG)

INTERNACIONAL x SÃO PAULO
Bráulio da Silva Machado (SC); Kléber Lúcio Gil (SC), Neuza Inês Back (SC)
Quarto árbitro – Henrique Neu Ribeiro (SC)

VASCO x CRUZEIRO
Marcelo Aparecido de Souza (SP); Anderson José de Moraes Coelho (SP), Bruno Salgado Rizo (SP)
Quarto árbitro – Fábio Rogério Baesteiro (SP)

ATLÉTICO-MG x AMÉRICA-MG
Flávio Rodrigues de Souza (SP); Alex Ang Ribeiro (SP), Tatiane Saciltti dos Santos Camargo (SP)
Quarto árbitro – Alberto Poletto Masseira (SP)

ATLÉTICO PARANAENSE x SPORT
Wágner Reway (MT); Émerson Augusto de Carvlaho (SP), Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
Quarto árbitro – Renan Antonio Angelim Rodrigues (MT)

CEARÁ x BOTAFOGO
Raphael Claus (SP); Danilo Ricardo Manis (SP), Rogério Pablos Zanardo (SP)
Quarto árbitro – Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)


Cruzeiro sai na frente com time todo acima dos 30 anos
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A surpreendente decisão de Mano Menezes de escalar Ariel Cabral no lugar de Lucas Silva deixou o Cruzeiro com todos os seus onze jogadores com 30 anos ou mais. Não há na história da Copa do Brasil um campeão assim. Nem no Campeonato Brasileiro. Ariel Cabral não deu a criação que Mano Menezes desejava e o Cruzeiro não conseguiu roubar bolas no campo de ataque. Caiu por meia hora na armadilha do Corinthians, sempre com triângulos de marcação em torno do cruzeirense com a bola.

Até que um lançamento de Thiago Neves, invertendo o eixo da direita para a esquerda, encontrou Egídio no mano a mano com Romero. No um contra um, o lateral conseguiu o drible e o cruzamento. Barcos segurou a defesa com o corpo e Thiago Neves marcou 1 x 0.

Antes, houve chances de Thiago Neves aos 18 minutos, defesa de Cássio, e aos 34, na trave direita do goleiro corintiano.

O Corinthians repetiu a estratégia do Maracanã, contra o Flamengo. Renunciou ao ataque por praticamente todo o tempo. Não chutou nem sequer uma bola no alvo de Fábio e Jair Ventura foi tímido nas substituições. Colocou Pedrinho no lugar de Clayson, em vez de Matheus Vital, como poderia fazer. Depois, escalou Araos na vaga de Matheus Vital, que saiu de campo com atraso. Aos 37 da segunda etapa, tirou Jádson e colocou Émerson Sheik. Poderia ter escalado um atacante na vaga de um volante e recuado Jádson para a armação mais cedo.

À medida em que o tempo passou, o Cruzeiro recuado sonhava com um contra-ataque. O Corinthians cercava a área de Fábio sem criatividade para ameaçar de verdade, exceto em raras bolas paradas. A timidez cruzeirense também não permitiu que a vantagem se ampliasse. A torcida azul pode lamentar o aperto do 1 x 0. Mas a vantagem é mineira, porque a equipe de Mano Menezes é muito forte como visitante.

