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A queda dos melhores do mundo
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A última vez que o Real Madrid não se classificou para a Champions League foi na temporada 1995/96, título do Atlético de Madrid, demissão de Jorge Valdano do cargo de treinador no meio do campeonato e os merengues em sexto lugar, atrás de Tenerife e Espanyol. Ameaças com a de hoje, dia em que ocupa a quinta colocação, houve até em temporadas recentes concluídas com título da Champions League. A diferença é o ciclo encerrado que não se reinicia.

Porque se o Real Madrid é campeão do mundo está longe de ser o melhor time do planeta. Há uma semana, aqui mesmo neste UOL, perguntou-se se o Liverpool havia passado a ser a principal equipe, pergunta a que este colunista respondeu negativamente. Mas o Real Madrid é apenas o campeão. Apenas…

Perder Zidane e Cristiano Ronaldo e não começar um novo ciclo com um jogador especial, fosse Neymar ou Hazard, está saindo caro de mais. A derrota para a Real Sociedad foi a terceira na temporada dentro do Santiago Bernabéu, depois de cair para o Levante e para o CSKA. A Champions é um sonho possível, principalmente porque o sorteio ajudou e o Real Madrid enfrentará o Ajax nas oitavas-de-final.

Mas Modric não é a referência do time, Solari não é o técnico dos sonhos, os resultados estão distantes do esperado. A realeza está em crise.

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A marca do Real Madrid
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Os espanhois sempre chamaram o Mundial de Clubes de Mundialito. Fossem os títulos da velha Copa Intercontinental, sejam agora os oficiais da Fifa. Isso não significa desprezo pelo troféu. O reconhecimento na Espanha não é tão grande quanto na América do Sul nem tão pequeno quanto para os ingleses. O Real Madrid se orgulhava de ter seis mundiais. Mais ainda agora, por ser o único tricampeão consecutivo desde 1960.

Ser o primeiro tricampeão seguido, o único hepta somando todas as conquistas, não foi a única marca do Real Madrid nos Emirados Árabes. São 16 finais e 14 taças conquistadas desde 2014. Sergio Ramos, Benzema e Carvajal os únicos presentes nas 14 conquistas. Ramos ainda teve a honra de marcar o terceiro gol para se confirmar como grande referência deste período.

Na história completa dos mundiais, Copa Intercontinental mais Fifa, Santiago Solari se torna o quarto homem a ser campeão como técnico depois de ter vencido como jogador. Em 2002, entrou no lugar de Zidane faltando quatro minutos para terminar a decisão contra o Olimpia. Desta vez, entrou na vaga de Lopetegui para ser o sucessor de Zidane como treinador campeão do mundo.

Faltou o recorde de Gareth Bale. Com seis gols marcados, poderia ter alcançado Cristiano Ronaldo, o maior artilheiro da história dos mundiais, com sete anotados entre 2008 e 2016. O Real Madrid começou a final contra o Al Ain com certo descaso, até Marcelo se equivocar num recuo e Shahat quase marcar. Sergio Ramos salvou quando a bola ultrapassava a linha fatal.

A seriedade veio a partir daí. No lance seguinte, iniciado na esquerda, passagem pela direita e finalização de Modric pelo centro, o Real Madrid fez 1 x 0 aos 14 minutos. Seguiu em ritmo de treino, mas com 70% de posse de bola na primeira etapa. Mais sério, criou mais chances e mais três gols na segunda etapa. Ainda se deu ao luxo de levar um gol de cabeça, marcado por Shiotani, encobrindo o gigante Courtois, de 1,99 m.

O Real Madrid vence seu sétimo mundial e todos com participações de jogadores brasileiros. Em 1960, tinha Canário, Roberto Carlos e Sávio em 1998, Ronaldo com Roberto Carlos em 2002, Marcelo em 2014, 2016, 2017 e 2018, em companhia de Casemiro nos dois últimos e de Vinicius Junior contra o Al Ain.

