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A maratona de Neymar
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O jornal L’Equipe em sua edição desta segunda-feira, 7 de janeiro, elogiou a atuação de Neymar no frágil jogo contra o Pontivy, pela Copa da Liga. Lembrou de sua lesão antes da última partida de 2018, contra o Nantes, e da liberação antecipada oferecida pelo técnico Thomas Tuchel. “No retorno, Neymar mostrou que está pronto para a maratona do Paris Saint-Germain”, destacou o diário francês.

Entre o compromisso contra o Pontivy e a partida contra o Manchester United, em 12 de fevereiro, pelas oitavas-de-final da Champions League, serão onze partidas em 36 dias, sem direito a nenhum meio de semana livre. Como está fora da Copa da Liga, o Manchester United terá seis jogos entre hoje e as oitavas-de-final da Champions.

É óbvio que Thomas Tuchel não precisará escalar Neymar em todas as partidas do Campeonato Francês, da Copa da França e da Copa da Liga Francesa até o compromisso com o Manchester United. Mas a maratona do PSG será maior do que a dos ingleses. Incrível levando em conta o calendário apertado de dezembro a janeiro da Inglaterra.

O que pode facilitar a corrida do PSG é a disparidade entre seu time e as outras forças da França. Em dezessete rodadas, o Paris Saint-Germain venceu quinze vezes, empatou duas, tem dois jogos a menos e, mesmo assim, treze pontos de vantagem sobre o Lille, segundo colocado. O Manchester United está em sexto lugar na Premier League, mas conta com o recente sucesso de cinco vitórias seguidas e 16 gols marcados desde que Ole Gunnar Solskjaer sucedeu José Mourinho no cargo de treinador.

Na semana passada, Solskjaer declarou que fará tudo para que seja difícil para a diretoria do Manchester United negar-lhe a efetivação em maio. Para isso, quer ganhar a Copa da Inglaterra. Claro que não despreza a Champions League.


Informações e palpites da Champions League
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O sorteio dos grupos da Champions League colocou vida fácil para Barcelona e Manchester City. O Barça enfrentará o Lyon, terceiro colocado do Campeonato Francês e último clube a conseguir vaga para as oitavas-de-final, ao empatar com o Shakhtar, na Ucrânia, na quarta-feira (12). O Manchester City terá adversário ainda mais fraco. O Schalke é o 13o colocado do Campeonato Alemão e classificou-se por estar na chave de Porto, Galatasaray e Lokomotiv.

O duelo mais imprevisível será Liverpool x Bayern. Abaixo, informações e palpites dos oito confrontos das oitavas-de-final.

SCHALKE x MANCHESTER CITY
Na história, houve apenas três confrontos, com duas vitórias dos ingleses e uma dos alemães. Em 1970, o City eliminou o Schalke nas semifinais da Recopa, que venceria numa final contra o Gornik Zabrze, da Polônia. É o único troféu continental do Manchester City. Hoje, o time de Guardiola é vice-líder na Premier League e o Schalke ocupa a modesta 13a posição na Bundesliga.
Favorito – Manchester City

LIVERPOOL x BAYERN
Em sete confrontos, o Liverpool venceu duas vezes, o Bayern apenas uma. O último encontro aconteceu pela Supercopa de 2002, com triunfo dos ingleses. Em 1981, o duelo mais lembrado, provocou a classificação do Liverpool para sua terceira Copa dos Campeões, eliminando o Bayern nas semifinais. O Liverpool é o atual líder da Premier League e o Bayern ocupa a terceira colocação na Bundesliga, seu pior desempenho desde 2011.
Favorito – Liverpool

ATLÉTICO DE MADRID x JUVENTUS
Pela Champions League, Juve e Atlético se encontraram apenas na temporada 2014/15, fase de grupos. O Atlético venceu no Vicente Calderón por 1 x 0 e houve empate por 0 x 0 em Turim. Naquela temporada, a Juve avançou até a decisão de Berlim, perdida para o Barcelona de Messi e Neymar. Na Copa da Uefa, houve dois cruzamentos, em 1964 e 1965. Ao todo, são duas vitórias do Atlético e quatro da Juventus em sete partidas. Hoje, a Juve lidera a Série A, oito pontos à frente do Napoli, vice-líder. O Atlético é o terceiro na Espanha, três pontos atrás do Barcelona. Atenção a Cristiano Ronaldo. Na Série A, tem 11 gols e 5 passes para gols em 16 partidas, mas na Champions fez apenas um gol em cinco participações.
Favorito – Juventus