FINAL
JOGO DE IDA
Quarta-feira, 10/outubro/2018
CRUZEIRO 1 x 0 CORINTHIANS – 21h45
Local: Mineirão (Belo Horizonte); Juiz: Ânderson Daronco (RS); Gols: Thiago Neves 46 do 1º; Cartão amarelo: Léo Santos (38’), Jádson (42’), Thiago Neves (60’), Egídio (71’), Henrique, Araos (88’); Expulsão: Araos 47 do 2o
CRUZEIRO: 1. Fábio (6), 22. Edílson (6,5), 26. Dedé (7), 3. Léo (6,5) e 6. Egídio (7); 8. Henrique (7) e 5. Ariel Cabral (6); 19. Robinho (6,5), 30. Thiago Neves (7,5) (11. David 36 do 2º (sem e 18. Rafinha (7) (7. Rafael Sóbis 43 do 2º (sem nota)); 28. Barcos (7) (17. Raniel 28 do 2º). Técnico: Mano Menezes
Banco: 12. Rafael, 2. Ezequiel, 25. Marcelo Hermes, 4. Murilo, 29. Lucas Romero, 16. Lucas Silva, 20. Bruno Silva, 21. Mancuello, 7. Rafael Sóbis, 11. David, 17. Raniel
CORINTHIANS: 12. Cássio (7), 23. Fágner (6), 14. Léo Santos (5,5), 3. Henrique (5,5) e 35. Danilo Avelar (6); 15. Ralf (5,5); 11. Romero (5,5), 5. Gabriel (6), 22. Matheus Vital (4) (16. Araos 21 do 2º (6)) e 25. Clayson (5,5) (38. Pedrinho 15 do 2º (5)); 10. Jádson (5) (47. Émerson Sheik 35 do 2º (sem nota)). Técnico: Jair Ventura
Banco: 27. Wálter, 33. Carlos, 13. Marllon, 34. Pedro Henrique, 2. Mantuan, 20. Danilo, 17. Thiaguinho, 21. Sergio Díaz, 47. Émerson Sheik, 38. Pedrinho, 7. Jonatas


Paquetá será a sexta maior venda do futebol brasileiro
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Por 35 milhões de euros, Lucas Paquetá trocará o Flamengo pelo Milan, a sexta maior venda realizada por um clube do Brasil. Com os bônus por resultados, a transferência pode alcançar 50 milhões de euros. Se isto ocorrer, Paquetá ficará atrás apenas de Neymar, negociado oficialmente por 57 milhões de euros, em 2013, e será o segundo mais caro de todos os tempos.

Acima dos 35 milhões de euros atuais, além de Neymar, apenas Rodrygo e Vinicius Júnior, para o Real Madrid, Lucas Moura do São Paulo para o PSG e Arthur, do Grêmio para o Barcelona.

Os números tornam impossível dizer que a negociação não será boa. No cenário atual do futebol e da economia do Brasil, tem de fazer. A pergunta é até quando a lógica terá de ser esta.

O ciclo vicioso é óbvio. Um clube grande do Brasil precisa vender e o jogador quer ir embora. Em seguida à venda, o time fica menos competitivo e atrai menos torcedores. Conseqüentemente, menos patrocínios. Com estádios mais vazios e menos craques, fica mais difícil formar um campeonato forte, com bons jogos e visibilidade internacional. Sem competitividade, o jogador quer ir para a Europa e o clube não tem como segurar.

A única maneira de inverter esse eixo e criar um ciclo virtuoso é acreditar que os raros clubes bem administrados do país possam resistir mais tempo às vendas. O Flamengo é um deles. Não resiste. O Corinthians deveria ser. Seu presidente, Andrés Sanchez, não acredita na viabilidade de manter atletas quando desejam partir. O Palmeiras segurou Dudu, o Grêmio não vendeu Luan, mas perdeu Arthur. Os casos de resistência são raríssimos.

A história do êxodo no Brasil, contado no livro Bola Fora (2009), começou com Arnaldo Porta, que deixou a cidade de Araraquara, no interior paulista, para jogar pelo Verona. Apesar de transferências extremamente importantes, como de Evaristo para o Barcelona, Didi para o Real Madrid e Altafini para o Milan, no final da década de 1950, a explosão aconteceu a partir da reabertura do mercado italiano, em 1980. Havia 16 clubes na Série A, uma vaga para estrangeiro para cada um. Os brasileiros escolhidos foram Falcão, do Internacional para a Roma, Luís Sílvio, da Ponte Preta para a Pistoiese, Enéas, da Portuguesa para o Bologna.