Vinicius ainda selou a história com participação efetiva no quarto gol. Sua arrancada terminou em finalização, completada para o gol contra por Yahia Nader. Com 14 troféus em 16 finais nas últimas cinco temporadas, inquestionável a hegemonia do Real Madrid nas competições de clubes neste momento da história.

FINAL
Sábado, 22/dezembro/2018
REAL MADRID 4 x 1 AL AIN – 14h30
Local: Santiago Bernabéu (Madri); Juiz: Jair Marrufo (Estados Unidos); Gols: Modric 14 do 1º; Llorente 15, Sergio Ramos 34, Shiotani 43, Yahia Nader (contra) 47 do 2º; Cartão amarelo: Sergio Ramos
REAL MADRID: 25. Courtois (7), 2. Carvajal (5,5), 5. Varane (6), 4. Sergio Ramos (7) e 12. Marcelo (6); 18. Llorente (7), 10. Modric (8) e 8. Kroos (6,5); 17. Lucas Vásquez (6) (Vinicius Junior 42 do 2º (7)), 9. Benzema (6) e 11. Bale (6,5). Técnico: Santiago Solari
Banco: 1. Navas, 13. Casilla, 6. Nacho, 3. Vallejo, 14. Casemiro, 15. Valverde, 19. Odriozola, 22. Isco, 23. Reguillón, 24. Ceballos, 28. Vinícius Junior
AL AIN: 17. Ejsa (7), 23. Mohammed Ahmad (5) (11. Al Ahbabi 17 do 2º (5)), 5. Ismail Ahmed (5,5), 14. Fayez (6) e 33. Shiotani (4); 74. Shahat (5,5), 3. Doumbia (5), 16. Abdulhaman (4) (6. Amer 21 do 2º (5,5)) e 43. Yaslem (5,5); 9. Marcus Berg (5) (88. Yahia Nader 30 do 2º (sem nota)) e 7. Caio (6). Técnico: Zoran Mamic
Banco: 1. Saeed, 6. Amer, 11. Bandar, 12. Hamad, 13. Barman, 18. Diaky, 19. Salem, 28. Nasser, 30. Mohammed Al Harasi, 44. Saeed Hussan, 88. Yahia, 99. Maroof


Barcelona massacra Real em jogo espetacular
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Barcelona x Real Madrid é um jogo diferente de tudo.

Há 46 clássicos não tem 0 x 0. Desde o dia em que Luis Figo voltou ao Camp Nou, pela primeira vez com a camisa merengue, em novembro de 2002.

Mas o clássico deste domingo de eleição no Brasil foi ainda mais especial.

Teve de tudo. Qualidade técnica, alternância de domínio, variedade tática.

O Barcelona liquidou o Real Madrid no primeiro tempo, com mudanças de posicionamento de Rafinha que confundiam a marcação madridista e abriam sempre o corredor para Jordi Alba jogar. Aos 10 minutos, Rakitic fez lançamento, Alba foi à linha de fundo e teve enorme visão de jogo. Observou Coutinho na entrada da área e rolou para trás. Gol de Coutinho.

O Real Madrid equilibrou e quando começava a incomodar, Varane fez pênalti em Luis Suárez. Passe de Alba e falha do zagueiro francês, bestial na Copa do Mundo, uma besta no Campeonato Espanhol. Suárez fez 2 x 0.

Rakitic deu 47 passes no primeiro tempo. Não errou nenhum. O Barcelona trocou 30 passes em 1 minuto e 32 segundos até a finalização de Coutinho, no primeiro gol. Absolutamente perfeito.

Num tempo em que o futebol sul-americano exporta talentos e sofre com jogo mais truculento do que no passado, o maior clássico do mundo teve seis gols sul-americanos. O terceiro deles de Marcelo, num início de segundo tempo com recuperação madridista. Julen Lopetegui alterou bem a equipe, trocou Varane por Lucas Vásquez, mudou o sistema de 4-3-3 para 3-5-2, definiu a marcação de Nacho em Coutinho e Sergio Ramos e Suárez com Casemiro como líbero. Encorpou e ameaçou empatar.

