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São Paulo segue sina e não vence clássico
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Torcer para o São Paulo era uma grande moleza. O âncora da rádio Jovem Pan, Milton Neves, repetia o bordão todos os dias, praticamente, nos anos 1990. Hoje em dia, ficou diferente. Nos últimos 56 jogos contra Corinthians, Palmeiras e Santos, o São Paulo venceu apenas doze. Que dureza!

A derrota para o Santos mantém esta tendência e também a de que o São Paulo tem mais tempo com a bola no pé e não ganha. Foram 56% do tempo com a bola sob seu controle e nada de vitória.

Não que tenha jogado mal. O problema é comprometer a percepção de que o time está melhorando — e está — pela seqïuência de resultados negativos. A dificuldade é o São Paulo transformar sua maneira de jogar nos últimos cinco anos, com mais posse de bola do que os adversários, em vitórias contundentes. Não está acontecendo.

Jogar com a bola no pé exige treinamento de jogadas ofensivas. Não basta achar que individualmente os jogadores resolvem, porque o espaço na parte da frente do campo está cada vez menor. Ou se ensaia por onde a bola vai passar, ou ela para na defesa rival.

De 2013 para cá, o São Paulo leva desvantagem em todos os confrontos em clássicos.
Contra o Santos, 11 derrotas, cinco vitórias e 3 empates

Contra o Palmeiras, são 7 derrotas, 7 empates e 4 vitórias.
Com o Corinthians, 11 derrotas, 3 vitórias e 10 empates.

Tags : São Paulo


Informações e palpites dos jogos de domingo no Rio, Minas e SP
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CAMPEONATO CARIOCA
BOAVISTA x FLAMENGO

Domingo, Kléber Andrade (Cariacica), 17h
BOAVISTA – Problemas – Leandrão (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Rafael, Thiaguinho, Gustavo Geladeira, Kadu Fernandes e Júlio César; Douglas Pedroso, William Maranhão; Lucas, Fellype Gabriel e Erick Flores; Cláudio Maradona. Técnico: Eduardo Allax
Últimos cinco jogos – evdvd
FLAMENGO – Problemas – Nenhum – Time provável (4-1-4-1) – César, Pará, Réver, Juan e Renê; Cuellar; Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá, Diego e Éverton; Henrique Dourado. Técnico: Paulo César Carpegiani
Últimos cinco jogos – vvevv
CURIOSIDADE – Como técnico do Flamengo, Paulo César Carpegiani ganhou a Taça Guanabara de 1981 e 1982 e foi derrotado na decisão de 2000.
PALPITE – Flamengo

CAMPEONATO PAULISTA
SÃO PAULO x SANTOS

Domingo, Morumbi, 17h
SÃO PAULO – Problemas – Rodrigo Caio (terceiro cartão), Arboleda (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Sidão, Militão, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei; Marcos Guilherme, Hudson, Nenê e Cueva; Diego Souza. Técnico: Dorival Júnior
Últimos cinco jogos – vvvvd
SANTOS – Problemas – David Braz (terceiro cartão), Bruno Henrique (machucado), Victor Ferraz (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju; Alisson e Renato; Sasha, Vecchio e Copete; Gabriel. Técnico: Jair Ventura
Últimos cinco jogos – vedev
CURIOSIDADE – São Paulo e Santos são os dois times de mais posse de bola no Campeonato Paulista.
PALPITE – São Paulo

PONTE PRETA x PALMEIRAS
Domingo, Moisés Lucarelli, 19h30
PONTE PRETA – Problemas – Silvinho (terceiro cartão), Tiago Real (machucado) – Time provável (4-1-4-1) – Ivan, Émerson, Renan Fonseca, Luan Peres e Orinho; Jéferson; Felipe Saraiva, Léo Arthur, Marciel e Gabriel Vasconcelos; Felipe Cardoso. Técnico: Eduardo Baptista
Últimos cinco jogos – eeevv
PALMEIRAS – Problemas – Nenhum – Time provável (4-1-4-1) – Jaílson, Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Michel Bastos; Felipe Melo; Guerra, Lucas Lima, Tchê Tchê e Dudu; Borja. Técnico: Roger Machado
Últimos cinco jogos – evvvv
CURIOSIDADE – Ano passado, a Ponte Preta eliminou o Palmeiras, nas semifinais do Campeonato Paulista. O técnico palmeirense era o atual treinador da Ponte Preta, Eduardo Baptista

