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Tite convoca seleção com menor número de clubes brasileiros em Copas
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A seleção brasileira já tem seus 23 convocados e destes apenas três de clubes brasileiros. O goleiro Cássio e o lateral-direito Fágner, do Corinthians, o zagueiro Geromel, do Grêmio. É a Copa do Mundo com menor número de jogadores que atuam no Brasil, empatado com os Mundiais de 2006 e 2010.

Em 2014, quatro anos atrás, Felipão convocou Jô e Victor, do Atlético Mineiro, Fred, do Fluminense, e Jéfferson, do Botafogo.

A história de convocações de clubes do exterior começou apenas em 1982, com Falcão, da Roma, e Dirceu, do Atlético de Madrid. Antes, em 1934, Patesko foi convocado como jogador da Confederação Brasileira de Desportos, embora tivesse jogado a temporada pelo Nacional, de Montevidéu, com quem tinha terminado seu contrato.

Em 1986, repetiu-se o número de dois convocados do exterior, foram 12 da Europa e 10 do Brasil, em 1990, 11 que atuavam no Brasileirão em 1994, nove em 1998, 13 em 2002, 3 em 2010 e 2014.

Dos 23 convocados de Tite, Fred, do Shakhtar, é quem teve menos convocações antes da chamada final: três vezes. Coutinho, Willian, Paulinho e Renato Augusto têm dez convocações com Tite.


As opções da seleção sem Daniel Alves
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Fágner é o único lateral-direito com mais de uma partida como titular sob o comando de Tite, na seleção, sem contar Daniel Alves.

Jogou contra a Colômbia, no jogo em solidariedade às vítimas do acidente aéreo da Chapecoense. Não foram convocados jogadores que atuavam fora do Brasil.

Também foi titular em amistoso contra a Argentina, única derrota da era Tite, e na vitória sobre o Paraguai, pelas Eliminatórias.

Rafinha começou o jogo contra a Austrália, em junho do ano passado, e Danilo estava no apito inicial contra o Japão. Deu um passe para gol.

Nenhum dos três representa a solução ideal. Tite testou poucas variações, porque quando assumiu a seleção tinha uma emergência e quando saiu dela ainda jogava partidas de campeonato, eliminatórias da Copa. Poderia ter testado Fabinho, do Monaco, embora tenha jogado toda a temporada de volante.

Mas Danilo jogou a maior parte da temporada como curinga, misto de lateral-esquerdo, terceiro zagueiro, volante. No fim do campeonato, joga de lateral-direito. E bem. Jogou assim e foi destaque do jogo contra o Brighton, atuou bem também contra o West Ham, na posição, destaque contra o Swansea no 5 x 0.

Fagner deve poder treinar no dia da apresentação na Granja Comary. Tem a vantagem de mais convocações. São oito, contra uma de Rafinha e duas de Danilo.

Não há um lateral como Daniel Alves. Responsável por 37 passes para gols de Messi, do total de 586 marcados pelo gênio argentino pelo Barcelona. Capaz de inverter o lado da jogada num passe e de quebrar linhas com essas inversões. Mas não vale esquecer de que começou como reserva em 2010 e só virou titular na ponta-direita, na vaga de Elano. E que iniciou como titular em 2014, mas terminou na reserva de Maicon.

Se não for convocado, fará falta. Mas não é razão para se julgar que se vai perder a Copa por sua ausência.


Alemanha não perdia desde Eurocopa e há vinte jogos
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A Alemanha entrou em campo com quatro titulares indiscutíveis: Kimmich, Kroos, Draxler e Boateng. O Brasil tinha nove, ausências sentidas de Marquinhos e Neymar. A quem afirmar que não foi o teste mais perfeito, porque faltaram Neuer, machucado, Ozil, Thomas Muller, Hummels, Hector, Timo Werner e Khedira fica a lembrança de que se dizia que o time de Joachim Löw era reservaço na Copa das Confederações e até hoje sobrevivem Goretzka, Kimmich, Stindl, Werner, Draxler, Brandt, Sandro Wagner…

Além disso, com reservas ou titulares, a Alemanha não perdia desde a semifinal da Eurocopa, quando perdeu para a França, em 7 de julho de 2016. Eram 14 vitórias e seis empates, antes de cair em Berlim.

O Brasil mostrou força.

Entre os que atuaram no 7 x 1, dava empate. Três alemães entre os 14 escalados há quatro anos: Kroos, Boateng e Draxler, que entrou depois. Também três brasileiros: Marcelo, Fernandinho e Willian, escalado na segunda etapa, no fatídico 8 de julho.

Importante mesmo é que o Brasil jogou bem em Berlim.