Mas Marcelo não acompanhava Sergi Roberto em seu novo papel de ala. Sergi Roberto deu o passe para Suárez marcar o terceiro e aproveitou a falha de Sergio Ramos para entregar ao uruguaio o quarto gol.

Requinte de crueldade, o chileno Vidal fez o 5 x 1.

“Esta temporada estamos um desastre, estamos jogando mal, todos, todos, todos”, disse Casemiro.

Três do uruguaio Luis Suárez, um do brasileiro Coutinho, outro do chileno Vidal, o da honra madridista do brasileiro Marcelo. Domínio sul-americano no clássico mundial.


O improvável Campeonato Espanhol
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A derrota do Real Madrid em casa para o Levante por 2 x 1, a maior seca sem gols da história do clube de Chamartín, a quarta rodada seguida sem vitórias madridistas, tudo isso se soma aos quatro jogos sem vencer do Barcelona, pela Liga Espanhola — antes de entrar em campo contra o Sevilla.

O Real não completava quatro jornadas de Liga sem ganhar desde a temporada 2006/07. Daquela vez, sofreu com quatro empates seguidos — nenhuma derrota — contra Betis, Atlético de Madrid, Sevilla e Barcelona, antes de decolar para o título a partir do 27o compromisso.

O Real Madrid deixou o gramado do Santiago Bernabéu em quarto lugar. O Barcelona é o segundo colocado. Nos últimos dez anos, só em 2012 o líder da nona rodada não era nem Real Madrid, nem Barcelona. Aconteceu em 2012 com o Levante, justamente a equipe capaz de derrotar o Madrid neste sábado (20).

Normalmente, o torneio volta à ordem natural na segunda metade do primeiro turno. Isto não exclui o sinal de alerta no Real Madrid. Julen Lopetegui não tem cara de treinador do tricampeão europeu desde que o anúncio surpreendeu o mundo, às vésperas da Copa do Mundo, e causou sua demissão da seleção espanhola. Tem cada vez menos jeito de técnico do clube que defendeu como goleiro na década de 1990.

O Real Madrid peca pela transição mal feita e indesejada da equipe de Zinedine Zidane e Cristiano Ronaldo. Acabar com uma geração vencedora exige planejamento. O Real errou. Não planejou, perdeu as duas estrelas e tenta construir uma nova era apenas com os comuns. Neste momento, parece impossível que Gareth Bale, Isco, Asensio e Benzema sejam as referências de uma nova equipe vitoriosa.

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Real Madrid tem seca de gols inédita neste século
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Os quatro jogos seguidos sem fazer gols formam uma seqüência inédita na história do Real Madrid desde abril de 1985. O time de Julen Lopetegui anotou seu último gol no dia 22 de setembro, na vitória por 1 x 0 sobre o Espanyol, no Santiago Bernabéu. Asensio marcou aos 41 minutos do primeiro tempo. Depois, o Real perdeu do Sevilla por 3 x 0, empatou com o Atlético de Madrid por 0 x 0, caiu contra o CSKA na Liga dos Campeões por 1 x 0 e para o Alavés pela Liga Espanhola por 1 x 0. São 409 minutos sem fazer gol.

A última série tão longa sem gols aconteceu há 33 anos, em abril de 1985. No dia 6 de abril daquele ano, o Real Madrid foi goleado por 4 x 0 pelo Atlético de Madrid, no Bernabéu. Gols de Hugo Sánchez, Marina e Cabrera, duas vezes. No dia 10 de abril, caiu contra a Internazionale, em Milão, por 2 x 0. Depois, para o Valencia, no Mestalla, por 1 x 0, e para o Hércules por 1 x 0, no Bernabéu.

A seqüência terminou com 3 x 0 sobre a Internazionale, resultado que levou à decisão da Copa da Uefa. Dois gols de Santillana e um de Michel levaram à final, vencida contra o Videoton, da Hungria.