Quando o mercado passou a permitir dois forasteiros por equipe, Zico, Toninho Cerezo, Sócrates e a geração da Copa de 1982 se foi. Em 1988, abriu-se o terceiro posto de trabalho para estrangeiro, por time. Saíram Romário, Muller, Silas, Ricardo Rocha, Evair… A partir de 1996, com o belga Jean Marc Bosman ganhando ação na corte européia e dando direito a qualquer cidadão europeu de trabalhar em qualquer parte do velho continente, acabou o limite. Brasileiro com passaporte português, italiano, espanhol ou italiano pode jogar sem ser considerado estrangeiro.

O agravante é a desvalorização do real. Mais ainda, a percepção de violência em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Mesmo assim, quando dá empate financeiramente, raríssimo com o dólar a R$ 3,75, muitos jogadores preferem ficar no Brasil fazendo churrasco.

Neymar preferiu. Ficou quatro anos no Brasileirão. Rejeitou ofertas do Real Madrid, Chelsea e West Ham, antes de aceitar o Barcelona. Quando finalmente foi jogar no Barça, em 2013, havia encerrado uma temporada em que recebeu mais dinheiro no futebol brasileiro do que Cristiano Ronaldo recebia no Real Madrid. Em 2012, ganhou 12 milhões de euros por seu contrato com o Santos, que incluía contratos publicitários. Cristiano recebeu 10 milhões do Real Madrid, porque seu acordo não previa o dinheiro de publicidade.

Durante três décadas, o Brasil justificou o êxodo pela impossibilidade de concorrer economicamente. Quando Neymar foi embora, não foi por dinheiro. Foi porque o campeonato aqui era pequeno demais para ele.

Paquetá vai porque a economia se destruiu, a violência apavora. Se o cenário fosse outro, o campeonato também estaria ficando pequeno para ele.

Só existe uma maneira de diminuir o êxodo a médio prazo: ter um Brasileirão de verdade.

AS MAIORES VENDAS DO FUTEBOL BRASILEIRO
1. Neymar – Santos – Barcelona (2013) – 57 milhões de euros
2. Rodrygo – Santos – Real Madrid (2018) – 45 milhões de euros
3. Vinicius Júnior – Flamengo – Real Madrid (2017) – 45 milhões de euros
4. Lucas – São Paulo – Paris Saint-Germain (2012) – 43 milhões de euros
5. Arthur – Grêmio – Barcelona (2018) – 40 milhões de euros
6. Lucas Paquetá – Flamengo – Milan (2018) – 35 milhões de euros

Tags : flamengo


Três técnicos e campeão. É raro, mas Corinthians já fez
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O Corinthians entra em campo na noite desta quarta-feira, contra o Cruzeiro, no Mineirão, sob o comando de Jair Ventura, o terceiro treinador na mesma campanha da Copa do Brasil. Nas oitavas-de-final, contra o Vitória, Fábio Carille ainda era o técnico. Nas quartas, contra a Chapecoense, Osmar Loss. Ventura assumiu antes das semifinais contra o Flamengo.

Em edições de Copa do Brasil, apenas um campeão teve três treinadores durante a trajetória. Em 2006, o Flamengo começou com Valdyr Espinosa, teve Waldemar Lemos até as semifinais e foi orientado na decisão, contra o Vasco, por Ney Franco. A curiosidade, daquela vez, foi ter Ney Franco como adversário, nas semifinais, e aliado na decisão. Franco era técnico do Ipatinga, eliminado pelo rubro-negro de Waldemar Lemos, na semi.

No Campeonato Brasileiro, houve apenas uma edição vencida por um clube de três técnicos: 2005. O Corinthians teve Daniel Passarella, Márcio Bittencourt e Antônio Lopes, que levantou o troféu.

No Brasileirão, nenhum mudou de comando e terminou com a taça desde 2009. Na Copa do Brasil, é diferente. Das últimas cinco edições, três vencedores mudaram: o Flamengo de 2013, de Mano Menezes e Jayme de Almeida; o Palmeiras de 2015, de Oswaldo de Oliveira e Marcelo Oliveira; o Grêmio de 2016, de Roger Machado e Renato Gaúcho.