Se fossem os dois times titulares e o Brasil vencesse, ainda assim seria completamente diferente na Copa do Mundo, se houver confronto.

Mas para o Brasil era importante enfrentar a Alemanha. Como cair da bicicleta e subir de novo para não manter o trauma.

Aos 10 minutos, Coutinho teve a primeira chance e desobedeceu a Tite, que manda definir a jogada quando se está no mano a mano. A Alemanha cresceu depois da décima volta do ponteiro e criou com Gundogan, aos 16. O Brasil não conseguiu ter mais posse de bola (47%), mas criou de novo com Gabriel Jesus, em condição legal, aos 35 minutos. O menino do Manchester City fez tudo certo, mas chutou errado, por cima.

Na jogada seguinte, recebeu cruzamento perfeito de Willian, que tem jogado demais, e contou com a enorme colaboração do goleiro Trapp, reserva do Paris Saint-Germain.

O segundo tempo começou como se houvesse a senha de que o Brasil se soltaria, com a confiança de poder vencer. Criou com Paulinho e Trapp evitou o segundo gol. Com Coutinho e nova defesa do arqueiro alemão

A Alemanha entendeu que existem diferenças fundamentais entre a seleção brasileira atual e a do 7 x 1. Bem entendido, a do 7 x 1 tinha questões específicas, emocionais, táticas e agravadas pelos desfalques de seu craque e de seu capitão. Mas esta é muito mais compacta e combativa. Um terço dos desarmes aconteceu no campo de ataque, quatro por Coutinho, três por Willian, até os 30 minutos do segundo tempo.

É claro que o teste não reproduz o que poderá acontecer na Copa do Mundo. Mas o Brasil mostrou solidez.

Que os titulares da Alemanha voltem bem.

E que o Brasil tenha Neymar num eventual encontro em julho.

Na Alemanha, o Brasil venceu pela sétima vez. Empatou uma e perdeu quatro. Não é mau.


Brasil sofre mas vence linha de cinco da Rússia
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Uma das grandes preocupações de Tite hoje é conseguir quebrar o sistema com cinco jogadores em linha na defesa, que o Brasil enfrentará na Copa do Mundo. Contra a Rússia, conseguiu.

Mas sofreu.

O Brasil teve 71% de posse de bola no primeiro tempo, paciência para trocar passes e inverter o lado da jogada, mas esbarrou no sistema do técnico adversário, Stanislav Cherchesov,

A falta de paciência em alguns momentos produziu três contra-ataques e duas finalizações com perigo dos russos na segunda etapa.

Mudou no início do segundo tempo, com um contra-ataque bem puxado por Douglas Costa, que inverteu o lado da jogada para Willian. Na finalização, Akinfeev rebateu e Coutinho quase marcou.

Logo depois, Willian cruzou e Miranda marcou com o pé esquerdo.

A partir daí, quebrou o sistema defensivo russo. Paulinho invadiu a área e sofreu pênalti, convertido por Coutinho.

Depois, Paulinho aproveitou o cruzamento e marcou o terceiro.

Paulinho é, agora, o artilheiro da era Tite, com sete gols, empatado com Gabriel Jesus.

Na Copa do Mundo, o Brasil enfrentará Sérvia e Costa Rica que podem jogar num 3-4-3 que se transforma em 5-4-1, como o sistema russo. Fazer três gols em Moscou ajuda a ganhar confiança para enfrentar esse tipo de sistema.

Agora, o grande teste: Alemanha, terça-feira.


Ismaily e a síndrome de Afonso Alves
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Não se pode reclamar da preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo. A escolha dos amistosos, os locais de treinamentos, os adversários de junho, às vésperas da estreia. Muito melhor adotar realismo contra Croácia e Áustria do que enfrentar Zimbábue e Tanzânia, como em 2010, ou o Panamá, como em 2014. O risco de não ganhar a Copa é a força dos rivais. E as lesões. Depois de Neymar, Filipe Luís e Alex Sandro foram cortados e Tite convocou Ismaily.

O nome do lateral formado pelo Desportivo Brasil, com passagem pelo São Bento de Sorocaba, Estoril, Olhanense e Sporting Braga, antes do Shakhtar, só não foi mais surpreendente, porque Tite falou sobre suas atuações na entrevista coletiva depois da convocação para os jogos contra Rússia e Alemanha.

Mas a chamada abre duas discussões. Se é justo convocá-lo em vez de Jorge ou Arana, que se destacaram no Brasil nos últimos dois anos. E se o nível de quem chama a atenção no futebol brasileiro não é suficiente para jogar a Copa do Mundo, mas o nível de quem joga na Ucrânia é.

