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Real Madrid ganha título com onze titulares iguais. É inédito
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O Real Madrid é o primeiro time da história da Copa dos Campeões da Europa a vencer três vezes seguidas com o mesmo técnico e duas consecutivas com exatamente a mesma escalação: Navas, Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Marcelo; Casemiro, Kroos e Modric; Isco; Cristiano Ronaldo e Benzema. O herói do título foi o galês Gareth Bale, que entrou no segundo tempo. Dos catorze madridistas em campo durante os noventa minutos, só Bale e Benzema não vão para a Copa do Mundo.

O último bicampeão antes do Real Madrid havia sido o Milan de 1989 e 1990, que trocou um jogador entre uma final de outra. Donadoni jogou em 1989, Evani em 1990. Desta vez, o Real Madrid repetiu exatamente a mesma formação em 2017 e 2018.

Zidane também se tornou o primeiro técnico três vezes campeão de forma seguida. Antes, Bob Paisley, pelo Liverpool (1977, 1978 e 1981) e Carlo Ancelotti (Milan 2003 e 2007, Real Madrid 2014) haviam vencido três edições.

O Real Madrid jogou mal o primeiro tempo, foi controlado pelo Liverpool, mas o jogo comoeçou a se transformar depois da saída de Mohammed Salah, aos 31 minutos. Na segunda etapa, o Real Madrid cresceu de produção e foi beneficiado pela péssima atuação do goleiro alemão Karius, que entregou o primeiro gol a Benzema e deixou a bola entrar no meio do gol no chute de Bale, o 3 x 1.

Bale marcou um golaço, o segundo do Real Madrid, passe de Marcelo.

O Real Madrid, seu técnico e seus onze titulares, impõem a maior hegemonia já vista no futebol europeu. Antes, só o Real Madrid de 1956 a 1960, mas com cinco formações diferentes.


A história do clássico que vai decidir a Champions
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Liverpool e Real Madrid se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias inglesas e duas espanholas.

Mas os triunfos do Liverpool foram muito mais importantes. A final de 1981, vencida no Parc des Princes, em Paris, por 1 x 0, gol do lateral Kennedy.

Depois, em 2009, o Liverpool aumentou a lista de eliminações consecutivas do Real Madrid nas oitavas-de-final. Foram seis ao todo, a quinta contra os ingleses. Vitórias por 1 x 0 em Madri, gol de Benayoun, e 4 x 0 em Anfield, gols de Fernando Torres, Dossena e Gerrard, duas vezes.

O Real Madrid venceu os dois encontros da fase de grupos de 2014/15, a única das últimas cinco temporadas em que os madridistas não chegaram à decisão.

O retrospecto não garante, mas indica que haverá equilíbrio na decisão.

O Liverpool chega à final depois de vencer a Roma por 5 x 2, na partida de ida e perder por 4 x 2 na capital italiana. Mane e Wijnaldum marcaram 2 x 1 no primeiro tempo, com Milner marcando contra. Dzeko fez 2 x 2, Nainggolan o 3 x 2 e o 4 x 2 a favor da Roma, de penal. O Liverpool tem mais time, mereceu a vaga, mas houve outro penal nao marcado para os romanistas.

Na final, nao tem favorito. O Liverpool pode vencer.


Real Madrid vai a terceira final seguida
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Desde a Juventus de Marcello Lippi, de 1996 a 1998, nao havia um time classificado para tres finais seguidas de Champions League. O Real Madrid tirou a chance do titulo da Juve, em 1998, e agora acaba com a escrita.

Mas teve muita dificuldade para evitar a sexta derrota da temporada no Bernabeu.

Kimmich fez 1 x 0.no primeiro minuto, o Real virou com gols de Benzema e imensa ajuda do goleiro Ulreich. Mas James empatou a partida e o Bayern criou mais oportunidades para fazer 3 x 2, placar que o levaria para a final.

Justa conversa sobre dois lances duvidosos em toque de braco de Marcelo e carga de Sergio Ramos sobre Lewandowski.

O Real chega na final, mas em momento pior do que vivia antes das semifinais.


Zidane tem chance de ganhar título inédito
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O Bayern tinha, ou ainda tem, a chance de evitar que o Real Madrid acabe com uma primazia alemã. Foi o Bayern, em 1976, o último tricampeão consecutivo da Copa dos Campeões da Europa.