ROMA x PORTO
O Porto foi o melhor time da fase de grupos, único a alcançar 16 pontos, com um empate e cinco vitórias. Mas estar na chave de Schalke, Galatasaray e Lokomotiv ajudou. O time de Sérgio Conceição é bem montado, no 4-3-3, com destaque para o meia mexicano Herrera e para o atacante malinês Marega. A Roma não está bem. Contra o Genoa, no domingo (16), encerrou uma seqüência de cinco partidas sem vencer, ao derrotar o Genoa por 3 x 2. Em sexto lugar na Série A, figura 22 pontos abaixo da Juventus. Os únicos confrontos aconteceram na fase preliminar de 2016/17. O Porto eliminou a Roma com uma vitória e um empate.
Favorito – Porto

LYON X BARCELONA
São quatro vitórias do Barcelona e dois empates nos seis encontros entre os dois clubes. O único em mata-matas aconteceu nas oitavas-de-final de 2009. Empate na França e goleada barcelonista por 5 x 2 na Catalunha. Naquela temporada, a primeira de Josep Guardiola como treinador, o Barcelona foi campeão numa final contra o Manchester United. Messi é vice-artilheiro da Champions League, goleador e líder de assistências da Liga Espanhola. O Lyon confia em Memphis Depay, melhor jogador em passes para gols no Campeonato Francês.
Favorito – Barcelona

AJAX x REAL MADRID
O Real Madrid venceu os últimos seis jogos contra o Ajax, que só terá memória de um bom desempenho contra os espanhois se voltar à temporada 1995/96. Na fase de grupos, os holandeses venceram os dois encontros. Ao todo, são sete vitórias madridistas, quatro do Ajax e um empate. O Real Madrid não vai bem na liga espanhola, em quarto lugar, cinco pontos atrás do Barcelona, mas venceu sua chave na Champions. O Ajax não avançava às oitavas havia treze anos e persegue o PSV, dois pontos atrás no Campeonato Holandês. Atenção a Frenkie De Jong, o jovem prodígio do Ajax.
Favorito – Real Madrid

TOTTENHAM x BORUSSIA DORTMUND
O Tottenham foi o segundo colocado da chave de Barcelona e Internazionale e se encontrará pela quinta vez contra o Borussia Dortmund, o segundo mata-mata. Nos quatro jogos anteriores, duas vitórias para cada lado. Em 2016, o Borussia eliminou o Tottenham nas oitavas-de-final da Liga Europa. Apesar de grandes jogadores como Harry Kane e Eriksen, o Tottenham oscila e está seis pontos atrás do Liverpool, na terceira colocação da Premier League. O Borussia Dortmund tem um estilo de jogo definido, no 4-2-3-1, dirigido pelo treinador suíço Lucien Favre. Witsel e Delaney são destaques na cabeça-de-área, a velocidade de Sancho é especial pela direita e Marco Reus é decisivo para servir.
Favorito – Borussia Dortmund

MANCHESTER UNITED x PARIS SAINT-GERMAIN
Nunca houve um confronto oficial entre Manchester United e Paris Saint-Germain e a primeira partida acontecerá com José Mourinho em crise de identidade. Sempre forte em seus sistemas defensivos, Mourinho não consegue acertar o Manchester desta vez e já sofreu 29 gols em 18 partidas, um gol sofrido a mais do que em toda a campanha do vice-campeonato de 2017/18. O Paris Saint-Germain recuperou-se e ganhou a chave contra Napoli, Liverpool e Estrela Vermelha. Na campanha, até aqui, apenas uma derrota, justamente na Inglaterra, contra o Liverpool. O que atrapalha o PSG é o desnível entre a liga francesa e a Champions. O que ajuda é o ataque, o melhor da competição continental com 17 gols.
Favorito – Paris Saint-Germain