A dúvida sobre Arana ou Jorge desfaz-se ao perceber o nível de suas atuações recentes. Jorge tem a quarta melhor nota dos jogadores do Monaco no Campeonato Francês, foi bem no clássico contra o Bordeaux, há vinte dias, mas não foi titular nas últimas duas partidas de seu clube, vice-líder na França. Tem sido reserva de Raggi. Arana é o suplente de Escudero e mesmo tendo entrado no decorrer da partida contra o Leganés, na última rodada, ainda não se firmou nos onze do Sevilla.

A comparação é favorável à chamada de Ismaily, lateral nota 6,5, seguro na defesa, bom no apoio.

A outra conversa é sobre o nível do futebol brasileiro.

Há dois dias, o técnico do Sporting, Jorge Jesus, escalou o meia Wendell, ex-Fluminense, pela primeira vez, e afirmou: “Ele precisa entender que é diferente jogar no Fluminense de jogar no Sporting.”

O Sporting é terceiro colocado do Campeonato Português e não ganha o título desde 2002.

O Campeonato Brasileiro não está abaixo do ponto de vista técnico do Campeonato Português. Há jogadores que saem do futebol brasileiro e chegam titulares em seus clubes da Europa. Foi assim com Oscar, com Neymar, com Gabriel Jesus. Não foi assim com Coutinho, que também sofre para ser titular do Barcelona, depois de ser titular por quatro anos no Liverpool. Ser craque num time importante da Premier League também não garante titularidade no Barça.

Adaptação é uma coisa. Outra é falta de talento.

Ismaily é um dos jogadores que o Brasil não descobriu e foi aparecer na Ucrânia. Jogou oito partidas da Champions League nesta temporada, o dobro de Jorge. Mas para a seleção brasileira também precisaria de adaptação, em teoria.

O futebol do Brasil não está distante assim do que se joga nas ligas médias da Europa, como as da Ucrânia e de Portugal.

Se Arana estivesse jogando no Corinthians, provavelmente Tite o convocaria. Estaria com mais ritmo e confiança.

Como preferiu Ismaily, chegamos ao espanto. Seu nome, como o de Talisca, como o de William José, remetem ao de Afonso Alves, convocado por Dunga em 2007.

A diferença fundamental é a reação do técnico ao espanto pela convocação. Tite informa. Falou sobre Ismaily e sobre estar observando-o. Dunga reagiu a uma pergunta sobre a presença de Afonso Alves, do Heerenveen, com prepotência: “Você não sabe quem é o Afonso?”

Sempre houve uma certa ditadura do desconhecimento. Até mesmo jornalistas que se preparavam eram muitas vezes eram ironizados. “Isso aí não joga nada!” É sempre melhor conhecer do que desconhecer. Dunga conhecia Afonso Alves e este era um mérito. Assim como Tite está assistindo a tudo. É um valor.

Significa que a seleção não perderá a Copa do Mundo por ignorância.

Mas o conhecimento não garante que todas as decisões sejam corretas.


Tite tem explicações para suas surpresas, mas poderia haver outros nomes
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Tite convocou 25 jogadores e três deles nunca haviam aparecido em suas listas: o goleiro Neto, do Valencia, o meia Anderson Talisca, do Benfica, e o atacante William José. Para cada uma das novidades, há explicações. O que não esconde a surpresa por nomes que estavam fora das maiores cogitações.

Se a lista fosse de Dunga, hoje haveria críticas severas aos nomes pouco observados pela imprensa e torcida do Brasil. Tite tem a seu favor a certeza que todo mundo tem de que ele está observando.

Talisca é o melhor meia do Besiktas, terceiro colocado do Campeonato Turco e classificado para as oitavas-de-final da Champions League. Tem 10 gols e 3 passes para gols na Super Liga turca, quatro gols na Champions League, contra Porto e Leipzig.

William José foi campeão mundial sub-20 pela seleção, em 2011. Nunca jogou bem em clubes brasileiros, mas vai bem na Real Sociedad.

Mas e Jonas, do Benfica? Artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2010, fez 12 partidas pela seleção brasileira e marcou 3 gols.

Tem experiência para a Copa do Mundo, mais do que William José. A favor do atacante da Real Sociedad, o porte físico.

Levando em conta que Firmino joga cada dia mais fora da área no Liverpool, como ponta de lança para permitir as entradas em diagonal de Salah e Mané.

Mas as presenças de Talisca e William José não agradam.

A verdade é que a seleção tem onze titulares confiáveis e poucos reservas que transformam jogos. Caso de Douglas Costa. Este merece estar na seleção brasileira.