Em setembro de 2017, quando perdeu para o Betis, o Real Madrid encerrou 73 jogos consecutivos fazendo gols. Tinha Zidane como técnico e Cristiano Ronaldo como referência do ataque. Por alguns meses, parecia que o Real Madrid encerraria o ciclo de Cristiano Ronaldo por vontade da diretoria. Em vez disso, viu se quebrar o período de Zidane com pedido de demissão do técnico francês e a saída do português por seu próprio desejo.

O novo ciclo se formou sem planejamento da diretoria de Florentino Pérez. A transição é lenta e os resultados ruins.

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Zidane sai por cima
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Zidane diz que o Real Madrid precisa mudar de treinador para seguir ganhando.

A justificativa sem sentido indica apenas que o craque francês soube sair por cima. Assim como deixou o Real Madrid em seus tempos de jogador aos 34 anos, podendo disputar pelo menos mais uma temporada em alto nível, e depois de levar a França à sua segunda final de Copa do Mundo consecutiva. Como craque, Zidane só não parou por cima, porque deixou o estádio Olímpico de Berlim com cartão vermelho, depois de agredir Materazzi.

Como técnico madridista, deixa o cargo e matará os torcedores de saudade.

Não precisou nem estragar a festa, como fez Cristiano Ronaldo, insinuando que pode partir. Zidane não insinuou. Tomou a decisão e comunicou na hora em que tinha tudo resolvido.

Sai do Real Madrid como o segundo técnico mais vitorioso da história do clube, atrás apenas dos catorze títulos de Miguel Muñoz. Como único tricampeão consecutivo da Champions League e com aproveitamento de 76% em dois anos e meio. Ao deixar o Barcelona, também por cima, Josep Guardiola tinha 72% dos pontos conquistados.

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Zidane tem chance de ganhar título inédito
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O Bayern tinha, ou ainda tem, a chance de evitar que o Real Madrid acabe com uma primazia alemã. Foi o Bayern, em 1976, o último tricampeão consecutivo da Copa dos Campeões da Europa.

Só que aquele Bayern, do tri, teve Udo Lattek como técnico em 1974, Dietmar Cramer, treinador em 1975 e 1976. Assim como o Ajax, tricampeão em 1971 sob o comando de Rinus Michels, em 1972 e 1973 com Stefan Kovacs no banco.

O último técnico a disputar três finais consecutivas foi Marcello Lippi. Campeão em 1996 pela Juventus, levou o time italiano também às decisões de 1997 e 1998 e ficou em segundo lugar. Antes de Lippi, Fabio Capello, vencedor com o Milan em 1994, vice em 1993 e 1995.

Tricampeões como treinadores, só Bob Paisley pelo Liverpool em 1977, 1978 e 1981. E Carlo Ancelotti, pelo Milan em 2003 e 2007, pelo Real Madrid em 2014.

Mas técnico tricampeão seguido, Zidane pode ser o primeiro. Nos anos 1950, o Real Madrid foi penta, com Luis Villalonga em 1956 e 1957, Luis Carniglia em 1958 e 1959, Miguel Muñoz em 1960.

Zidane não é um revolucionário como Guardiola, mas se demonstra cada vez mais estrategista. Contra o Bayern, igualou o sistema tático, fazendo uma linha de quatro homens à frente de Casemiro: Lucas Vásquez, Modric, Toni Kroos e Isco. Funcionou, embora não seja possível dizer que o Real Madrid não passou sufoco. Foram 17 finalizações do Bayern contra 7 do Real Madrid, na partida de Munique.


O monstro da Champions League
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Não está em discussão a partida toda.

Mas o jogador.

Cristiano Ronaldo deu 41 passes, quatro finalizações e, mais importante: um gol.

Não. O gol!

Porque há diferença entre fazer o gol que abre o marcador e decide a vaga nas quartas-de-final de marcar o quinto, o sexto, numa goleada.

Cristiano Ronaldo decide.

Já são doze na Champions League. Faltam cinco para igualar o recorde de gols numa única edição de Champions League.

Que é dele mesmo.

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