O Dia M de Mourinho
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O dia D de José Mourinho pode ser esta terça-feira (2). Se tropeçar contra o Valencia, em Old Trafford, pela segunda rodada da Champions League, as informações do jornal Daily Mail são de que o treinador português perderá o emprego. Mourinho mudou. É uma espécie de Vanderlei Luxemburgo europeu, reconhecidamente brilhante em outros momentos da carreira, mas observado com suspeita pelo mercado atual. Entre 2004 e 2007, em sua primeira passagem pelo Chelsea, Mourinho dirigiu 185 partidas e perdeu 21. Pelo Manchester United, em sua terceira temporada, orientou 129 vezes e perdeu 24.

Conversas com jogadores brasileiros com quem Mourinho trabalhou dão noção de que as relações são cada vez piores. Daí ser um treinador com prazo de validade. O único clube em que não teve problemas de relacionamento e de resultado na terceira temporada foi a Internazionale. Saiu depois de vencer a Champions League, ao final do segundo ano. Não houve o terceiro.

No Manchester United, são evidentes as diferenças com Paul Pogba. O clube de Old Trafford tem o pior início de Campeonato Inglês desde a temporada 1988/89. Há culpa dos dirigentes, é óbvio. O Manchester United não transpira o ambiente vencedor de antes, mas Mourinho conseguia corrigir defeitos históricos de outros dirigentes, no passado. Massimo Moratti, da Internazionale, é o melhor exemplo.

Hoje, nem dirigentes nem craques conseguem fazer com que Mourinho reproduza o que foi no passado. Campeão da Champions League duas vezes, pelo Porto (2004) e pela Internazionale (2010), português pelo Porto (2003 e 2004), inglês pelo Chelsea (2005, 2006 e 2015), italiano pela Inter (2009 e 2010), espanhol pelo Real Madrid (2012), da Copa da Uefa pelo Porto (2003), Liga Europa pelo Manchester United (2017), Copa da Liga inglesa tanto por Chelsea quanto pelo Manchester United (2005, 2007, 2015 e 2017), Copa Itália pela Inter (2010), Copa do Rey pelo Real Madrid (2011), sem contar Supercopas.

Mourinho não é sombra do que já foi. Se perder para o Valencia hoje, pode dexar de ter até o emprego que possui.


Libertadores x Champions League
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A Champions League, em sua fase de grupos, começa hoje com oito partidas, dos grupos A, B, C e D, divididos em dois horários distintos. Os grupos A, C e D estão marcados para 16h, mas a chave B, do Barcelona, começa às 13h55. De certo modo, a Champions League copia o que sempre houve na Libertadores. Partidas em horários diferentes para dividir as transmissões de TV e permitir a mais gente assistir a todos os jogos.

A Champions copia a Libertadores no que é supérfluo, mas a Libertadores não chega nem perto do torneio europeu no essencial. São 46 mil torcedores em média, na Champions League, contra 26 mil na Libertadores. Foram 3,21 gols por partida na edição passada da Copa dos Campeões da Europa, contra 2,23 da atual Libertadores.

Isso não exclui que Messi afirme que não gosta de ver futebol, mas assiste sempre aos jogos da Libertadores. Hoje poderá assistir ao vice-líder da Superliga Argentina, o Atlético Tucumán, contra o quinto colocado do Brasileirão, o Grêmio. abertura das quartas-de-final do torneio sul-americano.

No primeiro dia da Champions League, os jogos serão Brugge x Borussia Dortmund, Monaco x Atlético de Madrid, Barcelona x PSV, Internazionale x Tottenham, Estrela Vermelha x Napoli, Liverpool x Paris Saint-Germain, Galatasaray x Lokomotiv, Schalke x Porto.

Destaque em Liverpool. A primeira página do jornal francês L’Equipe tem uma ilustração com Cavani, Mbappé, Neymar e o técnico alemão Thomas Tuchel atravessando a faixa de pedestre como na capa do álbum Abbey Road, dos Beatles. Evidentemente, porque os parisienses visitarão a cidade do quarteto britânico. O Liverpool compartilha a liderança da Premier League com o Chelsea.