CAMPEONATO MINEIRO
AMÉRICA X ATLÉTICO

Domingo, Independência, 17h
AMÉRICA – Problemas – João Ricardo (machucado, dúvida), David (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-3-1) – Glauco, Norberto, Messias, Rafael Lima e Giovanni; Zé Ricardo e Aderlan; Gérson Magrão, Aylon e Serginho; Rafael Moura. Técnico: Enderson Moreira
Últimos cinco jogos – vdvve
ATLÉTICO – Problemas – Nenhum – Time provável (4-2-3-1) – Victor, Carlos César, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Arouca e Elias; Roger Guedes, Otero e Erik; Ricardo Oliveira. Técnico: Thiago Larghi
Últimos cinco jogos – deved
CURIOSIDADE – O América não vence clássicos desde maio de 2016, quando ganhou do Atlético por 1 x 0. São dez clássicos contra Cruzeiro e Atlético, com sete derrotas e três empates.
PALPITE – Atlético


A rejeição à vaia do São Paulo
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Diego Souza saiu de campo logo depois da vitória magra do São Paulo sobre o Bragantino comemorando a terceira vitória seguida e dando parabéns a seus companheiros pelo resultado. Foi questionado, então, sobre a vaia da torcida são-paulina, logo após o apito final. “Ah, cara, temos de dar atenção a outras coisas.”

A torcida reclama, porque o time ainda não joga bem. Só por isso. O São Paulo deu blitz nos primeiros dez minutos, fez 1 x 0 e depois fez uma atuação insossa, insípida e incolor.

Dorival Júnior dirá, com razão, que ainda tem jogadores entrando na equipe, mesma justificativa oferecida no segundo turno do ano passado. Nos dois casos, há de fato motivo para esperar o São Paulo ganhar corpo, ter uma maneira de jogar, que será de muita posse de bola, mas necessita ser combinada com boas infiltrações, triangulações e finalizações.

Ainda não é.

Na quarta-feira (7), o público no Morumbi foi bem diferente do ano passado, quando o São Paulo liderou o ranking de torcedores com 33 mil por jogo. Desta vez, 10.278, que pagaram em média R$ 22.

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Com Cueva, São Paulo tenta mostrar que não será rival de jogador
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Raí realizou reunião com os jogadores no final da semana passada para explicar por que Cueva estava de volta ao time. No final da conversa, o meia peruano pediu a palavra. Pediu desculpas.

À parte o fato de que Cueva já pediu desculpas cinco vezes nos últimos seis meses, por episódios diversos em que a única coisa em comum era sua direta responsabilidade, os colegas entenderam o recado e Cueva foi ao banco de reservas no sábado.

Teve a sorte de um pênalti a favor do São Paulo. Converteu e, na comemoração, pediu desculpas outra vez. Recebeu até um abraço do técnico Dorival Júnior.

Desculpa não é band-aid, que se coloca em cima do machucado, enquanto a ferida não fecha. Então, todo mundo se lembrará do que Cueva fez, e do que não fez, por bom tempo.

No retorno do Peru, seis dias atrasado para a reapresentação, disse que chegaria uma proposta do exterior e queria sair. A direção respondeu duramente. Não pensava em negociá-lo agora.

Foi para o banco contra o Novorizontino e disse a Dorival Júnior que, se não contava com ele, preferia não ir a Mirassol. Foi quando Raí declarou que Cueva não estava comprometido com o projeto do São Paulo.