Abaixo, todos os treinadores campeões da Copa do Brasil
1989 – Grêmio (Cláudio Duarte)
1990 – Flamengo (Jair Pereira)
1991 – Criciúma (Luiz Felipe)
1992 – Internacional (Antônio Lopes)
1993 – Cruzeiro (Pinheiro)
1994 – Grêmio (Luiz Felipe)
1995 – Corinthians (Eduardo Amorim)
1996 – Cruzeiro (Levir Culpi)
1997 – Grêmio (Evaristo de Macedo)
1998 – Palmeiras (Luiz Felipe)
1999 – Juventude (Walmir Louruz)
2000 – Cruzeiro (Marco Aurélio)
2001 – Grêmio (Tite)
2002 – Corinthians (Carlos Alberto Parreira)
2003 – Cruzeiro (Vanderlei Luxemburgo)
2004 – Santo André (Péricles Chamusca)
2005 – Paulista (Vágner Mancini)
2006 – Flamengo (Ney Franco)
2007 – Fluminense (Renato Gaúcho)
2008 – Sport (Nelsinho Baptista)
2009 – Corinthians (Mano Menezes)
2010 – Santos (Dorival Júnior)
2011 – Vasco (Ricardo Gomes)
2012 – Palmeiras (Luiz Felipe)
2013 – Flamengo (Jayme de Almeida)
2014 – Atlético Mineiro (Levir Culpi)
2015 – Palmeiras (Marcelo Oliveira)
2016 – Grêmio (Renato Gaúcho)
2017 – Cruzeiro (Mano Menezes)

Tags : Corinthians


Empate foi ruim tanto para Vasco quanto Botafogo
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O Botafogo começou melhor o clássico do estádio Nílton Santos e fez 1 x 0 aos 17 minutos, chute de fora da área de Luiz Fernando. Seguiu no ataque e teve uma bola na trave, num cruzamento de Moisés. Merecia fazer 2 x 0, quando o Vasco reagiu. Aos 36 da primeira etapa, Fabrício chutou cruzado e Maxi López teve oportunismo no meio da área.

Fabrício errou passes demais e deu noção de que houve erro de Alberto Valentim ao escalar três laterais. Não era absurda a opção de Alberto. Fabrício jogava pela meia esquerda, aproximando-se da área para servir a Maxi López. Yago Pikachu pela lateral direita e Henrique pela ponta esquerda completavam o time.

O Botafogo finalizou mais, mas o segundo tempo se arrastou com o empate ruim para os dois lados. O Vasco sai da zona de rebaixamento. Só que tem apenas um ponto a mais do que o Ceará, com uma partida a menos. No domingo, enfrenta o Cruzeiro, a quem não vence em São Januário desde 2008.

Não foi bom para os vascaínos. Nem para os botafoguenses, que alcançam 34 pontos e também não está a salvo.


Maracanã vazio não é culpa da torcida
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Na vitória por 4 x 0 sobre o Paraná, o Fluminense jogou pela sétima vez no Maracanã, pelo Brasileirão, para menos de 10 mil torcedores. Foi também a segunda vez que apresentou, diante de sua torcida, a camisa com o logotipo do DNA Tricolor, o novo programa de relacionamento do clube. Há mais de 80 mil cadastrados, mas boa parte da segue afirmando que o plano de sócios não dá benefícios suficientes. E pouca vantagem para quem quer acesso aos ingressos.

O Flu tem a 13a média de público do ano, atrás de Fortaleza, na Série B, e Ceará. À frente de Santos e Botafogo, mas turbinado pela bilheteria do Fla-Flu, a maior do país em 2018 (59.987 pagantes).

Não está bom jogar contra Corinthians, Grêmio e Paraná Clube para menos de oito mil testemunhas.

