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O Corinthians tinha um jogo para ganhar e ganhou. Hoje é o que conta

PVC

18/03/2015 02h03

O que valeu mais na noite de terça-feira? O Corinthians ganhar do Danúbio em Montevidéu e fechar nove pontos depois de três rodadas ou o Boca Juniors golear o Zamora por 5 x 1 e chegar aos 12 pontos em quatro jogos? O Boca brilha mais, sem dúvida. Mas e daí, num grupo com Zamora, Palestino e Montevidéu Wanderers: Ter 100% de aproveitamento no grupo da morte, assim apelidado, é mais expressivo. Mesmo que o Corinthians às vezes sofra mais do que se espera.

Pois quem espera? Quem continua achando que existe jogo contra galinha morta em qualquer país da América do Sul que não seja a Argentina ou qualquer clube que não seja o Boca Juniors, River Plate, Peñarol ou Nacional… Não é assim.

O Corinthians tem um defeito crõnico, o de permitir cruzamentos para sua grande área, e precisa ser corrigido com o trabalho sobre Fágner e Uendel, que Tite fez depois do encerramento da atividade dos titulares na terça-feira, em Montevidéu. Chamou Fágner de lado e testou-o. Fágner fez o passe para o primeiro gol, de Guerrero, mas deixou Sosa cruzar como quis.

Tem também qualidades. É forte! Sofre pressão, Cássio defende, perde pênalti e logo depois… Gol! Claro que porque Guerrero é o jogador com mais gols decisivos do futebol brasileiro, como informa o Footstats. Se está 3 x 0, não espere gol de Guerrero. Se está jogo pegado, guerreado, 0 x 0, 0 x 1, 1 x 1, 1 x 2…

Pode esperar que Guerrero decide. Decidiu em Montevidéu, onde foi o melhor do jogo exclusivamente pela chance aproveitada no momento decisivo.

Ser o melhor da fase de grupos não significa nada! Só em 1996, o River Plate, e em 2013, o Atlético Mineiro, foram líderes da fase de grupos e campeões mais tarde. Mas que ter 100% no grupo da morte é muito melhor do que estar com a corda no pescoço, isso é.

17/março/2015

DANÚBIO 1 x 2 CORINTHIANS – 20h

Local: Luis Franzini (Montevidéu); Juiz: Julio Bascuñan (Chile); Gols: Guerrero 27, Felipe 34, Ignacio González 47 do 2º; Cartão amarelo: Ricca

DANÚBIO: 1. Tornascioli (6), 16. Velásquez (5,5) (30. Graví 30 do 1º (5)), 24. De los Santos (6), 15. 17. Cristian González (4,5), 4. Ricca (5) e 6. Sosa (5,5); 15. Formiliano (5,5), 8. Milesi (5,5) (9. Barreto 27 do 2º (5)) e 11. Tabárez (6) (10. Ignácio González 16 do 2º (5,5) ; 7. Fornaroli (5) e 19. Castro (4). Técnico: Leonardo Ramos

CORINTHIANS: 12. Cássio (6,5), 23. Fagner (5,5), 22. Felipe (6,5), 4. Gil (6) e 13. Uendel (5,5); 5. Ralf (7); 10. Jádson (7), 7. Elias (7), 8. Renato Augusto (6) e 11. Émerson (5,5); 9. Guerrero (7,5). Técnico: Tite

 

CLASSIFICAÇÃO

                               PG   J      V     E     D     GP   GC

. 1 Corinthians        9      3      3      0      0      5      1

. 2 São Paulo          3      2      1      0      1      4      2

. 3 San Lorenzo      3      2      1      0      1      2      2

. 4 Danúbio             0      3      0      0      3      2      8

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Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.


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