Por isso foi afastado do clássico. O São Paulo comprou o risco da derrota. Perdeu e não o reintegrou contra o Madureira. Se Cueva perdeu dias seguidos de treino, deveria preparar-se para o retorno. Obrigação.

Cueva desculpou-se. Para o time, ele é importante. Sabe disso. O São Paulo, também. Só que Cueva não pode ser para o São Paulo o que Valdivia foi para o Palmeiras por dois anos. Ídolo da torcida pelo que faz em campo e terror da comissão técnica pelo que não faz nos treinos.

O episódio precisa servir como divisor de águas. O São Paulo nunca foi um dos clubes, mesmo entre os grandes, que jogadores desprezassem a chance de jogar. Neste ano, Pratto e Cueva disseram que queriam sair, por razões e com comportamentos diferentes.

Pratto avisou que traria uma proposta vantajosa e de fato conseguiu. Queria voltar a morar na Argentina por causa da filha e por isso resolveu deixar o Morumbi. Mesmo que se discuta se seu comportamento seria diferente se o São Paulo estivesse numa fase diferente, Pratto fez o certo.

Cueva pediu para sair, não apresentou a proposta, recusou-se a viajar a Mirassol, levou um corretivo e voltou a cumprir seu contrato quando percebeu que não ia ganhar.

Mesmo que pise na bola outra vez, este episódio serviu para o São Paulo apontar que não pretende aceitar jogadores que se julguem maiores do que o clube.

Tags : São Paulo


A boa notícia do São Paulo é que Dorival Júnior está vendo defeitos
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Na estreia de Nenê, escalado no lugar de Shaylon desde o início contra o Botafogo de Ribeirão Preto, o São Paulo voltou a jogar mal. Venceu por 2 x 0 e o resultado leva à liderança da chave, com os mesmos sete pontos da Ponte Preta. Nenê roubou cinco vezes a bola no campo de ataque e o Tricolor fez 36% dos desarmes no campo de ataque. Não foi o suficiente, porque o São Paulo apresentou muitos defeitos defensivos e ainda falta criação no ataque.

Ponto positivo em comparação com a partida contra o Madureira foi o time jogar pelos dois lados do campo. Antes, o time estava penso, só pela direita. Com Reinaldo, a jogada do primeiro gol nasceu de um cruzamento da esquerda, concluído por Diego Souza, na posição de centroavante.

Cueva entrou na segunda etapa e foi festejado depois de fazer o gol de pênalti que deu tranqüilidade nos minutos finais do jogo. Não brilhou. Fisicamente, ainda não está em sua condição ideal.

Na defesa, o Botafogo finalizou mais e sete vezes acertou o gol de Sidão. Quando a partida seguia com vitória tímida são-paulina, por 1 x 0, Sidão rebateu três vezes a bola para o meio da área, perigosamente. Lucas Taylor chutou uma bola na trave.
Não está bom.

Dorival Júnior comentou tudo isso em sua entrevista coletiva. Não fingiu, não saiu pela tangente. Afirmou claramente que o time já foi mais incisivo outras vezes, que precisa melhorar. O São Paulo marcou seis gols neste ano, três pelo lado direito, um pela esquerda, um pelo meio e um de pênalti.

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Depois de Butragueño, Lugano quer conversar com Zubizarreta sobre função
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Diego Lugano telefonou e conversou com ex-jogadores que ocupam cargos diretivos em clubes importantes do mundo, antes de formatar sua nova função no São Paulo. Entre os contatos, estão Diego Rivarola, atacante argentino que se tornou assessor desportivo da Universidad de Chile, e Emilio Butragueño, cuja função no Real Madrid é apontada como referência para o que o zagueiro uruguaio desempenhará a partir de agora, no São Paulo.

Lugano falou sobre ter Butragueño como parâmetro em sua entrevista coletiva de apresentação. Procurou o ex-atacante, que participou de 463 partidas e marcou 171 gols em doze anos de carreira pelo Real Madrid. Antes de ser diretor de relações institucionais do time espanhol, El Buitre conquistou o Campeonato Espanhol seis vezes (1986, 1987, 1988, 1989, 1990 e 1995).