Champions League em busca do equilíbrio
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O livro publicado pelo jornal L’Equipe em 2006, ano do cinquentenário da Copa dos Campeões da Europa, dividia o torneio em épocas. A dos ingleses, no final dos anos 1970 e início da década de 1980, antes o período holandês-alemão, antes a época latina. Nesta década, o L’Equipe teria de descrever o domínio espanhol. Desde 2011, início da década, ou ganha o Barcelona, ou o Real Madrid, ou o Bayern ou um inglês, neste caso, o Chelsea de 2012.

Na edição que se iniciará no dia 18 de setembro, é possível pensar no Manchester City como campeão ou mesmo no Liverpool, vice na temporada passada. Pensar no Paris Saint-Germain como semifinalista, mas principalmente imaginar o Real Madrid enfraquecido. O Barça segue forte.

A Juventus sonha com o título e caiu num grupo com o Manchester United, em crise com José Mourinho, e com o Valencia, correndo por fora. O sorteio dos grupos separou forças e concentrou outras. O Barcelona terá de enfrentar o forte Tottenham e a Internazionale, que tenta avançar. Veja abaixo os grupos e as sugestões de favoritos:

GRUPO A
Atlético de Madrid, Borussia Dortmund, Monaco e Brugge

O Atlético de Madrid é o time mais forte, mas o Borussia Dortmund começou a temporada apostando em posse de bola e velocidade, dirigido por Lucien Favre. Vai fazer um bom ano.
Palpite – Atlético de Madrid e Borussia Dortmund

GRUPO B
Barcelona, Tottenham, PSV e Internazionale

É cedo para imaginar que a Internazionale de Luciano Spaletti se fortaleça, especialmente depois do empate por 2 x 2 com o Torino, em Milão. O Tottenham, ao contrário, está muito forte. Pode até desbancar o Barcelona da primeria colocação.
Palpite – Barcelona e Tottenham

GRUPO C
Paris Saint-Germain, Napoli, Liverpool e Estrela Vermelha

O Estrela Vermelha voltar é uma bênção e, ao mesmo tempo, uma simples lembrança. Campeão em 1991 com um timaço, foi consumido pela guerra e pela globalização. O Napoli de Carlo Ancelottti também deve dar ao treinador a lembrança de seus três títulos, por Milan e Real Madrid. Os favoritos são Liverpool e Paris Saint-Germain, no duelo dos técnicos alemães
Palpite – Liverpool e Paris Saint-Germain

GRUPO D
Lokomotiv, Porto, Schalke e Galatasaray

O Lokomotiv é o campeão russo, mas azarão. O mais forte parece ser o campeão português, o Porto, dirigido por Sérgio Conceição. O Schalke de Domenico Tedesco, como técnico, começou mal o Campeonato Alemão. O Galatasaray é candidato a rivalizar com o vice-campeão alemão. É dirigido por Fatih Terim, o mesmo treinador campeão da Copa da Uefa em 2000.
Palpite – Porto e Galatasaray

GRUPO E
Bayern, Benfica, Ajax, AEK

O Bayern terá companhia de três concorrentes tradicionais, mas que vêm das fases preliminares. O Benfica deu susto em sua torcida e empatou com o Paok, em Lisboa, na última fase preparatória. É o time mais organizado de Portugal, hoje em dia, mas não brilha na Europa como o Porto. O Ajax carrega vice-campeões da Liga Europa de 2017, como o marroquino Zyech. Não parece forte.
Palpite – Bayern e Benfica

GRUPO F
Real Madrid, Roma, CSKA e Viktoria Plzen

Como o Bayern, o Real Madrid deu sorte de enfrentar três times mais frágeis. A Roma vem das semifinais da Liga dos Campeões na temporada passada, mas não dá sinais de força igual nesta temporada. De verdade, nem o Real, aparentemente numa temporada de transição depois das perdas de Cristiano Ronaldo e Zinedine Zidane.
PaLPITE – Real Madrid e Roma