Só que aquele Bayern, do tri, teve Udo Lattek como técnico em 1974, Dietmar Cramer, treinador em 1975 e 1976. Assim como o Ajax, tricampeão em 1971 sob o comando de Rinus Michels, em 1972 e 1973 com Stefan Kovacs no banco.

O último técnico a disputar três finais consecutivas foi Marcello Lippi. Campeão em 1996 pela Juventus, levou o time italiano também às decisões de 1997 e 1998 e ficou em segundo lugar. Antes de Lippi, Fabio Capello, vencedor com o Milan em 1994, vice em 1993 e 1995.

Tricampeões como treinadores, só Bob Paisley pelo Liverpool em 1977, 1978 e 1981. E Carlo Ancelotti, pelo Milan em 2003 e 2007, pelo Real Madrid em 2014.

Mas técnico tricampeão seguido, Zidane pode ser o primeiro. Nos anos 1950, o Real Madrid foi penta, com Luis Villalonga em 1956 e 1957, Luis Carniglia em 1958 e 1959, Miguel Muñoz em 1960.

Zidane não é um revolucionário como Guardiola, mas se demonstra cada vez mais estrategista. Contra o Bayern, igualou o sistema tático, fazendo uma linha de quatro homens à frente de Casemiro: Lucas Vásquez, Modric, Toni Kroos e Isco. Funcionou, embora não seja possível dizer que o Real Madrid não passou sufoco. Foram 17 finalizações do Bayern contra 7 do Real Madrid, na partida de Munique.


Bayern x Real Madrid, Liverpool x Roma
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Até 2012, os torcedores do Bayern carregavam faixas com uma inscrição em espanhol, toda vez que se encontravam com o Real Madrid: “La Bestia Negra.” Era referência ao fato de o Real ser velho freguês dos bávaros. A estatística das semifinais de Champions League vencidas pelo Bayern em 1976 e 2001, perdida em 2000, foi reforçada pela classificação alemã em 2012, sob o comando do mesmo técnico Jupp Heynckes, campeão pelo Real em 1998 e que agora volta a dirigir o Bayern numa semifinal europeia.

Ocorre que depois de 2012, o Real Madrid eliminou o Bayern na semifinal de 2014 e nas quartas-de-final de 2017.

O confronto é extremamente equilibrado: 11 vitórias do Real Madrid, 11 vitórias do Bayern e 2 empates em toda a história.

Diferente de Liverpool x Roma, que se enfrentaram cinco vezes, com duas vitórias do Liverpool, dois empates e uma vitória da Roma, por 1 x 0, nas oitavas-de-final da Copa da Uefa de 2001, mais tarde vencida pelo clube inglês.

O confronto marcará o retorno de Mohammed Salah ao estádio Olímpico, onde foi querido pela torcida romanista. Marca também a repetição da final da Copa dos Campeões da Europa de 1984, a única disputada pela Roma, a penúltima vencida pelo Liverpool.

Cristiano Ronaldo e Mohammed Salah tornam Real Madrid e Liverpool favoritos. Se o palpite se confirmar, será a repetição da decisão de 1981, vencida pelos ingleses contra os espanhois.


Quem é quem no sorteio da Champions League
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O sorteio dos grupos da Champions League acontecerá na manhã desta sexta-feira, em Nyon, na Suíça

Pela primeira vez, desde 2010, haverá quatro times de quatro países diferentes e pela sexta vez os confrontos das semifinais serão definidos por sorteio. Até 2012, as semifinais eram desenhadas no sorteio das quartas-de-final, com agrupamento a partir dali.

O patinho feio é a Roma, mas não convém desdenhar, como fizeram os jornais espanhois no dia do sorteio das quartas-de-final e também na edição seguinte.

Mas é o patinho feio, porque tem os piores índices.

O Liverpool tem os melhores.

Os ingleses dirigidos por Jurgen Klopp possuem o melhor ataque da Champions League (33 gols) e a defesa menos vazada (7).

A Roma tem o pior ataque dos quatro semifinalistas (15 gols) e a segunda pior defesa (11).

A defesa mais vazada é a do Real Madrid. Navas e Casilla foram buscar a bola na rede 12 vezes.

O Bayern tem o segundo melhor ataque e a segunda melhor defesa.