Principalmente, porque o nível de presença nos estádios do Brasil melhorou. Os 18 mil torcedores por jogo do campeonato continuam sendo ridículos, mas representam a maior média do Brasileirão desde 1987. O Flamengo tem 46 mil espectadores por partida. O Fluminense, 15 mil.

Não é culpa da torcida. Não dá para usar o chavão ''o torcedor tem de apoiar.''

O clube é quem vende o ingresso e tem de provocar o interesse no comprador. Não o inverso. Os planos de sócios torcedores trouxeram alguns benefícios a quem soube usá-los. Campeão brasileiro de 2005, com Tévez e Nilmar, o Corinthians levava 27 mil pagantes por partida. Em décimo primeiro lugar na tabela de 2018, o índice agora é de 28.600. O Palmeiras foi campeão brasileiro de 1994 com 14 mil no Parque Antarctica. Hoje tem 30 mil. Uma das receitas foi priorizar a venda de ingressos a quem comparece mais. Quem quer ver Palmeiras x Boca Juniors vai pagar preço justo e ter acesso ao bilhete com tranquilidade, pela internet, se tiver mais de 80% de presença no Allianz Parque.

No caso do Fluminense, o discurso surrado. Dirigentes afirmam que o Rio é diferente, porque a praia concorre com o futebol. Em Belo Horizonte, não tem mar, mas tem bar. Em São Paulo, você preferir ir ao cinema. Tudo concorre com o futebol. Mesmo assim, timidamente, a média de público melhora no Brasileirão.

Para o Fluminense e para o Botafogo, não.

A culpa não é de quem compra o ingresso. É de quem não tem estratégia para vender. O Fluminense tem torcida suficiente para encher as arquibancadas do Maracanã.

Tags : fluminense


Real Madrid tem seca de gols inédita neste século
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Os quatro jogos seguidos sem fazer gols formam uma seqüência inédita na história do Real Madrid desde abril de 1985. O time de Julen Lopetegui anotou seu último gol no dia 22 de setembro, na vitória por 1 x 0 sobre o Espanyol, no Santiago Bernabéu. Asensio marcou aos 41 minutos do primeiro tempo. Depois, o Real perdeu do Sevilla por 3 x 0, empatou com o Atlético de Madrid por 0 x 0, caiu contra o CSKA na Liga dos Campeões por 1 x 0 e para o Alavés pela Liga Espanhola por 1 x 0. São 409 minutos sem fazer gol.

A última série tão longa sem gols aconteceu há 33 anos, em abril de 1985. No dia 6 de abril daquele ano, o Real Madrid foi goleado por 4 x 0 pelo Atlético de Madrid, no Bernabéu. Gols de Hugo Sánchez, Marina e Cabrera, duas vezes. No dia 10 de abril, caiu contra a Internazionale, em Milão, por 2 x 0. Depois, para o Valencia, no Mestalla, por 1 x 0, e para o Hércules por 1 x 0, no Bernabéu.

A seqüência terminou com 3 x 0 sobre a Internazionale, resultado que levou à decisão da Copa da Uefa. Dois gols de Santillana e um de Michel levaram à final, vencida contra o Videoton, da Hungria.

Em setembro de 2017, quando perdeu para o Betis, o Real Madrid encerrou 73 jogos consecutivos fazendo gols. Tinha Zidane como técnico e Cristiano Ronaldo como referência do ataque. Por alguns meses, parecia que o Real Madrid encerraria o ciclo de Cristiano Ronaldo por vontade da diretoria. Em vez disso, viu se quebrar o período de Zidane com pedido de demissão do técnico francês e a saída do português por seu próprio desejo.

O novo ciclo se formou sem planejamento da diretoria de Florentino Pérez. A transição é lenta e os resultados ruins.

Tags : real madrid


Barba e cabelo pela primeira vez na história
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Pela primeira vez na história do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras venceu o São Paulo duas vezes na mesma campanha. Mesmo antes dos pontos corridos, isso jamais havia acontecido no torneio nacional. A última vez em que isso aconteceu pelo Campeonato Paulista foi em 1996, quando ganhou por 2 x 0 e 3 x 2.