GRUPO G
Manchester City, Shakhtar, Lyon e Hoffenheim

O grupo mais equilibrado da Champions. Não pelo Manchester City, favorito absoluto para ficar com a vaga, mas pela similaridade entre Shakhtar, Lyon e Hoffenheim. O time de Julian Naggelsmann deu calor no Bayern na primeira rodada da Bundesliga, mas não tem experiência em fase de grupos. O Lyon de Bruno Genesio pode ser o segundo.
Palpite – Manchester City e Lyon

GRUPO H
Juventus, Manchester United, Valencia e Young Boys

Cristiano Ronaldo enfrentará seu segundo clube, o Manchester United, em crise, na terceira temporada de José Mourinho. O Valencia não decola e o Young Boys chega à Chanmpions como azarão.
Palpite – Juventus e Manchester United


Real Madrid ganha título com onze titulares iguais. É inédito
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O Real Madrid é o primeiro time da história da Copa dos Campeões da Europa a vencer três vezes seguidas com o mesmo técnico e duas consecutivas com exatamente a mesma escalação: Navas, Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Marcelo; Casemiro, Kroos e Modric; Isco; Cristiano Ronaldo e Benzema. O herói do título foi o galês Gareth Bale, que entrou no segundo tempo. Dos catorze madridistas em campo durante os noventa minutos, só Bale e Benzema não vão para a Copa do Mundo.

O último bicampeão antes do Real Madrid havia sido o Milan de 1989 e 1990, que trocou um jogador entre uma final de outra. Donadoni jogou em 1989, Evani em 1990. Desta vez, o Real Madrid repetiu exatamente a mesma formação em 2017 e 2018.

Zidane também se tornou o primeiro técnico três vezes campeão de forma seguida. Antes, Bob Paisley, pelo Liverpool (1977, 1978 e 1981) e Carlo Ancelotti (Milan 2003 e 2007, Real Madrid 2014) haviam vencido três edições.

O Real Madrid jogou mal o primeiro tempo, foi controlado pelo Liverpool, mas o jogo comoeçou a se transformar depois da saída de Mohammed Salah, aos 31 minutos. Na segunda etapa, o Real Madrid cresceu de produção e foi beneficiado pela péssima atuação do goleiro alemão Karius, que entregou o primeiro gol a Benzema e deixou a bola entrar no meio do gol no chute de Bale, o 3 x 1.

Bale marcou um golaço, o segundo do Real Madrid, passe de Marcelo.

O Real Madrid, seu técnico e seus onze titulares, impõem a maior hegemonia já vista no futebol europeu. Antes, só o Real Madrid de 1956 a 1960, mas com cinco formações diferentes.


A história do clássico que vai decidir a Champions
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Liverpool e Real Madrid se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias inglesas e duas espanholas.

Mas os triunfos do Liverpool foram muito mais importantes. A final de 1981, vencida no Parc des Princes, em Paris, por 1 x 0, gol do lateral Kennedy.

Depois, em 2009, o Liverpool aumentou a lista de eliminações consecutivas do Real Madrid nas oitavas-de-final. Foram seis ao todo, a quinta contra os ingleses. Vitórias por 1 x 0 em Madri, gol de Benayoun, e 4 x 0 em Anfield, gols de Fernando Torres, Dossena e Gerrard, duas vezes.

O Real Madrid venceu os dois encontros da fase de grupos de 2014/15, a única das últimas cinco temporadas em que os madridistas não chegaram à decisão.

O retrospecto não garante, mas indica que haverá equilíbrio na decisão.

O Liverpool chega à final depois de vencer a Roma por 5 x 2, na partida de ida e perder por 4 x 2 na capital italiana. Mane e Wijnaldum marcaram 2 x 1 no primeiro tempo, com Milner marcando contra. Dzeko fez 2 x 2, Nainggolan o 3 x 2 e o 4 x 2 a favor da Roma, de penal. O Liverpool tem mais time, mereceu a vaga, mas houve outro penal nao marcado para os romanistas.

Na final, nao tem favorito. O Liverpool pode vencer.