A Roma tem o maior jejum de semifinais. Não jogava desde 1984, única vez em que alcançou também a decisão, depois de eliminar o Dundee United, da Escócia na semi.

O Bayern não disputou a semifinal da temporada passada, mas jogou cinco seguidas entre 2012 e 2016.

O Liverpool não chegava à semi desde 2008, quando caiu contra o Chelsea.

O Real Madrid chega à sua oitava semifinal consecutiva. Joga todas desde 2011. Venceu em 2014, 2016 e 2017.

Abaixo, a lsita de gols pró e contra dos quatro semifinalistas:

LIVERPOOL – 33 gols pró, 7 gols contra
REAL MADRID – 26 gols pró, 12 gols contra
BAYERN – 23 gols pró, 8 gols contra
ROMA – 15 gols pró, 11 gols contra


Por que mesmo achamos Messi melhor do que Cristiano?
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A Juventus sofreu a maior goleada das finais de Champions League em 23 anos, desde Milan 4 x 0 Barcelona, sem contar os 4 x 1 do Real Marid sobre o Atlético de Madri em Lisboa, 2014, porque naquele caso foi na prorrogação. Dez meses depois, o Real Madrid visitou Turim e aniquilou o time italiano. Não houve resistência, desde o primeiro gol de Cristiano Ronaldo, aos três minutos.

A partir daí, a supremacia madridista foi evidente. Mesmo com chances de gols da Juventus, como numa cabeçada em que Navas fez defesa espetacular, o Real Madrid trocava passes e escancarava sua superioridade. Mas o show veio no segundo tempo, com gol de bicicleta de Cristiano Ronaldo.

Um espetáculo!

Com 14 jogos até as quartas-de-final da Champions League, a três gols de igualar seu recorde conquistado em 2014, com 14 gols, Cristiano Ronaldo merece a pergunta: por que mesmo achamos Messi melhor?

Messi é o talento puro.

Cristiano Ronaldo, o trabalho. O talento é invencível, mas é inegável que trabalhar para ser bom é um mérito incrível. Cristiano Ronaldo tem talento e tem trabalho.

E por isso quase garantiu o Real Madrid em sua sétima semifinal consecutiva e para ser artilheiro da Champions pela sexta vez consecutiva.

Merece a pergunta. Por que mesmo julgamos Messi melhor do que Cristiano Ronaldo?


Champions League com informações e palpites
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BARCELONA x ROMA
A expressão publicada pelo jornal La Gazzetta dello Sport na manhã desta sexta-feira era: “Sorteio da Paura” – Sorteio do medo. A evitar para os italianos seriam os espanhóis, Barcelona e Real Madrid. Pois para os romanistas caiu o Barça e para a Juve o Real. A Roma não chegava às quartas-de-final desde 2008 e é evidente o favoritismo do Barcelona. O Barcelona é o time tático e tem o craque: Messi. Também tem a melhor defesa da Champions com dois gols sofridos.
Retrospecto – 1 vitória do Barcelona, 2 empates, 1 vitória da Roma
Palpite – Barcelona

JUVENTUS x REAL MADRID

Este será o nono mata-mata entre Juve e Real Madrid, finalistas da temporada passada. Quatro vitórias dos espanhóis (1962, 1987, 1998 e 2017), quatro da Juventus (1996, 2003, 2005 e 2015). Dois triunfos do Real Madrid foram em decisões, 1998 em Amsterdã e 2017 em Cardiff. O Real Madrid tem o craque, Cristiano Ronaldo, e o técnico, Zinedine Zidane, que já mostrou saber interferir nos jogos. Mas a Juve não é carta fora do baralho.
Retrospecto – 8 vitórias do Real Madrid, 2 empates, 7 vitórias da Juventus
Palpite – Real Madrid

SEVILLA x BAYERN
O Bayern tem o terceiro melhor ataque da Champions League, atrás apenas de Liverpool e Real Madrid. Enfrentará um time que fez 33% menos gols e sofreu o dobro. Dos 14 gols marcados pelo Sevilla, sete foram de bola parada. Sabe quantos gols o Bayern levou em jogadas assim? Nenhum! É claro que o time de Arijen Robben e Lewandowski tem vantagem teórica no confronto.
Retrospecto – Nunca se enfrentaram
Palpite – Bayern