Felipão seguiu sua estratégia e escalou apenas quatro titulares da Libertadores: Wéverton, Felipe Melo, Moisés e Dudu. E Felipe Melo estava suspenso contra o Colo-Colo.

A lógica palmeirense é esta. O Palmeiras não tem time A. Tem time B de Brasileirão e time C de Copas, com duas a quatro intersecções. Desde sua chegada, Felipão nunca escalou mais do que quatro titulares das copas no Campeonato Brasileiro. Exatamente como fez na histórica campanha do Gauchão de 1995, quando ganhou a Libertadores com os titulares e o estadual revezando entre dois e quatro titulares. Na decisão, Grenal, usou Danrlei, Arce, Carlos Miguel e Paulo Nunes.

Outra característica deste Palmeiras, histórica com Felipão, é a perfeição nas bolas paradas. Em cobranças de faltas, escanteios e pênaltis, o Palmeiras marcou 13 de seus 26 gols desde a chegada do treinador.

O clássico teve supremacia da posse de bola do São Paulo (60%), mas predomínio do Palmeiras nas finalizações (8×5). Desde a 22a rodada, nenhum líder abria três pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Felipão agora vê sua equipe com 56 pontos, contra 53 do Internacional, segundo colocado.


Flamengo terá duas finais antes de enfrentar Palmeiras
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Embora o rubro-negro possa secar o Palmeiras na noite deste sábado (6), a vitória sobre o Corinthians reabriu a perspectiva de lutar pelo título, em função dos próximos jogos, independentemente do resultado do Choque-Rei. O Flamengo enfrentará o Fluminense no sábado (13) e o Paraná no domingo (21). Na véspera do segundo turno das eleições, receberá o Palmeiras no Maracanã. Pode ter caráter de final.

Até lá, o Palmeiras enfrentará o São Paulo neste sábado (2), o Grêmio e o Ceará, ambos no Pacaembu, em função de eventos no Allianz Parque. No próximo final de semana, haverá confrontos entre os que ocupavam as quatro primeiras colocações antes da abertura da rodada: Palmeiras x Grêmio, Internacional x São Paulo.

Tudo isso reabre a possibilidade de o Flamengo ser campeão brasileiro. Contra o Corinthians, o Flamengo venceu pela primeira vez em São Paulo desde 2006 e pela primeira vez como visitante desde a sétima rodada, quando ganhou do Atlético, no Independência.

Dono do maior índice de posse de bola do Brasileirão, o Flamengo completou apenas o terceiro jogo com média inferior ao adversário. Só teve menos posse de bola no empate contra o Vitória, na estréia, e nos triunfos contra o Fluminense, na décima rodada, e Corinthians, na vigésima oitava.

Tags : flamengo


Informações e palpites da rodada pré-eleitoral
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Aqui os jogos de sexta-feira e sábado. Com eleição no meio, parecem distantes os jogos Fluminense x Paraná, na segunda-feira à noite, Botafogo x Vasco, terça-feira à noite, e Cruzeiro x Ceará, adiado em função da final da Copa do Brasil e das quartas-de-final da Libertadores.