Real Madrid vai a terceira final seguida
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Desde a Juventus de Marcello Lippi, de 1996 a 1998, nao havia um time classificado para tres finais seguidas de Champions League. O Real Madrid tirou a chance do titulo da Juve, em 1998, e agora acaba com a escrita.

Mas teve muita dificuldade para evitar a sexta derrota da temporada no Bernabeu.

Kimmich fez 1 x 0.no primeiro minuto, o Real virou com gols de Benzema e imensa ajuda do goleiro Ulreich. Mas James empatou a partida e o Bayern criou mais oportunidades para fazer 3 x 2, placar que o levaria para a final.

Justa conversa sobre dois lances duvidosos em toque de braco de Marcelo e carga de Sergio Ramos sobre Lewandowski.

O Real chega na final, mas em momento pior do que vivia antes das semifinais.


Zidane tem chance de ganhar título inédito
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O Bayern tinha, ou ainda tem, a chance de evitar que o Real Madrid acabe com uma primazia alemã. Foi o Bayern, em 1976, o último tricampeão consecutivo da Copa dos Campeões da Europa.

Só que aquele Bayern, do tri, teve Udo Lattek como técnico em 1974, Dietmar Cramer, treinador em 1975 e 1976. Assim como o Ajax, tricampeão em 1971 sob o comando de Rinus Michels, em 1972 e 1973 com Stefan Kovacs no banco.

O último técnico a disputar três finais consecutivas foi Marcello Lippi. Campeão em 1996 pela Juventus, levou o time italiano também às decisões de 1997 e 1998 e ficou em segundo lugar. Antes de Lippi, Fabio Capello, vencedor com o Milan em 1994, vice em 1993 e 1995.

Tricampeões como treinadores, só Bob Paisley pelo Liverpool em 1977, 1978 e 1981. E Carlo Ancelotti, pelo Milan em 2003 e 2007, pelo Real Madrid em 2014.

Mas técnico tricampeão seguido, Zidane pode ser o primeiro. Nos anos 1950, o Real Madrid foi penta, com Luis Villalonga em 1956 e 1957, Luis Carniglia em 1958 e 1959, Miguel Muñoz em 1960.

Zidane não é um revolucionário como Guardiola, mas se demonstra cada vez mais estrategista. Contra o Bayern, igualou o sistema tático, fazendo uma linha de quatro homens à frente de Casemiro: Lucas Vásquez, Modric, Toni Kroos e Isco. Funcionou, embora não seja possível dizer que o Real Madrid não passou sufoco. Foram 17 finalizações do Bayern contra 7 do Real Madrid, na partida de Munique.


Bayern x Real Madrid, Liverpool x Roma
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Até 2012, os torcedores do Bayern carregavam faixas com uma inscrição em espanhol, toda vez que se encontravam com o Real Madrid: “La Bestia Negra.” Era referência ao fato de o Real ser velho freguês dos bávaros. A estatística das semifinais de Champions League vencidas pelo Bayern em 1976 e 2001, perdida em 2000, foi reforçada pela classificação alemã em 2012, sob o comando do mesmo técnico Jupp Heynckes, campeão pelo Real em 1998 e que agora volta a dirigir o Bayern numa semifinal europeia.

Ocorre que depois de 2012, o Real Madrid eliminou o Bayern na semifinal de 2014 e nas quartas-de-final de 2017.

O confronto é extremamente equilibrado: 11 vitórias do Real Madrid, 11 vitórias do Bayern e 2 empates em toda a história.

Diferente de Liverpool x Roma, que se enfrentaram cinco vezes, com duas vitórias do Liverpool, dois empates e uma vitória da Roma, por 1 x 0, nas oitavas-de-final da Copa da Uefa de 2001, mais tarde vencida pelo clube inglês.

O confronto marcará o retorno de Mohammed Salah ao estádio Olímpico, onde foi querido pela torcida romanista. Marca também a repetição da final da Copa dos Campeões da Europa de 1984, a única disputada pela Roma, a penúltima vencida pelo Liverpool.

Cristiano Ronaldo e Mohammed Salah tornam Real Madrid e Liverpool favoritos. Se o palpite se confirmar, será a repetição da decisão de 1981, vencida pelos ingleses contra os espanhois.