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Atlético sofre com crise dos técnicos, mas pode ter paciência com Larghi

PVC

15/02/2018 09h46

Thiago Larghi tem 37 anos e mais de vinte anos de experiência com futebol. É formado em Educação Física, fez o curso da Uefa e da CBF, participou da comissão técnica do Corinthians, com Oswaldo de Oliveira, começou no Botafogo, como analista de desempenho, função que também exerceu na campanha do título da seleção brasileira na Copa das Confederações, em 2013. Depois de três clubes como assistente de Oswaldo de Oliveira, passou a fazer parte da comissão técnica permanente do Atlético e a chance de assumir interinamente a equipe principal caiu em seu colo.

Não que o Atlético pense agora em efetivá-lo. O Botafogo não pensava assim com Jair Ventura, o Flamengo deixava Zé Ricardo enquanto os resultados permitissem, o Corinthians não pensava em Fábio Carille como treinador, antes da recusa de Reinaldo Rueda, em janeiro de 2017, e depois da passagem sem sucesso de Oswaldo de Oliveira, em 2016.

O Atlético queria Cuca. Este blog deixou claro que Cuca não aceitaria o projeto, ainda na sexta-feira da semana passada.

Em seguida, o Galo consultou Abel Braga e também ficou sabendo que o treinador campeão mundial pelo Internacional não pensava em trocar o Fluminense por Belo Horizonte.

Houve a consulta a Fábio Carille, que tratou como uma simples sondagem. Há informações de que foram empresários os que primeiro ofereceram o nome de Carille ao Atlético.

Qual outro grande treinador pode resolver o problema do Atlético?
Não significa que Thiago Larghi deva ser o técnico efetivo. Mas a providência mais necessária, quando se olha para o mercado de treinadores e não se encontra o nome ideal, é ter paciência.

Na última quarta-feira, este colunista acordou com o comentário em seu WhattsApp de um importante dirigente do futebol do Rio de Janeiro afirmando ter lido a nota deste em que se analisava a chegada de Alberto Valentim ao Botafogo. Ao ler o trecho em que se falava que Alberto joga com zona pura, sem encaixar, e foi indicado por Cuca, o preferido da direção alvinegra, o dirigente observou: "Veja como o clube não tem ideia do que deseja para o seu futebol. Acho Alberto uma ótima escolha, mas Cuca indicou o homem, não o profissional que comunga com suas ideias de jogo. Cuca marca individual."

De fato. O primeiro ponto para contratar um treinador deveria ser entender como se quer jogar. A escolha do técnico tem de ser parte disso. Não é o técnico quem determina o estilo do Atlético. É o Atlético quem deve jogar de acordo com sua história e escolher o técnico que se enquadre neste perfil.
Verdade que, se há poucos treinadores disponíveis no mercado, menos ainda há os que se encaixam em uma filosofia.

Mas deu certo nos últimos anos a descoberta de que o técnico da casa também pode fazer milagre. Como Fábio Carille.
Larghi não é o técnico dos sonhos e provavelmente só será o treinador até o Atlético ter uma ideia brilhante. Mas o estadual permite a paciência para ver até onde seu trabalho pode levar.

Sobre o Autor

Paulo Vinicius Coelho é jornalista esportivo, blogueiro do UOL, colunista da Folha de S. Paulo. Cobriu seis Copas do Mundo (1994, 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018) e oito finais de Champions League, in loco. Nasceu em São Paulo, vive no Rio de Janeiro e seu objetivo é olhar para o mundo. Falar de futebol de todos os ângulos: tático, técnico, físico, econômico e político, em qualquer canto do planeta. Especializado em futebol do mundo.

Sobre o Blog

O blog tem por objetivo analisar o futebol brasileiro e internacional em todos os seus aspectos (técnico, tático, político e econômico), sempre na tentativa de oferecer uma visão moderna e notícias em primeira mão.

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