SPORT x INTERNACIONAL
Sexta-feira, Ilha do Retiro, 18h
SPORT – Problemas – Durval (terceiro cartão), Cláudio Winck (emprestado pelo Inter), Ernando (emprestado pelo Inter), Andrigo (emprestado pelo Inter), Léo Ortiz (emprestado pelo Inter), Hernane (machucado), Morato (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Magrão, Raul Prata, Ronaldo Alves, Adryelson e Sander; Marcão Silva e Jair; Marlone, Mateus Gonçalves e Gabriel; Michel Bastos. Técnico: Mílton Mendes
Últimos cinco jogos – ddded
INTERNACIONAL – Problemas – Edenílson (terceiro cartão), Victor Cuesta (terceiro cartão), Leandro Damião (machucado), Rodrigo Moledo (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Marcelo Lomba, Fabiano, Klaus, Émerson Santos e Iago; Rodrigo Dourado; Rossi, D’Alessandro, Patrick e Nico López; William Pottker. Técnico: Odair Hellmann
Últimos cinco jogos – vedvv
CURIOSIDADE – Histórico treinador do Internacional, último campeão brasileiro, em 1979, Ênio Andrade foi campeão pernambucano pelo Santa Cruz, em 1976, e 1984, pelo Náutico, mas nunca pelo Sport, onde trabalhou em 1986.
RETROSPECTO – Na Ilha do Retiro, nas últimas três visitas, o Internacional não perdeu. São duas vitórias e um empate. A última vitória do Sport aconteceu em 2008, 1 x 0, gol de Dutra.
PALPITE – Internacional
ARBITRAGEM – André Luiz de Freitas Castro (GO); Bruno Raphael Pires (GO), Cristhian Passos Sorence (GO)

CORINTHIANS x FLAMENGO
Sexta-feira, Itaquera, 21h
CORINTHIANS – Problemas – Fágner (machucado), Paulo Roberto (machucado), Jonathas (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Cássio, Gabriel, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf; Romero, Douglas, Mateus Vital e Clayson; Jádson. Técnico: Jair Ventura
Últimos cinco jogos – eveve
FLAMENGO – Problemas – Diego (machucado), Diego Alves (machucado), Rhodolfo (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – César, Pará, Léo Duarte, Réver e Renê; Cuellar e William Arão; Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vitinho; Uribe. Técnico: Dorival Júnior
Últimos cinco jogos – edvee
CURIOSIDADE – Dorival Júnior já venceu em Itaquera, como técnico do Santos, na Copa do Brasil de 2016: 2 x 1.
RETROSPECTO – Flamengo tem três derrotas e um empate em Itaquera.
PALPITE – Corinthians
ARBITRAGEM – Paulo Roberto Alves Júnior (PR); Luciano Roggenbaum (PR), Luiz Spouza Santos Renesto (PR)

VITÓRIA x SANTOS
Sexta-feira, Barradão, 21h30
VITÓRIA – Problemas – Neílton (machucado), Léo Gomes (machucado), Luan (machucado), Nickson (machucado), Juninho (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Ronaldo, Jéferson, Ramon, Lucas Ribeiro e Fabiano; Rodrigo Andrade; Erick, Yago, Marcelo Meli e Lucas Fernandes; Léo Ceará. Técnico: Paulo César Carpegiani
Últimos cinco jogos – dddve
SANTOS – Problemas – Lucas Veríssimo (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Róbson Bambu e Dodô; Alisson; Rodrygo, Carlos Sánchez, Diego Pituca e Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Cuca
Últimos cinco jogos – vdeve
CURIOSIDADE – O último título nacional do Santos, a Copa do Brasil de 2010, foi conquistada dentro do Barradão, com derrota por 2 x 1 para o Vitória.
RETROSPECTO – O Santos ganhou em suas últimas três visitas ao Barradão. Desde 2013, quando fez 2 x 0, o Vitória não ganha.
PALPITE – Santos
ARBITRAGEM – Daniel Nobre Bins (RS); Maurício Coelho Silva Penna (RS), Michael Stanislau (RS)

ATLÉTICO PARANAENSE x AMÉRICA MINEIRO
Sábado, Arena da Baixada, 16h
ATLÉTICO PARANAENSE – Problemas – Léo Pereira (terceiro cartão), Jonathan (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Santos, Diego, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington e Lucho González; Nikão, Raphael Veiga e Marcinho; Marcelo Cirino. Técnico: Tiago Nunes
Últimos cinco jogos – dvvdd
AMÉRICA MINEIRO – Problemas – Aylon (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – João Ricardo, Aderlan, Messias, Matheus Ferraz e Luan; Leandro Donizete e David; Robinho, Ruy e Gérson Magrão; Wesley Pacheco. Técnico: Adílson Batista
Últimos cinco jogos – eedev
CURIOSIDADE – Como jogador, o atual técnico do América, Adílson Batista, foi campeão paranaense pelo Atlético Paranaense, em 1988.
RETROSPECTO – Na história do confronto pela Série A, houve apenas dois encontros, com uma vitória do Atlético e um empate.
PALPITE – Atlético Paranaense
ARBITRAGEM – Raphael Claus (SP); Danilo Ricardo Simon Manis (SP), Daniel Luís Marques (SP)