Taison é preferência de Tite. Mas é inegável que faz uma excelente temporada e participação decisiva na Champions League.

A questão mesmo é que se fosse Dunga a convocar Talisca e William José, hoje seria dia de críticas severas à convocação. Em Tite, se confia muito mais. Mas Talisca e William José vão ter de provar.


Reinaldo Carneiro pretende ser candidato contra preferido de Del Nero
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A CBF convocou todos os presidentes de Federações estaduais para uma reunião às 10 horas da manhã desta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro. O objetivo é colher assinaturas para realizar as eleições para presidente em abril de 2018. Pelo estatuto, é possível escolher qualquer data entre abril de 2018 e abril de 2019. O candidato da CBF, se a eleição for marcada para o mês que vem, será o atual diretor-executivo de gestão, Rogério Caboclo.

A articulação política a favor de Caboclo deve produzir uma candidatura de oposição, de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol. Até o mês passado, entendia-se que o presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero, poderia escolher o sucessor entre dois nomes: Rogério Caboclo ou Reinaldo Carneiro Bastos. Para muitos, o excluído não lançaria candidatura. Neste momento, o cenário é diferente.

A tentativa de marcar as eleições no momento mais próximo possível, pelo estatuto, evidencia o receiro de Marco Polo del Nero não ser absolvido no processo movido pela Fifa. Há ainda quem imagine que a suspensão seja prorrogada. Neste caso, o coronel Antonio Nunes seria mantido na presidência até o fim da suspensão de Marco Polo. Uma hipótese remota ainda é que Marco Polo seja absolvido e volte ao poder. Neste caso, poderia se candidatar numa eleição que poderia ser marcada até abril de 2019.

Marcar o pleito logo para abril de 2018 dá a entender que não se confia na absolvição e que se prepara o sucessor predileto.

Rogério Caboclo é o candidato de Marco Polo Del Nero. Reinaldo Carneiro Bastos é o único com candidatura articulada com presidentes de clubes e de federações. Se, de fato, lançar seu nome para eleição, tem chance de vitória.

O processo deve provocar a primeira eleição com dois candidatos desde o primeiro mandato de Ricardo Teixeira, entre 1989 e 1991. Daquela vez, Ricardo Teixeira era opositor a Otávio Pinto Guimarães.


Neymar prepara QG de recuperação em Mangaratiba
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Depois da cirurgia no pé direito, que realizará em Belo Horizonte com o médico Rodrigo Lasmar, da seleção brasileira, e observação de Gerard Saillant — o mesmo cirurgião que operou o tendão patelar de Ronaldo, em 2000 — Neymar pode fazer uma parte de sua recuperação na casa de sua propriedade em Mangaratiba, litoral fluminense.

Neymar tem uma ampla academia em sua residência num condomínio fechado na cidade litorânea e adquiriu uma máquina de gelo semelhante à instalada nos Centros de Treinamento de Flamengo, Corinthians e São Paulo. Esse tipo de equipamento é capaz de produzir 300 quilos de gelo triturado por dia.

Com a estrutura que possui, Neymar pode fazer do litoral fluminense uma espécie de quartel-general de sua recuperação e passar o tempo que desejar lá, ou compartilhar o período com outros locais onde esteja.

A lógica é que Neymar seja acompanhado de perto pelo médico que o operará. Ou seja, terá a companhia periódica de Rodrigo Lasmar. Isso pode significar deslocamentos para Belo Horizonte ou de Rodrigo Lasmar para onde o atacante estiver.

A coluna de Renato Maurício Prado, no Jornal do Brasil desta quinta-feira, tem um depoimento importante do ex-médico do Vasco, Clóvis Munhoz. Segundo ele, Neymar não chegará 100% à Copa do Mundo. A opinião é compartilhada por outros ortopedistas, porque nenhum jogador que perde dois meses de treino volta ao mesmo estágio tão rápido.

Mas há o contraponto. Os jogadores de alto nível da Champions League também têm chegado desgastados aos últimos mundiais. Ou seja, ninguém tem segurança de chegar 100% à Copa do Mundo.

O princípio da cirurgia é fixar a região da fratura, o que permite dar mobilidade ao pé mais rapidamente. Por isso, Neymar poderá, em teoria, voltar mais rapidamente a fazer o trabalho de fisioterapia.

Em qualquer análise, seria melhor que a fratura não tivesse ocorrido. Já que ocorreu, todo o procedimento pode ajudar Neymar a chegar em alto nível à Copa do Mundo.

Seu quartel-general em Mangaratiba também pode auxiliar nesse propósito.


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