“Ele foi muito receptivo”, diz Lugano. Roberto Carlos, que jogou com Lugano no Fenerbahçe, da Turquia, fez a intermediação para ajudar a que Lugano fosse atendido por Butragueño.

Há confiança no São Paulo de que o trabalho conjunto dos três ídolos, Raí, Ricardo Rocha e Lugano, não se confunda, e que ajude o clube a recuperar identidade. Ajude a evitar casos como o de Cueva, sobre quem Raí disse que faltava comprometimento com o projeto do São Paulo, semana passada.

Lugano conversou também com Diego Rivarola e pretende ter diálogo com Zubizarreta, ex-goleiro e ex-diretor de futebol do Barcelona, hoje dirigente do Olympique de Marselha, na França. “Rivarola é direrente, porque é um assessor desportivo. Butragueño participa de decisões”, diz Lugano.

Zubizarreta foi demitido do Barcelona em 2015, por assumir a responsabilidade por contratações que causaram a suspensão da Fifa para contratações nas janelas de transferências. Antes, ajudou a montar a equipe campeã da Champions League da temporada 2014/15.

O cargo de superintendente de relações institucionais é pomposo e o modelo é o que o Real Madrid faz com Butragueño. Ao mesmo tempo em que pode representar o Real Madrid no sorteio da Champions League, El Buitre trabalha com as divisões de base e é a imagem do clube merengue.

Diferente de Butragueño, formado em ciências econômicas e empresariais, Lugano ainda não tem formação acadêmica. Embora falte ao futebol brasileiro a soma do conhecimento empírico ao acadêmico, não é isso necessariamente o que impede de dar certo. A ideia do São Paulo é construir uma referência de equipe, uma espécie de código de conduta do clube, para recuperar o desejo dos jogadores atuarem no Morumbi.

O caso Cueva, que se recusou a viajar para Mirassol semana passada, é visto como um divisor de águas. Quem joga no São Paulo precisa entender a importância disso. Raí, Ricardo Rocha e Lugano têm a missão de ajudar a recuperar esse orgulho.

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Crise política do São Paulo explodiu por negócio de Pratto com Cruzeiro
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O pedido de demissão do diretor de futebol do São Paulo, Vinicius Pinotti, teve como estopim a ideia de que houve negociação de uma parte da diretoria com o diretor executivo do Cruzeiro, Marcelo Djian, para discutir a possibilidade de transferência de Lucas Pratto para a Toca da Raposa. Pinotti discutia com o clube mineiro e o acusava de aliciamento ao atacante argentino. Mas houve reunião com Marcelo Djian.

Pinotti está incomunicável desde ontem. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, contou ter recebido o ex-diretor na tarde de quarta-feira e ter ouvido que problemas pessoais o afastavam do cargo. “Depois me surpreendi com seu comunicado dizendo que havia divergências com o presidente. Não sei que divergências foram estas”, disse o presidente. Leco também falou que soube de um incômodo de Pinotti, por Lugano e o próprio presidente terem falado publicamente na despedida do zagueiro uruguaio, e o diretor de futebol, não. Ao relatar isto, ouviu que este não poderia ser o motivo.

Em Belo Horizonte, o diretor de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, desmente ter sondado ou conversado a respeito da transferência de Lucas Pratto. Também descartou a saída do atacante Allisson, cogitado para fazer parte da negociação.

Segundo pessoas com quem Pinotti conversou após sua saída, ele ficou sabendo de reunião de Marcelo Djian com o presidente Leco. Marcelo Djian não foi localizado.

Houve quem afirmasse que a pressão para manter Dorival Júnior no cargo de técnico fosse a razão. Não é isso. Dorival Júnior deve começar 2018 como treinador do São Paulo, manutenção do trabalho que tirou o tricolor do risco de rebaixamento.

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