LIVERPOOL x MANCHESTER CITY
O melhor ataque da Champions League está neste confronto. E não é o Manchester City, time de Josep Guardiola, mas o Liverpool, de Jurgen Klopp. São 28 gols, dos quais 75% saíram de jogadas combinadas. Mais do que o total do City (19). O City é o time da posse de bola e o Liverpool, o recordista de finalizações por partida. Não convém desprezar o Liverpool, mesmo com favoritismo teórico do Manchester City.
Retrospecto – 87 vitórias do Liverpool, 46 empates, 45 vitórias do Manchester City.
Palpite – Liverpool


Velha conhecida
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A Juventus está nas quartas-de-final da Champions League graças a uma virada fantástica.

Mérito de Dybala, de Khedira, mas principalmente de Gonzalo Higuain.

Vinte dias de ausência e, mesmo assim, o argentino voltou tinindo, capaz de um gol e de um passe para Dybala definir o jogo. Tudo em três minutos, entre os 19 e os 22 do segundo tempo.

Na primeira etapa, dominada pelo Tottenham, a Juventus já havia dado um sinal. Houve pênalti escandaloso sobre Douglas Costa. Não marcado.

Então, a supremacia inglesa apareceu, com grande participação de Harry Kane, que quase marcou num chute do bico esquerdo da grande área, e excelente atuação do sul-coreano Son, dono de uma temporada brilhante. Foi dele o gol, ao receber passe de Trippier.

No segundo tempo, o Tottenham também teve oportunidades, mas a Juve foi fatal.

Bola aérea que a defesa inglesa observou apenas. Khedira desviou de cabeça e Higuain marcou.

Logo depois, Khedira fez o passe para Higuain marcar.

Nas últimas três edições da Champions, a Juve disputou duas finais. Não convém menosprezar.


PSG segue tradição de sucesso lento dos novos ricos
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A capa do diário francês L’Equipe estampa a manchete Tout ça Pour ça (Tudo isto por nada), o que ilustra a frustração francesa com a derrota na Champions League.

Frustração francesa com Champions League é quase uma redundância. Porque foram os franceses quem a criaram, por meio do jornalista Gabriel Hanot, em 1955, e só a conquistaram uma vez, em 1993, com o Olympique de Marselha.

O clube do sul francês dirigido pelo senador Bernard Tapie ganhou na mesma temporada o pentacampeonato francês e o perdeu na justiça, por corrupção confirmada numa partida contra o Valenciennes. Atenção, a Uefa não retirou o título do Olympíque de Marselha na Champions League. Suspendeu-o pela corrupção na França e até hoje cogita-se um caso de compra de um árbitro numa partida contra o Sparta Praga, mas o troféu foi mantido.

Nos anos 1980, Paris teve o sonho de ganhar a Copa dos Campeões da Europa, quando a Matra do empresário Jean-Luc Lagardère comprou o Racing de Paris e projetou fazer do clube parisiense campeão europeu em cinco temporadas. Contratou jogadores de Copa do Mundo, como o uruguaio Francescoli e o alemão Littbarski. Na terceira temporada, desistiu.

O Paris Saint-Germain não merece a observação de que todo o esforço foi por nada. Ainda não. Na contratação de Neymar, o discurso era de um projeto de cinco temporadas. Pode vir a ser.

Só que, por enquanto, o Paris Saint-Germain repete o que houve com os dois outros exemplos de times comprados por megaempresários ou mega operações de dinheiro, que demoraram para cumprir seus objetivos. O Chelsea foi adquirido por Roman Abramovich em 2004. Ganhou o Campeonato Inglês em 2005, mas o sonho de conquistar a Champions só foi concretizado oito anos depois, em Munique, 2012.

O Manchester City passou a ser controlado pelo Sheik Mansour em 2008. Ganhou o Campeonato Inglês em 2012 e 2014, mas só chegou a uma semifinal de Champions League, em 2016, eliminado pelo Real Madrid.

O Paris Saint-Germain foi parte do sonho francês de ganhar a Champions League também no passado. Em 1995, chegou às semifinais e foi eliminado pelo Milan.

Este sim, um exemplo de sucesso depois da compra por um mega empresário. Silvio Berlusconi comprou o clube em 1986. Foi campeão italiano em 1988 e da Copa dos Campeões da Europa em 1989.

A grande diferença é que a camisa do Milan pesa.