CHAPECOENSE x ATLÉTICO MINEIRO
Sábado, Arena Condá, 16h
CHAPECOENSE – Problemas – Márcio Araújo (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Jandrei, Eduardo, Rafael Thyere, Nery Bareiro e Bruno Pacheco; Elicarlos e Osman; Doffo, Diego Torres e Victor Andrade; Leandro Pereira. Técnico: Guto Ferreira
Últimos cinco jogos – ddvvd
ATLÉTICO MINEIRO – Problemas – Maidana (terceiro cartão), Cazares (machucado), Ricardo Oliveira (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Victor, Émerson, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Zé Wellison; Luan, Elias, Galdezani e Chará; Denílson. Técnico: Thiago Larghi
Últimos cinco jogos – vdevv
CURIOSIDADE – Em 2016, não houve o jogo Chapecoense x Atlético, em função da tragédia de Medellín.
RETROSPECTO – Na Arena Condá, houve apenas uma vitória do Atlético e um empate, pelo Campeonato Brasileiro.
PALPITE – Atlético
ARBITRAGEM – Luiz Flávio de Oliveira (SP); Daniel Paulo Zioli (SP), Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

SÃO PAULO x PALMEIRAS
Sábado, Morumbi, 18h
SÃO PAULO – Problemas – Araruna (machucado) – Time provável (4-4-2) – Sidão, Bruno Peres, Bruno Alves, Ânderson Martins e Reinaldo; João Rojas, Hudson, Jucilei e Éverton; Nenê e Diego Souza. Técnico: Diego Aguirre
Últimos cinco jogos – eeevd
PALMEIRAS – Problemas – Scarpa (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Fernando Prass, Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Willian, Lucas Lima e Dudu; Deyverson. Técnico: Luiz Felipe
Últimos cinco jogos – vevve
CURIOSIDADE – Pelo Brasileirão, houve 14 empates e 11 vitórias do vitórias do Palmeiras entre 1973 e 2000, período em que o São Paulo não venceu pela principal competição nacional, mas num período em que o estadual importava muito.
RETROSPECTO – No geral, são 24 jogos sem vitórias do Palmeiras, no Morumbi, com 15 vitórias são-paulinas e nove empates.
PALPITE – Palmeiras
ARBITRAGEM – Wilton Pereira Sampaio (GO); Kléber Lúcio Gil (GO), Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ)

GRÊMIO x BAHIA
Sábado, Arena do Grêmio, 21h
GRÊMIO – Problemas – Ramiro (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Marcelo Grohe, Leonardo, Geromel, Kannemann e Cortez; Cícero e Maicon; Alisson, Luan e Éverton; Jael. Técnico: Renato Gaúcho
Últimos cinco jogos – vvvvv
BAHIA – Problemas – Tiago (machucado), Douglas Grolli (terceiro cartão) – Time provável (4-2-3-1) – Ânderson, Bruno, Éverson, Lucas Fonseca e Léo; Flávio e Gregore; Élber, Ramires e Zé Rafael; Gilberto. Técnico: Enderson Moreira
Últimos cinco jogos – edved
CURIOSIDADE – Enderson Moreira foi técnico do Grêmio em 2014, Renato Gaúcho treinou o Bahia em 2010.
RETROSPECTO – Na Arena do Grêmio, houve duas vitórias do Grêmio e um empate.
PALPITE – Grêmio
ARBITRAGEM – Rodolpho Toski Marques (PR); Bruno Boschillia (PR), Victor Hugo Imazu (PR)